Artigo analisa o mecanismo de ajuda financeira a grupos de oposição aos governos democráticos latino-americanos que não lêem pela cartilha de Washington, sendo o caso mais emblemático o da Venezuela de Hugo Chávez
Eva Golinger*
Fonte: Aporrea
Segundo o informe anual de 2010 do Escritório de Iniciativas para uma Transição (OTI) da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) sobre suas operações na Venezuela, 9,29 milhões de dólares foram investidos esse ano em esforços para apoiar os objetivos da política exterior norte-americana e promover a democracia neste país sul americano. Esta cifra representa um aumento de quase dois milhões de dólares em relação ao ano passado, quando esse mesmo escritório de transição financiou atividades políticas contra o governo de Hugo Chávez com 7,45 milhões de dólares.
A OTI é uma divisão da USAID dedicada a apoiar objetivos da política exterior dos EUA através da promoção da democracia (segundo sua avaliação) em países que se encontram em crise. A OTI fornece assistência rápida, flexível e de curto prazo para transições políticas e de estabilização. Ainda que a OTI seja, tradicionalmente, um mecanismo de curto prazo para injetar milhões de dólares em fundos líquidos que influem sobre a situação política de países estrategicamente importantes para Washington, o caso da Venezuela é diferente. A OTI abriu sua sede nesse país em 2002 e a mantém até hoje, apesar de não contar com a devida autorização do governo da Venezuela. Na verdade, é o único escritório que a USAID mantém durante tanto tempo em algum país.
AS OPERAÇÕES CLANDESTINAS DA OTI
Em nota oficial com a data de 22 de janeiro de 2002, o presidente da OTI, Russel Porter, revela como e por que a USAID chegou à Venezuela. Dias antes, em 04 de janeiro, o escritório de Assuntos Andinos do Departamento de Estado pediu a OTI para estabelecer um programa para a Venezuela. Estava claro que havia uma preocupação crescente sobre a saúde política do país. Solicitaram à OTI que oferecesse programas e assistência para fortalecer os elementos democráticos (sic) que estavam sob a mira do governo de Chávez.
Porter visitou a Venezuela em 18 de janeiro de 2002 e logo comentou: "Para preservar a democracia, é necessário um apoio imediato para a mídia independente e para a sociedade civil. Uma das grandes debilidades da Venezuela é a falta de uma sociedade civil vibrante". A National Endowment for Democracy (NED) tem um programa de 900 mil dólares na Venezuela que apóia o Instituto Democrata (NDI), o Instituto Republicano Internacional (IRI) e o Centro de Solidariedade Laboral (três institutos quase governamentais norte americanos) para fortalecer os partidos políticos e os sindicatos (a CTV). Este programa é útil, porém não é suficiente. Alem do que não é flexível e nem trabalha com novos grupos ou grupos não tradicionais. E também lhe falta um componente de meios de comunicação.
Desde então, a OTI marca a sua presença na Venezuela enviando milhões de dólares por ano para manter vivo o conflito no país. Segundo o último informe anual de 2010, a OTI atua a partir da Embaixada dos Estados Unidos e é parte de um esforço maior para promover a democracia naquele país.
O principal investimento dos 9 milhões de dólares em 2010 foi durante a campanha eleitoral da oposição para as eleições legislativas de 26 de setembro passado. A USAID trabalha com vários associados da sociedade civil oferecendo assistência técnica para os partidos políticos, apoio técnico para os trabalhadores em direitos humanos e apoiando esforços para fortalecer a sociedade civil. Na Venezuela, sabe-se que `sociedade civil' é o outro nome com que se identifica a oposição ao governo de Hugo Chávez.
Os partidos políticos e as organizações financiadas pela USAID têm sido documentados através de uma grande investigação realizada por esta escritora e incluem grupos como Súmate, Ciudadania Activa, Radar de Los Barrios, Primero Justicia, Um Nuevo Tiempo, Acción Democrática, Copei, Futuro Presente, Voluntad Popular, Universidad Católica Andros Bello, Universidad Metropolitana, Sinergia, Cedice, CTV, Fedecamaras, Espacio Publico, Instituto Prensa y Sociedad, Voto Joven entre tantos que têm se dedicado à desestabilização do país.
UM FLUXO SECRETO DE DINHEIRO
Não obstante, o atual abastecimento de dinheiro da USAID/OTI a grupos e partidos políticos venezuelanos é mantido em segredo. Quando abriu suas operações em 2002, a OTI contratou a empresa estadunidense Development Alternatives Inc. (DAÍ) um dos maiores prestadores de serviços ao Departamento de Estado, da USAID e do Pentágono em nível mundial. Essa empresa, a DAÍ, operava uma empresa no El Rosal – o Wall Street de Caracas – de onde distribuía fundos milionários a organizações venezuelanas através de pequenos convênios não superiores a 100 mil dólares cada um.
De 2002 a 2010 mais de 600 desses pequenos convênios foram entregues por esse escritório a grupos da oposição venezuelana para seguirem alimentando o conflito no país e apoiando os esforços para provocar a saída do poder do presidente Hugo Chávez.
Em finais de 2009, a empresa DAÍ começou a ter graves problemas com suas operações no Afeganistão, quando foram assassinados cinco de seus empregados por supostos militantes do Talibã durante um ataque com explosivos na cidade de Gardez em 15 de novembro. Alguns dias antes, um de seus empregados havia sido detido em Cuba e acusado de espionagem e subversão pela distribuição ilegal de componentes de satélite a grupos contra-revolucionários.
Quando escrevi um artigo publicado em 30 de dezembro de 2009, e agentes da CIA mortos no Afeganistão trabalhavam para uma empresa de fachada ativa na Venezuela e em Cuba, evidenciava-se o vínculo operacional da DAÍ no Afeganistão, em Cuba e na Venezuela e sua natureza suspeita, o próprio presidente e chefe executivo da empresa, Jim Boomgard, me contatou e alertou-me (melhor dizer ameaçou-me) que se continuasse a escrever o que escrevia, eu seria responsabilizada por qualquer coisa que se passasse com seus empregados em nível mundial.
Contudo, o senhor Boomgard, que disse não saber muito sobre as operações de sua empresa na Venezuela, conseguiu entender que o que faziam na Venezuela não valia tanto como o que faziam no Afeganistão. Semanas depois de sua entrevista comigo, o DAÍ, misteriosamente, fechou seu escritório em Caracas.
Entrementes, a OTI continua suas operações na Venezuela e mesmo tendo outros sócios norte americanos que manejam uma parte de seus fundos multimilionários, como IRI, NDI, Freedon House e a Fundación Panamericana Del Desarrollo (Fupad), não existe transparência sobre o fluxo de dinheiro de suas contrapartidas venezuelanas.
Um informe da Fundação para as Relações Internacionais e Diálogo Exterior (FRIDE) sobre a promoção da democracia na Venezuela, com data de maio de 2010, explica que grande parte do dinheiro vindo do exterior, mais de 50 milhões de dólares esse ano, segundo eles e que financia a grupos políticos de oposição na Venezuela, entra no país de forma ilícita em dólares ou euros e se transforma em dinheiro venezuelano no mercado negro (Assim que denunciei essas atividades ilegais baseadas no informe mencionado, o FRIDE desapareceu com o texto original e publicou um novo em que abandonava qualquer referência ao mecanismo de entrega de dinheiro externo a grupos venezuelanos).
Se o DAÍ já não atua na Venezuela realizando pequenos convênios com organizações opositoras com dinheiro estadunidense, o que cabe indagar é como chegam esses milhões de dólares a tais grupos e através de qual mecanismo? Segundo a USAID, suas operações estariam agora se realizando através da Embaixada dos Estados Unidos? Esta embaixada está entregando dinheiro diretamente a grupos de oposição venezuelanos?
O informe anual USAID/OTI de 2010 diz, especificamente, que seus esforços já estão dirigidos a um evento próximo: as eleições presidenciais de 2012 na Venezuela. Seguirão aumentando os milhões de dólares para a subversão e a desestabilização do país, incrementando a clandestinidade de suas operações na Venezuela, se o governo não tomar medidas concretas para impedir tal fato.
OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS
Washington usa vários mecanismos de ingerência para tingir seus objetivos. As operações psicológicas são operações planificadas para transmitir informação seletiva e indicadores para públicos estrangeiros e com isso influir sobre suas emoções, motivos, racionalidade objetiva e – ultimamente – sobre o comportamento de governos, organizações, grupos e indivíduos, segundo o Pentágono.
