Um "perigosa" suspeita de ser terrorista

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Menina de 6 anos no index dos EUA

Seleção argentina apoia Avós da Pça. de Mayo para o Nobel da Paz

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Seleção de Maradona é politizada

Matéria paga censurada pelo Financial Times

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Grande imprensa britânica não se comporta democraticamente

Barão de Itararé

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Pai da imprensa alternativa, um batalhador de causas justas e muito bem humorado

Crianças palestinas acorrentadas

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A foto fala por si só

Piñera y al fondo su mentor

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Será coincidência?

Manchete de jornal venezuelano em 1992

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El Nacional informa

Ministro Jobim não se dá ao respeito

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Em traje de campanha, Ministro da Defesa se exibe para a mídia

Personagens da época da Guerra Fria

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EUA patrocinou o golpe que derrubou Jango

Ingerência da CIA na Colômbia

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Uribe acabou e agora faz falta um outro de melhor aparência

Uribe no fim de linha

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Presidente colombiano é marionete dos EUA

Coca Colla boliviana

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Refrigerante competirá com a Coca-Cola na Bolívia

A importância da agroecologia

A importância da agroecologia
Transgêniucos prejudicam a agroecologia

Uma publicação sintonizada no seu tempo

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New Left Review

Plataforma Ocean Guardian

Plataforma Ocean Guardian
Objetivo é encontrar um mar de petróleo nas Malvinas

Cutrale a, a multinacional que tudo pode

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Alerta de Latuff

Uma visão sobre a impunidade

Uma visão sobre a impunidade
O desejo de muitos brasileiros

Mais arte popular desconhecida do Haiti

Mais arte popular desconhecida do Haiti
Visão de mulheres trabalhadoras haitianas

A pouco conhecida arte do Haiti

A pouco conhecida arte do Haiti
As riquezas da cultura do Haiti

General Lazaro Cardenas y Fidel em 1959

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america latina

america latina

a gente não se despede de mario benedetti

a gente não se despede de mario benedetti
um escritor imortal

boris casoy

boris casoy
boris para o lixo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(EUA - Terrorismo) Posada Carriles un terrorista histórico que siempre trabajó para la CIA

El terrorista de la CIA dice que la agencia le enseño a mentir

Fuente: Red de Prensa de los No Alineados

Mentí porque la CIA me enseñó, dijo Posada Carriles al Tribunal de El Paso.
En una moción presentada el jueves ante el tribunal federal de El Paso, donde lo procesan por perjurio y no por asesinato, Luis Posada Carriles ofrece la curiosa defensa de que debido a sus largos años de trabajo con la CIA estaba "confundido, equivocado y sufría de falta de memoria", cuando fue interrogado por los oficiales de Inmigración poco después de haber ingresado ilegalmente a los Estados Unidos en marzo de 2005.

Posada alega que durante su trayectoria de empleo con la CIA, usó varias falsas identidades y pasaportes para facilitar su trabajo clandestino contra Cuba, Venezuela y otros países en América Latina. Tantas mentiras lo confunden ahora, argumenta su equipo legal en el documento de 14 páginas presentado a la jueza Kathleen Cardone.

La fiscalía quiere excluir del juicio toda la evidencia de la relación de Posada Carriles, argumentando que no es relevante y que es confidencial. Washington sabe que Posada tiene mucho que contar y está tratando de limitar el testimonio y la evidencia lo más posible para que no salgan a relucir los crímenes cometidos por Posada Carriles a través de décadas de trabajo para la CIA.

Existen, por ejemplo, cables desclasificados de la CIA y confesiones de los autores materiales del delito que establecen que Posada es el autor intelectual de la voladura de un avión civil de Cubana de Aviación el 6 de octubre de 1976, donde murieron 73 personas.

Venezuela presentó una solicitud para su extradición en junio de 2005, y esta sigue pendiente sin que la Casa Blanca la atienda. Posada le confesó a The New York Times en 1998, haber orquestado una campaña terrorista contra los hoteles y restaurantes en La Habana que causó la muerte a sangre fría de Fabio Di Celmo, en el Hotel Copacabana, más varios heridos.

En documentos anteriores, Posada alegó que todo lo que hizo en América Latina lo hizo "a nombre de Washington". Quiere que el jurado que escuchará la evidencia el 1ro. de marzo, y que tiene la tarea de decidir si es culpable de perjurio, conozca su estrecha relación con la agencia de inteligencia de los Estados Unidos. También sabe que mientras más amenaza con contar de su relación con la CIA, más tiemblan los que esconden los esqueletos en Washington.

Para lograr convencer a la jueza Cardone de que su relación con la CIA es relevante al proceso en el cual lo acusan de ser mentiroso, la defensa de Posada Carriles es que la CIA lo enseñó a mentir.

