Um "perigosa" suspeita de ser terrorista

Um "perigosa" suspeita de ser terrorista
Menina de 6 anos no index dos EUA

Seleção argentina apoia Avós da Pça. de Mayo para o Nobel da Paz

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Seleção de Maradona é politizada

Matéria paga censurada pelo Financial Times

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Grande imprensa britânica não se comporta democraticamente

Barão de Itararé

Barão de Itararé
Pai da imprensa alternativa, um batalhador de causas justas e muito bem humorado

Crianças palestinas acorrentadas

Crianças palestinas acorrentadas
A foto fala por si só

Piñera y al fondo su mentor

Piñera y al fondo su mentor
Será coincidência?

Manchete de jornal venezuelano em 1992

Manchete de jornal venezuelano em 1992
El Nacional informa

Ministro Jobim não se dá ao respeito

Ministro Jobim não se dá ao respeito
Em traje de campanha, Ministro da Defesa se exibe para a mídia

Personagens da época da Guerra Fria

Personagens da época da Guerra Fria
EUA patrocinou o golpe que derrubou Jango

Ingerência da CIA na Colômbia

Ingerência da CIA na Colômbia
Uribe acabou e agora faz falta um outro de melhor aparência

Uribe no fim de linha

Uribe no fim de linha
Presidente colombiano é marionete dos EUA

Coca Colla boliviana

Coca Colla boliviana
Refrigerante competirá com a Coca-Cola na Bolívia

A importância da agroecologia

A importância da agroecologia
Transgêniucos prejudicam a agroecologia

Uma publicação sintonizada no seu tempo

Uma publicação sintonizada no seu tempo
New Left Review

Plataforma Ocean Guardian

Plataforma Ocean Guardian
Objetivo é encontrar um mar de petróleo nas Malvinas

Cutrale a, a multinacional que tudo pode

Cutrale a, a multinacional que tudo pode
Alerta de Latuff

Uma visão sobre a impunidade

Uma visão sobre a impunidade
O desejo de muitos brasileiros

Mais arte popular desconhecida do Haiti

Mais arte popular desconhecida do Haiti
Visão de mulheres trabalhadoras haitianas

A pouco conhecida arte do Haiti

A pouco conhecida arte do Haiti
As riquezas da cultura do Haiti

General Lazaro Cardenas y Fidel em 1959

General Lazaro Cardenas y Fidel em 1959

america latina

america latina

a gente não se despede de mario benedetti

a gente não se despede de mario benedetti
um escritor imortal

boris casoy

boris casoy
boris para o lixo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Brasil- Meio Ambiente) - Via Campesina rechaça proposta de mudanças no Código Florestal

Diante da pressão da bancada ruralista para aprovar neste ano o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), que flexibiliza o Código Florestal, os movimentos que compõem a Via Campesina Brasil reafirmam a sua posição pela manutenção da legislação vigente e contra o relatório em discussão.




Fonte: Página do MST



A Via Campesina Brasil reafirma a sua posição pela manutenção do atual Código Florestal Brasileiro.



Rechaçamos a proposta de alteração apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, que incorpora as grandes pautas dos ruralistas, como redução da Área de Preservação Permanente e a anistia das multas por desmatamentos.



O Código Florestal é uma legislação inovadora, que está pautada pela utilização sustentável da floresta. Ao contrário do que dizem os ruralistas e seus aliados, o Código Florestal não cria áreas improdutivas, intocadas.



Ele apenas define que, acima dos interesses privados e do lucro, está o interesse de toda a sociedade brasileira para que a floresta seja usada de forma sustentável.



A Via Campesina defende um amplo pacote de políticas públicas e programas que possibilitem a utilização sustentável das áreas de preservação permanente e de reserva legal.



Desde 2009, apresentamos como propostas assistência técnica capacitada para o manejo florestal comunitário; crédito e fomento para desenvolvimento produtivo diversificado; recuperação das áreas degradadas com sistemas agroflorestais; planos de manejo madeireiro e não-madeireiro simplificados; canais de comercialização institucional que viabilizem a produção oriunda das florestas.



Para quem produz alimento, que são os agricultores camponeses, quilombolas e indígenas, o Código Florestal não é um problema, mas sim a ausência do Estado em sua correta implementação.



Para o latifúndio do agronegócio, que se utiliza da monocultura, de quantidades gigantescas de agrotóxicos e de trabalho escravo, o Código Florestal é um empecilho, que deve ser destruído assim como as florestas da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado.



É fundamental lembrarmos que a proposta apresentada pelo deputado Aldo Rebelo é apoiada somente pelos ruralistas.



Além da oposição de partidos como PT, PV e PSol, o relatório do deputado foi rechaçado por todos os grandes movimentos sociais do campo brasileiro, pelas principais entidades de pesquisa acadêmica do país e por inúmeras organizações e intelectuais.



Em mais um esforço para a destruição do Código Florestal, deputado Aldo está pressionando os líderes dos partidos a dar caráter de urgência ao seu relatório, colocando-o para votação imediata.



É evidente a manobra do deputado e da bancada ruralista, que visa apenas evitar o debate aprofundado da sociedade. Querem no apagar das luzes de seus mandatos imprimir um golpe fatal contra o meio ambiente e toda a sociedade brasileira, em uma atitude totalmente antidemocrática.



Conclamamos toda a sociedade e, em especial, às organizações aliadas da luta da Via Campesina, a enviarem correios eletrônicos para todos os deputados federais, exigindo que haja mais tempo para o debate desse tema tão importante e tão polêmico.



A mobilização social é fundamental, pois com o encerramento do ano essa votação pode acontecer a qualquer momento, a partir desta terça-feira, dia 14 de dezembro.



Digamos não ao pedido de urgência para o relatório do deputado Aldo Rebelo!



Via Campesina Brasil

Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF

Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Comissão Pastoral da Terra – CPT

Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB

Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

Movimento das Mulheres Camponesas – MMC

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimentos dos Pescadores e Pescadoras Artesanais

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

Pastoral da Juventude Rural - PJR

Data da Publicação: 14.12.2010

(Medio Abiente) - Una lectura de los resultados de Cancún

Los resultados del encuentro de Cancun que los medios de información tradicionales no divulgan





Elizabeth Peredo Beltrán*


Fuente: Servicio Informativo Alai-amlatina

Para muchos el Acuerdo de Cancún es positivo, probablemente porque es mas fuerte la necesidad de mantener la idea de que “hubo algún resultado” que analizar verdaderamente el contenido y las consecuencias del mismo.