No orçamento do Departamento de Defesa para 2011, há uma solicitação nova para operações psicológicas para o Comando Sul, que é quem coordena todas as missões militares dos Estados Unidos na América Latina. Em particular, tal solicitação fala de um programa de voz de operações psicológicas, o que se entende como rádio ou alguma outra transmissão de áudio que apóie esse objetivo.
Segundo a explicação contida no orçamento, a execução de operações psicológicas (PSYOP) inclui a investigação sobre audiências estrangeiras, desenvolvendo, produzindo e disseminando produtos (programas) para influir sobre essas audiências, bem como a condução de avaliações para determinar a eficácia das atividades de operações psicológicas. Essas atividades podem incluir a manutenção de várias páginas da web e o monitoramento de meios técnicos e eletrônicos.
O orçamento completo para as operações psicológicas durante o ano de 2011 é de 384.8 (trezentos e oitenta e quatro milhões e oitocentos mil) dólares, que inclui 201.8 (duzentos e um milhões e oitocentos mil) dólares para a divisão de operações psicológicas e o estabelecimento, pela primeira vez, de um programa de operações psicológicas com o uso da voz para o Comando Sul.
Este programa de operações psicológicas é totalmente distinto de iniciativas como A Voz da América, por exemplo, que é um programa do Departamento de Estado e da agência estatal Board Broadcasting Governors (BBG) que manejam a propaganda dos EUA em nível mundial. Na verdade, o orçamento da BBG para o ano de 2011 é de 768.8 milhões de dólares e inclui um programa de cinco dias a cada semana, em espanhol, para a televisão venezuelana.
O aumento das operações psicológicas dirigidos à Venezuela e a América Latina evidencia uma ampliação da agressão norte americana para com essa região. É preciso lembrar que, desde o ano de 2006, a Direção Nacional de Inteligência dos EUA desempenha uma missão especial de inteligência para a Venezuela e Cuba. Somente quatro dessas missões especiais existem no mundo: uma para o Irã, outra para a Coréia do Norte, uma terceira para o Afeganistão e o Paquistão e a quarta para Venezuela e Cuba. Essa missão recebe uma parte importante do orçamento de mais de 80 bilhões de dólares que emprega a Direção Nacional de Inteligência, entidade que coordena as 16 agências de inteligência em Washington.
(*) advogada e especialista em analisar documentos desclassificados pelo Departamento de Estado dos EUA, relativos a atividades na América Latina, em especial na Venezuela.
Data de Publicação: 19/11/2010
domingo, 21 de novembro de 2010
(Brasil -EEUU) - Elecciones en Brasil y Estados Unidos: resultados opuestos
Los fenomenos politicos Lula e Barak Obama en los comicios tienen resultados distintos
Immanuel Wallerstein
Fuente: La Jornada
El 31 de octubre, el presidente Luiz Inacio Lula da Silva obtuvo una arrasadora victoria en las elecciones brasileñas. El 2 de noviembre, el presidente Barack Obama fue derrotado contundentemente en las elecciones estadunidenses. Lo curioso es que ninguno de ellos contendió en estas elecciones. En Brasil, Lula ya había cumplido sus dos periodos, el máximo permitido, y brindó su respaldo a Dilma Rousseff como su sucesora. En Estados Unidos, las elecciones de 2010 fueron comicios legislativos de mitad del periodo, no una elección presidencial.
Hay algunas similitudes sorprendentes entre los dos hombres y ambas situaciones políticas. Lula fue electo en 2002 como candidato de la esperanza y el cambio. Obama fue electo presidente en Estados Unidos en 2008 como candidato de la esperanza y el cambio.
Ambos hombres eran de fuera en términos de los procesos políticos tradicionales de sus países. Lula fue el primer presidente de extracción obrera y de poca educación formal. Obama fue el primer presidente afroestadunidense de su país.
En su campaña, ambos convocaron un respaldo popular de gran escala. En el caso de Lula, ésta no era su primera vez, sino su cuarto intento de llegar a la presidencia. Había sido líder sindical y dirigente de un partido obrero, el Partido dos Trabalhadores (PT). Obama había sido organizador comunitario y un senador con un récord de votos muy de la izquierda (liberal) en la legislatura. Ambos recibieron el apoyo de militantes de los movimientos sociales y le gustaron particularmente a los jóvenes votantes. Ambos enfatizaron las malas acciones de los previos presidentes de su país: Fernando Henrique Cardoso en el caso de Brasil y George W. Bush en el caso de Estados Unidos –y en ambos casos su elección fue vista como un repudio de las políticas del presidente previo.
En ninguno de los casos el presidente recién electo tenía un camino claro en la legislatura. En el caso brasileño, el sistema electoral condujo a una legislatura con múltiples partidos y el PT no tenía más de una cuarta parte de los escaños. En el caso estadunidense, las reglas del Senado permitían al partido de oposición bloquear o forzar concesiones importantes en cualquier legislación que el presidente de Estados Unidos quisiera promulgar. Ambos hombres sintieron que debían hacer compromisos políticos.
En ambos casos, el principal temor del presidente recién electo era que la ya muy difícil situación económica de sus países se volviera un desastre. Lula temía una inflación galopante y la estampida de inversionistas. Obama le tuvo miedo al colapso de los bancos y al desempleo rampante. El modo en que cada uno respondió a estos miedos fue recurrir a un enfoque económico relativamente conservador (neoliberal) y a la designación de gente relativamente conservadora en los puestos económicos clave de su administración.
Este enfoque neoliberal casi de inmediato desconcertó a gran parte de su base electoral. En cada caso, los dos hombres intentaron tranquilizar a sus simpatizantes situados más a la izquierda insistiendo en que este enfoque neoliberal era esencial pero transitorio y que, eventualmente, verían realizadas sus esperanzas de cambios más fundamentales.
Esto fue tomado con escepticismo creciente y disenso público por parte de estos simpatizantes, y en particular los principales intelectuales de izquierda y los dirigentes de los movimientos sociales. En el caso brasileño, algunos de ellos renunciaron públicamente al PT y dirigieron su respaldo a partidos más pequeños de izquierda. La respuesta de Lula y Obama fue señalar variados tipos de programas que ellos habían puesto en operación con el fin de mejorar el grueso de los segmentos más pobres de la población, como es el caso de la campaña contra el hambre en Brasil y la nueva legislación de salud en el caso de Estados Unidos. Los escépticos señalaron en cada caso los beneficios importantes que le habían traído a los segmentos más ricos de sus países.
Sin embargo, cuando las reales elecciones se llevaron a cabo, muchos de los escépticos de la izquierda regresaron al redil. En Brasil, un grupo de muy prominentes intelectuales de izquierda divulgaron una petición pública en favor de votar por Dilma Rousseff sobre la base de que su oponente le acarrearía desastres a Brasil. Una posición semejante fue asumida por el más importante movimiento social, el Movimiento dos Trabalhadores Sem Terra, que fuera abandonado malamente por Lula y que sin embargo pensó que las cosas estarían peor si Rousseff no era electa.
En el caso estadunidense, algunos intelectuales que habían apoyado la candidatura de Ralph Nader mediante un tercer partido en 2000, porque sintieron que no había diferencias significativa entre Al Gore y George W. Bush, públicamente renunciaron a esta postura y argumentaron por apoyar a los demócratas en las elecciones legislativas. Y así lo hicieron los dirigentes de los movimientos sociales –entre los afroestadunidenses, los latinos, los gays– pese a su desencanto público con el limitado cumplimiento de las promesas de Obama.
Todo esto parece notablemente semejante, y no obstante el resultado no pudo ser más diferente. Rousseff ganó con buen margen en Brasil y Obama, en sus propias palabras, recibió una paliza. ¿Por qué? No podría ser más claro. Hubo una enorme diferencia en las dos situaciones. La situación económica de Brasil ha mejorado marcadamente en los últimos años, y la situación económica estadunidense empeora marcadamente. No pudo haber demostración más clara de la tesis de Carville: Es la economía, estúpidos.
No fue el centrismo de Obama lo que explica por qué los votantes se tornaron contra él. Lula ha sido en cada pedacito un centrista en su política. No fue la falta de carisma de Obama. Parecía muy carismático en 2008. Lula fue popular porque las cosas parecían ir bien. Y Obama fue impopular porque las cosas parecían ir mal. No es que uno se haya vendido y el otro no. No fue cuestión de sus verdaderas convicciones políticas. Algunas veces la situación estructural general avasalla las capacidades de los políticos talentosos para hacer algo al respecto.