Fecha de publicación: 02/02/2010

(Venezuela - Política) - Chávez sem rival político 11 anos depois

Presidente venezuelano continua sendo o político mais popular da Venezuela mesmo enfrentando uma oposição raivosa

Fonte: Prensa Latina

Caracas - Há 11 anos de sua ascensão ao poder, o presidente Hugo Chávez mantém-se hoje como o político mais popular da Venezuela a ponto de desafiar uma nervosa oposição a realizar um referendo revocatório.
Depois de derrotar a máquina eleitoral de direita, Chávez assumiu a Presidência da República no dia 2 de fevereiro de 1999 à frente de um movimento popular cuja liderança ganhou como alternativa a quase meio século de governos corruptos.

Em um país que apesar de sua enorme riqueza petroleira em 1998 tinha 48,1 por cento de sua população na pobreza e 17,1 por cento na miséria, Chávez propôs um novo modelo de distribuição que ganhou o respaldo maioritário da nação.

O fato de que 11 anos depois siga sendo um político sem rival que aproxime-se a sua altura, expressa em boa medida que a população percebe positivamente o cumprimento de seus compromissos com a aplicação de políticas de ordem social.

Em 2009, a pobreza extrema fechou em seis por cento com uma redução de 11 pontos percentuais em 10 anos, enquanto a pobreza passou para 24,2 por cento, o que significa que mais de quatro milhões saíram da pobreza e mais de dois milhões da miséria.

Também estima-se que cerca de 15 milhões dos 28 milhões de venezuelanos se beneficiam do programa gratuito de atendimento médico Missão Bairro Adentro e outros tantos milhões do plano de alimentos subsidiados MERCAL.

Os programas sociais financiados pelo petróleo abarcam atenção a mães solteiras, crianças de rua, preparação trabalhista, financiamento de cooperativas e educação gratuita desde a primária ao nível universitário, entre outros.

A popularidade de Chávez é hoje indiscutível até por setores opositores que buscam recuperar parte do terreno perdido nas eleições parlamentares de setembro deste ano, a partir de dificuldades relacionadas com a crise mundial.

Aos problemas provocados pela queda do preço do petróleo, como resultado da crise, se soma uma longa seca como resultado do fenômeno climático El Niño em um país que produz mais de 70 por cento de sua energia com hidroelétricas.

No entanto, a negativa em tentar diminuir o mandato de Chávez com um referendo revocatório como permite a Constituição, indica um reconhecimento do respaldo popular do qual goza o presidente.

Diante dos recentes fatos violentos provocados pela oposição, o presidente desafiou esses setores a tentar sua saída por vias constitucionais como é o revocatório, oferta recebida com ouvidos surdos pelos partidos de direita.

Aos 11 anos de sua chegada à presidência e apesar de atravessar momentos complicados pela crise internacional, Chávez segue sendo hoje um político sem um opositor de categoria que se prepara para uma nova batalha com as eleições parlamentares.

Sem dúvidas, a figura do presidente, reforçada por seu Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), terá uma força importante nas eleições nos quais se deve eleger os 165 membros da próxima Assembleia Nacional.

Sua projeção é obter os dois terços do parlamento, como garantia para aprofundar o processo de mudanças para passar de um projeto de melhor distribuição da riqueza a um sistema socialista que denomina Socialismo do Século XXI.

Para conseguir este propósito e seguir com a proposta apresentada para o país, não basta apenas o respaldo de Chávez, pois normalmente neste tipo de eleições têm uma grande influência fatores regionais e cada candidato possui seu peso específico.

No entanto, é inegável a influência de sua liderança nas eleições, convocadas para o próximo dia 26 de setembro.

Acostumado aos desafios e otimista nos momentos difíceis, Chávez advertiu seus seguidores que não terá caminho fácil, diante disto é necessário reforçar a mobilização e a unidade para garantir a continuidade do processo iniciado no dia 2 de fevereiro de 1999.

(Uruguai - Política) - Mulher militante do PCU é candidata a Prefeita de Montevidéu

Militante do Partido Comunista Uruguaio é escolhida pela Frente Ampla como candidata a Prefeita de Montevidéu

Wilfredo Alayon Perez*

Montevidéu - Ainda que sem propor-lhe e após esquivar discussões escabrosas, o Plenário Departamental do governante Frente Amplo elegeu uma candidatura histórica para a Intendência de Montevidéu, a de Ana Olivera.

O Plenário se encantou com Olivera, nomeada com os votos e o respaldo de todos os grupos da FA e dos delegados de base.

A história começou a tecer-se quando em 25 de janeiro se apresentaram a essa instância os nomes de Daniel Martínez, do Partido Socialista, e de Carlos Varela, de Assembleia Uruguai, como aspirante ao cadeirão central.

Mas nem Martínez (60 votos) nem Varela (37) chegaram aos quatro quintos necessários, e o 29 de janeiro também se habilitou a Olivera como candidata.