Para nosotros y nosotras, quienes nos identificamos con los postulados de la justicia climática y los contenidos del Acuerdo de los Pueblos, es un texto que en sencillas palabras mantiene la esencia del Entendimiento de Copenhagen dejando en la ambigüedad los aspectos más vitales de un acuerdo climático basado en la ciencia y la equidad que esté a la altura de las necesidades actuales que plantea la crisis del planeta.

El acuerdo no establece compromisos vinculantes, empodera al Banco Mundial abriendo la posibilidad de mayor privatización, endeudamiento y condicionalidades, establece fondos insuficientes para responder a los impactos del calentamiento global y sus medidas de adaptación y arriesga a la humanidad a una elevación de temperatura promedio por encima de los 2º.

Cuando la gente demandaba un acuerdo efectivo en Cancún, no hablaba de un acuerdo a cualquier costo. Esa no era la idea. Lejos de avanzar para responder con responsabilidad al cambio climático, se ha entregado abiertamente al “capitalismo salvaje” y sus instituciones la gestión de una crisis de grandes dimensiones que compromete la vida de millones de personas.

Aunque el resultado se postula como la salvación del multilateralismo, paradójicamente pone en vigencia el formato de “compromisos voluntarios” que es el “corazón” del Acuerdo de Copenhagen y arriesga a que en el futuro –como dijimos antes- los argumentos de la “urgencia” y la debacle del planeta ante el cambio climático justifiquen ya cualquier salida, mejor si autoritaria, mejor si mercantil, mejor si excluyente, mejor si sólo mantiene el statu quo de las élites. Es decir, adiós al multilateralismo.



La voluntad de miles de personas empeñadas en avanzar con la justicia climática, la justicia social y el equilibrio con la naturaleza fue burlada en un acuerdo pobre, que ni siquiera buscó clarificar los
contenidos específicos de las metas de reducción y sin asegurar la vigencia del segundo período del Protocolo de Kyoto que tiene el mérito de establecer responsabilidades y compromisos diferenciados entre países desarrollados y en desarrollo.


En ese “clima” de engañoso consenso, las posiciones de principio, que reclamaron un acuerdo justo basado en la evidencia de la ciencia y en la necesidad de honrar la deuda climática acabaron siendo juzgadas como ¨radicales”. Ahora resulta que es “radical” respetar los principios de la Convención, que las responsabilidades históricas pasaron de moda, que la urgencia que demanda la ciencia es incongruente.

Mientras tanto la primera semana de la COP 16 el Foro Mundial de Vulnerabilidad lanzaba un informe que reporta que en 2010 al menos 350.000 personas han muerto por impacto directo del cambio climático y que en 2030 podríamos estar hablando de 1.000.000 de muertes en el mundo. Ya estamos hablando de un genocidio y no hay término más apropiado que éste pues esas muertes no son fruto de un castigo que cae del cielo, son fruto de la acumulación de emisiones de gases de efecto invernadero en la atmósfera desde principios de la era industrial, que se ha agudizado desde hace unas 4 décadas y que bajo la Convención y el Protocolo de Kyoto y los reportes científicos del IPCC tiene responsables con nombre y apellido. Nosotros exigimos a los gobiernos que digan la verdad, que expliquen a sus pueblos las consecuencias del cambio climático, las promesas de un futuro seguro no son suficientes, lo que cuenta ahora son los hechos y las medidas reales para parar esta destrucción.



Muchos ahora se rasgan las vestiduras afirmando que los que más contaminan hoy son los países emergentes, que para nosotros no son ningún modelo, y que en el futuro los mayores contaminadores serán los países en desarrollo y argumentan que eso quita vigencia a los acuerdos de NNUU sobre el clima. Pero es fácil ahora acusarlos sin mencionar la deuda histórica ni los negocios que las empresas de occidente hacen en esos países aprovechando las condiciones favorables a sus intereses y la mano de obra barata que existe en esos países. Son precisamente las profundas asimetrías y el uso de las leyes del capital como las de propiedad intelectual y las reglas de inversión las que han facilitado a
estos países ubicarse a años luz en tecnologías y matrices energéticas de bajo carbono.


Eso es lo que está en juego en las negociaciones, pero se prefiere mostrar una cáscara frágil para mantener el adormecimiento y la cultura de la impunidad que nos consume.

Los impactos los viviremos con mayor vulnerabilidad en los países del sur y, como siempre, serán los pueblos los que van a poner el hombro, siempre lo hacen, así como en Europa los trabajadores están sufriendo los impactos del ajuste perdiendo sus derechos laborales, así como los estudiantes europeos ven cada vez menores sus posibilidades y derechos de educación, así como los inmigrantes estan sobrellevando la hostilidad, así como las mujeres cuidan de la vida, así como los pueblos
indígenas defienden sus territorios, así como los miles de damnificados por las inundaciones y sequías están luchando por sobrevivir.

La solución está en los pueblos, y me atrevo a decir que la agenda propuesta por el Acuerdo de los Pueblos ha planteado una línea de trabajo fruto de una acumulación de luchas de experiencia y propuesta, es un espacio que con mayor legitimidad se atrevió a decir la verdad.

Nos queda hoy construir solidaridad para enfrentar la crisis y proteger a los más vulnerables, mantener la digna lucha por la justicia climática y terminar con la lógica de la impunidad.

(*) directora de la Fundación Solón, Bolivia.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Agentina - Política) - Manual para entender a Washington

La Wikimanía es divertida pero es un pedacito de la realidad. Cómo hacen las embajadas para recolectar datos. La relación con los argentinos. Zuleta contra “un grupo de alcahuetes”. Y cómo funciona la Oficina de Inteligencia e Investigación del Departamento de Estado.



Martín Granovsky


Futnte: Pagina 12


El embajador era un tipo simpático, entendía bien español, captaba incluso los chistes con doble sentido, trataba con mucha gente diversa y leía los informes de Inteligencia. Pero además había construido su propio indicador: una vez por semana tomaba el auto y recorría de punta a punta el Camino del Buen Ayre. “No quiero que me cuenten todo”, decía. “Algunas cosas quiero verlas con mis propios ojos.”



Las villas a los costados del camino que une el Acceso Norte con el Oeste del Gran Buenos Aires crecieron explosivamente en los años ’90.