Fecha de Publicación: 20.11/2010
Immanuel Wallerstein
Fuente: La Jornada
El 31 de octubre, el presidente Luiz Inacio Lula da Silva obtuvo una arrasadora victoria en las elecciones brasileñas. El 2 de noviembre, el presidente Barack Obama fue derrotado contundentemente en las elecciones estadunidenses. Lo curioso es que ninguno de ellos contendió en estas elecciones. En Brasil, Lula ya había cumplido sus dos periodos, el máximo permitido, y brindó su respaldo a Dilma Rousseff como su sucesora. En Estados Unidos, las elecciones de 2010 fueron comicios legislativos de mitad del periodo, no una elección presidencial.
Hay algunas similitudes sorprendentes entre los dos hombres y ambas situaciones políticas. Lula fue electo en 2002 como candidato de la esperanza y el cambio. Obama fue electo presidente en Estados Unidos en 2008 como candidato de la esperanza y el cambio.
Ambos hombres eran de fuera en términos de los procesos políticos tradicionales de sus países. Lula fue el primer presidente de extracción obrera y de poca educación formal. Obama fue el primer presidente afroestadunidense de su país.
En su campaña, ambos convocaron un respaldo popular de gran escala. En el caso de Lula, ésta no era su primera vez, sino su cuarto intento de llegar a la presidencia. Había sido líder sindical y dirigente de un partido obrero, el Partido dos Trabalhadores (PT). Obama había sido organizador comunitario y un senador con un récord de votos muy de la izquierda (liberal) en la legislatura. Ambos recibieron el apoyo de militantes de los movimientos sociales y le gustaron particularmente a los jóvenes votantes. Ambos enfatizaron las malas acciones de los previos presidentes de su país: Fernando Henrique Cardoso en el caso de Brasil y George W. Bush en el caso de Estados Unidos –y en ambos casos su elección fue vista como un repudio de las políticas del presidente previo.
En ninguno de los casos el presidente recién electo tenía un camino claro en la legislatura. En el caso brasileño, el sistema electoral condujo a una legislatura con múltiples partidos y el PT no tenía más de una cuarta parte de los escaños. En el caso estadunidense, las reglas del Senado permitían al partido de oposición bloquear o forzar concesiones importantes en cualquier legislación que el presidente de Estados Unidos quisiera promulgar. Ambos hombres sintieron que debían hacer compromisos políticos.
En ambos casos, el principal temor del presidente recién electo era que la ya muy difícil situación económica de sus países se volviera un desastre. Lula temía una inflación galopante y la estampida de inversionistas. Obama le tuvo miedo al colapso de los bancos y al desempleo rampante. El modo en que cada uno respondió a estos miedos fue recurrir a un enfoque económico relativamente conservador (neoliberal) y a la designación de gente relativamente conservadora en los puestos económicos clave de su administración.
Este enfoque neoliberal casi de inmediato desconcertó a gran parte de su base electoral. En cada caso, los dos hombres intentaron tranquilizar a sus simpatizantes situados más a la izquierda insistiendo en que este enfoque neoliberal era esencial pero transitorio y que, eventualmente, verían realizadas sus esperanzas de cambios más fundamentales.
Esto fue tomado con escepticismo creciente y disenso público por parte de estos simpatizantes, y en particular los principales intelectuales de izquierda y los dirigentes de los movimientos sociales. En el caso brasileño, algunos de ellos renunciaron públicamente al PT y dirigieron su respaldo a partidos más pequeños de izquierda. La respuesta de Lula y Obama fue señalar variados tipos de programas que ellos habían puesto en operación con el fin de mejorar el grueso de los segmentos más pobres de la población, como es el caso de la campaña contra el hambre en Brasil y la nueva legislación de salud en el caso de Estados Unidos. Los escépticos señalaron en cada caso los beneficios importantes que le habían traído a los segmentos más ricos de sus países.
Sin embargo, cuando las reales elecciones se llevaron a cabo, muchos de los escépticos de la izquierda regresaron al redil. En Brasil, un grupo de muy prominentes intelectuales de izquierda divulgaron una petición pública en favor de votar por Dilma Rousseff sobre la base de que su oponente le acarrearía desastres a Brasil. Una posición semejante fue asumida por el más importante movimiento social, el Movimiento dos Trabalhadores Sem Terra, que fuera abandonado malamente por Lula y que sin embargo pensó que las cosas estarían peor si Rousseff no era electa.
En el caso estadunidense, algunos intelectuales que habían apoyado la candidatura de Ralph Nader mediante un tercer partido en 2000, porque sintieron que no había diferencias significativa entre Al Gore y George W. Bush, públicamente renunciaron a esta postura y argumentaron por apoyar a los demócratas en las elecciones legislativas. Y así lo hicieron los dirigentes de los movimientos sociales –entre los afroestadunidenses, los latinos, los gays– pese a su desencanto público con el limitado cumplimiento de las promesas de Obama.
Todo esto parece notablemente semejante, y no obstante el resultado no pudo ser más diferente. Rousseff ganó con buen margen en Brasil y Obama, en sus propias palabras, recibió una paliza. ¿Por qué? No podría ser más claro. Hubo una enorme diferencia en las dos situaciones. La situación económica de Brasil ha mejorado marcadamente en los últimos años, y la situación económica estadunidense empeora marcadamente. No pudo haber demostración más clara de la tesis de Carville: Es la economía, estúpidos.
No fue el centrismo de Obama lo que explica por qué los votantes se tornaron contra él. Lula ha sido en cada pedacito un centrista en su política. No fue la falta de carisma de Obama. Parecía muy carismático en 2008. Lula fue popular porque las cosas parecían ir bien. Y Obama fue impopular porque las cosas parecían ir mal. No es que uno se haya vendido y el otro no. No fue cuestión de sus verdaderas convicciones políticas. Algunas veces la situación estructural general avasalla las capacidades de los políticos talentosos para hacer algo al respecto.
Fecha de Publicación: 20.11/2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
(EEUU - Política y Econonmia) - Rabia mal dirigida
Profesor hace una analisis sobre la politica estadounidense después de más de dos años del gobierno Barack Obama
Noam Chomsky
Fuente: Sinpermiso
“Aquel radical incorregible de siglo XVIII, Adam Smith, refiriéndose a Inglaterra, diría que los principales arquitectos del poder eran los dueños de la sociedad (por esos días los mercaderes e industriales), y estos se aseguraban de que las políticas del gobierno se atuvieran religiosamente a sus intereses, por “penoso" que fuera el impacto sobre la población inglesa o peor, sobre las víctimas de la "salvaje injusticia de los europeos" en otros países.”
Nunca antes había sido testigo del grado de irritación, suspicacia y desencanto como al que nos enfrentamos en los EE. UU por las elecciones de mitad de mandato. Desde que los demócratas llegaran al poder, han tenido que vérselas con nuestro monumental mosqueo por la situación socioeconómica y política en la que estamos.
En una encuesta de la empresa Rasmussen Records del pasado mes, más de la mitad de la “ciudadanía americana” asegura ver con buenos ojos el movimiento Tea Party: este es el espíritu del desencanto.
Los motivos de queja son legítimos. En los últimos 30 años, los salarios reales de la mayoría de la población se estancaron o disminuyeron, mientras que la inseguridad laboral y la carga de trabajo seguirían en aumento, lo mismo que la deuda.Se ha acumulado riqueza, pero sólo en unos cuantos bolsillos, provocando desigualdades sin precedente alguno.
Estas son las consecuencias derivadas de la “financiarización” de la economía que viene produciéndose desde los años 70, y el correspondiente abandono de la producción doméstica. Avivando el proceso, la manía desregulatoria favorecida por Wall Street y apoyada por economistas fascinados por los mitos de la eficiencia del mercado.
El público advierte que los banqueros, responsables en buena parte de la crisis financiera, y a los que hubo que salvar de la bancarrota, se encuentran disfrutando de beneficios récord y suculentas bonificaciones, y mientras, las cifras de desempleo continúan en el 10 por ciento.La industria se halla a niveles de la Gran Depresión:uno de cada seis trabajadores en paro, y con la pinta de que los buenos trabajos no van a volver.