Nesse dia, após quatro recessos e duas votações, Varela renunciou a sua postulação e em uma posterior votação Olivera obteve 99 votos dos 111 possíveis, com duas abstenções, para impor-se a Martínez.
Brovetto, presidente da Frente Ampla, considerou que os três eram "estupendos candidatos, todos com características fantásticas para essa tarefa, pela experiência e a capacidade de ação demonstrada em cada um deles".

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, e o mandatário eleito, José Mujica, expressaram seus felicitações, reconhecimento e respaldo a Olivera.
Nos últimos 20 anos a intendência de Montevideo tem estado em mãos da FA. Se for eleita Olivera em maio, além de manter a presença da esquerda até 2015, seria a primeira mulher a ocupar esse cargo.

Meios locais de imprensa afirmam como único antecedente que se registra em democracia o período de Alva Roballo no Conselho Municipal entre 1954 e 1959.

Olivera tem uma extensa trajetória militante. Aos 18 anos partiu ao exílio pela perseguição da ditadura (1973-1985). Restaurada a democracia, retornou ao país e milita no Partido Comunista e na estrutura de base da FA.

Esteve vinculada durante 10 anos ao governo municipal em duas administrações, diretora de descentralização e no primeiro governo nacional da FA foi subsecretaria do Ministério de Desenvolvimento Social MEDES).

Mujica tinha-a designado titular dessa pasta, mas agora terá que escolher uma nova ministra.

Analistas destacam que Olivera conhece profundamente a IMM e seus problemas, conta com experiência na descentralização, área central na proposta da FA para o próximo quinquênio, e teve bom desempenho no MEDES.

Também se lhe destacam como outros atributos, conhecer a estrutura da força política da esquerda, seu funcionamento e estar habituada a discutir e lembrar nesse marco.

A FA já tem candidata e também um programa discutido e aprovado coletivamente que expressa sua proposta para Montevidéu em 2010-2015.

Politólogos e meios de imprensa coincidem em que, apesar das fricções e divergências derivadas das candidaturas dos diferentes setores que integram a FA, a coalizão de esquerda se posicionará com força na importante praça montevideana.

(*) Correspondente da agência Prensa Latina em Montevidéu

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

(Haiti - Política/Economia) - O que se esconde no Haiti

Há provas de que os Estados Unidos descobriram petróleo nas costas do Haití, daí o grande interesse na ocupação do país caribenho

Fonte: http://resistir.info/a_central/haiti_oil.html .

O que não estamos a ouvir acerca do Haiti: petróleo por Pakalert [*] "Há prova de que os Estados Unidos descobriram petróleo no Haiti décadas atrás e que devido a circunstâncias geopolíticas e a interesses do big business foi tomada a decisão de manter o petróleo haitiano na reserva para quando o do Médio Oriente escasseasse. Isto é pormenorizado pelo dr. Georges Michel num artigo datado de 27/Março/2004 em que esboça a história das explorações e das reservas de petróleo no Haiti, bem como na investigação do dr. Ginette e Daniel Mathurin.

Também há boa evidência de que estas mesmas grandes companhias de petróleo estadunidenses e seus monopólios inter-relacionados de engenharia e empreiteiros da defesa fez planos, décadas atrás, para utilizar portos de águas profundas do Haiti tanto para refinarias de petróleo como para desenvolver parques de tancagem ou reservatórios onde o petróleo bruto pudesse ser armazenado e posteriormente transferido para pequenos petroleiros a fim de atender portos dos EUA e do Caribe. Isto é pormenorizado num documento acerca da Dunn Plantation em Fort Liberté , no Haiti.

A HLLN de Ezili [1] sublinha este documentos sobre recursos petrolíferos do Haiti e os trabalhos do dr. Ginette e Daniel Mathurin a fim de proporcionar uma visão não encontrável nos media "de referência" nem tão pouco se encontra em qualquer outro lugar as razões económicas e estratégicas porque os EUA construíram a sua quinta maior embaixada do mundo — a quinta, após a embaixada dos EUA na China, no Iraque, no Irão e na Alemanha — no minúsculo Haiti, após a mudança do regime haitiano pelo governo Bush.

Os fatos esboçados na Dunn Plantation e nos documentos de Georges Michel, considerados em conjunto, desvelam razoavelmente parte das razões ocultas porque os Enviado Especial da ONU ao Haiti, Bill Clinton , está à ocupação da ONU o aspecto de que as suas tropas permanecerão no Haiti por longo período.