¿La situación social argentina y la distribución del ingreso eran los dos asuntos que más preocupaban a los Estados Unidos? Probablemente no. Pero a ese embajador le gustaba disponer del tablero completo de la realidad.



¿Qué son los piqueteros?

Hubo otro embajador de los Estados Unidos menos simpático pero muy inteligente. Cuando se retiró comenzó a trabajar para consorcios argentinos y norteamericanos. En los primeros meses de 2002, muy poco después del final a los tiros de la administración Fernando de la Rúa-Nicolás Gallo y a comienzos del gobierno de Eduardo Duhalde, el Wilson Center de Washington convocó a un seminario con académicos, políticos y periodistas norteamericanos y argentinos. El ex embajador estaba entre el público. Cuando terminó uno de los paneles se acercó a un periodista argentino.



–¿Le puedo hacer una pregunta?



–¿A mí? –se rió el periodista–. Si usted de la Argentina sabe todo.



–Pero quiero entender un fenómeno nuevo –repuso el ex embajador–. ¿Me puede explicar quiénes son los piqueteros?



El periodista le dijo que las organizaciones piqueteras eran una consecuencia de la pérdida del empleo, de la baja en la sindicalización, de la necesidad social de agruparse en medio de la fragmentación y de buscar un modo de representar a los desocupados en su pelea por la creación de fuentes de trabajo.



–¿No son extremistas? –preguntó el embajador.



–No. Son una forma de protesta no violenta.



–¿Y esa protesta no puede desembocar en una nueva guerrilla?



–Tampoco –contestó el periodista–. Le diría que justamente ellos canalizan la protesta e impedirán la violencia.



La charla se prolongó por otros quince minutos y al final el ex embajador confesó su alivio:



–Le agradezco. Usted no sabe la cantidad de estupideces que me dicen los empresarios argentinos cuando vienen aquí.



¿Un ex embajador marxista? No, un amante de los análisis reales igual que aquel otro diplomático, de rango menor entonces, que todos los días chequeaba información sobre cómo votaría cada miembro de la Corte Suprema sobre la constitucionalidad de la ley de Obediencia Debida. Era 1987 y el diplomático no ignoraba que, para chequear, las reglas del juego caballeresco indicaban que no sólo debía preguntar. También debía contar cuál era su propio escenario. Y, sin decir todo, no mentir.



¿Un luchador contra la Obediencia Debida? No, un diplomático en busca de un panorama real sobre la situación militar. En Semana Santa los Estados Unidos habían apoyado al gobierno de Raúl Alfonsín a tal punto que fue un funcionario argentino quien redactó el borrador del comunicado que emitió el entonces embajador Theodore Gildred repudiando el levantamiento de Aldo Rico.



Alcahuetes

El escándalo de Wikileaks oculta algunos datos elementales.



Uno, que la relación abierta de los diplomáticos norteamericanos con políticos, economistas o periodistas existió siempre.



Otro, que hay diplomáticos con apertura mental y vocación de trabajo y otros más holgazanes y cerrados.



Un tercer elemento, que no todos los argentinos establecen el mismo tipo de relaciones con los norteamericanos. Están los que se plantan de igual a igual, aun sabiendo la enorme disparidad de poder, o aun teniendo diferencias con la visión del mundo de los Estados Unidos o con una administración en particular, y están los que el consultor Enrique Zuleta llama, sin vueltas, “un grupo de alcahuetes”. A la última categoría podrían pertenecer algunos de los que fueron consultados en 2009 por la continuidad del gobierno de Cristina y la pusieron en duda delante del encargado de negocios Thomas Kelly. Lo gracioso es que la conclusión de Kelly después de escucharlos, según revela el cable 853 de Wikileaks, fue que Cristina seguiría. O sea que cabe una vuelta más en el razonamiento. A veces los Estados Unidos consultan alcahuetes sin capacidad de análisis.



Por qué algunos norteamericanos los consultan igual, aunque los alcahuetes sean malos, es un misterio con dos hipótesis. Una hipótesis, la más naïf, es que esos norteamericanos se mimetizan con el sector más improductivo de la clase alta argentina y la sintonía ideológica o social les obtura su capacidad de análisis. Otra hipótesis es que al convocarlos seguido estimulan su ego. Entonces, henchidos de narcisismo, los alcahuetes reproducen sus inexactitudes fuera del mundo diplomático convencidos, a esa altura, de que son la verdadera representación de Washington en la tierra. De ese modo, por acción o por omisión, los pronosticadores de caída de gobiernos a corto plazo o dólares a diez pesos terminan siendo, de hecho, vehículos de acción psicológica. No hay una sola respuesta. Ambas hipótesis pueden convivir. En cuanto a la número dos (la hipótesis de la acción psicológica inducida) depende del grado de irritación de la respectiva administración norteamericana. No hay una contestación que pueda darse como regla general. Varía de momento a momento y los argentinos que gusten del análisis realista deben percibir los cambios de humor en tiempo real y mirando todas las caras de los Estados Unidos: la Casa Blanca, la diplomacia, las empresas, los grandes medios, el Departamento del Tesoro, los cambios en la CIA y en la estructura de inteligencia, Wall Street, el peso de cada embajador y las cuestiones estratégico-militares.



Un caso interesante es el de Terence Todman. Embajador entre 1989 y 1992, dejó correr la idea falsa de que era un gran lobbyista comercial de los Estados Unidos. No lo fue. Todas las privatizaciones terminaron en manos europeas. Pero garantizó el fin de los ensayos misilísticos o nucleares (el Cóndor II, la cooperación con Irán) y lo hizo de tal forma que la Argentina no terminó con ambas aventuras por un acuerdo con Brasil sino entregándolas a Washington. El razonamiento del equipo del canciller Guido Di Tella y el vicecanciller Andrés Cisneros era que ese modo de graficar la alineación mundial, que había comenzado con la participación argentina en la coalición para la primera guerra del Golfo, sería ventajoso para la Argentina. La leyenda dice que las relaciones carnales fueron económicas. La realidad, que fueron estratégico-militares.



Un buen consejo

Wikileaks muestra sólo una cara de las relaciones de los Estados Unidos con cada país: la recolección de datos. Y muestra solamente una parte de esa tarea. No hay cables sobre las negociaciones de alto nivel ni reportes escritos por la Agencia Central de Inteligencia o la inteligencia militar que depende del Departamento de Defensa, el famoso Pentágono. Es obvio que para un país convertido desde 1991, cuando cayó la Unión Soviética, en la única superpotencia económica y militar, al menos hasta la crisis financiera mundial de 2008, la recopilación informativa va acompañada de la acción.