La gente, y con razón, quiere respuestas, y no se las da nadie, exceptuando unas pocas voces que cuentan historias con cierta coherencia interna: eso es, en caso de que uno deje la incredulidad en suspenso y se adentre en su mundo de disparate y engaño.
Pero ridiculizar las travesuras del Tea Party no es lo más acertado. Sería mucho más apropiado intentar comprender qué es lo que subyace tras el encanto del popular movimiento, y preguntarnos a nosotros mismos por qué una serie de personas justamente cabreadas están siendo movilizadas por la extrema derecha y no por el tipo de activismo constructivo que surgiera en tiempos de la Depresión, tipo CIO (el Congreso de las Organizaciones Industriales).
En estos momentos, lo que oyen los simpatizantes del Tea Party es que toda institución (gobierno, corporaciones y cuerpos profesionales) está podrida, y que nada funciona.
Entre el desempleo y los embargos, los Demócratas no tienen tiempo para denunciar las políticas que condujeron al desastre. Puede que el Presidente Ronald Reagan y sus sucesores Republicanos hayan sido los grandes culpables, pero estas políticas ya despuntaron con el Presidente Jimmy Carter, y se intensificaron con el Presidente Bill Clinton. Durante las elecciones presidenciales, el electorado principal de Barack Obama serían las instituciones financieras, que afianzaron su primacía sobre la economía en las últimas décadas.
Aquel radical incorregible de siglo XVIII, Adam Smith, refiriéndose a Inglaterra, diría que los principales arquitectos del poder eran los dueños de la sociedad (por esos días los mercaderes e industriales), y estos se aseguraban de que las políticas del gobierno se atuvieran religiosamente a sus intereses, por “penoso" que fuera el impacto sobre la población inglesa o peor, sobre las víctimas de la "salvaje injusticia de los europeos" en otros países.
Una versión más moderna y sofisticada de la máxima de Smith es “la teoría de inversión en partidos políticos” del economista político Thomas Ferguson, que considera las elecciones como eventos en los que grupos de inversores se unen para poder controlar el estado, seleccionando para ello los arquitectos de aquellas políticas que sirvan a sus intereses.
La teoría de Ferguson resulta útil para predecir las estrategias políticas para largos periodos de tiempo. Esto no es ninguna sorpresa. Las concentraciones de poder económico buscarán de manera natural extender su influencia sobre cualquier proceso político. Lo que ocurre es que, en los EE. UU, esta dinámica es extrema
Y aún así, puede argumentarse que los derroches empresariales tienen una defensa válida frente a las acusaciones de “avaricia” y desprecio por el bien común. Su tarea es maximizar las ganancias y la tajada de mercado; de hecho, ese es su deber legal. De no cumplir con esa obligación, serían reemplazados por alguien que lo hiciera. También ignoran el riesgo sistemático: la posibilidad de que sus transacciones perjudiquen la economía en su conjunto. Ese tipo de “externalidades” no es de su incumbencia, y no porque sean mala gente, sino por razones de tipo institucional.
Cuando la burbuja estalla, los que tomaron los riesgos corren al refugio del Estado niñera. La operaciones rescate, una especie de póliza de seguro gubernamental, es uno de los perversos incentivos que magnifican las ineficiencias del mercado.
“Cada vez está más extendida la idea de que nuestro sistema financiero recorre un ciclo catastrófico", escribieron los economistas Peter Boone y Simon Johnson en el Financial Times de enero. “Cada vez que sucumbe, confiamos en que sea rescatado por las políticas fiscales y el dinero fácil. Este tipo de reacción muestra al sector financiero que: puede hacer grandes apuestas, por las que será generosamente recompensado, sin tener que preocuparse de los costes que ocasione, porque será el contribuyente el que los acabe pagando” a través de rescates y otros mecanismos, y como consecuencia, el sistema financiero “resucita otra vez, para apostar de nuevo y volver a caer”.
El día del juicio final es una metáfora que también se aplica fuera del mundo financiero. El Instituto del Petróleo Americano, respaldado por la Cámara de Comercio y otros grupos de presión, ha intensificado sus esfuerzos para persuadir al público de que abandone su preocupación por el calentamiento global provocado por el hombre, y según muestran las encuestas, con bastante éxito. Entre los candidatos republicanos al Congreso en las elecciones de 2010, prácticamente todo el mundo rechaza la idea del calentamiento global.
Los ejecutivos responsables de la propaganda saben de sobra que el calentamiento global es verídico, y nuestro futuro, incierto. Pero la suerte de las especies es una “externalización” que los ejecutivos tienen que ignorar, por cuanto lo que se impone es el sistema de mercado. Y esta vez el público no podrá salir al rescate cuando finalmente se desate el peor de los escenarios posibles.
Tomando prestadas las palabras de Fritz Stern, el distinguido estudioso de la historia alemana: “tengo edad suficiente como para acordarme de aquellos días escalofriantes y amenazadores en los que los alemanes descendieron de la decencia al barbarismo Nazi”. En un artículo de 2005, Stern indica que tiene el futuro de los Estados Unidos en mente cuando repasa un “proceso histórico en el que el resentimiento en contra de un mundo secular desencantado encontrara la liberación en el éxtasis del escape de la razón".
El mundo es demasiado complejo para que la historia se repita, pero de todos modos, hay lecciones de las que acordarse cuando registremos las consecuencias de otro ciclo electoral. No es pequeña la tarea a la que habrá de enfrentarse el que desee presentar una alternativa a la indignación y la furia descarriada, que ayude a organizar a los no pocos descontentos y sepa liderar el camino hacia un futuro más prospero.
(*) es el intelectual vivo más citado y figura emblemática de la resistencia antiimperialista mundial. Es profesor emérito de lingüística en el Instituto de Tecnología de Massachussets en Cambridge. Su libro más reciente es Hopes and Prospects.
Fecha de Publicación: 14/11/10
Noam Chomsky
Fuente: Sinpermiso
“Aquel radical incorregible de siglo XVIII, Adam Smith, refiriéndose a Inglaterra, diría que los principales arquitectos del poder eran los dueños de la sociedad (por esos días los mercaderes e industriales), y estos se aseguraban de que las políticas del gobierno se atuvieran religiosamente a sus intereses, por “penoso" que fuera el impacto sobre la población inglesa o peor, sobre las víctimas de la "salvaje injusticia de los europeos" en otros países.”
Nunca antes había sido testigo del grado de irritación, suspicacia y desencanto como al que nos enfrentamos en los EE. UU por las elecciones de mitad de mandato. Desde que los demócratas llegaran al poder, han tenido que vérselas con nuestro monumental mosqueo por la situación socioeconómica y política en la que estamos.
En una encuesta de la empresa Rasmussen Records del pasado mes, más de la mitad de la “ciudadanía americana” asegura ver con buenos ojos el movimiento Tea Party: este es el espíritu del desencanto.
Los motivos de queja son legítimos. En los últimos 30 años, los salarios reales de la mayoría de la población se estancaron o disminuyeron, mientras que la inseguridad laboral y la carga de trabajo seguirían en aumento, lo mismo que la deuda.Se ha acumulado riqueza, pero sólo en unos cuantos bolsillos, provocando desigualdades sin precedente alguno.
Estas son las consecuencias derivadas de la “financiarización” de la economía que viene produciéndose desde los años 70, y el correspondiente abandono de la producción doméstica. Avivando el proceso, la manía desregulatoria favorecida por Wall Street y apoyada por economistas fascinados por los mitos de la eficiencia del mercado.
El público advierte que los banqueros, responsables en buena parte de la crisis financiera, y a los que hubo que salvar de la bancarrota, se encuentran disfrutando de beneficios récord y suculentas bonificaciones, y mientras, las cifras de desempleo continúan en el 10 por ciento.La industria se halla a niveles de la Gran Depresión:uno de cada seis trabajadores en paro, y con la pinta de que los buenos trabajos no van a volver.
La gente, y con razón, quiere respuestas, y no se las da nadie, exceptuando unas pocas voces que cuentan historias con cierta coherencia interna: eso es, en caso de que uno deje la incredulidad en suspenso y se adentre en su mundo de disparate y engaño.
Pero ridiculizar las travesuras del Tea Party no es lo más acertado. Sería mucho más apropiado intentar comprender qué es lo que subyace tras el encanto del popular movimiento, y preguntarnos a nosotros mismos por qué una serie de personas justamente cabreadas están siendo movilizadas por la extrema derecha y no por el tipo de activismo constructivo que surgiera en tiempos de la Depresión, tipo CIO (el Congreso de las Organizaciones Industriales).