A HLLN de Ezili tem afirmado reiteradamente, desde o princípio da mudança de regime do Haiti em 2004 pelo regime Bush, que a invasão do país pelos EUA em 2004 utilizou tropas da ONU como suas procuradoras militares para esvaziar a acusação de imperialismo e racismo. Também temos afirmado reiteradamente que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA não se refere à protecção dos direitos haitianos, a sua segurança, estabilidade e desenvolvimento interno a longo prazo mas sim acerca do retorno dos Washington Chimeres [gangters] – os tradicionais oligarcas haitianos – ao poder, o estabelecimento de comércio livre injusto, o plano mortal dos Chicago boys, políticas neoliberais, manutenção do salário mínimo a níveis de trabalho escravo , pilhagem dos recursos naturais e riquezas do Haiti , para não mencionar o benefício da localização pois o Haiti está entre Cuba e a Venezuela. Dois países em que, sem êxito, os EUA têm orquestrado mudanças de regime mas continuam a tentar. Na Dunn Plantation e nos documentos Georges Michel, descobrimos e novos pormenores como a razão porque os EUA estão no Haiti com esta tentativa de Bill Clinton para que as ocupações da ONU continuem.

Não importam os disfarces ou a desinformação dos meios de comunicação, trata-se também das reservas de petróleo do Haiti e de assegurar portos de águas profundas no Haiti como local de transbordo (transshipment) para petróleo ou para armazenagem de petróleo bruto sem a interferência de um governo democrático obrigado para com o bem-estar da sua população. (Ver Reynold's deep water port in Miragoane / NIPDEVCO property .)
No Haiti, entre 1994 e 2004, quando o povo tinha voz no governo, havia um intenso movimento das bases para conceber como explorar os recursos do país. Havia um plano, explicitado no livro "Investir no povo: Livro Branco de Lavalas sob a direção de Jean-Bertrand Aristide" (Investir dans l'humain), onde a maioria dos haitianos "foi não só informada onde estavam os recursos, mas que não tinham as qualificações e tecnologia para realmente extrair o ouro, extrair o petróleo".

O plano Aristide/Lavalas, como articulei na entrevista Riquezas do Haiti , era "empenhar-se em alguma espécie de parceria privada/pública. Nesta, seria considerado tanto o interesse do povo haitiano como naturalmente o dos privados que receberiam os seus lucros. Mas penso que isto foi naquele momento em que tínhamos St. Gevevieve a dizer que não gostavam do governo haitiano. Obviamente, eles não gostavam deste plano. Eles não gostam que o povo haitiano saiba onde estão os recursos. Mas este livro – pela primeira vez na história do Haiti – foi escrito em crioulo e em francês. E houve uma discussão nacional em todas as rádios do Haiti acerca de todos estes vários recursos do Haiti, onde estavam localizados e como o governo haitiano tencionava tentar construir desenvolvimento sustentável através daqueles recursos. Era o que acontecia antes de em 2004 Bush mudar o regime do Haiti através de golpe de estado. Agora, após o golpe de estado, embora o povo saiba onde estão estes recursos porque o livro existe, ele não sabe quem são estas companhias estrangeiras. Nem quais são as suas margens de lucros. Nem quais as regras de protecção ambiental e regulamentações irão protegê-los. Muitos, no Norte por exemplo, falam acerca da perda das suas propriedades, tendo vindo pessoas com armas e tomado a sua propriedade. É assim que estamos" ( Riquezas do Haiti: entrevista com Ezili Dantò sobre mineração no Haiti ).

Os media "de referência", possuídos pelas companhias multinacionais que espoliam o Haiti, certamente não exibem para consumo público o facto de que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA é para assegurar o petróleo do país, posição estratégica, trabalho barato , portos de águas profundas, recursos minerais (irídio, ouro, cobre, urânio, diamantes, reservas de gás), terras, zonas costeiras, recursos offshore para privatização ou a utilização exclusiva de oligarcas ricos do mundo e de grandes monopólios petrolíferos dos EUA. (Ver mapa mostrando algumas das riquezas mineiras e minerais, inclusive cinco sítios de petróleo no Haiti; Oil in Haiti pelo dr. Georges Michel ; Excerto do documento Dunn Plantation ; o Haiti está cheio de petróleo , afirma Ginette e Daniel Mathurin. Há uma conspiração multinacional para tomar ilegalmente os recursos minerais do povo haitiano : Espaillat Nanita revelou que no Haiti há enormes recursos de ouro e outros minerais, Is UN proxy occupation of Haiti masking US securing oil/gas reserves from Haiti ).

De fato, a actual autoridade-haitiana-sob-a-ocupação-EUA/ONU que encarregada de conceder licenças de exploração e mineração no Haiti não explica, de qualquer maneira relevante ou sistemática, à maioria haitiana acerca das companhias a comprarem, após 2004, portos de águas profundas no Haiti, que lucros partilham com o povo do Haiti, não explicam os efeitos ambientais das escavações maciças nas montanhas do Haiti e sobre as águas neste momento. Ao invés disso, o director de Mineração do Haiti alegremente sustenta que "novas investigações serão necessárias para confirmar a existência de petróleo no Haiti" .