Salvo un cable sobre Malvinas de fines del ’66, la información de Wikileaks acerca de la Argentina filtrada hasta ahora se limita a los gobiernos de Néstor y Cristina Kirchner.



¿Qué quiso hacer Washington en la Argentina, además de saber qué pasaba?



En este punto conviene citar el consejo recogido de un experimentado académico, Abraham Lowenthal, en 1986, durante la crisis centroamericana.



–Usted no se decepcione por lo que voy a decirle –reflexionó una vez, de visita en Buenos Aires–. La política específica de los Estados Unidos hacia la Argentina no existe. La Argentina no es un gran problema ni una gran oportunidad para los Estados Unidos.



Ante la pregunta de cómo convenía situarse analíticamente frente a su diagnóstico, Lowenthal dijo:



–Es fácil contestar pero más difícil el trabajo. A usted le conviene actuar por deducción. Está obligado a analizar toda la política de los Estados Unidos, la interna en primer lugar y la exterior después, y deducir luego qué efectos tendrá para la Argentina. Si no jamás entenderá nada.



Diez indicios

Un ejercicio en homenaje a la sabiduría de Lowenthal podría incluir, hoy, los indicios que siguen.



Primero, Néstor Kirchner asumió apenas un año y medio después del ataque a las Torres Gemelas.



Segundo, George Bush estaba preocupado de manera casi excluyente por Al Qaida.



Tercero, Buenos Aires había sido víctima de dos atentados de origen externo, en 1992 y 1994.



Cuarto, estaba clara la nula simpatía de Néstor y Cristina Kirchner por Al Qaida. Y había sido nítida la crítica de Cristina como legisladora nacional, durante la causa AMIA, a las maniobras de la Justicia y el Ejecutivo para trabar la investigación.



Quinto, en América latina la Argentina no era un desafío ni objetivo (por poder real) ni subjetivo (por ideología manifiesta) al poderío militar de los Estados Unidos. La mayor contradicción real terminó siendo la cuestión de integrar o no un Area de Libre Comercio de las Américas (Alca), un proyecto que quedó sepultado en la Cumbre de Mar del Plata de 2005 por la acción coordinada de Kirchner y Luiz Inácio Lula da Silva.



Sexto, cuando Kirchner asumió Bush acababa de comenzar la guerra de Irak. Kirchner tomó el mando el 25 de mayo de 2003. Bush invadió Irak el 20 de marzo.



Séptimo, después de Irak vino la preocupación norteamericana por Irán.



Octavo, la Argentina terminó enfrentada de hecho a Irán, a tal punto que no hay relación diplomática con nivel de embajadores, luego de pedir la extradición de ciudadanos iraníes, que Teherán niega a Interpol.



Noveno, Washington participó en el intento de golpe en Venezuela el 11 de abril de 2002, es decir, sólo un año antes de la asunción de Kirchner. Fracasó por la debilidad de la élite antichavista y desde ese momento eligió una táctica de erosión de Hugo Chávez.



Décimo, ni Néstor ni Cristina Kirchner fueron chavistas. Siempre desplegaron una política con dos metas. Por un lado, de amistad e integración con Venezuela. Por otro, junto a Brasil, de factor moderador de Chávez. Es lógico que los Estados Unidos buscaran castigar el primer objetivo. El caso de Guido Antonini Wilson revela la conexión entre lo peor de cada casa y a la vez deja un dato que alguna desclasificación de informes de inteligencia con base en Miami puede develar en el futuro: a qué jefatura respondía, al principio o al final de la historia, el valijero Antonini, hoy residente en los Estados Unidos.



La conclusión de los diez puntos mencionados es la que cualquier observador serio puede ver. Los Estados Unidos nunca buscaron destituir al gobierno de Néstor Kirchner ni al de Cristina. Tampoco sienten ninguna simpatía especial por ellos, aunque siempre hubo colaboración en temas de terrorismo internacional. Quizás el Departamento de Estado todavía no terminó de entender qué significan en Sudamérica gobiernos como los de Lula, los Kirchner o Tabaré Vázquez-Pepe Mujica, pero se van resignando a ellos y por arrastre, de a poco, se resignan a los de Evo Morales y Rafael Correa.



El INR, una clave

El desafío, para los analistas argentinos, más allá de la ideología de cada uno, es si resultan tan bobos como los informes más bobos de la embajada o tan realistas y curiosos como aquellos dos embajadores y el diplomático de menor rango que prefería la información a las predicciones de Horangel.



–Todos dicen que yo investigo, pero mi fuente es la guía telefónica –bromeaba el gran editor Jacobo Timerman.



Así destacaba la necesidad de analizar los datos públicos y no solamente los chismes, que por otra parte le encantaban para que un artículo fuera –decía él– “bien crocante”.



Un buen ejemplo es el dichoso cuestionario enviado por el Departamento de Estado a su embajada en Buenos Aires en 2009 sobre las actitudes de Cristina Kirchner y cómo conjura el stress.



En el cable difundido por Wikileaks figura una sigla: INR. Internet es una herramienta peligrosa si uno quiere reemplazar los libros o la formación previa, porque no la suplanta, pero facilita mucho las cosas. Vayan, por favor, al Google y pongan INR + State Department. Les dará un resultado que, al clickear, abrirá está página: http://www.state.gov/s/inr/. Allí se lee, en inglés, “Oficina de Inteligencia e Investigación”. Las dos primeras letras de INR son las primeras de “intelligence”. La última es la erre de “research”, investigación.



Allí se lee: “La Oficina de Inteligencia e Investigación (INR) está encabezada por el Secretario Adjunto Philip S. Goldberg. Su misión primaria es aprovechar la inteligencia para servir a la diplomacia de los Estados Unidos. Al recurrir a inteligencia de todo tipo de fuentes, INR provee análisis independientes con valor agregado sobre los hechos a los encargados de realizar las políticas del Departamento de Estado. Asegura que las actividades de Inteligencia respaldan la política exterior y los objetivos de seguridad nacional. Y sirve como núcleo del Departamento de Estado para garantizar políticas de contrainteligencia y de cumplimiento de la ley. La oficina también analiza problemas geográficos y de límites internacionales. INR es miembro de la comunidad de inteligencia de los Estados Unidos”.