En estos momentos, lo que oyen los simpatizantes del Tea Party es que toda institución (gobierno, corporaciones y cuerpos profesionales) está podrida, y que nada funciona.
Entre el desempleo y los embargos, los Demócratas no tienen tiempo para denunciar las políticas que condujeron al desastre. Puede que el Presidente Ronald Reagan y sus sucesores Republicanos hayan sido los grandes culpables, pero estas políticas ya despuntaron con el Presidente Jimmy Carter, y se intensificaron con el Presidente Bill Clinton. Durante las elecciones presidenciales, el electorado principal de Barack Obama serían las instituciones financieras, que afianzaron su primacía sobre la economía en las últimas décadas.
Aquel radical incorregible de siglo XVIII, Adam Smith, refiriéndose a Inglaterra, diría que los principales arquitectos del poder eran los dueños de la sociedad (por esos días los mercaderes e industriales), y estos se aseguraban de que las políticas del gobierno se atuvieran religiosamente a sus intereses, por “penoso" que fuera el impacto sobre la población inglesa o peor, sobre las víctimas de la "salvaje injusticia de los europeos" en otros países.
Una versión más moderna y sofisticada de la máxima de Smith es “la teoría de inversión en partidos políticos” del economista político Thomas Ferguson, que considera las elecciones como eventos en los que grupos de inversores se unen para poder controlar el estado, seleccionando para ello los arquitectos de aquellas políticas que sirvan a sus intereses.
La teoría de Ferguson resulta útil para predecir las estrategias políticas para largos periodos de tiempo. Esto no es ninguna sorpresa. Las concentraciones de poder económico buscarán de manera natural extender su influencia sobre cualquier proceso político. Lo que ocurre es que, en los EE. UU, esta dinámica es extrema
Y aún así, puede argumentarse que los derroches empresariales tienen una defensa válida frente a las acusaciones de “avaricia” y desprecio por el bien común. Su tarea es maximizar las ganancias y la tajada de mercado; de hecho, ese es su deber legal. De no cumplir con esa obligación, serían reemplazados por alguien que lo hiciera. También ignoran el riesgo sistemático: la posibilidad de que sus transacciones perjudiquen la economía en su conjunto. Ese tipo de “externalidades” no es de su incumbencia, y no porque sean mala gente, sino por razones de tipo institucional.
Cuando la burbuja estalla, los que tomaron los riesgos corren al refugio del Estado niñera. La operaciones rescate, una especie de póliza de seguro gubernamental, es uno de los perversos incentivos que magnifican las ineficiencias del mercado.
“Cada vez está más extendida la idea de que nuestro sistema financiero recorre un ciclo catastrófico", escribieron los economistas Peter Boone y Simon Johnson en el Financial Times de enero. “Cada vez que sucumbe, confiamos en que sea rescatado por las políticas fiscales y el dinero fácil. Este tipo de reacción muestra al sector financiero que: puede hacer grandes apuestas, por las que será generosamente recompensado, sin tener que preocuparse de los costes que ocasione, porque será el contribuyente el que los acabe pagando” a través de rescates y otros mecanismos, y como consecuencia, el sistema financiero “resucita otra vez, para apostar de nuevo y volver a caer”.
El día del juicio final es una metáfora que también se aplica fuera del mundo financiero. El Instituto del Petróleo Americano, respaldado por la Cámara de Comercio y otros grupos de presión, ha intensificado sus esfuerzos para persuadir al público de que abandone su preocupación por el calentamiento global provocado por el hombre, y según muestran las encuestas, con bastante éxito. Entre los candidatos republicanos al Congreso en las elecciones de 2010, prácticamente todo el mundo rechaza la idea del calentamiento global.
Los ejecutivos responsables de la propaganda saben de sobra que el calentamiento global es verídico, y nuestro futuro, incierto. Pero la suerte de las especies es una “externalización” que los ejecutivos tienen que ignorar, por cuanto lo que se impone es el sistema de mercado. Y esta vez el público no podrá salir al rescate cuando finalmente se desate el peor de los escenarios posibles.
Tomando prestadas las palabras de Fritz Stern, el distinguido estudioso de la historia alemana: “tengo edad suficiente como para acordarme de aquellos días escalofriantes y amenazadores en los que los alemanes descendieron de la decencia al barbarismo Nazi”. En un artículo de 2005, Stern indica que tiene el futuro de los Estados Unidos en mente cuando repasa un “proceso histórico en el que el resentimiento en contra de un mundo secular desencantado encontrara la liberación en el éxtasis del escape de la razón".
El mundo es demasiado complejo para que la historia se repita, pero de todos modos, hay lecciones de las que acordarse cuando registremos las consecuencias de otro ciclo electoral. No es pequeña la tarea a la que habrá de enfrentarse el que desee presentar una alternativa a la indignación y la furia descarriada, que ayude a organizar a los no pocos descontentos y sepa liderar el camino hacia un futuro más prospero.
(*) es el intelectual vivo más citado y figura emblemática de la resistencia antiimperialista mundial. Es profesor emérito de lingüística en el Instituto de Tecnología de Massachussets en Cambridge. Su libro más reciente es Hopes and Prospects.
Fecha de Publicación: 14/11/10
(Oriente Médio - Organizações políticas e militares) - A guerra contra o terrorismo não existe
Escritor e jornalista estadundense analisa ação de grupos combatentes no Oriente Médio e embora discurdando dos métodos reconhece a legitimidade dos mesmos
Fonte: IPS/Envolverde
São Francisco (Estados Unidos) – Washington "confunde intencionalmente a Al Qaeda com outros grupos ao redor do mundo que lutam por sua independência e libertação, já que é uma forma conveniente de obter apoio e manter as pessoas assustadas", afirma o escritor e jornalista norte-americano Reese Erlich. "Não existe a guerra contra o terrorismo", disse à IPS.
Baseado em investigações originais e entrevistas, o novo livro de Reese "Conversations with terrorists" apresenta interessantes retratos de seis líderes polêmicos. Entre eles estão o presidente da Síria, Bashar Al Assad, o máximo líder do palestino Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Khaled Mashal, a política direitista israelense Geulah Cohen, e o fundador da Guarda Revolucionária Iraniana, Mohsen Sazegara.
Também estão presentes o assessor espiritual do movimento xiita libanês Hezbolá (Partido de Deus), o grande aiatolá Mohammad Fadlallah, e o chefe do Ministério de Rádio e Televisão sob o regime islâmico talibã afegão, Malamo Nazamy. "Alguns deles eu já havia entrevistado antes de me ocorrer a ideia do livro.
Por exemplo, Bashar Al Assad e Khaled Mashal", disse Reese. "São acusados nos Estados Unidos tanto de serem terroristas como de patrocinarem o terrorismo de Estado".
"O terrorista de ontem é hoje um líder nacional, e o combatente pela liberdade hoje pode passar a ser qualificado de terrorista amanhã", acrescentou Reese, coautor de livros como Target Iraq (Objetivo Iraque), de 2003, e Iran Agenda (Agenda Irã), de 2007. O escritor contou à IPS detalhes de seu último livro.
IPS: O que seus leitores podem aprender com as entrevistas com aqueles que são acusados de terrorismo ou de apoiá-lo?
Reese Erlich: O objetivo do livro é fazer com que as pessoas conheçam quem são os acusados de terrorismo, ou que poderiam ser considerados terroristas, e o que realmente reclamam e o que ocorre em seus países.
IPS: Em um dos capítulos, o senhor diz que o aiatolá Mohammad Fadlallah é uma "vítima da CIA" (Agência Central de Inteligência). O que isto significa?
RE: Bem, os Estados Unidos estavam absolutamente convencidos de que Fadlallah era o cérebro por trás do atentado a bomba contra os quarteis-generais dos fuzileiros navais em Beirute (1983). Contrataram um agente libanês para matá-lo. E isto está assinalado no livro "Veil" (Véu), de Bob Woodward. Confirmamos isso com Fadlallah na entrevista. É um caso muito bem documentado que foi
informado em seu momento. Em 1985, um agente que trabalhava para a CIA explodiu um edifício de apartamentos onde vivia o aiatolá Fadlallah. Morreram 80 civis, mas ele estava fora de casa naquele
momento. Pouco depois foi demonstrado que Fadlallah não tinha nada a ver com o atentado. Isto me foi confirmado por Bob Baer (ex-agente da CIA no Oriente Médio), que estava em Beirute na época e
investigava o caso. Isto constitui um sério alerta de que cada vez que se ouve a imprensa norte- americana dizer que este ou aquele terrorista foi assassinado, é preciso manter uma atitude cética.