Num trecho retirado do artigo postado em 09/Outubro/200 por Bob Perdue, intitulado "Lonnie Dunn, third owner of the Dauphin plantation" , ficamos a saber que: "Em 8 de Novembro de 1973, Martha C. Carbone, da Embaixada Americana em Port-au-Prince, enviou uma carta ao Office of Fuels and Energy, Departamento de Estado, na qual declarava que o Governo do Haiti "... tem diante de si propostas de oito grupos diferentes para estabelecer um porto de transbordo para petróleo em um ou mais portos de águas profundas haitianos. Alguns dos projectos incluem a construção de uma refinaria..." Ela a seguir comentava que a Embaixada conhecia três firmas: Ingram Corporation de Nova Orleans, Southern California Gas Company e Williams Chemical Corporation da Florida.. (Segundo John Moseley, a companhia de Nova Orleans provavelmente chama-se "Ingraham", não Ingram.)

No número de 6 de Novembro de 1972 da revista Oil and Gas Journal, Leo B. Aalund comentava no seu artigo "Vast Flight of Refining Capacity from U.S. Looms",.: "Finalmente, o Haiti de 'Baby Doc' Duvalier está a participar com um grupo que quer construir um terminal de transbordo junto a Fort Liberté, no Haiti". Uma das propostas mencionadas por Carbone estava sem dúvida submetida aos interesses Dunn.

Além disso, ficamos a saber por este artigo que "a Lonnie Dunn que possuía a plantação Dauphin "planejou retificar e ampliar a entrada da baía [Fort Liberté] de modo a que super-petroleiros pudessem nela entrar e a carga ser distribuída para petroleiros mais pequenos para transferência a portos dos EUA e Caribe que não pudessem acomodar navios grandes..." ( Foto de Fort Liberté, Haiti).

Inserimos no sítio web HLLN as outras partes relevantes deste documento
que se referem ao interesse que corporações dos EUA têm tido, durante décadas, em Fort Liberté como porto de águas profundas ideal para multinacionais instalarem uma refinaria de petróleo.

Nas décadas de 50 e 60 havia pouca necessidade dos portos ou do petróleo do Haiti pois do Médio Oriente jorravam dólares em abundância. Para os monopólios que ali atuavam não havia necessidade de enfraquecerem-se a si próprios colocando mais petróleo no mercado e cortarem os seus lucros. Escassez manipulada, teu nome é lucro! Ou, o que equivale dizer, capitalismo.

Mas o embargo petrolífero da década de 70, o advento da OPEP, a ascensão do factor venezuelano, a Crise do Golfo seguida pela guerra pelo petróleo do Iraque, tudo isso tornou o Haiti uma aposta melhor para o fato de três peças e os mercenários militares chamados "governos ocidentais", sim, um meio mais fácil de colocar a pilhagem e o saqueio sob a cobertura pública do "levar a democracia" ou da "ajuda humanitária".

Por acaso, após a mudança de regime de 2004 promovida por Bush filho, a seguir ao golpe militar de 1991 de Bush pai, descobrimos torrentes de "discussões" no Congresso acerca de perfurações off-shore em preparação, com a "revelação" final, tal como escrito há anos no documento Dunn, de que "é necessário para os super-petroleiros que precisam portos de águas profundas os quais não estão prontamente disponíveis ao longo da Costa Leste dos EUA – assim como por considerações ambientais e outras que não permitem a construção de refinarias internas na escala em que serão necessárias".

Enfatizamos que o Haiti é um local de despejo ideal para os EUA/Canadá/França e agora o Brasil , pois questões ambientais, de direitos humanos, de saúde e outras nos EUA e nestes outros países provavelmente não permitiriam a construção de capacidade de refinação interna na escala em que as novas explorações de petróleo neste hemisfério exigirão. Assim, por que não escolher o país mais militarmente indefeso do Hemisfério Ocidental e salpicá-lo com iniciativas de desestabilização por trás da máscara "humanitária" da ONU e os paternais cabelos brancos de Bill Clinton com uma cara sorridente?

É relevante notar aqui que a maior parte dos principais portos de águas profundas do Haiti foram privatizados a partir da mudança de regime promovida por Bush em 2004. Também é relevante notar que no ano passado escrevi um artigo intitulado Is the UN military proxy occupation of Haiti masking US securing oil/gas reserves from Haiti : "Se há reservas significativas de petróleo e gás no Haiti, o genocídio e os crimes dos EUA/Europa contra a população haitiana ainda não começaram. Ayisyen leve zye nou anwo, kenbe red. Nou fèk komanse goumen. (Reler Is there oil in Haiti , de John Maxwell.)

