<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033</id><updated>2012-01-11T06:11:35.199-08:00</updated><category term='fhc. brecha'/><category term='militante sarahui'/><category term='jakobskind'/><category term='violência no Rio de Janeiro'/><category term='saramago'/><category term='hugo chavez america latina video jakobskind'/><category term='fausto wolff vietnã latuff jakobskind'/><category term='comentário jakobskind'/><category term='**8***8988'/><category term='saharaui'/><title type='text'>Blog do Jakobskind</title><subtitle type='html'>Este blog pretende dar vez e voz aos que não tem vez na mídia conservadora.
É bilingue, português e espanhol, uma comunicação que remete à integração latino-americana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1030</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-4917488746340438423</id><published>2011-04-05T21:23:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T21:23:00.049-07:00</updated><title type='text'>(EEUU - Cuba) - Relato de Viagem pelo Ex-presidente Jimmy Carter</title><content type='html'>Ex-presidente estadunidense&amp;nbsp;Jimmy Carter visitou Cuba a convite de Raúl Castro de&amp;nbsp;28 a 30 de março de 2011 e transitou em várias áreas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jimmy Carter*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convite do presidente Raul Castro, Rosalynn e eu visitamos Havana em nome do Centro Carter, acompanhado de John Hardman, Jennifer McCoy, Robert Pastor, Melissa Montgomery, John Moores e Diane Rosenberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objetivos de nossa viagem eram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar conhecimento com o presidente Raul Castro e constatar suas metas imediatas e de longo prazo para Cuba. O Congresso do Partido Comunista irá se reunir em abril (coincidindo com o 50º aniversário da Baía dos Porcos) e os cubanos irão adotar planos para reformas econômicas e sociais; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorar ideias de como as relações Estados Unidos-Cuba podem ser melhoradas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitar personalidades importantes do governo e de setores independentes e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer o tanto quanto possível sobre os casos dos Cinco Cubanos prisioneiros nos Estados Unidos e Alan Gross em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da viagem mantive conversações com a Secretaria de Estado Clinton, Conselheiro para a Segurança Nacional Donilon e Judy Gross.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma incompatibilidade fundamental entre as políticas de Cuba e dos Estados Unidos, baseadas em mais de meio século de esforços feitos por líderes em Washington em desbaratar e precipitar mudanças no regime comunista de Fidel e Raul Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua um embargo econômico contra Cuba, sistematizado legalmente pela Lei Helms-Burton aprovada durante a administração Clinton. Atividades ou recursos empregados sob seus auspícios, como definido expressamente nessa Lei, e admitidos por determinados cubanos, estão circunscritos a programas de promoção da democracia destinados a debilitar e derrubar o regime de Castro. Tais atividades norte-americanas são autorizadas pela lei norte-americana e consideradas pela lei cubana como crime contra o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com exceção de alguns casos (acadêmicos, jornalísticos ou religiosos) e familiares cubano-americanos, os cidadãos norte-americanos estão privados do direito de visitar Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cubanos sabem que, como presidente, levantei todas as restrições de viagem e fiz progressos em direção à normalização de relações diplomáticas. Isto incluiu o estabelecimento das Seções de Interesses em Havana e em Washington, através dos quais um mínimo de intercâmbio diplomático pudesse ser levado a efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos recebidos no aeroporto pelo Ministro do Exterior, Bruno Rodriguez, pelo chefe da Seção de Interesses cubano, Jorge Alberto Bolaños e pelo chefe da missão dos Estados Unidos, Jonathan Farrar. Fomos de carro ao nosso hotel com o ministro do Exterior que reconheceu alguns passos positivos tomados pelo governo Obama (que eu enumerei em detalhes), mas insistiu que o impacto geral das recentes políticas tem sido muito prejudicial a Cuba, em especial devido ao endurecimento de transações financeiras por meio de bancos estrangeiros. Também o continuado programa Helms-Burton para a promoção da democracia que é uma estratégia de mudança de regime, lastreado por 20 milhões de dólares, permanece sendo uma séria fonte de preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso primeiro contacto para troca de informações teve lugar na sede da Seção de Interesses dos Estados Unidos, onde falei para todo o pessoal reunido (em espanhol e em inglês). Ficamos surpresos com o tamanho da equipe  50 norte-americanos e 270 cubanos. Parece ser o mínimo contacto direto necessário entre os diplomatas norte-americanos e os altos funcionários cubanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida tivemos uma muito agradável visita com líderes da comunidade judaica cubana. Embora não exista um rabino em Cuba, os cerca de 1.500 judeus cubanos têm uma agenda social e religiosa bastante ativa. Disseram-me que gozam de completa liberdade de culto e adequada comunicação via Internet com o mundo exterior e que não tiveram nenhum contacto expressivo com Alan Gross.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro seguinte foi com o cardeal Jaime Ortega, quem me explicou os procedimentos que permitiram ao governo cubano libertar todos os 52 remanescentes dos 75 prisioneiros políticos encarcerados desde março de 2003 mais um adicional de 74 outros presos durante os últimos seis meses. A 12 deles se permitiu que permanecessem em e outros foram exilados a Espanha. O cardeal nos deu uma informação sucinta do status dos diversos grupos religiosos em Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosalynn, Jennifer e eu tivemos uma prolongada sessão privada com o chanceler Rodriguez, que reiterou muito de nossa conversação anterior, concentrando-se no caso Alan Gross, que foi preso, julgado e condenado em sua 5ª visita a Cuba por atos contra a independência do Estado. Como subcontratado [pela instituição oficial norte-americana] USAID, tinha em seu poder equipamento destinado a estabelecer comunicação via Internet, aparentemente para beneficiar a comunidade judio-cubana, utilizando fundos da Lei Helms-Burton. (Eu havia sido informado pelos cubanos que o prisioneiro norte-americano Alan Gross não seria libertado durante minha visita, porém acreditavam que haveria uma possibilidade depois que o processo de suas apelações estivesse concluído.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso encontro no café da manhã com os embaixadores da Espanha, Canadá, Hungria, México, Nações Unidas, Estados Unidos, Suécia, Brasil e Colômbia, eles reafirmaram o que o Ministro do Exterior havia dito sobre o efeito adverso sobre seus bancos e seu movimento de fundos para Cuba como resultado de novas e mais severas restrições bancárias dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos a questão da lista dos países terroristas e os embaixadores da Espanha e Colômbia disseram não estar preocupados com a presença de membros das FARC, ETA e ELN em Cuba. Com efeito, mantiveram que isto amplia suas condições de tratar mais eficazmente com esses grupos. Na verdade, os membros da ETA ali estão a pedido do governo da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos então um extenso relato sobre a política econômica de Cuba de Oswaldo Martinez, presidente da Comissão Econômica da Assembléia Nacional. Descreveu os problemas atuais de Cuba e ressaltou os passos que têm sido adotados ou contemplados para um progresso cauteloso em direção à redução do controle estatal sobre a agricultura, comércio e serviços. No momento, por exemplo, apenas cerca de 50 por centos das terras aráveis são utilizadas e terras ociosas estão sendo disponibilizadas para famílias privadas em comodatos por tempo indeterminado. Centenas de milhares de outros cidadãos estão sendo encorajados para assumir postos privados de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após visitar um enorme centro para idosos, almoçamos com o presidente da Assembleia Nacional, Ricardo Alarcón, que nos adiantou os objetivos do iminente Congresso do Partido que deverá reunir 1000 delegados. Declarou que mais de 2/3 dos parágrafos propostos foram emendados para acomodar sugestões partidas dos cidadãos comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramo-nos em seguida com duas mães e três mulheres dos 5 Cubanos, que estão presos há mais de 12 anos. Seu julgamento num clima político altamente carregado de Miami foi considerado parcial e tendencioso por uma corte de apelação dos Estados Unidos, porém subsequentes recursos foram negados. Altos funcionários cubanos afirmam que tinham garantia pessoal do presidente Clinton de que não haveria mais voos de avionetas sobre Havana e que os Estados Unidos tinham sido alertados de que não seriam permitidas mais violações da soberania cubana. A despeito disto, o pequeno avião repetiu sua missão e foi abatido. Esses funcionários reafirmaram que um dos membros dos 5 Cubanos que foi condenado por assassinato da tripulação do aeroplano, não poderia estar envolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosalynn, Jennifer e eu tivemos então uma longa reunião com o presidente Raul Castro no Palácio da Revolução, onde abarcamos novamente muitas das mesmas questões políticas e econômicas. Deu-nos uma visão geral da Revolução Cubana, do incidente da Baía dos Porcos, das relações frequentemente conflitantes de Cuba com a União Soviética, o envolvimento de suas forces armadas em Angola e outros lugares, seu relacionamento com Fidel e um resumo do discurso que pronunciará no Congresso do Partido. Recebeu bem minha sugestão que ele e seus ministros facilitem e tenham acesso mais constante com os diplomatas estrangeiros. Todos os membros do nosso grupo juntamo-nos a outros altos funcionários cubanos numa ceia oferecida pelo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, 30, pela manhã, tivemos um encontro com dissidentes ativos, blogueiros e outros e depois recebemos 10 dos 12 prisioneiros políticos recentemente libertados e suas esposas, que relataram que continuam insistindo que àqueles que se exilaram na Espanha lhes seja permitido que regressem a Cuba. Queixaram-se da dificuldade de obter a renovação de sua cédula de identidade e carteira de habilitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosalynn e eu fizemos uma longa visita a Alan Gross num hospital militar onde está confinado. Lamentou-se de estar sendo tratado agora muito melhor que seus colegas prisioneiros (após um tratamento anterior pior) e diz ter uma adequada comunicação com sua mulher e família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos então Fidel em sua residência particular e o encontramos vigoroso, atento e especialmente voltado para o exame de volumosas reportagens da mídia dentro de sua lista de assuntos assinalados. Seu problema de saúde primário está ligado ao seu joelho esquerdo e ombro direito, gravemente feridos numa queda em 2004 numa cerimônia em homenagem a Che Guevara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de deixar Havana, mantive uma coletiva de imprensa, dei uma entrevista para a televisão e outra breve reunião com o presidente Castro, que foi ao aeroporto para se despedir de nossa comitiva. Reafirmei meu pedido que o Sr. Gross fosse libertado e transmiti as preocupações que recebi dos grupos dissidentes. Ele prometeu investigar as preocupações e informar de suas decisões a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, creio que os objetivos fundamentais do Centro Carter foram concretizados durante a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas notas acerca da visita: Raul, Fidel e outros líderes estão inteiramente familiarizados com o nosso sistema político e com as pressões em particular de uma minoria debilitada, mas ainda poderosa de cubanos-americanos. Eles sabem que a Lei Helms-Burton não pode ser revogada [pelo executivo] e são especialistas em que autoridade o presidente tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto privada quanto publicamente continuo apelando pelo fim do nosso bloqueio econômico contra o povo cubano, pelo levantamento de todas as restrições de viagem, de comércio e financeiras, pela libertação de Alan Gross e dos 5 Cubanos, pelo fim da política de que Cuba promove o terrorismo, pela liberdade de expressão, de reunião e de viagem em Cuba, e pelo estabelecimento de relações plenas entre nossos dois países. No aeroporto, Raul disse à imprensa: Concordo com tudo o que o presidente Carter disse.