La INR es conocida entre los investigadores norteamericanos por un antecedente. En 2002 fue el sector de la comunidad de inteligencia que realizó una advertencia interna. Dijo que Irak no disponía de los tubos de aluminio necesarios para las centrifugadoras capaces de producir uranio enriquecido para uso bélico. Bush, sin embargo, habló públicamente de esos tubos, del mismo modo en que relacionó a Irak con Al Qaida a pesar de que el entonces director de la CIA, George Tenet, le dijo que la dictadura de Saddam Hussein no tenía relación alguna con el terrorismo islámico. Los tubos, el uranio y Al Qaida fueron los tres argumentos que usó Bush para lanzar la guerra de 2003.



Es divertido Wikileaks. Crocante. Pero además están la historia y el Camino del Buen Ayre.



Fecha de Publicacón: 4.12.2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

(EEUU-Salud) - La venganza de la industria de seguros de salud contra Michael Moore

El documentarista Michael Moore es considerado un inimigo mortal de la industria farmaceutica y la de seguror
Amy Goodman

Fuente: kaosenlared.net


Michael Moore, ganador del Oscar al mejor realizador de documentales, hace excelentes películas, pero en general no se consideran películas de suspense o que generen la sensación de estar “al borde del acantilado”. Todo esto podría cambiar a partir de que una denuncia realizada por un informante al noticiero de “Democracy Now!” revelara que ejecutivos de compañías de seguros de salud pensaron que tal vez sería necesario poner en marcha un plan para “tirar a Moore por el acantilado.”



El informante era Wendell Potter, ex portavoz principal del gigante de seguros de salud Cigna. Potter mencionó una reunión de estrategia industrial en la que se trató el tema de cómo responder al documental “Sicko” de Moore del año 2007, película que critica la industria de seguros de salud de Estados Unidos. Potter me dijo que no estaba seguro de la gravedad de la amenaza, pero agregó en tono inquietante: “Aunque no pensaran hacerlo literalmente, para ser honesto, cuando empecé a hacer lo que estoy haciendo, temí por mi propia salud y bienestar, quizás fue sólo paranoia, pero estas compañías juegan a ganar.”



Moore ganó un Oscar en el año 2002 por su película sobre la violencia armada titulada “Bowling for Columbine: Un país en armas.” Luego hizo “Fahrenheit 9/11,” un documental sobre la presidencia de George W. Bush que se transformó en el documental con mayor recaudación en la historia de Estados Unidos. Por lo tanto, cuando Moore le dijo a un periodista que su próxima película sería sobre el sistema de salud estadounidense, la industria de seguros de salud tomó nota.



La asociación comercial Planes de Seguro de Salud de Estados Unidos (AHIP por sus siglas en inglés), principal grupo de presión de las compañías de seguro de salud con fines de lucro, tuvo un enviado secreto en el estreno mundial de “Sicko” en el Festival de Cannes, en Francia. El agente salió rápidamente del estreno y fue a una llamada en teleconferencia con ejecutivos de la industria, entre ellos Potter.



“Teníamos mucho miedo” dijo Potter, “y nos dimos cuenta de que íbamos a tener que desarrollar una campaña muy sofisticada y costosa para que la gente rechazara la idea de la cobertura de salud universal. Temíamos que esto realmente despertara a la opinión pública. Nuestras encuestadoras nos decían que la mayoría de las personas estaba a favor de una intervención mucho mayor del gobierno en el sistema de salud”.



AHIP contrató una compañía de relaciones públicas, APCO Worldwide, fundada por el poderoso estudio de abogados Arnold & Porter, para que coordinara la respuesta. APCO formó el falso movimiento de base de consumidores “Health Care America” para contrarrestar la prevista popularidad de “Sicko”, la película de Moore, y para generar el miedo al llamado “sistema de salud dirigido por el gobierno.”



En su reciente libro "Deadly Spin: An Insurance Company Insider Speaks Out on How Corporate PR is Killing Health Care and Deceiving Americans” (Giro mortal: un informante explica cómo las relaciones públicas de las empresas de seguros están acabando con el sistema de salud y engañando a los estadounidenses) Potter escribe que se encontró “con una película muy cDEFANGED_Onmovedora y muy eficaz a la hora de condenar las prácticas de las compañías privadas de seguros de salud. Varias veces tuve que hacer un esfuerzo para contener las lágrimas. Moore lo había entendido bien.”



La industria de seguros anunció que su campaña contra “Sicko” había sido un rotundo éxito. Potter escribió: “AHIP y APCO Worldwide lograron introducir sus argumentos en la mayoría de los artículos sobre la película cuando ningún periodista había investigado lo suficiente como para descubrir que las aseguradoras habían aportado la mayor cantidad de fondos para la creación de Health Care America. De hecho todos, desde la cadena de noticias CNN hasta el periódico USA Today, se refirieron a Health Care America como si se tratara de un grupo legítimo.



El periódico New York Times publicó un artículo, una especie de reseña de “Sicko”, en la que se citaba al portavoz de Health Care America diciendo que esto representaba un paso hacia el socialismo. Ni ese periodista, ni ningún otro que haya visto, intentaron hacer público que, de hecho, ese movimiento estaba financiado en gran medida por la industria de seguros.



Moore dijo que Potter era el “Daniel Ellsberg del Estados Unidos corporativo”, en referencia al famoso informante del Pentágono cuyas revelaciones ayudaron a poner fin a la guerra de Vietnam. La valiente postura adoptada por Potter generó un impacto en el debate, pero la industria de seguros, los hospitales y la Asociación Médica Estadounidense continúan debilitando los elementos del plan que amenaza sus ganancias.



Un estudio reciente de la Facultad de Medicina de Harvard establece que casi cuarenta y cinco mil estadounidenses mueren anualmente (lo que representa uno cada doce minutos) principalmente porque no tienen seguro de salud. Pero para el grupo de presión de las aseguradoras, la única tragedia sería la posibilidad de una verdadera reforma del sistema de salud. En el año 2009, las compañías de seguros de salud más grandes del país destinaron más de ochenta y seis millones de dólares a la Cámara de Comercio de Estados Unidos para que ésta se opusiera a la reforma del sistema de salud. Este año las cinco aseguradoras más grandes del país aportaron una suma de dinero tres veces mayor tanto a candidatos republicanos como a demócratas con la intención de hacer retroceder aún más la reforma de la industria de seguros. El representante demócrata por Nueva York Anthony Weiner, defensor del sistema de salud de pagador único, declaró en el Congreso que “el Partido Republicano es una subsidiaria que pertenece por completo a la industria de seguros.”