As revelações do dr. Georges Michel e dos documentos Dunn Plantation parecem responder afirmativamente à questão de que há reservas substanciais de petróleo no Haiti. E a nossa informação no Ezili Dantò Witness Project é que na verdade está a ser aproveitada, mas não para o benefício dos haitianos ou do desenvolvimento autêntico do Haiti. Eis porque havia a necessidade de marginalizar as massas haitianas através do derrube do governo democraticamente elite de Aristide e de colocar as armas e a ocupação da ONU que hoje mascaram os EUA/europeus (com uma peça para o novo poder que é o Brasil) assegurando as reservas de petróleo e gás do Haiti e outras riquezas minerais tais como ouro, cobre, diamantes e tesouros submarinos. ( Majescor and SACG Discover a New Copper-Gold in Haiti , Oct. 6, 2009; Ver Haiti's Riches e There is a multinational conspiracy to illegally take the mineral resources of the Haitian people : Espaillat Nanita revelou que no Haiti há enormes recursos de ouro e outros minerais.)

Hoje, os EUA e os europeus dizem estar felizes com os "ganhos de segurança" do Haiti e com o seu governo "estável". Quer dizer: as últimas eleições presididas pelos EUA/ONU no Haiti excluíram o partido maioritário de qualquer participação. As prisões do Haiti estão cheias, desde 2004, com milhares de organizadores comunitários, civis pobres e dissidentes políticos que os EUA/ONU etiqueta como "gangsters", detidos indefinidamente sem julgamento ou audiências. A Cité Soleil foi "pacificada". Desde 2004 há mais ONGs e organizações caritativas no Haiti – cerca de 10 mil – do que em qualquer outro lugar do mundo e o povo haitiano está muitíssimo pior do que antes desta civilização EUA/ONU (também conhecida como "Comunidade Internacional") e seus bandidos, ladrões e esquadrões da morte corporativos que cassam os direitos de nove milhões de negros. Os preços dos alimentos estão demasiado altos, alguns recorrem ao pão que o diabo amassou na forma de biscoitos Clorox para aliviar a fome.

Lovinsky Pierre Antoine , o dirigente da maior organização de direitos humanos do Haiti, foi desaparecido em 2007 no Haiti ocupado pela ONU sem que qualquer investigação fosse efectuada. Entre 2004 e 2006, sob a ocupação ocidental, primeiro pelos Marines dos EUA e a seguir pelas tropas multinacionais encabeçadas pelo Brasil, de 14 mil a 20 mil haitianos, principalmente quem se opunha à ocupação e à mudança de regime, foram chacinados com impunidade total. Mais crianças haitianas estão fora da escola hoje em 2009 do que antes de vir a "civilização" EUA/ONG após 2004. Sob o regime imposto pelos EUA em Boca Raton, o Supremo Tribunal do Haiti foi despedido e outro completamente novo, sem qualquer autoridade constitucional emanada de mandato do povo do Haiti, substituiu os juízes legítimos e os funcionários judiciais sob a tutela da ocupação da ONU e da comunidade internacional.

[1] Ezili: Marguerite Laurent/Ezili Dantò é dramaturga, poeta, comentadora política e social, escritora e promotora de direitos humanos. Nasceu em Port-au-Prince e foi educada nos EUA. Para mais informação ver http://www.ezilidanto.com

(*)O original encontra-se em http://pakalert.wordpress.com/
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(Brasil - Olmpíadas 2016) - Cabral contrata Tony Blair

Meios políticos e intelectuais protestam contra provincianismo e subserviência do Governador do Estado do Rio de Janeiro

Mário Augusto Jakobskind

O Governador Sérgio Cabral acabou de dar mais uma demonstração de provincianismo e subserviência. Ao circular por Londres para "examinar" o que os britânicos estão preparando para a Olimíada, o governador do Estado do Rio de Janeiro foi procurar o ex-premier Tony Blair e anunciar, em solenidade com a participação do Ministro de Esporte, Orlando Silva e do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, que o ex-premier seria contratado como consultor da Olimpiada 2016 a ser realizada no Rio de Janeiro.

O anúncio provocou chacota em muitos círculos políticos e esportivos, até porque Blair, que só voltou ao noticiário poucos antes do anúncio ao defender o posicionamento da Inglaterra de participação na invasão do Iraque, em 2003, o que tem provocado protestos, é conhecido até hoje como o "cachorrinho de Bush", numa referência ao fato dele durante o tempo que esteve no cargo sempre ter obedecido ordens, mesmo absurdas, do então presidente dos Estados Unidos, representante máximo em oito anos do complexo industrail militar.

Na verdade, muito mais do que consultor de Olimpíada, Blair deveria estar sendo julgado pelo Tribunal de Haia, junto com o deu líder, George W. Bush, pelo que foi feito em todos estes anos contra o povo do Iraque.
Como se tudo isso não bastasse, vale lembrar que Tony Blair nunca teve vínculos com os desportes e a sua contratação como consultor das Olimpíadas 2016 não trará nenhum tipo de benefício, muito pelo contrário.

Blair é um ex-premier que hoje ocupa espaço na Câmara dos Lordes, um anfiteatro que abriga figuras sem a mínima importância na política britânica. E além disso, é o caso de perguntar: quem vai pagar o salário do contratado, pois o cargo é pago?