&lt;br /&gt;(*) tradução: Max Altman&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-4917488746340438423?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/4917488746340438423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/eeuu-cuba-relato-de-viagem-pelo-ex.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4917488746340438423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4917488746340438423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/eeuu-cuba-relato-de-viagem-pelo-ex.html' title='(EEUU - Cuba) - Relato de Viagem pelo Ex-presidente Jimmy Carter'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1069861543937193703</id><published>2011-04-03T21:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T21:18:58.251-07:00</updated><title type='text'>(Israel - Política) - Nova estratégia do lobby israelense</title><content type='html'>Governo Netanyahu agora elege a Autoridade Palestina como maior ininigo tendo em vista uma estratégia para facilitar estratégia de apoio do lobie sionista &lt;br /&gt;MJ Rosenberg &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/03/2011314135126922189.html"&gt;http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/03/2011314135126922189.html&lt;/a&gt; - Grupo Beatrice desregulações financeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro Benyamin Netanyahu tem sido pesadamente criticado em Israel pela flagrante exploração da morte de cinco membros de uma família (três crianças) na colônia de Itamar próxima de Nablus. Particularmente lamentável tem sido a campanha de Netanyahu, que continua a exigir que Mahmoud Abbas fale à imprensa palestina para condenar as mortes, mesmo depois de Abbas ter divulgado declaração excepcionalmente forte, no instante em que soube da tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçamos por um instante que ninguém sabe quem cometeu o crime e que ninguém crê que os assassinos sejam associados a Abbas. Deixemos de lado também que Netanyahu jamais condenou ou manifestou sequer remorso pelo assassinato de mais de 300 crianças palestinas pelo exército de Israel na guerra de Gaza. (De fato, não há notícia de governo israelense que sequer tenha criticado a morte de crianças palestinas em ações do exército de Israel, apesar de haver centenas de crianças mortas pelo exército de Israel na última década).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí não há novidades. O que é novidade é a decisão de Israel de culpar a Autoridade Palestina (e não exclusivamente, dessa vez, o Hamás), AP que, até há pouco tempo, Israel elogiava como parceira. Essa mudança tornou-se evidente no último mês, quando o lobby israelense nos EUA, reunido no AIPAC, começou a atacar Abbas e a Autoridade Palestina, voltando ao velho estilo dos piores dias, quando o lobby israelense tratava com igual fúria todos os palestinos, vistos homogeneamente como inimigos de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos três motivos para que se acompanhem de perto os movimentos futuros do American Israel Public Affairs Committee, Comitê EUA-Israel de Negócios Públicos, em inglês AIPAC), com vistas a entender melhor os eventos do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque as posições do governo Netanyahu são manifestação fiel das posições do AIPAC, embora, vez ou outra Netanyahu divulgue as posições antes de o AIPAC tornar públicas suas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, porque as políticas do AIPAC permitem antecipar, não por coincidência, as posições vencedoras nas discussões no Congresso dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E terceiro, porque o que diga ou faça o AIPAC sempre é indicador seguro dos passos futuros do governo de Obama, que recebe “orientação” tanto do próprio AIPAC quanto de Dennis Ross, ex-presidente do Washington Institute for Near East Policy, think tank do AIPAC e, hoje, principal conselheiro do presidente para assuntos do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos meses são particularmente importantes, porque o AIPAC prepara sua Conferência Anual, que acontecerá nos dias 22-24 de maio. A conferência do AIPAC é evento gigantesco, do qual participam praticamente todos os deputados e senadores dos EUA, o primeiro-ministro de Israel e ou o presidente ou o vice-presidente dos EUA. Também participam da Conferência Anual do AIPAC milhares de delegados de todo o país e candidatos ao Congresso, que ali fazem campanha de arrecadação de dinheiro para suas campanhas eleitorais. Esse ano, os principais aspirantes a candidatos do Partido Republicano à presidência dos EUA também estarão presentes, todos ocupados em vender a qualquer preço sua lealdade eterna à agenda política do AIPAC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferência começa, de fato, muito antes de convergir e lotar o imenso Washington Convention Centre. Agora mesmo, os principais funcionários do AIPAC decidem que políticas merecem ser apresentadas às centenas de delegados. Essas políticas constituirão a agenda, não só da conferência, mas do próprio AIPAC para os próximos 12 meses (interessados em conhecer o livro publicado das políticas do AIPAC apresentadas para votação na conferência do ano passado encontram-no como PDF: http://www.aipac.org/Publications/AIPACAnalysesMemos/AIPAC_Briefing_Book92910.pdf).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos recentes, a principal mensagem do AIPAC têm mirado o Irã e o que o lobby pensa sobre as ameaças trazidas a Israel pelo programa nuclear iraniano. Orador após orador, nas várias conferências anuais do AIPAC ao longo da última década (entre os quais o sempre histriônico primeiro-ministro Benyamin Netanyahu), têm invocado o Holocausto como metáfora preferida, sempre que se referiam à possibilidade de o Irã construir armas atômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses oradores pavimentaram o caminho para a aprovação de leis que impuseram “sanções debilitantes” ao Irã – e para a inclusão da “opção militar” que permaneceu “sobre a mesa” para o caso de as sanções não conseguirem dar cabo do programa nuclear iraniano. Praticamente todos os projetos que resultaram em leis de sanção ao Irã aprovadas pelo presidente Obama nasceram no AIPAC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em 2011, o Irã terá de dividir as atenções do lobby, com preocupações sobre as revoluções democráticas que agitam o mundo árabe. Aquelas revoluções fizeram de 2011 um annus horribilis para o AIPAC e para Netanyahu, e o ano ainda nem chegou à metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras indicações sugerem que o principal tema da conferência do AIPAC será que Israel, outra vez, está “sem parceiro” com o qual negociar. É tema velho, mas que volta nos momentos em que a direita israelense deixa de ver a Autoridade Palestina (liderada por Mahmoud Abbas e Salam Fayyad) como parceira e colaboradora na missão de manter o status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os “Palestine Paper” de Al Jazeera demonstraram, Abbas e Fayyad raramente dizem “não” ao governo Netanyahu – o que fez deles o único tipo de parceiro aceitável para a troika Netanyahu-Lieberman-Barak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, temendo que alguma democracia se aproxime, a Autoridade Palestina, ultimamente, começou a dar sinais de ter espinha dorsal. Recusou-se a curvar-se à exigência de EUA e Israel de que engavetasse a resolução do Conselho de Segurança da ONU de condenação às colônias israelenses. Recusa-se absolutamente a negociar com israelenses, antes que Israel desocupe as terras que estariam sendo negociadas. E, o que mais perturba Netanyahu e companhia, diz que planeja declarar unilateralmente o estado da Palestina no verão que se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netanyahu, que precisa da ilusão de movimento, para não deixar ver que não há movimento algum, começa a sentir a pressão. Até Angela Merkel, chanceler alemã e empenhada apoiadora de Israel, apoiou a resolução da ONU que condena as colônias israelenses em território ocupado e comunicou sua decisão a Netanyahu, em telefonema do dia 24/2, que foi muito divulgado. Disse a Netanuahu que os europeus estão fartos, cansados dele. O jornal Haaretz noticidou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Netanyahu disse a Merkel que estava desapontado com o voto da Alemanha (...). Merkel enfureceu-se. “Como você se atreve?!” – disse ela. “Você, sim, nos desapontou: até agora não deu um passo sequer em direção à paz.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito perturbado, Netanyahu imediatamente disse que estava pronto a anunciar seu plano para por fim ao conflito Israel-palestinos. Disse aos aliados políticos que tem de agir rápido, para impedir que cresça a pressão do chamado “Quarteto” (ONU, EUA, União Europeia e Rússia), que se deve reunir ainda esse mês para definir os parâmetros para um acordo definitivo. Preparando essa reunião, o ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha William Hague disse que a base territorial para qualquer acordo tem de ser as fronteiras de antes de 67 – a última coisa que Netanyahu deseja ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias de Israel informam que o plano de Netanyahu não inclui as fronteiras de 67 e, em troca, oferece um Estado da Palestina com fronteiras temporárias e congelamento muito restrito de novas construções (em Jerusalém, nada seria congelado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que a Autoridade Palestina já não pode nem considerar tal plano, Netanyahu decidiu rotular preventivamente os ex-amigos de Israel na Autoridade Palestina como terroristas extremistas – na esperança de que, nesses termos, o Congresso dos EUA e o governo Obama apoiarão seu plano. Netanyahu espera que, se assegurar o apoio dos EUA, conseguirá bloquear qualquer iniciativa do Quarteto. Mais uma vez, seu objetivo é deixar tudo como está, o que torna indispensável que os EUA aceitem seus esquemas. Até aqui, a tática tem dado certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra suja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, afinal, explica a nova abordagem do AIPAC: enlamear a Autoridade Palestina. Quando a Conferência do AIPAC chegar ao fim, o mantra “Israel não tem parceiros” terá voltado ao primeiro lugar na parada de sucessos – candidato a ‘disco de ouro’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam-se, por sinal, algumas mensagens que o AIPAC tem distribuído pelo Twitter nos últimos dias (novas tecnologias, para velhas mensagens):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIPAC: A Autoridade Palestina não quer que organização terrorista seja chamada de organização terrorista: quer que o governo una-se aos terroristas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIPAC: A Autoridade Palestina quer impedir a soberania de Israel. Obama não permitirá o que já chamou de “erro estratégico”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIPAC: Autoridade Palestina disse NÃO a Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comparar, eis um tuíte típico do AIPAC, antes de a Autoridade Palestina começar a oferecer resistência a Netanyahu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIPAC: Conversações com Abbas levarão a um acordo de paz ainda esse ano? “Sim, tenho certeza que sim” – disse Netanyahu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, trata-se do seguinte: os europeus, a ONU e, pode-se dizer, todo o mundo – exceto os EUA – temem que a Autoridade Palestina esteja à beira do colapso e que arraste, nesse colapso, até a ideia de algum processo de paz. Então, afinal, começaram a empenhar-se seriamente para reabrir as negociações. Para que haja negociações reais, é indispensável que Israel suspenda todas as construções em territórios ocupados, no mínimo. É como se todos estivessem percebendo que uma Autoridade Palestina vista (como realmente é vista) como lacaia de Israel não conseguirá sobreviver. Já ninguém confia em qualquer boa intenção do governo