“Probablemente estarán a favor de la retórica de las compañías de seguros cuando afirman que necesitamos tener más ‘soluciones basadas en el mercado’ (como ellos las llaman) y menos regulaciones, que sin duda son el tipo de cosas que los republicanos van a tratar de conseguir, porque regulaciones es lo que no quieren las compañías de seguros”, dijo Potter.



La industria de seguros de salud no está desperdiciando su dinero. Moore dijo: “En este informe de estrategia compilado por las compañías de seguro acerca del daño que ‘Sicko’ podría ocasionar, hay una línea que básicamente dice que en el peor de los casos ‘Sicko’ podría desatar un levantamiento populista contra las compañías de seguros. Las compañías en 2006 y 2007 ya sabían que los estadounidenses estaban hartos de las compañías de seguros con fines de lucro y que un día el pueblo podría levantarse y decir ‘Esto se terminó. ¡Este es un sistema enfermo: permitimos que las empresas se lucren a costa nuestra cuando enfermamos!’”



Eso es estar enfermo de verdad.

Fecha de Publicación: 28.11.2010

sábado, 27 de novembro de 2010

(Brasil - Agrotóxicos) - Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

Aumento de incidência de câncer entre os brasileiros tem como causa principal o consumo desenfreado de venenos agrícolas nos alimentos 


Joao pedro stedile (*)

Fonte: site do MST

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.



Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química, etc



O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.



Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos paises de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos... e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.



Os fazendeiros do agronegóio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.



O DR.Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.



Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.



A ANVISA – responsável pela vigilância sanitária de nosso país, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. . Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a formula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.



O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.



Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietname. E agora suas fabricas produzem o glifosato. Que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estomago.



Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.


(*) membro da via campesina Brasil.
 
data de publicação:  26.11.2011
 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

(Cuba - Economia) - Cuba debate seu futuro

Cuba propõe-se a desenvolver sua economia apoiando-se na integração com países amigos, aceitando capital estrangeiro como complemento à inversão nacional, com uso eficiente do capital humano e o aumento da produção de alto valor agregado, entre outras premissas.

Fonte: Agência IPS

O plano, no entanto, será menos paternalista no aspecto social, buscará eliminar gratuidades e o sistema racionado na distribuição de alimentos, segundo o projeto de reorientação da política econômica e social que começou a circular a esta semana, como base para a discussão popular prévia ao VI Congresso do Partido Comunista de Cuba (PCC).

Este evento, convocado para a segunda quinzena de abril, esta encarregado de cunhar reformas que já estão em andamento no sector agrícola e trabalhista, assim como outras que estão sendo estudadas. Estará completamente voltado à atualização do modelo econômico, como indica o presidente cubano, Raúl Castro.

A convocação do VI Congresso pegou muitos de surpresa, mas o fato sua agenda se concentrar apenas num único tema foi qualificado por algo lógico e realista por setores acadêmicos. “A economia é a base e sobre ela se ergue todo o demais”, comentou à IPS um investigador que pediu para não ser identificado.

“Acabo de comprar o texto de 32 paginas e ainda não posso opinar com propriedade”, esclareceu. Mas as primeiras paginas de sua cópia já exibiam várias linhas sublinhados e anotações na margem.. “São aspectos que creio necessário esclarecer”, complementou, como para desculpar-se por não se aprofundar sobre o tema.

O documento praticamente já desapareceu dos postos de venda. “As pessoas quase arrancavam das mãos (…). Espero que me tragam outra boa quantidade, porque muitas pessoas não puderam comprá-los”, comentou à IPS uma trabalhadora do correio da capital.

Analistas consideram que o VI conclave do Partido Comunista, postergado desde 2002, permitirá deixar para trás a “economia feita a mão” e passar a uma estratégia ordenada, com etapas claramente definidas, que deve deixar definitivamente para atrás o chamado “socialismo real” para responder às necessidades atuais do país.

Segundo o projeto, a empresa estatal socialista é a forma principal na economia nacional. Entretanto, deve-se “reconhecer e estimular as empresas de capital misto, as cooperativas, os usuários das terras, os arrendadores de estabelecimentos, os trabalhadores assalariados e outras formas que poderão elevar a eficiência do trabalho social”.

Entre as mudanças, espera-se, na distribuição de produtos, “mercados de abastecimento que vendam a preços de atacado e sem subsídios para o sistema empresarial, cooperativas, arrendatários, proprietários (de terra) e trabalhadores assalariados”.

Pessoas interessadas em exercer algum dos 178 serviços autorizados para o trabalho privado consideram a venda atacadista como imprescindível, a fim de baratear os custos de sua produção e serviços. Entretanto,as autoridades alertaram que este passo depende das possibilidades econômicas do pais.

Um aspecto que desperta grande interesse popular é a intenção de avançar na “unificação monetária”, embora o processo dependa, segundo o documento prévio ao Congresso, “dos aumentos da produtividade do trabalho, da efetividade dos mecanismos distributivos e redistributivos, e com eles, da disponibilidade dos bens de serviço”. O parágrafo 54 do texto acrescenta: “Por sua complexidade, [a medida] exigirá uma rigorosa preparação e execução, tanto no plano objetivo como no subjetivo”. Nesta ilha caribenha circulam o peso (a moeda nacional) e o peso conversível (CUC), que desde 2004 substitui o dólar norte-americano.

Entre os aspectos mais sensíveis para um sector importante da população cubana figura a proposta de “implementar a eliminação sistemática da cartela de abastecimento, como forma de distribuição racionada, igualitária e a preços subsidiados, o que beneficia tanto ao cidadão necessitado como ao não necessitado”.

Em matéria de integração econômica, planeja-se dar prioridade à participação na Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), cujo nascimento foi impulsionado pela Venezuela, e trabalhar “com velocidade e intensidade” na coordenação, cooperação e complementação econômica a curto, médio e longo prazo para a realização de seus objetivos.

Como “objetivo estratégico”, propõe-se manter participação ativa na integração econômica com América Latina e o Caribe e se conservar o país inserido em articulações regionais, como a Associação Latinoamericana de Integração (Aladi), a Comunidade do Caribe (Caricom) e a Petrocaribe, entre outras. Embora não esteja explícito nos planos, o governo cubano continuará priorizando suas relações com a Venezuela. Junto à convocatória do Congresso, Raúl Castro informou que ambos os países encaminham-se para uma união econômica e decidiram relançar por mais dez anos o convênio integral de cooperação vigente desde 2000.