IPS: Em um dos capítulos o senhor entrevista Mohsen Sazegara, ex-membro da Guarda Revolucionária Iraniana. Qual sua opinião sobre essa organização militar?
RE: Não há dúvidas de que o governo iraniano se envolve em táticas terroristas. Por exemplo, assassinaram alguns líderes do KDP (Partido Democrático do Curdistão) na Alemanha. É um clássico atentado terrorista fora de suas fronteiras. Faço uma distinção entre isso e um legítimo grupo que luta pela independência de seu país ou pela libertação de algum tipo de ocupação.
IPS: E o Hamas e o Hezbolá?
RE: Passei um tempo com os dois grupos. Do ponto de vista político, discordo totalmente deles e deixo claro que fazem coisas horríveis, e que se eu fosse libanês ou palestino não votaria neles nas eleições, escolhendo outras pessoas que querem ver um progresso político nos dois países. Mas são forças políticas legítimas. Ganham significativas quantidades de cadeiras no parlamento. O Hezbolá hoje faz parte da coalizão governante no Líbano. O Hamas, de fato, venceu as eleições palestinas, que foram livres e justas. Por isso, simplesmente qualificá-los de terroristas não faz bem. Tem de ser parte de um processo de negociação política.
IPS: Se um grupo político legítimo participa de assassinatos de pessoas ao acaso, não é suficiente para qualificá-lo de organização terrorista?
RE: Tanto o Hamas quanto o Hezbolá utilizam táticas terroristas. Não há dúvida disso. O governo israelense usou táticas terroristas contra libaneses e palestinos. Ceio que não há dúvidas disso. Mas ambos são muito diferentes da Al Qaeda, que quer levar adiante uma campanha sem fronteiras e não é parte de nenhum movimento de libertação nacional. Coloca o terrorismo no centro de suas crenças e táticas. Esse não é o caso do Hezbolá e do Hamas. E os Estados Unidos sabem bem disso.
IPS: Qual sua avaliação do Talibã, após ter entrevistado Malamo Nazamy?
RE: Nazamy considerava o Talibã um legítimo grupo de libertação, que traria estabilidade, a lei islâmica e a justiça ao Afeganistão. Sem dúvida não considerava a si mesmo um terrorista. Foi chefe da rádio e da televisão afegãs e se negava às demandas de outros líderes talibãs de destruir os arquivos de imagem, e é muito conhecido por isso. Hoje mantém muitas de suas ideias sobre o Islã, a forma de governo, as atitudes quanto às mulheres, etc. Porém, está disposto a permitir que tropas dos Estados Unidos permaneçam um tempo no Afeganistão até que seja possível realizar negociações, e isso parece
suficiente para convertê-lo em um aliado do presidente Hamid Karzai e de Washington.
Data de Publicação: 12/11/2010
Fonte: IPS/Envolverde
São Francisco (Estados Unidos) – Washington "confunde intencionalmente a Al Qaeda com outros grupos ao redor do mundo que lutam por sua independência e libertação, já que é uma forma conveniente de obter apoio e manter as pessoas assustadas", afirma o escritor e jornalista norte-americano Reese Erlich. "Não existe a guerra contra o terrorismo", disse à IPS.
Baseado em investigações originais e entrevistas, o novo livro de Reese "Conversations with terrorists" apresenta interessantes retratos de seis líderes polêmicos. Entre eles estão o presidente da Síria, Bashar Al Assad, o máximo líder do palestino Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Khaled Mashal, a política direitista israelense Geulah Cohen, e o fundador da Guarda Revolucionária Iraniana, Mohsen Sazegara.
Também estão presentes o assessor espiritual do movimento xiita libanês Hezbolá (Partido de Deus), o grande aiatolá Mohammad Fadlallah, e o chefe do Ministério de Rádio e Televisão sob o regime islâmico talibã afegão, Malamo Nazamy. "Alguns deles eu já havia entrevistado antes de me ocorrer a ideia do livro.
Por exemplo, Bashar Al Assad e Khaled Mashal", disse Reese. "São acusados nos Estados Unidos tanto de serem terroristas como de patrocinarem o terrorismo de Estado".
"O terrorista de ontem é hoje um líder nacional, e o combatente pela liberdade hoje pode passar a ser qualificado de terrorista amanhã", acrescentou Reese, coautor de livros como Target Iraq (Objetivo Iraque), de 2003, e Iran Agenda (Agenda Irã), de 2007. O escritor contou à IPS detalhes de seu último livro.
IPS: O que seus leitores podem aprender com as entrevistas com aqueles que são acusados de terrorismo ou de apoiá-lo?
Reese Erlich: O objetivo do livro é fazer com que as pessoas conheçam quem são os acusados de terrorismo, ou que poderiam ser considerados terroristas, e o que realmente reclamam e o que ocorre em seus países.
IPS: Em um dos capítulos, o senhor diz que o aiatolá Mohammad Fadlallah é uma "vítima da CIA" (Agência Central de Inteligência). O que isto significa?
RE: Bem, os Estados Unidos estavam absolutamente convencidos de que Fadlallah era o cérebro por trás do atentado a bomba contra os quarteis-generais dos fuzileiros navais em Beirute (1983). Contrataram um agente libanês para matá-lo. E isto está assinalado no livro "Veil" (Véu), de Bob Woodward. Confirmamos isso com Fadlallah na entrevista. É um caso muito bem documentado que foi
informado em seu momento. Em 1985, um agente que trabalhava para a CIA explodiu um edifício de apartamentos onde vivia o aiatolá Fadlallah. Morreram 80 civis, mas ele estava fora de casa naquele
momento. Pouco depois foi demonstrado que Fadlallah não tinha nada a ver com o atentado. Isto me foi confirmado por Bob Baer (ex-agente da CIA no Oriente Médio), que estava em Beirute na época e
investigava o caso. Isto constitui um sério alerta de que cada vez que se ouve a imprensa norte- americana dizer que este ou aquele terrorista foi assassinado, é preciso manter uma atitude cética.
IPS: Em um dos capítulos o senhor entrevista Mohsen Sazegara, ex-membro da Guarda Revolucionária Iraniana. Qual sua opinião sobre essa organização militar?
RE: Não há dúvidas de que o governo iraniano se envolve em táticas terroristas. Por exemplo, assassinaram alguns líderes do KDP (Partido Democrático do Curdistão) na Alemanha. É um clássico atentado terrorista fora de suas fronteiras. Faço uma distinção entre isso e um legítimo grupo que luta pela independência de seu país ou pela libertação de algum tipo de ocupação.
IPS: E o Hamas e o Hezbolá?
RE: Passei um tempo com os dois grupos. Do ponto de vista político, discordo totalmente deles e deixo claro que fazem coisas horríveis, e que se eu fosse libanês ou palestino não votaria neles nas eleições, escolhendo outras pessoas que querem ver um progresso político nos dois países. Mas são forças políticas legítimas. Ganham significativas quantidades de cadeiras no parlamento. O Hezbolá hoje faz parte da coalizão governante no Líbano. O Hamas, de fato, venceu as eleições palestinas, que foram livres e justas. Por isso, simplesmente qualificá-los de terroristas não faz bem. Tem de ser parte de um processo de negociação política.
IPS: Se um grupo político legítimo participa de assassinatos de pessoas ao acaso, não é suficiente para qualificá-lo de organização terrorista?
RE: Tanto o Hamas quanto o Hezbolá utilizam táticas terroristas. Não há dúvida disso. O governo israelense usou táticas terroristas contra libaneses e palestinos. Ceio que não há dúvidas disso. Mas ambos são muito diferentes da Al Qaeda, que quer levar adiante uma campanha sem fronteiras e não é parte de nenhum movimento de libertação nacional. Coloca o terrorismo no centro de suas crenças e táticas. Esse não é o caso do Hezbolá e do Hamas. E os Estados Unidos sabem bem disso.
IPS: Qual sua avaliação do Talibã, após ter entrevistado Malamo Nazamy?