Diante de tudo isso, é o caso de perguntar ao Governador Cabral, porque contratou Blair? Quem o autorizou a tomar uma decisão que depõe contra a imagem do Brasil. Muitas vozes já se levantaram para denunciar o provincianismo e subserviência do governador do Estado do Rio. Uma delas, o escritor Paulo Coelho, que além de manifestar contrariedade garantiu que da mesma forma que se empenhou no sentido do Rio ser escolhido a cidade que abrigaria a Olimpíada 2016, agora não vai se calar até que seja revogado o contrato que desabona a imagem do Brasil no exterior. Coelho também entende que em vez de ser escolhido consultor de Olimpíada, Blair deveria estar sendo julgado pelas mortes de milhares, de iraquianos, a maioria mulheres, crianças e anciãos, provocados depois da invasão e ocupação do Iraque pelas tropas dos aliados dos Estados Unidos sob o comando do Pentágono.

(Fórum Social Mundial 2010 - Final) - Carta de Salvador é aprovada em assembléia

Carta de Salvador defende soberania, opressão ao racismo e fortalecimento do Estado

Fonte: Correio do Brasil com Agência Brasil - de Salvador

Uma assembleia aprovou, neste domingo, os termos da Carta de Salvador, documento final do Fórum Social Mundial Temático da Bahia. O texto faz alguns adendos à Carta de Porto Alegre, aprovada no Fórum Social Mundial 10 Anos.

De acordo com a representante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Lúcia Stumpf, o documento aborda cinco principais temas, como a soberania nacional por meio da defesa do pré-sal e a oposição à presença de bases estrangeiras no continente sul-americano, sobretudo de bases norte-americanas no Panamá e em Cuba.

O texto também condena a opressão contra a população negra, as mulheres e os homossexuais e pede um Brasil mais democrático, com participação direta do povo nas decisões, além do fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento.

“Foram 15 falas, várias concordando com o conteúdo da Carta de Porto Alegre e alguns adendos, como um que reivindicou uma presença ainda mais forte da solidariedade no Haiti. Isso já estava presente na carta, mas precisa ficar mais explícito”, disse Lúcia.

Segundo ela, também ficou aprovado um calendário de lutas com assembleia em São Paulo no dia 31 de maio. No ato, os movimentos sociais devem decidir a lista de reivindicações para os candidatos à presidência da República nas eleições deste ano.

“Não é uma assembleia que pretende apoiar qualquer candidatura. Entendemos que esse não é o papel dos movimentos sociais.”

(Congo - História) - Patricio Lumumba, el rostro olvidado del genocidio negro

49º aniversario del asesinato de Patricio E.Lumumba, el lider africano olvidado por los medios hegemonicos

Carlos Ml. Vega Bolaños

Fuente: Cuba debate

"Ninguna brutalidad maltrato o tortura me ha doblegado porque prefiero morir con la cabeza en alto, con la fe inquebrantable y una profunda confianza en el futuro de mi país, a vivir sometido y pisoteando principios sagrados. Un día la historia nos juzgará, pero no será la historia según Bruselas, París, Washington o la ONU, sino la de los países emancipados del colonialismo y sus títeres". (Carta escrita a su esposa e hijos por Patricio Lumumba pocos días antes de su muerte).
El mes de enero de cada año, aunque el poder mediático mundial hace lo posible por borrar de la memoria histórica la existencia del genocidio negro en el continente africano, provocado por las potencias occidentales en su afán de hacerse por las grandes riquezas de su pueblos, es meritorio recordar al gran líder negro Patrice E Lumumba.

Hace ya 49 años, Patrice Lumumba, jefe del gobierno de la República del Congo, fue asesinado por una conspiración organizada por el gobierno de Bélgica, con la complicidad de los Estados Unidos, de Gran Bretaña y de las Naciones Unidas. Su cadáver condenó al Congo a la rapaz dictadura de Mobutu y una sucesión de sangrientas guerras civiles. Durante más de cuarenta años se ha mantenido el silencio sobre este crimen, en donde se rumorea que su cadáver y el de otros colaboradores, fueron disueltos en ácido sulfúrico para no dejar rastros.

El pensamiento de Lumumba, constituyó un peligro para las potencias occidentales explotadoras de los pueblos africanos, fue ministro, líder, enemigo del colonialismo y pionero por la unidad de los pueblos africanos y por su liberación. Buscaba la descolonización del Congo y destruir totalmente el poder colonialista europeo presente en África, erradicar el ultraje y el expolio que durante siglos había sufrido el continente, una persona así, no merecía continuar viviendo y por eso, se fraguó su asesinado a pocos meses de haber asumido el poder en la República del Congo.

A 49 años del asesinato del líder africano Patrice Lumumba, en su patria, la República Democrática del Congo, la guerra es un genocidio oculto que ha producido más de 5 millones de muertos en los últimos años; este genocidio puede ser detenido, pero la comunidad internacional, las democracias del Norte, no quieren detenerlo, convirtiendo al Congo en un pueblo activamente crucificado.