Segunda a agenda preparatória do congresso, os debates populares em torno do projeto recém-lançado começarão dia 1º de dezembro e se prolongarão até 28 de fevereiro. As opiniões e sugestões “serão levadas em conta para a adoção do documento”, disse Raul Castro, que fez os anúncios ao lado de Hugo Chávez. Posteriormente, no transcorrer de 2011, ocorrerá a primeira Conferencia Nacional do PCC, “para analisar temas internos do partido e outros assuntos de importância nacional”.

Inicialmente, a Conferencia havia sido programada para uma data nprévia ao VI Congresso a fim de eleger os novos integrantes dos organismos de direção do PCC – que incluem o Comitê Central, o Birô Político e o Secretariado –, instâncias que seriam responsáveis de concluir a preparação da conclave. Todavia, o mandatário cubano e segundo secretario do PCC explicou que se decidiu pela inversão da ordem “devido ao avanço na preparação dos documentos necessários para discutir o tema principal, a economia”. Acrescentou que uma primeira cópia do projeto foi entregue a seu irmão mais velho, o ex-presidente Fidel Castro.

O líder histórico da Revolução Cubana adoeceu gravemente em julho de 2006 e no começo de 2008 renunciou à possibilidade de ser reeleito presidente do Conselho do Estado, mas conserva seu cargo de primeiro secretario do PCC, organização definida constitucionalmente como “força dirigente superior da sociedade e do Estado.
 
Data de Publicação: 25.11.2010

domingo, 21 de novembro de 2010

EUA-Venezuela/ Tentativas de desestabilização)- EUA aumentam operações clandestinas contra Venezuela

Artigo analisa o mecanismo de ajuda financeira a grupos de oposição aos governos democráticos latino-americanos que não lêem pela cartilha de Washington, sendo o caso mais emblemático o da Venezuela de Hugo Chávez


Eva Golinger*

Fonte: Aporrea


Segundo o informe anual de 2010 do Escritório de Iniciativas para uma Transição (OTI) da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) sobre suas operações na Venezuela, 9,29 milhões de dólares foram investidos esse ano em esforços para apoiar os objetivos da política exterior norte-americana e promover a democracia neste país sul americano. Esta cifra representa um aumento de quase dois milhões de dólares em relação ao ano passado, quando esse mesmo escritório de transição financiou atividades políticas contra o governo de Hugo Chávez com 7,45 milhões de dólares.



A OTI é uma divisão da USAID dedicada a apoiar objetivos da política exterior dos EUA através da promoção da democracia (segundo sua avaliação) em países que se encontram em crise. A OTI fornece assistência rápida, flexível e de curto prazo para transições políticas e de estabilização. Ainda que a OTI seja, tradicionalmente, um mecanismo de curto prazo para injetar milhões de dólares em fundos líquidos que influem sobre a situação política de países estrategicamente importantes para Washington, o caso da Venezuela é diferente. A OTI abriu sua sede nesse país em 2002 e a mantém até hoje, apesar de não contar com a devida autorização do governo da Venezuela. Na verdade, é o único escritório que a USAID mantém durante tanto tempo em algum país.



AS OPERAÇÕES CLANDESTINAS DA OTI



Em nota oficial com a data de 22 de janeiro de 2002, o presidente da OTI, Russel Porter, revela como e por que a USAID chegou à Venezuela. Dias antes, em 04 de janeiro, o escritório de Assuntos Andinos do Departamento de Estado pediu a OTI para estabelecer um programa para a Venezuela. Estava claro que havia uma preocupação crescente sobre a saúde política do país. Solicitaram à OTI que oferecesse programas e assistência para fortalecer os elementos democráticos (sic) que estavam sob a mira do governo de Chávez.



Porter visitou a Venezuela em 18 de janeiro de 2002 e logo comentou: "Para preservar a democracia, é necessário um apoio imediato para a mídia independente e para a sociedade civil. Uma das grandes debilidades da Venezuela é a falta de uma sociedade civil vibrante". A National Endowment for Democracy (NED) tem um programa de 900 mil dólares na Venezuela que apóia o Instituto Democrata (NDI), o Instituto Republicano Internacional (IRI) e o Centro de Solidariedade Laboral (três institutos quase governamentais norte americanos) para fortalecer os partidos políticos e os sindicatos (a CTV). Este programa é útil, porém não é suficiente. Alem do que não é flexível e nem trabalha com novos grupos ou grupos não tradicionais. E também lhe falta um componente de meios de comunicação.



Desde então, a OTI marca a sua presença na Venezuela enviando milhões de dólares por ano para manter vivo o conflito no país. Segundo o último informe anual de 2010, a OTI atua a partir da Embaixada dos Estados Unidos e é parte de um esforço maior para promover a democracia naquele país.



O principal investimento dos 9 milhões de dólares em 2010 foi durante a campanha eleitoral da oposição para as eleições legislativas de 26 de setembro passado. A USAID trabalha com vários associados da sociedade civil oferecendo assistência técnica para os partidos políticos, apoio técnico para os trabalhadores em direitos humanos e apoiando esforços para fortalecer a sociedade civil. Na Venezuela, sabe-se que `sociedade civil' é o outro nome com que se identifica a oposição ao governo de Hugo Chávez.



Os partidos políticos e as organizações financiadas pela USAID têm sido documentados através de uma grande investigação realizada por esta escritora e incluem grupos como Súmate, Ciudadania Activa, Radar de Los Barrios, Primero Justicia, Um Nuevo Tiempo, Acción Democrática, Copei, Futuro Presente, Voluntad Popular, Universidad Católica Andros Bello, Universidad Metropolitana, Sinergia, Cedice, CTV, Fedecamaras, Espacio Publico, Instituto Prensa y Sociedad, Voto Joven entre tantos que têm se dedicado à desestabilização do país.



UM FLUXO SECRETO DE DINHEIRO



Não obstante, o atual abastecimento de dinheiro da USAID/OTI a grupos e partidos políticos venezuelanos é mantido em segredo. Quando abriu suas operações em 2002, a OTI contratou a empresa estadunidense Development Alternatives Inc. (DAÍ) um dos maiores prestadores de serviços ao Departamento de Estado, da USAID e do Pentágono em nível mundial. Essa empresa, a DAÍ, operava uma empresa no El Rosal – o Wall Street de Caracas – de onde distribuía fundos milionários a organizações venezuelanas através de pequenos convênios não superiores a 100 mil dólares cada um.