RE: Nazamy considerava o Talibã um legítimo grupo de libertação, que traria estabilidade, a lei islâmica e a justiça ao Afeganistão. Sem dúvida não considerava a si mesmo um terrorista. Foi chefe da rádio e da televisão afegãs e se negava às demandas de outros líderes talibãs de destruir os arquivos de imagem, e é muito conhecido por isso. Hoje mantém muitas de suas ideias sobre o Islã, a forma de governo, as atitudes quanto às mulheres, etc. Porém, está disposto a permitir que tropas dos Estados Unidos permaneçam um tempo no Afeganistão até que seja possível realizar negociações, e isso parece
suficiente para convertê-lo em um aliado do presidente Hamid Karzai e de Washington.
Data de Publicação: 12/11/2010
sábado, 13 de novembro de 2010
(Venezuela- Política - Venezuelanos marcham para apoiar políticas sociais de Hugo Chávez
Camila Carduz
Fonte: Prensa Latina
Caracas - Milhares de venezuelanos de diversos setores marcham nesta capital para respaldar as políticas de justiça social impulsionadas pelo presidente Hugo Chávez.
O Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) convocou a população à marchar desde a Promotoria Geral até a Vicepresidencia da República.
De acordo com o responsável por Mobilização e Eventos do PSUV em Caracas, Carlos Serra, o objetivo é apoiar medidas como as recentes expropiações anunciadas pelo chefe de Estado.
"Trata-se de ações a favor da igualdade e o respeito à propriedade individual, postas em perigo pela oligarquía", precisou em declarações à Prensa Latina.
Entre os participantes, Serra destacou a presença de organizações políticas e movimentos sociais.
Além de nossos militantes e dos partidos aliados, contamos com a mobilização de estudantes, trabalhadores, camponeses, conselhos comunais e integrantes da classe média, apontou o deputado suplente, eleito nas eleições do passado 26 de setembro.
Nos últimos dias Chávez tem expropiado várias empresas privadas e edifícios cujos donos fraudaram milhares de venezuelanos.
Data de Publicação: 13 de noviembre de 2010
Fonte: Prensa Latina
Caracas - Milhares de venezuelanos de diversos setores marcham nesta capital para respaldar as políticas de justiça social impulsionadas pelo presidente Hugo Chávez.
O Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) convocou a população à marchar desde a Promotoria Geral até a Vicepresidencia da República.
De acordo com o responsável por Mobilização e Eventos do PSUV em Caracas, Carlos Serra, o objetivo é apoiar medidas como as recentes expropiações anunciadas pelo chefe de Estado.
"Trata-se de ações a favor da igualdade e o respeito à propriedade individual, postas em perigo pela oligarquía", precisou em declarações à Prensa Latina.
Entre os participantes, Serra destacou a presença de organizações políticas e movimentos sociais.
Além de nossos militantes e dos partidos aliados, contamos com a mobilização de estudantes, trabalhadores, camponeses, conselhos comunais e integrantes da classe média, apontou o deputado suplente, eleito nas eleições do passado 26 de setembro.
Nos últimos dias Chávez tem expropiado várias empresas privadas e edifícios cujos donos fraudaram milhares de venezuelanos.
Data de Publicação: 13 de noviembre de 2010
(Colombia Derechos Humanos) - Defensora de derechos humanos pierde sus dos bebés por torturas del Estado colombiano
Marisela Uribe García fue denunciante de la mayor fosa común del continente, con 2000 cadáveres
Fuente: Areito
Marisela Uribe García denunció la mayor fosa común del continente, en la Macarena, gigantesca fosa con 2000 cadáveres producto de los asesinatos de la fuerza Omega del ejército colombiano, Plan Colombia. En represalia fue encarcelada y torturada por el Estado. Urge solidaridad internacional con el pueblo colombiano.
Luego de tratos crueles e inhumanos a los que fue sometida durante su detención en las instalaciones del DAS de Bogotá, y no atención médica adecuada en el establecimiento carcelario del mujeres, Buen pastor; los bebes de Marisela no resistieron su llegada al mundo.
El día 13 de septiembre del 2010 fue trasladada a la cárcel de mujeres Buen Pastor de Bogotá; a pesar de que se le suministró una breve atención medica, sólo hasta pasada una semana se le practicaron los exámenes de embarazo en los que se pudo determinar que se encontraba embarazada de gemelos y que tenía casi 5 meses.
En lo corrido del mes y 7 días que permaneció en la cárcel el Buen Pastor, Marisela fue sacada en tres ocasiones al Hospital por Urgencias ya que el sangrado que fue permanente se aumentaba y ponía en riesgo la vida de los bebes, en todas las ocasiones el médico advirtió que necesitaba reposo absoluto y que su embarazo era de un altísimo riesgo, a pesar de esto el INPEC no la hospitalizó.
Fecha de Publicacón: 13.11.2010
Fuente: Areito
Marisela Uribe García denunció la mayor fosa común del continente, en la Macarena, gigantesca fosa con 2000 cadáveres producto de los asesinatos de la fuerza Omega del ejército colombiano, Plan Colombia. En represalia fue encarcelada y torturada por el Estado. Urge solidaridad internacional con el pueblo colombiano.
Luego de tratos crueles e inhumanos a los que fue sometida durante su detención en las instalaciones del DAS de Bogotá, y no atención médica adecuada en el establecimiento carcelario del mujeres, Buen pastor; los bebes de Marisela no resistieron su llegada al mundo.
El día 13 de septiembre del 2010 fue trasladada a la cárcel de mujeres Buen Pastor de Bogotá; a pesar de que se le suministró una breve atención medica, sólo hasta pasada una semana se le practicaron los exámenes de embarazo en los que se pudo determinar que se encontraba embarazada de gemelos y que tenía casi 5 meses.
En lo corrido del mes y 7 días que permaneció en la cárcel el Buen Pastor, Marisela fue sacada en tres ocasiones al Hospital por Urgencias ya que el sangrado que fue permanente se aumentaba y ponía en riesgo la vida de los bebes, en todas las ocasiones el médico advirtió que necesitaba reposo absoluto y que su embarazo era de un altísimo riesgo, a pesar de esto el INPEC no la hospitalizó.
Fecha de Publicacón: 13.11.2010
(Medios de Comunicación) - Las 10 estrategias de manipulación mediática
La relexión intenta demonstrar com se debe enfrentar la pelea en conta los medios que manipulan la información
Noam Chomsky
Fuente: Argentpress
1. La estrategia de la distracción. El elemento primordial del control social es la estrategia de la distracción que consiste en desviar la atención del público de los problemas importantes y de los cambios decididos por las elites políticas y económicas, mediante la técnica del diluvio o inundación de continuas distracciones y de informaciones insignificantes. La estrategia de la distracción es igualmente indispensable para impedir al público interesarse por los conocimientos esenciales, en el área de la ciencia, la economía, la psicología, la neurobiología y la cibernética. ”Mantener la Atención del público distraída, lejos de los verdaderos problemas sociales, cautivada por temas sin importancia real. Mantener al público ocupado, ocupado, ocupado, sin ningún tiempo para pensar; de vuelta a granja como los otros animales (cita del texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas)”.
2. Crear problemas y después ofrecer soluciones. Este método también es llamado “problema-reacción-solución”. Se crea un problema, una “situación” prevista para causar cierta reacción en el público, a fin de que éste sea el mandante de las medidas que se desea hacer aceptar. Por ejemplo: dejar que se desenvuelva o se intensifique la violencia urbana, u organizar atentados sangrientos, a fin de que el público sea el demandante de leyes de seguridad y políticas en perjuicio de la libertad. O también: crear una crisis económica para hacer aceptar como un mal necesario el retroceso de los derechos sociales y el desmantelamiento de los servicios públicos.
3. La estrategia de la gradualidad. Para hacer que se acepte una medida inaceptable, basta aplicarla gradualmente, a cuentagotas, por años consecutivos. Es de esa manera que condiciones socioeconómicas radicalmente nuevas (neoliberalismo) fueron impuestas durante las décadas de 1980 y 1990: Estado mínimo, privatizaciones, precariedad, flexibilidad, desempleo en masa, salarios que ya no aseguran ingresos decentes, tantos cambios que hubieran provocado una revolución si hubiesen sido aplicadas de una sola vez.