La ironía: poseer grandes riquezas naturales como las que tiene la República Democrática del Congo, se ha convertido en una tragedia.

En las montañas orientales del Congo hay valiosos minerales como el coltán y niobio, además de oro, diamantes, cobre y estaño. El coltán, abreviatura de colombio-tantalio, está en suelos de una antigüedad de tres mil millones de años. Se usa con el niobio para fabricar los condensadores para manejar el flujo eléctrico de los teléfonos celulares. Cobalto y uranio son elementos esenciales para las industrias nuclear, química, aeroespacial y de armas de guerra. Alrededor del 80% de las reservas mundiales de coltán están en el Congo.

Por el control de estos minerales escasos hay una guerra tremenda. Los poderes multinacionales quieren controlar la minería de la región. Conclusión: “el motivo del genocidio son estos minerales que buscan las corporaciones” y además están destruyendo la segunda área verde del planeta después del también amenazado Amazona.

Cuando se trata de actuar en África, hay una discriminación inherente”. Lo afirmó el antiguo coordinador de operaciones humanitarias de Naciones Unidas Jan Egeland, quien, junto con otros 15 dirigentes mundiales de conocido prestigio, ha firmado una carta enviada a los jefes de Estado de los países de la Unión Europea llamando la atención sobre la falta de acción internacional en el Este de la República Democrática del Congo.

Jan Egeland, que durante su periodo en Naciones Unidas siempre tuvo una reputación de decir las cosas directamente sin andarse por las ramas, dijo: “Nunca hubo esta indecisión cuando se trató de intervenir en los Balcanes, en Irak o en Oriente Medio”. Ciertamente no la hubo, pero cuando se trata de intervenir en crisis africanas parece como si la vida humana no tuviera el mismo valor en todas partes”. Esta es la doble la moral que practican los abanderados de los derechos humanos en el mundo.

Zenit, agencia de noticias del Vaticano, dijo hace poco que “la crisis humanitaria más olvidada en nuestro planeta es la del Congo”. De vez en cuando en los medios asoma la tragedia pues ya no hay modo de ocultarla. Pero lo que se dice de ella es todavía irrisorio e insultante en comparación con la magnitud de la barbarie y el genocidio. Y no hay llanto, ni pedir perdón, ni propósito de enmienda.

En el fondo, no se trata sólo de que a África se la discrimine cuando ocurren guerras que se ceban en los más inocentes, sino de algo más que merece la pena escarbar y descubrir que detrás de esta guerra se esconden los intereses de potencias como Estados Unidos, Inglaterra, Holanda y Bélgica, quienes apoyan al régimen de Kagame en Ruanda, de cuyos aeropuertos salen para estos países el preciado coltán (indispensable en la fabricación de armamento, teléfonos móviles y ordenadores portátiles de última generación, etc) que los soldados extraen con el trabajo forzado de niños y jóvenes en el Este del Kivu y envían en camiones y helicópteros a Kigali. Es triste constatar que en muchas ocasiones, esas “indecisiones” ante los problemas africanos podrían ser una forma camuflada de dejar que los acontecimientos se desarrollen de forma provechosa para los más poderosos, aunque sea a costa de que mueran millones de inocentes.

Hoy entiendo más que antes las razones por las cuales, un enero de 1961 fue atrozmente asesinado el patriota africano Patrice E. Lumumba, un ser humano así era imposible que continuara con vida, cometió el pecado capital de soñar que Otra Africa era Posible, una África unida en el desarrollo, en combatir la injusticia social y en la cooperación entre países para la educación. Devolver las riquezas del continente al pueblo africano, era su más profundo Sueño. El pensamiento de Lumumba se apoyaba sobre los siguientes tres pilares: la justicia, la independencia y la libertad.

Hoy hace 49 años, murió como un mártir de la lucha de los pueblos contra la injusticia, la expoliación, la humillación impuesta por las potencias europeas que a los cuatro vientos se proclaman democráticas. Es un mártir de la causa popular por un mundo más justo y más humano, por la fraternidad humana. Lumumba fue asesinado pero vivirá siempre en nuestros corazones. Él forma parte del genocidio olvidado de millones de hermanos africanos que han caído en el camino para que en el mundo blanco, unos pocos disfruten de grandes comodidades y amasen fortunas impregnadas de sangre inocente.

Me enorgullezco, al igual que decenas de miles de egresados que habitamos los cinco continentes, de haber estudiado en la Universidad de la Amistad de los Pueblos Patricio Lumumba, centro de estudios universitarios de clase mundial fundado en su memoria y que en febrero próximo cumple 50 años de vida en la preparación de cuadros profesionales para los países en vías de desarrollo.

(*)Miembro de la Universidad Amistad con los Pueblos Patricio Lumumba

Fecha de publicación: 01/02/2010