Netanyahu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inverter a mão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Israel, que também já entendeu tudo isso, decidiu fazer todo o ônus recair sobre os palestinos, para escapar às pressões. Mais importante: Israel está paralisada de medo de que a Autoridade Palestina leve avante o plano de, no próximo verão, declarar unilateralmente o Estado da Palestina – única ideia da Autoridade Palestina, em anos, que realmente pode prosperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel, pois, precisa que os EUA paralisem a Autoridade Palestina, seja pelo meio que for, inclusive com corte total de qualquer ajuda dos EUA (e, mesmo, de outros países) aos palestinos (e, isso, no momento em que Barak, ministro da Defesa de Israel, está pedindo mais 20 bilhões de ajuda militar aos EUA). O objetivo de curtíssimo prazo, crucialmente importante para Netanyahu é impedir que se declare unilateralmente a independência palestina. E Netanuahu escolheu conseguir isso, obrigando Obama a apoiá-lo (o que, afinal, não será muito difícil, com as eleições de 2012 já se aproximando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deve-se esperar para breve um novo plano de paz de Netanyahu. Por isso, também, a AIPAC está dedicada a denegrir os palestinos. E por isso, ainda, é que logo veremos o AIPAC obrigar o Congresso dos EUA a repetir, em uníssono: “Israel não tem parceiro palestino”. Em seguida, o Congresso exigirá que o governo Obama apóie o plano de Netanyahu, que será declarado o mais generoso da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ritmo, logo veremos o governo de Israel e o lobby ressuscitarem o velho mantra (1948-1977) de que “não existe povo palestino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, para manter o sujo, mortífero status quo. Até hoje, essa tática sempre funcionou. É possível que funcione mais uma vez. E mais uma vez, como sempre, a vitória do AIPAC e de Netanyahu será derrota para Israel e para os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os palestinos, por seu lado, bem farão se construírem estratégia unificada, de todos os palestinos, e se se mantiverem firmes no projeto de declarar unilateralmente a própria independência. Como diria David Ben-Gurion, a autodeterminação exige, muitas vezes, que se ande sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 4 de&amp;nbsp;Abril&amp;nbsp;2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1069861543937193703?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1069861543937193703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/israel-politica-nova-estrategia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1069861543937193703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1069861543937193703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/israel-politica-nova-estrategia-do.html' title='(Israel - Política) - Nova estratégia do lobby israelense'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-7651326618402502555</id><published>2011-04-03T20:09:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T20:09:48.826-07:00</updated><title type='text'>(EEUU História - America Central  y Caribe) - Conspiración, asesinato y la Guerra Fría en el Caribe</title><content type='html'>Un ensayo histórico de Alex von Tunzelmann, el segundo de esta joven escritora británica, revela los nexos de varias administraciones estadounidenses con dictadores como Rafael Leónidas Trujillo, Francois Duvalier y Fulgencio Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rate This&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente:&amp;nbsp;Midiacrucis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La más reciente obra de Alex von Tunzelmannse titula Al rojo vivo: Conspiración, asesinato y la Guerra Fría en el Caribe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Von Tunzelmann refiere cómo Dwight D. Eisenhower, John F. Kennedy y Lyndon B. Johnson apoyaron a esos regímenes tiránicos, haciendo caso omiso de las violaciones de los derechos humanos en República Dominicana, Haití y Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El lector siente el terror de las mujeres y niños arrastrados a los bosques alrededor de Puerto Príncipe, donde los torturaban y mataban porque sus parientes eran opositores al régimen de Duvalier, dice un comentario sobre la obra publicado en Listín Diario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La crítica de la obra resalta cuán vívidas son las escenas de la capital cubana al triunfo de la Revolución en enero de 1959 descritas en el libro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa la autora que en Cuba la revolución lidereada por Fidel Castro intentó dirimir sus diferencias con Washington, pero la guerra secreta de la CIA y la invasión de Playa Girón cerraron las puertas a todo entendimiento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algunos episodios son tan grotescos que resultan difíciles de creer. Otros son tan horripilantes que conmueven hasta las lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La guerra contra el terrorismo de George W. Bush no fue la primera vez que Estados Unidos le declaró la guerra a una idea, dice von Tunzelmann en su ensayo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muchos funcionarios estadounidenses se obsesionaron con la supuesta amenaza del comunismo, pero el conflicto entre Estados Unidos y los soviéticos comenzó mucho antes de la llamada crisis de octubre de 1962, señala la autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En última instancia, dice la escritora, la sensación de seguridad de Estados Unidos dependía de si los gobernantes del Caribe eran pro-Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El gobierno estadounidense convirtió este concepto en sinónimo de anticomunismo y su contraparte, procomunista significaba antiestadounidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La historiadora británica de 33 años, publicó en el 2007 su primer ensayo histórico, titulado Verano Indio: La historia secreta del fin de un imperio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esa obra revela cómo 400 millones de seres humanos fueron liberados del yugo británico y la India convertida en estado independiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha dePublicación: 3/4/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-7651326618402502555?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/7651326618402502555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/eeuu-historia-america-central-y-caribe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7651326618402502555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7651326618402502555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/eeuu-historia-america-central-y-caribe.html' title='(EEUU História - America Central  y Caribe) - Conspiración, asesinato y la Guerra Fría en el Caribe'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-6861938439338968776</id><published>2011-04-03T12:05:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T12:05:55.154-07:00</updated><title type='text'>(Bolívia - Chile - História) - La salida boliviana al mar</title><content type='html'>Morales acusa a Piñera de ignorar la historia por afirmar que es "imposible" acceso al mar&amp;nbsp; y acusa el gobierno chileno de&amp;nbsp;intransigencia&lt;br /&gt;Fuente TeleSUR - Agencia Boliviana de Notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El presidente boliviano, Evo Morales, acusó este sábado a su homólogo chileno, Sebastián Piñera, de ignorar la historia por afirmar que es "imposible" dar a Bolivia una salida soberana al Pacífico. El mandatario enfatizó que va a seguir buscando el diálogo bilateral y multilateral".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quién en este momento dice que es imposible debatir, discutir el retorno al mar con soberanía a Bolivia, ignora la historia", dijo Morales en Charaña, pueblo fronterizo con Chile donde en 1975 los entonces dictadores Hugo Banzer y Augusto Pinochet simbolizaron con un abrazo una negociación que fracasó sobre la demanda boliviana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En una entrevista con un programa de la red pública de televisión (TVN) Piñera afirmó este viernes que "ellos (Bolivia) pretenden algo que es imposible".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chile tiene un tratado de límites con Bolivia del año 1904. Ese tratado fue válidamente suscrito y está plenamente vigente, y los tratados internacionales hay que cumplirlos", subrayó el mandatario chileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morales insistió en que Piñera no tiene "sentimientos" y desconoce la reivindicación histórica de Bolivia, que perdió su salida al Pacífico en una guerra librada hace 132 años.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"¿Cómo es posible que un país vecino nos quite territorio sobre el mar y tenernos enclaustrados históricamente? Lamento mucho que algunas autoridades y algunas personas en Bolivia y en Chile puedan ignorar y desconocer el retorno al mar con soberanía", añadió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morales, que anunció la semana pasada que llevará su demanda a tribunales internacionales, reiteró hoy que antes estaba convencido de que el conflicto lo iba resolver el diálogo iniciado en 2006 con la entonces presidenta chilena, Michelle Bachelet, pero que "nunca" recibió una "propuesta formal" de Santiago .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El presidente Morales aseguró a la par que se mantendrá abierto el diálogo bilateral y multilateral, pero que al mismo tiempo apelará a la justicia internacional para que Chile "devuelva la salida al mar con soberanía".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cuando ajustamos de una verdad: ¿cuál es la propuesta formal para el retorno al mar con soberanía?, ya no quieren responder, y por eso decidimos pasar a los tribunales internacionales por el retorno al mar con soberanía", dijo en referencia a las cada vez más distantes posturas comunes para dar solución al conflicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El presidente chile Sebastián Piñera ha dicho que el diálogo y la demanda en cortes internacionales son incompatibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 2 de abril de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-6861938439338968776?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/6861938439338968776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/bolivia-chile-historia-la-salida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6861938439338968776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6861938439338968776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/bolivia-chile-historia-la-salida.html' title='(Bolívia - Chile - História) - La salida boliviana al mar'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-3380477307553143127</id><published>2011-04-03T11:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T11:51:39.810-07:00</updated><title type='text'>(EUU - Terrorismo) - Se confirma la presencia de tres terroristas en Miami</title><content type='html'>En documento secreto, FBI designa a Posada como “responsable del desastre de Cubana”. Otros dos viven en mansiones y no son molestados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean-Guy Allard &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Aporrea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadera joya de los archivos secretos del FBI, un documento de solo dos cuartillas, rescatado recientemente por investigadores puertorriqueños, designa a los terroristas Luis Posada Carriles, Orlando Bosch y Frank Castro como “responsables del desastre de Cubana”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El documento procedente del FBI de Miami y fechado del 23 de septiembre de 1977, hace referencia a una investigación en relación con el “interés” del Gobierno cubano acerca de Frank Castro, connotado terrorista de origen cubano entonces radicado en Miami. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Concentramos nuestros esfuerzos en él”, indica al precisar el estatuto del criminal “como líder número dos de la Coordinación de Organizaciones Revolucionarias Unidas” lo que lo convierte, según especula el autor, en un “primer candidato” en el mencionado “interés” cubano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Reportaremos nuestros resultados a medida que se desarrollan”, subraya el documento al mencionar sin embargo que las informaciones conseguidas con el Departamento de Policía de Miami y la Oficina del Sheriff de Miami Dade “son negativas a este respeto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El redactor advierte luego con una referencia abierta a la Agencia Central de Inteligencia que “de acuerdo con la advertencia de la CIA acerca de la diseminación, debemos manejar nuestra investigación muy discretamente salvo aviso del Buró”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y aquí viene la oración que revela como, para el FBI, es un hecho establecido que Posada, Bosch y Castro son los autores de la destrucción en pleno vuelo del avion de Cubana ocurrido el año anterior, con 73 muertos, frente a Barbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquí el párrafo, textualmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Elementos operativos de Miami han avisado que el Gobierno cubano está interesado en estas dos personas responsables del desastre de Cubana, especialmente Luis “Bambi” Posada, Orlando Bosch y Frank Castro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La información precisa algo que, en aquel momento, está bien conocido: “ Los dos primeros se encuentren bajo detención militar en Venezuela y Castro está en Miami”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ya Frank Castro está informado del referido “interés” pero “no en relación con la presente investigación”, señala el texto, dejando entender que existe una comunicación entre el FBI y el criminal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El autor del documento solicita, a su cuartel general (FBIHQ), “determinar si es permisible contactar a Frank Castro y la policía local”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trata lógicamente de obtener una autorización de parte de la CIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este permiso sería por supuesto manejado con máximo de discreción de manera a proteger su fuente”, subraya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La solicitud es más que reveladora: si se pide la luz verde a la CIA para contactar con Castro, es que el terrorista se encuentra bajo control de una forma u otra de la agencia y/o del FBI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La mencionada Coordinación de Organizaciones Revolucionarias Unidas, CORU, fue creada el 11 de junio de 1976, por orientación de la CIA, en una casa de reunión secreta parte de una instalación minera canadiense, en los bosques que rodean a Bonao, Republica Dominicana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecen entre los participantes en su fundación Bosch, Posada y Frank Castro. La CORU reagrupará a partir de este día a varias organizaciones terroristas y sembrará el terror como nunca antes un grupo cubanoamericano había logrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Castro vive desde años en una mansión de un barrio residencial de Santo Domingo donde el FBI nunca lo molestó a pesar de considerarlo como un actor principal del “desastre de Cubana”. Lo mismo con Orlando Bosch que, en Miami, publica sus memorias alardeándose de sus crímenes y vive tranquilo en su bungalow de Hialeah. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cuanto a Posada Carriles, el terrorista sin dudas más conocido del continente, se pasea por El Paso donde una jueza complaciente maneja su juicio por mentir a los servicios de Inmigración.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esto en una nación que mantiene una lista de “países patrocinadores del terrorismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de publicación: 02/04/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-3380477307553143127?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/3380477307553143127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/euu-terrorismo-se-confirma-la-presencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3380477307553143127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3380477307553143127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/euu-terrorismo-se-confirma-la-presencia.html' title='(EUU - Terrorismo) - Se confirma la presencia de tres terroristas en Miami'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-688143093230729164</id><published>2011-04-01T22:32:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T22:32:32.916-07:00</updated><title type='text'>Aisha, la hija de Gaddafi, dejó las pasarelas para unirse a la lucha de su padre</title><content type='html'>Según informa el diario británico Daily Telegraph, Aisha Kaddafi manifestó estar dispuesta a “sacrificar su vida” por el régimen de su padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Patria Grande/Agencias/Aporrea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La hija de Kaddafi, de 34 años de edad, es conocida en el mundo árabe por su afición a la moda y al glamour, algo que le sirvió para ganarse en la región el apodo de la “Claudia Schiffer de África”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero ahora se quitó el maquillaje, se puso el velo y decidió salir a la primera línea del frente para saludar a los soldados leales a su padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, Aisha Kaddafi ya había tenido un papel de exposición pública cuando, en su condición de abogada, fue parte de la defensa de Saddam Hussein, después que éste fuera arrestado por las fuerzas invasoras encabezadas por EEUU y llevado ante la justicia en Irak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En declaraciones anteriores recordó con amargura cuando en 1986 las fuerzas de EEUU bombardearon a su familia en Trípoli y mataron a su hermana adoptiva, Hanan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fines de febrero, algunos medios aseguraron que Aisha se encontraba a bordo de un avión libio al que no se le autorizó aterrizar en el aeropuerto maltés de La Valeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, la propia Aisha desmintió en la televisión estatal dichas informaciones, aclarando que no había huido del país. “No me fui a ninguna parte, aquí estoy, en Libia, en Trípoli, donde amo y me aman”, aseguró entonces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Digo a los libios y libias que amo y me aman, que resisto en esta casa porque así lo he decidido”, declaró Aisha Kaddafi desde la residencia de Bab Al Azizia de su padre, en la capital libia, Trípoli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha dePublicación: 1 de abril de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-688143093230729164?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/688143093230729164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/aisha-la-hija-de-gaddafi-dejo-las.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/688143093230729164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/688143093230729164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/04/aisha-la-hija-de-gaddafi-dejo-las.html' title='Aisha, la hija de Gaddafi, dejó las pasarelas para unirse a la lucha de su padre'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-655701749893579957</id><published>2011-03-13T12:54:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T13:19:45.379-07:00</updated><title type='text'>Japón - Terremoto) -  Los cabilderos de la energía atómica en su porqueriza</title><content type='html'>El temblor&amp;nbsp;de tierra en Japón tiene graves consequencias en las usinas atomicas del país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reiner Metzger&amp;nbsp;* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: SinPermiso&lt;br /&gt;Cinco reactores atómicos en Japón se encaminan actualmente hacia una catástrofe. Los cinco han sido cerrados con carácter de emergencia y están sin enfriamiento. Lo que ocurre exactamente no lo saben ni los residentes ni el mundo, y ello sólo dos días después de un devastador terremoto. Un reactor ha explotado ya, lo que los cabilderos de la energía atómica admiten, pero que no sin cierta vacilación atribuyen en parte a una probable explosión de hidrógeno sin consecuencias graves. Ninguna comparación con Chernobil, se dice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estos encubrimientos y demoras en la información suponen un enorme escándalo. Y no es ninguna consecuencia del caos tras el terremoto, no: es el método habitual. En cada accidente atómico ha sido ése el caso. Primero intentar dejar la fachada intacta. Mejor poner en peligro la salud de decenas e incluso cientos de miles de personas que arriesgarse a tener mala prensa. Puede que los expertos en el terreno recuperen el control o que la población no se dé cuenta. Afortunadamente, la radiación atómica es invisible e inodora. Los miles de millones que se obtienen en este negocio no hieden. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En cualquier caso en Japón, una de las zonas más propensas a los terremotos del planeta, funcionan más de cincuenta reactores atómicos. Cada unos cuantos años una central atómica resulta dañada en un terremoto. Ahora, además, aparentemente han sido inundados por el tsunami. No tenemos suficiente información. Sólo nos resta escuchar los pronósticos de que la cosa no irá a peor. Sobre todo aquí, en Alemania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero irá peor. Está en la propia naturaleza de la cosa. En todas las instalaciones industriales ocurren accidentes, ya se trate de refinerías, centrales nucleares o plataformas petrolíferas. Los técnicos pueden minimizar con precauciones la probabilidad de que un accidente ocurra. Pero en ningún caso se pueden tener precauciones para todos y cada uno de los tipos de daño posibles. El peor terremoto en la historia de Japón, sumado a la ola de diez metros de altura del tsunamini ni siquiera se encontraban entre las probabilidades de los especialistas. Tan poco como aquí en Alemania se piensa en un terremoto en la concesión de permisos o incluso en un ataque terrorista a un avión del tipo de un enorme Airbus A380. Menos aún en la construcción de las centrales nucleares en los años sesenta o setenta, durante la cual nadie podría prever lo que ocurriría en el mundo en el 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los riesgos de la técnica no pueden eliminarse. Pero en el mundo de los negocios todo cambia. Ningún estado debería construir instalaciones como las centrales nucleares, que conducen a daños impredecibles. Y quienes ganan dinero con semejantes instalaciones, como nuestro apreciado sector atómico, han de ser etiquetados claramente como cabilderos irresponsables. En su discurso siempre tienen la situación controlada, mientras detrás vuelan ya en todas las direcciones pedazos del reactor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aclaran los frentes aquí en Alemania: los conservadores de la CDU y los liberales del FDP son quienes promueven en nuestro país la energía atómica. Mientras lo hagan, no son fuerzas a tener en cuenta en las elecciones. De ello somos nosotros, los alemanes, responsables. Cómo se desarrollará la situación en Japón podríamos nosotros, no menos que los japoneses, juzgarlo de una vez si finalmente se pone la verdad sobre la mesa. Pero esta situación parece cada vez más difícil, como cualquier activista anti-atómico podría temer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)&amp;nbsp;jefe de redacción del diario alemán Tageszeitung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 13/03/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-655701749893579957?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/655701749893579957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/japon-los-cabilderos-de-la-energia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/655701749893579957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/655701749893579957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/japon-los-cabilderos-de-la-energia.html' title='Japón - Terremoto) -  Los cabilderos de la energía atómica en su porqueriza'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-5687032675921574548</id><published>2011-03-09T09:07:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T09:07:40.212-08:00</updated><title type='text'>Panamá - Historia) - Un personaje que morió de tristeza por la invasión estadounidense</title><content type='html'>Chuchú Martínez (1929-1991), un garda espalda de Omar Torrijos, un militar, un poeta y una gran fiura humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Steinsleger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando en el aeródromo de Paitilla supe que volaríamos en su precaria avioneta de la Segunda Guerra Mundial con un gordo de 160 kilos, el sargento José de Jesús Martínez, Chuchú reconoció que al despega sentiríamos algo de inclinación. Luego, explicó, el aparato se estabiliza solo.