4. La estrategia de diferir. Otra manera de hacer aceptar una decisión impopular es la de presentarla como “dolorosa y necesaria”, obteniendo la aceptación pública, en el momento, para una aplicación futura. Es más fácil aceptar un sacrificio futuro que un sacrificio inmediato. Primero, porque el esfuerzo no es empleado inmediatamente. Luego, porque el público, la masa, tiene siempre la tendencia a esperar ingenuamente que “todo irá mejorar mañana” y que el sacrificio exigido podrá ser evitado. Esto da más tiempo al público para acostumbrarse a la idea del cambio y de aceptarla con resignación cuando llegue el momento.
5. Dirigirse al público como criaturas de poca edad. La mayoría de la publicidad dirigida al gran público utiliza discurso, argumentos, personajes y entonación particularmente infantiles, muchas veces próximos a la debilidad, como si el espectador fuese una criatura de poca edad o un deficiente mental. Cuanto más se intente buscar engañar al espectador, más se tiende a adoptar un tono infantilizante. ¿Por qué? “Si uno se dirige a una persona como si ella tuviese la edad de 12 años o menos, entonces, en razón de la sugestionabilidad, ella tenderá, con cierta probabilidad, a una respuesta o reacción también desprovista de un sentido crítico como la de una persona de 12 años o menos de edad (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar el aspecto emocional mucho más que la reflexión. Hacer uso del aspecto emocional es una técnica clásica para causar un corto circuito en el análisis racional, y finalmente al sentido crítico de los individuos. Por otra parte, la utilización del registro emocional permite abrir la puerta de acceso al inconsciente para implantar o injertar ideas, deseos, miedos y temores, compulsiones, o inducir comportamientos…
7. Mantener al público en la ignorancia y la mediocridad. Hacer que el público sea incapaz de comprender las tecnologías y los métodos utilizados para su control y su esclavitud. “La calidad de la educación dada a las clases sociales inferiores debe ser la más pobre y mediocre posible, de forma que la distancia de la ignorancia que planea entre las clases inferiores y las clases sociales superiores sea y permanezca imposibles de alcanzar para las clases inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas)”.
8. Estimular al público a ser complaciente con la mediocridad. Promover al público a creer que es moda el hecho de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforzar la autoculpabilidad. Hacer creer al individuo que es solamente él el culpable por su propia desgracia, por causa de la insuficiencia de su inteligencia, de sus capacidades, o de sus esfuerzos. Así, en lugar de rebelarse contra el sistema económico, el individuo se autodesvalida y se culpa, lo que genera un estado depresivo, uno de cuyos efectos es la inhibición de su acción. Y, sin acción, ¡no hay revolución!
10. Conocer a los individuos mejor de lo que ellos mismos se conocen. En el transcurso de los últimos 50 años, los avances acelerados de la ciencia han generado una creciente brecha entre los conocimientos del público y aquellos poseídas y utilizados por las elites dominantes. Gracias a la biología, la neurobiología y la psicología aplicada, el “sistema” ha disfrutado de un conocimiento avanzado del ser humano, tanto de forma física como psicológicamente. El sistema ha conseguido conocer mejor al individuo común de lo que él se conoce a sí mismo. Esto significa que, en la mayoría de los casos, el sistema ejerce un control mayor y un gran poder sobre los individuos, mayor que el de los individuos sobre sí mismos.
Fecha de Publicación: 11.11.2010
Noam Chomsky
Fuente: Argentpress
1. La estrategia de la distracción. El elemento primordial del control social es la estrategia de la distracción que consiste en desviar la atención del público de los problemas importantes y de los cambios decididos por las elites políticas y económicas, mediante la técnica del diluvio o inundación de continuas distracciones y de informaciones insignificantes. La estrategia de la distracción es igualmente indispensable para impedir al público interesarse por los conocimientos esenciales, en el área de la ciencia, la economía, la psicología, la neurobiología y la cibernética. ”Mantener la Atención del público distraída, lejos de los verdaderos problemas sociales, cautivada por temas sin importancia real. Mantener al público ocupado, ocupado, ocupado, sin ningún tiempo para pensar; de vuelta a granja como los otros animales (cita del texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas)”.
2. Crear problemas y después ofrecer soluciones. Este método también es llamado “problema-reacción-solución”. Se crea un problema, una “situación” prevista para causar cierta reacción en el público, a fin de que éste sea el mandante de las medidas que se desea hacer aceptar. Por ejemplo: dejar que se desenvuelva o se intensifique la violencia urbana, u organizar atentados sangrientos, a fin de que el público sea el demandante de leyes de seguridad y políticas en perjuicio de la libertad. O también: crear una crisis económica para hacer aceptar como un mal necesario el retroceso de los derechos sociales y el desmantelamiento de los servicios públicos.
3. La estrategia de la gradualidad. Para hacer que se acepte una medida inaceptable, basta aplicarla gradualmente, a cuentagotas, por años consecutivos. Es de esa manera que condiciones socioeconómicas radicalmente nuevas (neoliberalismo) fueron impuestas durante las décadas de 1980 y 1990: Estado mínimo, privatizaciones, precariedad, flexibilidad, desempleo en masa, salarios que ya no aseguran ingresos decentes, tantos cambios que hubieran provocado una revolución si hubiesen sido aplicadas de una sola vez.
4. La estrategia de diferir. Otra manera de hacer aceptar una decisión impopular es la de presentarla como “dolorosa y necesaria”, obteniendo la aceptación pública, en el momento, para una aplicación futura. Es más fácil aceptar un sacrificio futuro que un sacrificio inmediato. Primero, porque el esfuerzo no es empleado inmediatamente. Luego, porque el público, la masa, tiene siempre la tendencia a esperar ingenuamente que “todo irá mejorar mañana” y que el sacrificio exigido podrá ser evitado. Esto da más tiempo al público para acostumbrarse a la idea del cambio y de aceptarla con resignación cuando llegue el momento.
5. Dirigirse al público como criaturas de poca edad. La mayoría de la publicidad dirigida al gran público utiliza discurso, argumentos, personajes y entonación particularmente infantiles, muchas veces próximos a la debilidad, como si el espectador fuese una criatura de poca edad o un deficiente mental. Cuanto más se intente buscar engañar al espectador, más se tiende a adoptar un tono infantilizante. ¿Por qué? “Si uno se dirige a una persona como si ella tuviese la edad de 12 años o menos, entonces, en razón de la sugestionabilidad, ella tenderá, con cierta probabilidad, a una respuesta o reacción también desprovista de un sentido crítico como la de una persona de 12 años o menos de edad (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar el aspecto emocional mucho más que la reflexión. Hacer uso del aspecto emocional es una técnica clásica para causar un corto circuito en el análisis racional, y finalmente al sentido crítico de los individuos. Por otra parte, la utilización del registro emocional permite abrir la puerta de acceso al inconsciente para implantar o injertar ideas, deseos, miedos y temores, compulsiones, o inducir comportamientos…
7. Mantener al público en la ignorancia y la mediocridad. Hacer que el público sea incapaz de comprender las tecnologías y los métodos utilizados para su control y su esclavitud. “La calidad de la educación dada a las clases sociales inferiores debe ser la más pobre y mediocre posible, de forma que la distancia de la ignorancia que planea entre las clases inferiores y las clases sociales superiores sea y permanezca imposibles de alcanzar para las clases inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas)”.
8. Estimular al público a ser complaciente con la mediocridad. Promover al público a creer que es moda el hecho de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforzar la autoculpabilidad. Hacer creer al individuo que es solamente él el culpable por su propia desgracia, por causa de la insuficiencia de su inteligencia, de sus capacidades, o de sus esfuerzos. Así, en lugar de rebelarse contra el sistema económico, el individuo se autodesvalida y se culpa, lo que genera un estado depresivo, uno de cuyos efectos es la inhibición de su acción. Y, sin acción, ¡no hay revolución!
10. Conocer a los individuos mejor de lo que ellos mismos se conocen. En el transcurso de los últimos 50 años, los avances acelerados de la ciencia han generado una creciente brecha entre los conocimientos del público y aquellos poseídas y utilizados por las elites dominantes. Gracias a la biología, la neurobiología y la psicología aplicada, el “sistema” ha disfrutado de un conocimiento avanzado del ser humano, tanto de forma física como psicológicamente. El sistema ha conseguido conocer mejor al individuo común de lo que él se conoce a sí mismo. Esto significa que, en la mayoría de los casos, el sistema ejerce un control mayor y un gran poder sobre los individuos, mayor que el de los individuos sobre sí mismos.
Fecha de Publicación: 11.11.2010
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