De 2002 a 2010 mais de 600 desses pequenos convênios foram entregues por esse escritório a grupos da oposição venezuelana para seguirem alimentando o conflito no país e apoiando os esforços para provocar a saída do poder do presidente Hugo Chávez.



Em finais de 2009, a empresa DAÍ começou a ter graves problemas com suas operações no Afeganistão, quando foram assassinados cinco de seus empregados por supostos militantes do Talibã durante um ataque com explosivos na cidade de Gardez em 15 de novembro. Alguns dias antes, um de seus empregados havia sido detido em Cuba e acusado de espionagem e subversão pela distribuição ilegal de componentes de satélite a grupos contra-revolucionários.



Quando escrevi um artigo publicado em 30 de dezembro de 2009, e agentes da CIA mortos no Afeganistão trabalhavam para uma empresa de fachada ativa na Venezuela e em Cuba, evidenciava-se o vínculo operacional da DAÍ no Afeganistão, em Cuba e na Venezuela e sua natureza suspeita, o próprio presidente e chefe executivo da empresa, Jim Boomgard, me contatou e alertou-me (melhor dizer ameaçou-me) que se continuasse a escrever o que escrevia, eu seria responsabilizada por qualquer coisa que se passasse com seus empregados em nível mundial.



Contudo, o senhor Boomgard, que disse não saber muito sobre as operações de sua empresa na Venezuela, conseguiu entender que o que faziam na Venezuela não valia tanto como o que faziam no Afeganistão. Semanas depois de sua entrevista comigo, o DAÍ, misteriosamente, fechou seu escritório em Caracas.



Entrementes, a OTI continua suas operações na Venezuela e mesmo tendo outros sócios norte americanos que manejam uma parte de seus fundos multimilionários, como IRI, NDI, Freedon House e a Fundación Panamericana Del Desarrollo (Fupad), não existe transparência sobre o fluxo de dinheiro de suas contrapartidas venezuelanas.



Um informe da Fundação para as Relações Internacionais e Diálogo Exterior (FRIDE) sobre a promoção da democracia na Venezuela, com data de maio de 2010, explica que grande parte do dinheiro vindo do exterior, mais de 50 milhões de dólares esse ano, segundo eles e que financia a grupos políticos de oposição na Venezuela, entra no país de forma ilícita em dólares ou euros e se transforma em dinheiro venezuelano no mercado negro (Assim que denunciei essas atividades ilegais baseadas no informe mencionado, o FRIDE desapareceu com o texto original e publicou um novo em que abandonava qualquer referência ao mecanismo de entrega de dinheiro externo a grupos venezuelanos).



Se o DAÍ já não atua na Venezuela realizando pequenos convênios com organizações opositoras com dinheiro estadunidense, o que cabe indagar é como chegam esses milhões de dólares a tais grupos e através de qual mecanismo? Segundo a USAID, suas operações estariam agora se realizando através da Embaixada dos Estados Unidos? Esta embaixada está entregando dinheiro diretamente a grupos de oposição venezuelanos?



O informe anual USAID/OTI de 2010 diz, especificamente, que seus esforços já estão dirigidos a um evento próximo: as eleições presidenciais de 2012 na Venezuela. Seguirão aumentando os milhões de dólares para a subversão e a desestabilização do país, incrementando a clandestinidade de suas operações na Venezuela, se o governo não tomar medidas concretas para impedir tal fato.



OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS



Washington usa vários mecanismos de ingerência para tingir seus objetivos. As operações psicológicas são operações planificadas para transmitir informação seletiva e indicadores para públicos estrangeiros e com isso influir sobre suas emoções, motivos, racionalidade objetiva e – ultimamente – sobre o comportamento de governos, organizações, grupos e indivíduos, segundo o Pentágono.



No orçamento do Departamento de Defesa para 2011, há uma solicitação nova para operações psicológicas para o Comando Sul, que é quem coordena todas as missões militares dos Estados Unidos na América Latina. Em particular, tal solicitação fala de um programa de voz de operações psicológicas, o que se entende como rádio ou alguma outra transmissão de áudio que apóie esse objetivo.



Segundo a explicação contida no orçamento, a execução de operações psicológicas (PSYOP) inclui a investigação sobre audiências estrangeiras, desenvolvendo, produzindo e disseminando produtos (programas) para influir sobre essas audiências, bem como a condução de avaliações para determinar a eficácia das atividades de operações psicológicas. Essas atividades podem incluir a manutenção de várias páginas da web e o monitoramento de meios técnicos e eletrônicos.



O orçamento completo para as operações psicológicas durante o ano de 2011 é de 384.8 (trezentos e oitenta e quatro milhões e oitocentos mil) dólares, que inclui 201.8 (duzentos e um milhões e oitocentos mil) dólares para a divisão de operações psicológicas e o estabelecimento, pela primeira vez, de um programa de operações psicológicas com o uso da voz para o Comando Sul.



Este programa de operações psicológicas é totalmente distinto de iniciativas como A Voz da América, por exemplo, que é um programa do Departamento de Estado e da agência estatal Board Broadcasting Governors (BBG) que manejam a propaganda dos EUA em nível mundial. Na verdade, o orçamento da BBG para o ano de 2011 é de 768.8 milhões de dólares e inclui um programa de cinco dias a cada semana, em espanhol, para a televisão venezuelana.



O aumento das operações psicológicas dirigidos à Venezuela e a América Latina evidencia uma ampliação da agressão norte americana para com essa região. É preciso lembrar que, desde o ano de 2006, a Direção Nacional de Inteligência dos EUA desempenha uma missão especial de inteligência para a Venezuela e Cuba. Somente quatro dessas missões especiais existem no mundo: uma para o Irã, outra para a Coréia do Norte, uma terceira para o Afeganistão e o Paquistão e a quarta para Venezuela e Cuba. Essa missão recebe uma parte importante do orçamento de mais de 80 bilhões de dólares que emprega a Direção Nacional de Inteligência, entidade que coordena as 16 agências de inteligência em Washington.



(*) advogada e especialista em analisar documentos desclassificados pelo Departamento de Estado dos EUA, relativos a atividades na América Latina, em especial na Venezuela.

Data de Publicação: 19/11/2010