&lt;br /&gt;Frente a mis reservas, Chuchú insistió: –¿No querías volar conmigo?&lt;br /&gt;El doctor en filosofía (graduado en la Universidad Complutense de Madrid) sentenció:&lt;br /&gt;–Para volar hay que dejar el miedo en tierra.&lt;br /&gt;El doctor en matemáticas (graduado en la Sorbona) agregó: &lt;br /&gt;–Tenemos tres opciones. Si nos caemos, el que sobrevive se comprometea escribir un relato cojonudo. Si nos morimos, ni modo.&lt;br /&gt;–Te falta la tercera –dije.&lt;br /&gt;El poeta escéptico, añadió: &lt;br /&gt;–No existe. El gordo no sabe escribir.&lt;br /&gt;Permanecí en tierra, abrumado por el impacto que en aquellos días me había causado el relato de un piloto hondureño, cuando en su intento de aterrizar con una sola rueda en el aeropuerto de Toncontín,&lt;br /&gt;destruyó un autobús y mató a sus 27 pasajeros. Pero como pudo salvar el avión, el gobierno de Honduras lo condecoró, y becó a Francia.&lt;br /&gt;Chuchú perdonó mi cobardía. Sin embargo, hasta hoy lamento no haber viajado en aquel avión que terminó inutilizado en el archipiélago panameño de San Blas, y que hizo historia transportando desde Paitilla armas, víveres y guerrilleros sandinistas.&lt;br /&gt;Conocí a Chuchú Martínez a finales de 1972, en casa de un profesor panameño que tenía la sana costumbre de celebrar el san viernes. Tertulias donde la sobriedad duraba quince minutos, lo importante un par de horas, y las desmesuras ideológicas hasta el amanecer.&lt;br /&gt;Entonces, una pareja de comunistas de la rada (antigua República Democrática de Alemania) que andaba de paso por Panamá, empezó a dar su opinión sobre la situación de América Latina. Chuchú (quien ya tenía algunos tragos encima) les preguntó como veían la lucha de los sandinistas y de los montoneros. La alemana explicó que se trataba de dos expresiones diferentes, “…pues los montoneros eran los causantes de la represión en Argentina”.&lt;br /&gt;La alemana siguió con su exposición, y al cabo de algunos minutos, el acento nicapanameño de Chuchú la interrumpió con delicadeza: &lt;br /&gt;–Mi amor… no conocés una mierda de América Latina.&lt;br /&gt;Frunciendo el ceño, el anfitrión miró a Chuchú. La invitada, sin darse por aludida, insistió en explicar su posición. Con los nervios de punta, apurando los tragos, Chuchú caminaba por el salón. Y en el&lt;br /&gt;momento que la alemana caracterizó a Omar Torrijos de socialdemócrata y burgués nacional (carente de ideología revolucionaria, agregó), Chuchú estalló:&lt;br /&gt;–¡Ni mierrrrda conocen de América Latina!&lt;br /&gt;En 1976, Graham Greene aterrizó en Panamá con el propósito de conocer a Torrijos. El resultado fue una de las obras menos felices del novelista inglés: Getting to know the general (El general, FCE, México 1985), donde Chuchú termina por cautivar a Greene.&lt;br /&gt;El escritor nicaragüense Sergio Ramírez creyó ver en Chuchú a “un personaje cabal de Graham Greene… un libro testimonial sobre el general Torrijos, pero antes que nada una novela sobre la vida y las andanzas de Chuchú Martínez, el mejor personaje de Greene, y Greene el mejor personaje de Chuchú Martínez, tal para el cual, el uno para el otro”. (La Jornada, 24/2/91).&lt;br /&gt;El escritor nicaragüense Sergio Ramírez creyó ver en Chuchú a “un personaje cabal de Graham Greene… un libro testimonial sobre el general Torrijos, pero antes que nada una novela sobre la vida y las andanzas de Chuchú Martínez, el mejor personaje de Greene, y Greene el mejor personaje de Chuchú Martínez, tal para el cual, el uno para el otro”. (La Jornada, 24/2/91). &lt;br /&gt;Con mirada menos frívola, el salsero panameño Rubén Blades estimó que Greene impuso en el libro “…su mentalidad imperial y británica”.&lt;br /&gt;Blades sostuvo que Torrijos y Chuchú aparecían “…como niños que se&amp;nbsp; esfuerzan por asumir una visión adulta del mundo. Dos Peter Pan del trópico observados por la mirada objetiva y compasiva del Señor de la literatura del Imperio Británico”.&lt;br /&gt;¿Quién fue, por fin, Chuchú Martínez? En las solapas de sus 37 libros publicados, los lectores quedan atónitos: teniente de la Guardia&amp;nbsp; Nacional, poeta, dramaturgo premiado en España, doctor en filosofía y&lt;br /&gt;en matemáticas, karateca, aviador, políglota fluido, catador de vinos, amante de la vida, de las mujeres, de sus muchos hijos, y ministro de Defensa nombrado por Torrijos en el Vaticano en el par de minutos en que el papa Paulo VI se acercó para bendecir la comitiva presidencial.&lt;br /&gt;La mejor caracterización de Chuchú fue escrita por Stella Calloni: Un escritor que se avergonzaba de su cultura y de su erudición, que hablaba como un soldado raso y salía a caminar con un amigo bajo una&lt;br /&gt;noche estrellada (La Jornada Semanal, 4/07/99).&lt;br /&gt;Chuchú murió en Panamá el 27 de enero de 1991. Paro cardiaco, se dijo. Conjeturas médicas. Chuchú murió de tristeza. Pocos días antes, frente a una nutrida concurrencia de oyentes, alcanzó a decir en México: “¿Dónde están los intelectuales que iban a Panamá? Dejaron sola a Panamá. La invasión a mi país en la Navidad de 1989 fue precedida y acompañada por una guerra sicológica tan sofisticada como la bélica.&lt;br /&gt;Conozco mucha gente que iba a ver a Toros y luego al general Noriega, que iba a pedir ayudas diversas. Pero cuando nuestro pueblo fue asesinado y en Panamá hubo más muertos que en Tiananmen y en&lt;br /&gt;Rumania, no estaban, no decían. Callaban. Ese silencio los condena…”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-5687032675921574548?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/5687032675921574548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/panama-historia-un-personaje-que-morio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5687032675921574548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5687032675921574548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/panama-historia-un-personaje-que-morio.html' title='Panamá - Historia) - Un personaje que morió de tristeza por la invasión estadounidense'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2344777632505833315</id><published>2011-03-08T07:48:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T07:49:02.622-08:00</updated><title type='text'>(Iraq  - Historia) - Un Imperio de mentiras: la CIA y los medios occidentales</title><content type='html'>La semana pasada el Guardian, principal periódico liberal de Gran Bretaña, publicó un informe exclusivo sobre las tardías confesiones de un exiliado iraquí, Rafeed al-Janabi, con el nombre de código Curveball utilizado por la CIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonathan Cook (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Bitacora&lt;br /&gt;Hace ocho años, Rafeed al-Janabi tuvo un papel esencial entre bambalinas aunque fuese accidental al posibilitar la invasión de Iraq por EE.UU. Su testimonio reforzó las afirmaciones del gobierno de Bush de que el presidente de Iraq, Sadam Hussein, había desarrollado un programa avanzado de producción de armas de destrucción masiva (ADM). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El relato de Curveball incluía detalles de camiones de armas biológicas móviles presentados por Colin Powell, secretario de Estado de EE.UU., en las Naciones Unidas a comienzos de 2003. El caso, aparentemente convincente, de Powell sobre las ADM fue utilizado para justificar el ataque estadounidense a Iraq pocas semanas después. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocho años más tarde, Curveball reveló al Guardian que había inventado la historia de las ADM de Sadam en el año 2000, poco después de su llegada a Alemania en busca de asilo. Dijo al periódico que había mentido a los servicios de inteligencia alemanes con la esperanza de que su testimonio ayudara a derrocar a Sadam, aunque parece más probable que simplemente quisiera asegurarse de que el tema de su asilo se tomara más en serio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para el lector cuidadoso y subrayo la palabra cuidadoso el informe muestra varios hechos inquietantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uno fue que las autoridades alemanas habrían comprobado rápidamente que su relato sobre las ADM de Iraq era falso. Miembros de los servicios de inteligencia alemán y británico viajaron a Dubai para entrevistarse con Bassil Latif, su ex jefe en la Comisión de Industrias Militares de Iraq. El doctor Latif demostró que las afirmaciones de Curveball no podían ser verídicas. Las autoridades alemanas perdieron rápidamente interés por Janabi y no volvieron a entrevistarlo hasta finales de 2002, cuando se hizo más urgente que EE.UU. presentara algo más convincente para atacar a Iraq. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otra revelación interesante fue que a pesar de la necesidad de aclarar el testimonio de Curveball a la vista de lo que estaba en juego si se lanzaba un ataque preventivo contra otro Estado soberano los estadounidenses nunca se molestaron en entrevistar ellos mismos a Curveball. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una tercera revelación fue que el jefe de operaciones de la CIA en Europa, Tyler Drumheller, transmitió advertencias de la inteligencia alemana de que consideraban que el testimonio de Curveball era altamente dudoso. El jefe de la CIA, George Tenet, simplemente ignoró esta información. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teniendo en cuenta la admisión de Curveball, así como otros hechos del artículo, podemos sacar algunas conclusiones obvias, conclusiones confirmadas por los eventos posteriores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de una base en derecho internacional y del respaldo de sus principales aliados, el gobierno de Bush necesitaba desesperadamente la historia de Janabi sobre las ADM, por endeble que fuera, para justificar sus planes militares contra Iraq. La Casa Blanca no entrevistó a Curveball porque sabía que su informe sobre el programa de ADM de Sadam era un invento. Su historia se desintegraría si se analizaba; más valía dejar a Washington con la opción de negación plausible . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No obstante, el informe falsificado de Janabi fue de utilidad vital: para gran parte del público estadounidense agregó un barniz de credibilidad al caso improbable de que Sadam fuera un peligro para el mundo; ayudó a reforzar a los aliados vacilantes que se enfrentaban a sus públicos incrédulos; e introdujo a Colin Powell, un ex general que sepresentaba como la principal voz de la razón en el gobierno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En otras palabras, la Casa Blanca de Bush utilizó a Curveball para revivir su mitológica historia sobre la amenaza de Sadam para la paz mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Entonces, cómo el Guardian, un bastión del periodismo liberal, presentó su exclusiva sobre el episodio más controvertido de la política exterior reciente de EE.UU.? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su titular fue: Cómo EE.UU. fue engañado por un iraquí fantasioso que quería derrocar a Sadam . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿No comprendió el escritor del titular la historia escrita por los periodistas del periódico? No, el titular encapsuló con esmero su mensaje. En el texto nos dicen que la presentación de Powell ante la ONU reveló que los responsables de las decisiones belicistas del gobierno de Bush se habían tragado el relato de Curveball. En otro momento nos dicen que Janabi logró uno de los mayores timos de la historia de los servicios de inteligencia modernos . Y que: Sus críticos que son muchos y poderosos dicen que es difícil calcular el coste de su engaño . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En otras palabras el Guardian supuso, a pesar de toda la evidencia desvelada por su propia investigación, que Curveball engañó al gobierno de Bush y le hizo cometer un desastroso error de cálculo. Desde este punto de vista, la Casa Blanca fue la verdadera víctima de las mentiras de Curveball, no el pueblo iraquí, que ha sufrido más de un millón de víctimas mortales como resultado de la invasión, según las cifras más fiables, y cuatro millones de exiliados forzosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hay nada excepcional en este ejemplo. Lo escogí porque relata un evento de continua y actual importancia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por desgracia, hay algo tan familiar que llega a ser deprimente en este tipo de información, incluso en las principales publicaciones liberales de Occidente. Contrariamente a su objetivo declarado, el periodismo de la tendencia dominante disminuye invariablemente el impacto de nuevos eventos cuando amenazan a las elites poderosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinaremos el motivo en un minuto. Pero consideremos primero qué, o quién, constituye actualmente el Imperio . Ciertamente, en su forma más simbólica, se puede identificar como el gobierno de EE.UU. y su ejército, que constituyen la única superpotencia del mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, los imperios se han definido de manera limitada, en términos de una fuerte nación-Estado que expande con éxito su esfera de influencia y poder a otros territorios. El objetivo del Imperio es imponer la dependencia a esos territorios, y luego explotar sus recursos en el caso de países poco desarrollados o, con países más desarrollados, convertirlos en nuevos mercados para sus excedentes. En este último sentido el Imperio estadounidense ha logrado afirmar a menudo que es una fuerza por el bien del mundo, que ayuda a propagar la libertad y los beneficios de la cultura del consumo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Imperio logra sus objetivos de diferentes maneras: mediante la fuerza, como la conquista, cuando se enfrenta poblaciones que se resisten al robo de sus recursos; y de modo más sutil mediante la interferencia política y económica, la persuasión y el control de las mentes, cuando quiere crear nuevos mercados. No importa cómo funcione, el objetivo es crear un sentido en los territorios dependientes de que sus intereses y destinos están ligados a los del imperio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En nuestro mundo globalizado la cuestión de quién se halla en el centro del imperio está muchos menos clara que antes. En la actualidad el gobierno de EE.UU. es menos el corazón del Imperio que su facilitador. Lo que hasta hace poco eran los brazos del Imperio, especialmente las industrias financiera y militar, se ha convertido en una elite imperial transnacional cuyos intereses no están limitados por fronteras y cuyos poderes eluden en gran parte los controles legislativos y morales. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La dirigencia de Israel, deberíamos señalar, así como sus partidarios de la elite en todo el mundo incluidos los lobbies sionistas, los fabricantes de armas, los militares occidentales, y en cierto grado incluso las tiranías árabes tambaleantes de Medio Oriente forman parte integral de esa elite transnacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El éxito de las elites imperiales depende en gran medida de una creencia compartida por el público occidental de que nosotros las necesitamos para asegurar nuestro sustento y seguridad y que al mismo tiempo somos realmente sus amos. Algunas de las ilusiones necesarias perpetuadas por las elites transnacionales incluyen: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que elegimos gobiernos cuya tarea es controlar a las corporaciones;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nosotros, en particular, y la fuerza laboral global en general, somos los principales beneficiarios de la creación de la riqueza corporativa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que las corporaciones y la ideología subyacente, el capitalismo global, son la única esperanza de libertad;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que el consumo no es sólo una expresión de nuestra libertad, sino también una fuente importante de nuestra felicidad;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que el crecimiento económico puede mantenerse indefinidamente y sin coste a largo plazo para el crecimiento del planeta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y que hay grupos, denominados terroristas, que quieren destruir este benévolo sistema de creación de riqueza y mejora personal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esas suposiciones, por fantasiosas que puedan parecer cuando se analizan, constituyen el fundamento ideológico sobre el que se construyen las narrativas de nuestras sociedades en Occidente y del cual se deriva en última instancia nuestro sentido de identidad. Este sistema ideológico nos parece y utilizo nosotros y nuestras para referirnos sólo a públicos occidentales idóneo para describir el orden natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La tarea de santificar esas suposiciones y de asegurar que no se analicen corresponde a nuestros medios dominantes. Las corporaciones occidentales son dueñas de los medios, y su publicidad hace que la industria sea rentable. En ese sentido, los medios no pueden cumplir con su función de controlar al poder, porque en realidad forman parte del poder. Es el poder de la elite globalizada de controlar y limitar los horizontes ideológicos e imaginativos de los lectores y espectadores de los medios. Lo hacen para asegurar que los intereses imperiales, que son sinónimos de los de las corporaciones, no puedan amenazarse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La historia de Curveball ilustra nítidamente el papel de los medios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su confesión fue tardía ocho años demasiado tarde, para ser preciso como para tener algún impacto sobre los eventos que importan. Como sucede tan a menudo con historias importantes que cuestionan los intereses de la elite, losa hechos necesarios de modo vital para permitir que los públicos occidentales lleguen a conclusiones informadas no estaban disponibles cuando eran necesarios. En este caso Bush, Cheney y Rumsfeld se han ido, como sus consejeros neoconservadores. La historia de Curveball ahora interesa sobre todo a los historiadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último punto vale de un modo bastante literal. Las revelaciones del Guardian no interesaron casi nada en los medios estadounidenses, el supuesto control en el corazón del Imperio de EE.UU. Una búsqueda en la base de datos mediática de Lexis Nexis muestra que las admisiones de Curveball sólo se publicaron en el New York Times en un breve informe en la página 7, así como en un resumen noticioso en el Washington Times. Los demás periódicos importantes de EE.UU. -docenas-, incluido el Washington Post, no las mencionaron en absoluto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En vez de eso, la principal audiencia de la historia fuera del Reino Unido fueron los lectores del periódico Hindu de India y Khaleej Times de Dubai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero incluso el Guardian, al que frecuentemente se considera atrevido por enfrentarse a poderosos intereses, envolvió su informe de manera que privaba a la confesión de Curveball de su verdadero valor. Se eliminó la verdadera importancia de los hechos. La presentación aseguró que sólo los lectores más informados habtían comprendido que Curveball no engañó a EE.UU., sino que más bien la Casa Blanca había explotado a un fantasioso o a un exiliado desesperado de un régimen brutal, depende de cómo se vea para sus propios fines ilegales e inmorales. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Por qué omitió lo principal el Guardian en su propia exclusiva? El motivo es que todos nuestros medios dominantes, por liberales que sean, toman como punto de partida la idea de que la cultura política de Occidente es de por sí benévola y superior desde el punto de vista moral a todos los sistemas alternativos existentes o concebibles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la información y en los comentarios esto se demuestra del modo más claro en la idea de que nuestros dirigentes siempre actúan de buena fe, mientras que sus dirigentes los que se oponen al Imperio o a sus intereses están impulsados por motivos viles o malignos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De esta manera a los enemigos oficiales, como Sadam Hussein o Slobodan Milosevic, se les puede señalar como la personificación del dictador demente o avieso mientras que otros regímenes igualmente delincuentes como Arabia Saudí se describen como moderados porque abren el camino para que sus países se conviertan en objetivos de nuestras propias estrategias imperiales. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A los Estados seleccionados para el abrazo del Imperio se les deja una alternativa sombría: aceptad nuestras condiciones de rendición y convertíos en aliados o desafiad al Imperio y enfrentad nuestra ira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando las elites corporativas pisotean a otros pueblos y Estados para promover sus propios intereses egoístas, como en el caso de la invasión de Iraq para controlar sus recursos, nuestros medios dominantes no pueden permitir que su información coloque los eventos en un marco honesto. Las suposiciones persisten en los comentarios con respecto al ataque de EE.UU a Iraq. Por ejemplo, como no se encontraron las ADM, el gobierno de Bush se quedó en Iraq para impulsar un esfuerzo para desarraigar a los terroristas, restaurar la ley y el orden y propagar la democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para los medios occidentales, nuestros dirigentes cometen errores, son ingenuos o incluso estúpidos, pero nunca son malos o aviesos. Nuestros medios no exigen que se juzgue a Bush o Blair en La Haya como criminales de guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esto, desde luego, no significa que los medios occidentales sean Pravda, el vocero propagandístico del antiguo imperio soviético. Hay diferencias. El disenso es posible, aunque debe mantenerse dentro de los límites relativamente estrechos del debate razonable , un espectro de pensamiento posible que acepta sin reservas la presunción de que somos mejores, más morales, que ellos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De la misma manera, pocas veces se dice a los periodistas por lo menos directamente qué tienen que escribir. Los medios han desarrollado procesos cuidadosos de selección y jerarquías en su personal editorial llamados filtros por los críticos de los medios Ed Herman y Noam Chomsky para asegurarse de que los periodistas disidentes o verdaderamente independientes no alcancen posiciones de verdadera influencia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No existe, en otras palabras, una simple línea del partido. Hay elites y corporaciones en competencia, y sus voces se reflejan en el terreno estrecho que llamamos comentario y opinión. En lugar de que los dicten los funcionarios del partido, como sucedía bajo el sistema soviético, nuestros periodistas pugnan para que los admitan en las antecámaras del poder. Esos privilegios hacen carreras pero a un inmenso coste para la independencia de los periodistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No obstante la gama de lo permisible se expande lentamente por encima de la oposición de las elites y de la televisión y la prensa de la tendencia dominante-. La razón se encuentra en los nuevos medios, que gradualmente erosionan el monopolio mantenido durante mucho tiempo por los medios corporativos para controlar la difusión de información e ideas populares. WikiLeaks es hasta ahora el resultado más obvio, y más impresionante, de esa tendencia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las consecuencias ya son tangibles en todo Medio Oriente, que ha sufrido desproporcionadamente bajo el régimen opresor del Imperio. Las conmociones, mientras los pueblos árabes luchan por deshacerse de sus tiranos, también ponen al desnudo algunas de las ilusiones que nos han vendido los medios occidentales. El Imperio, nos han dicho, quiere democracia y libertad en todo el globo. Y sin embargo se le ve mudo e impasible mientras los verdugos del Imperio desencadenan armas hechas en EE.UU. contra sus pueblos que demandan libertades al estilo occidental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una pregunta importante es: ¿Cómo reaccionarán nuestros medios ante esta exposición, no sólo de la hipocresía de nuestros políticos sino de la suya? Ya están tratando de cooptar a los nuevos medios, incluido WikiLeaks, pero sin verdadero éxito. También comienzan a permitir un debate más amplio, aunque todavía fuertemente limitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La versión occidental de glasnost es particularmente obvia en la cobertura del problema más cercano a nuestros corazones, aquí en Palestina. Lo que Israel califica de campaña de deslegitimización es realmente la apertura ligera del paisaje mediático, para permitir un poco de luz donde hasta hace poco reinaba la oscuridad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es es una oportunidad y debemos aprovecharla. Debemos exigir más honestidad a los medios corporativos; debemos avergonzarlos al estar mejor informados que los escribidores que reciclan comunicados de prensa oficiales y claman por el acceso; y debemos descartarlos, como ya sucede, en busca de mejores fuentes de información. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenemos una ventana. Tenemos que abrirla con fuerza antes de que las elites del Imperio traten de cerrarla de un golpe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Éste es el texto de una conferencia titulada Medios como instrumento del Imperio presentada en Sabeel, Centro Ecuménico de Teología de la Liberación, en su octava conferencia internacional en Belén el viernes 25 de febrero de 2011. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Escritor y periodista que trabaja en Nazaret, Israel. Sus últimos libros son Israel and the Clash of Civilisations: Iraq, Iran and the Plan to Remake the Middle East, Pluto Press, y&amp;nbsp; Disappearing Palestine: Israel's Experiments in Human Despair, Zed Books. Su págian web es www.jkcook.net.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2344777632505833315?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2344777632505833315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/iraq-historia-un-imperio-de-mentiras-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2344777632505833315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2344777632505833315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/iraq-historia-un-imperio-de-mentiras-la.html' title='(Iraq  - Historia) - Un Imperio de mentiras: la CIA y los medios occidentales'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1994678249780094169</id><published>2011-03-08T06:44:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T06:44:17.908-08:00</updated><title type='text'>(Libia - Guerra Civil) - Coração ao No Carnaval o mundo gira</title><content type='html'>Notícias desencontradas sobre a Líbia indicam que pode estar havendo manipulação da infomração no noticiário sobre os confrontos entre opositores e apoiadores de Khadafi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Augusto Jakobskind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Direto da Redação &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Carnaval, mas nem por isso o mundo está parado, muito pelo contrário. Os fatos acontecem com uma velocidade espantosa, como no caso da Líbia, onde não será surpresa se o governo Barak Obama decidir algum tipo de intervenção militar seja via Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Organização das Nações Unidas (ONU) ou mesmo por conta própria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pretexto poderá ser o de evitar a continuação do banho de sangue que ocorre no país árabe, mas cujas informações são bastante contraditórias e as armas utilizadas pelo Estado foram adquiridas no Ocidente. Na verdade, os Estados Unidos pouco se importam se direitos humanos são ou não respeitados nos países vinculados a Washington. Mas quando o país não está nos conformes, haja vista o Irã, ou mesmo a Líbia sob o comando do “ex-regenerado” Muammar Khadafi, a história muda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, o Ministério do Interior saudita advertiu que empregará as forças de segurança para reprimir quem tentar alterar ou infringir o sistema. Em outras palavras: a monarquia amiga de Washington já autorizou a polícia a reprimir qualquer manifestação popular. Trocando em miúdos: as autoridades já devem ter detectado descontentamento popular e estão preparados para matar quem ousar protestar. Se amanhã acontecer alguma mobilização dos xiitas, que sofrem restrições em sua cidadania e são explorados ao extremo no trabalho com jornadas de até 12 horas, e a monarquia mostrar como mantém a sua autoridade, como reagirá o governo Barak Obama? Não é difícil prever. Vai se comportar como no início das manifestações no Egito contra Mubarak. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Khadafi, por mais que costeasse o alambrado nos últimos oito anos, nunca caiu totalmente nas graças do Ocidente. Mas que ele se esforçou ao máximo, fazendo concessões atrás de concessões, se associando com empresas multinacionais petrolíferas e outros babados, isso não há dúvidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA não querem mais saber de concessões de Khadafi, pois agora estão sequiosos pelo petróleo de alta qualidade da Líbia. Já começaram a colocar pretextos para uma eventual intervenção militar. Mas tanto Barak Obama como a secretária de Estado Hillary Clinton não conseguem convencer, a não ser os aliados de sempre, sobretudo a Grã-Bretanha de David Cameron, na retórica de defesa dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença em relação ao período George W. Bush é que Barak Obama vai pensar duas vezes antes de agir, porque os Estados Unidos estão encalacrados no Iraque e Afeganistão. Abrir uma nova frente neste momento apesar do interesse no petróleo líbio pode ser complicado, embora o pessoal do complexo industrial militar não pense assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre sangue na Líbia, resta saber em que grau, mas uma intervenção estrangeira poderá aumentar a gravidade da situação e o número de vítimas dos confrontos. Pode essa intervenção até prolongar a era Khadafi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado há detalhes nebulosos nos fatos que se sucedem no país árabe, como, por exemplo, a acusação sobre a existência de um muito atuante movimento insurrecional em Benghazi, a Frente Nacional para a Salvação da Líbia, organizada e financiada pela Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o governo dos EUA vai desmentir. Como as informações procedentes da Líbia são a cada momento mais desencontradas fica difícil chegar à conclusão de quem é quem nos confrontos. E essa dúvida poderá persistir durante muito tempo, só sendo esclarecida, como em outros acontecimentos do gênero, muito tempo depois, quando os arquivos implacáveis estadunidenses e de outros países europeus forem tornados públicos. Os fatos não são tão simples assim e estão sujeitos à manipulação da informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura, fica valendo a proposta do Presidente Hugo Chávez, já aceita por Khadafi, de formação de uma Comissão internacional para inspecionar a Líbia e a partir daí chegar a uma conclusão sobre o que de fato acontece. Depois disso tomar as medidas que forem necessárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir os dois lados é uma condição importante para evitar que apareça uma verdade que posteriormente possa ser colocada em dúvida. Ainda mais agora depois que oficiais do Estado Maior da Rússia informaram que monitoravam por satélite o espaço aéreo da Líbia e não constataram ataques aéreos a Tripolil ou Benghazi, como foi noticiado no último dia 22 de fevereiro em todo o mundo. Esta informação na verdade faz lembrar o Iraque naquela história das armas de destruição em massa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito de arquivos implacáveis, na semana que passou na Argentina dois ex-ditadores, Jorge Rafael Videla e Reynaldo Bignone, mais uma vez sentaram-se no banco dos réus. Desta vez para responderem sobre roubo de 34 crianças separadas violentamente das mães presas políticas e assassinadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, como sempre, dá voltas. Os dois referidos facínoras, já condenados por outras violações dos direitos humanos estão respondendo processo graças a dois deputados, Juan Cabandié, do Partido Justicialista vinculado a Kirchner, e Victoria Donda, do Congresso da Nação, agrupamento político mais a esquerda. Ambos foram retirados dos braços de suas mães e entregues às famílias de pessoas vinculadas à repressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, graças as Avós e Mães da Praça de Maio, suas verdadeiras origens foram descobertas. Os dois engajaram-se na política. Foram eleitos parlamentares e decidiram exigir que Videla e Bignone respondessem na Justiça pelo que fizeram. Ou seja, trata-se de um processo não apenas da mais alta relevância como de grande valor simbólico. Juan e Victoria na prática estão reverenciando as mães assassinadas pela repressão de responsabilidade de generais facínoras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1994678249780094169?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1994678249780094169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-guerra-civil-coracao-ao-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1994678249780094169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1994678249780094169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-guerra-civil-coracao-ao-no.html' title='(Libia - Guerra Civil) - Coração ao No Carnaval o mundo gira'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-5112628552058403928</id><published>2011-03-08T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T06:40:22.748-08:00</updated><title type='text'>(Líbia - Guerra Civil) - O plano secreto de Obama para armar rebeldes da Líbia</title><content type='html'>Presidente dos Estados Unidos pede aos sauditas uma ponte aérea com armas para Benghazi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Fisk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: The Guardian (traduzido por Pratria Latina) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado para evitar o envolvimento militar dos EUA na Líbia no caso de uma luta prolongada entre o regime Kadafi e os seus opositores, os americanos pediram à Arábia Saudita que fornecesse armas aos rebeldes em Benghazi. O reino saudita, que já enfrenta um "dia da ira" proveniente do 10 por cento da comunidade muçulmana xiita, com uma proibição de todas as manifestações, até agora ainda não respondeu ao pedido altamente secreto de Washington, embora o rei Abdullah odeie pessoalmente o líder líbio, a quem tentou assassinar há pouco mais de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido de Washington alinha-se com outras cooperações militares dos EUA com os sauditas. A família real em Jeddah, a qual estava profundamente envolvida no escândalo Contra durante a administração Reagan, deu apoio imediato aos esforços americanos para armar guerrilhas que combatiam o exército soviético no Afeganistão em 1980 e posteriormente – para desgosto da América – também financiou e armou o Taliban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os sauditas constituem o único aliado árabe dos EUA estrategicamente colocado e capaz de fornecer armas às guerrilhas da Líbia. A sua assistênci permitiria a Washington desmentir qualquer envolvimento militar na cadeia de fornecimento – muito embora as armas fossem americanas e pagas pelos sauditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram aos sauditas que os oponentes de Kadafi precisam de rockets anti-tanque e morteiros como primeira prioridade para repelir ataques de blindados de Kadafi e de mísseis terra-ar para derrubar os seus caças-bombardeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os materiais poderiam chegar a Benghazi dentro de 48 horas mas precisariam ser entregues em bases aéreas na Líbia ou no aeroporto de Benghazi. Se as guerrilhas puderem então avançar para a ofensiva e assaltar as fortalezas de Kadafi na Líbia ocidental, a pressão política sobre a América e a NATO – não menor que a dos membros republicanos do Congresso – para estabelecer uma zona de interdição de voo seria reduzida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejadores militares estado-unidenses já deixaram claro que uma zona desta espécie precisaria de ataques aéreos dos EUA contra o funcionamento das bases de mísseis anti-aéreos da Líbia, ainda que gravemente esgotados, portanto trazendo Washington directamente para a guerra ao lado dos opositores de Kadafi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AWACS da US Navy. Durante vários dias, aviões de vigilância AWACS dos EUA têm estado a voar em torno da Líbia, fazendo contacto constante com o controle de tráfego aéreo de Malta e pedindo pormenores de padrões de voo líbios, incluindo jornadas feitas nas últimas 48 horas pelo jacto privado de Kadafi, o qual voou para a Jordânia e voltou à Líbia pouco antes do fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, a NATO descreverá a presença de aviões AWACS americanos apenas como parte da sua Operation Active Endeavor pós 11/Set, a qual tem vasta autonomia para empreender medidas de contra-terrorismo na região do Médio Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados dos AWACS são transferidos a todos os países da NATO sob o mandato existente da missão. Contudo, agora que Kadafi foi restabelecido como um super-terrorista no léxico ocidental, a missão da NATO pode facilmente ser utilizada para investigar alvos na Líbia se forem empreendidas operações militares activas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canal de televisão em inglês da Al Jazeera difundiu na noite passada gravações feitas pelo avião americano para o controle de tráfego aéreo de Malta, em que pedia informação acerca de voos líbios, especialmente o do jacto de Kadafi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avião AWACS americano, matrícula número LX-N90442, podia ser ouvido a contactar a torre de controle de Malta no sábado a pedir informação acerca de um Dassault-Falcon 900 jet 5A-DCN da Líbia no seu caminho de Amman para Mitiga, o próprio aeroporto VIP de Kadafi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve-se o AWACS 07 da NATO dizer: "Tem informação acerca de um avião com a posição Squawk 2017 cerca de 85 milhas a Leste da nossa [sic]?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle de tráfego aéreo de Malta responde: "Sete, isso parece ser o Falcon 900 – em nível de voo 340, com destino a Mitiga, segundo o plano de voo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Arábia Saudita já está a enfrentar perigos de um dia de protesto coordenado pelos seus próprios cidadãos muçulmanos xiitas os quais, fortalecidos pelo levantamento xiita na ilha vizinha de Bahrain, na sexta-feira apelaram a manifestações de rua contra a família dirigente dos al-Saud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de despejar tropas e polícia de segurança no província de Qatif, na semana passada, os sauditas anunciaram uma proibição à escala nacional de todas as manifestações públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os organizadores xiitas afirmam que mais de 20 mil protestatários planeiam manifestar-se com mulheres nas linhas de frente para impedir o exército saudita de abrir fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, se o governo saudita aceder ao pedido da América para enviar armas e mísseis aos rebeldes líbios, seria quase impossível para o presidente Barack Obama condenar o reino por qualquer violência contra os xiitas das províncias do Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, no espaço de tempo de apenas umas poucas horas o despertar árabe, a exigência de democracia na África do Norte, a revolta xiita e o levantamento contra Kadafi tornaram-se embrulhados com as prioridades militares dos EUA na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 7/Março/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-5112628552058403928?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/5112628552058403928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-guerra-civil-o-plano-secreto-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5112628552058403928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5112628552058403928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-guerra-civil-o-plano-secreto-de.html' title='(Líbia - Guerra Civil) - O plano secreto de Obama para armar rebeldes da Líbia'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-7904813623245319530</id><published>2011-03-05T08:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T08:22:32.369-08:00</updated><title type='text'>(Líbia - Política) - La guerra inevitable de La Otan</title><content type='html'>El ex-Presidente de Cuba hace una previsión sobre una posible intervención militar en Libia y analisa el proceso de desarollo en este país arabe &lt;br /&gt;Fidel Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: CubaDebate)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferencia de lo que ocurre en Egipto y Túnez, Libia ocupa el primer lugar en el Índice de Desarrollo Humano de África y tiene la más alta esperanza de vida del Continente. La educación y la salud reciben especial atención del Estado. El nivel cultural de su población es sin dudas más alto. Sus problemas son de otro carácter. La población no carecía de alimentos y servicios sociales indispensables. El país requería abundante fuerza de trabajo extranjera para llevar a cabo ambiciosos planes de producción y desarrollo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ello suministraba empleo a cientos de miles de trabajadores egipcios, tunecinos, chinos y de otras nacionalidades. Disponía de enormes ingresos y reservas en divisas convertibles depositadas en los bancos de los países ricos, con las cuales adquirían bienes de consumo e incluso, armas sofisticadas que precisamente le suministraban los mismos países que hoy quieren invadirla en nombre de los derechos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La colosal campaña de mentiras, desatada por los medios masivos de información, dio lugar a una gran confusión en la opinión pública mundial. Pasará tiempo antes de que pueda reconstruirse lo que realmente ha ocurrido en Libia, y separar los hechos reales de los falsos que se han divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emisoras serias y prestigiosas, como Telesur, se veían obligadas a enviar reporteros y camarógrafos a las actividades de un grupo y a las del lado opuesto, para informar lo que realmente ocurría.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las comunicaciones estaban bloqueadas, los funcionarios diplomáticos honestos se jugaban la vida recorriendo barrios y observando actividades, de día o de noche, para informar lo que estaba ocurriendo. El imperio y sus principales aliados emplearon los medios más sofisticados para divulgar informaciones deformadas sobre los acontecimientos, entre las cuales había que inferir los rasgos de la verdad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin duda alguna, los rostros de los jóvenes que protestaban en Bengasi, hombres, y mujeres con velo o sin velo, expresaban indignación real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se puede apreciar la influencia que todavía ejerce el componente tribal en ese país árabe, a pesar de la fe musulmana que comparte sinceramente el 95% de su población.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El imperialismo y la OTAN ─seriamente preocupados por la ola revolucionaria desatada en el mundo árabe, donde se genera gran parte del petróleo que sostiene la economía de consumo de los países desarrollados y ricos─ no podían dejar de aprovechar el conflicto interno surgido en Libia para promover la intervención militar. Las declaraciones formuladas por la administración de Estados Unidos desde el primer instante fueron categóricas en ese sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las circunstancias no podían ser más propicias. En las elecciones de noviembre la derecha republicana propinó un golpe contundente al Presidente Obama, experto en retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El grupo fascista de “misión cumplida”, apoyado ahora ideológicamente por los extremistas del Tea Party, redujo las posibilidades del actual Presidente a un papel meramente decorativo, en el que peligraba incluso su programa de salud y la dudosa recuperación de la economía, a causa del déficit presupuestario y el incontrolable crecimiento de la deuda pública, que batían ya todos los records históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pese al diluvio de mentiras y la confusión creada, Estados Unidos no pudo arrastrar a China y la Federación Rusa a la aprobación por el Consejo de Seguridad de una intervención militar en Libia, aunque logró en cambio obtener, en el Consejo de Derechos Humanos, la aprobación de los objetivos que buscaba en ese momento. Con relación a una intervención militar, la Secretaria de Estado declaró con palabras que no admiten la menor duda: “ninguna opción está descartada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El hecho real es que Libia está ya envuelta en una guerra civil, como habíamos previsto, y nada pudo hacer Naciones Unidas para evitarlo, excepto que su propio Secretario General regara una buena dosis de combustible en el fuego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El problema que tal vez no imaginaban los actores es que los propios líderes de la rebelión irrumpieran en el complicado tema declarando que rechazaban toda intervención militar extranjera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas agencias de noticias informaron que Abdelhafiz Ghoga, portavoz del Comité de la Revolución declaró el lunes 28 que “‘El resto de Libia será liberado por el pueblo libio’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Contamos con el ejército para liberar Trípoli’ aseguró Ghoga durante el anuncio de la formación de un ‘Consejo Nacional’ para representar a las ciudades del país en manos de la insurrección.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Lo que queremos es informaciones de inteligencia, pero en ningún caso que se afecte nuestra soberanía aérea, terrestre o marítima’, agregó, durante un encuentro con periodistas en esta ciudad situada 1.000 km al este de Trípoli.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La intransigencia de los responsables de la oposición sobre la soberanía nacional reflejaba la opinión manifestada en forma espontánea por muchos ciudadanos libios a la prensa internacional en Bengasi”, informó un despacho de la agencia AFP el pasado lunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ese mismo día, una profesora de Ciencias Políticas de la Universidad de Bengasi, Abeir Imneina, declaró:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hay un sentimiento nacional muy fuerte en Libia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Además, el ejemplo de Irak da miedo al conjunto del mundo árabe’, subraya, en referencia a la invasión norteamericana de 2003 que debía llevar la democracia a ese país y luego, por contagio, al conjunto de la región, una hipótesis totalmente desmentida por los hechos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosigue la profesora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Sabemos lo que pasó en Irak, es que se encuentra en plena inestabilidad, y verdaderamente no deseamos seguir el mismo camino. No queremos que los norteamericanos vengan para tener que terminar lamentando a Gadafi’, continuó esta experta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pero según Abeir Imneina, ‘también existe el sentimiento de que es nuestra revolución, y que nos corresponde a nosotros hacerla’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A las pocas horas de publicarse este despacho, dos de los principales órganos de prensa de Estados Unidos, The New York Times y The Washington Post, se apresuraron en ofrecer nuevas versiones sobre el tema, de lo cual informa la agencia DPA al día siguiente 1º de marzo: “La oposición libia podría solicitar que Occidente bombardee desde el aire posiciones estratégicas de las fuerzas fieles al presidente Muamar al Gadafi, informa hoy la prensa estadounidense.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“El tema está siendo discutido dentro del Consejo Revolucionario libio, precisan ‘The New York Times’ y ‘The Washington Post’ en sus versiones online.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘The New York Times’ acota que estas discusiones ponen de manifiesto la creciente frustración de los líderes rebeldes ante la posibilidad de que Gadafi retome el poder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“En el caso de que las acciones aéreas se realicen en el marco de las Naciones Unidas, éstas no implicarían intervención internacional, explicó el portavoz del consejo, citado por ‘The New York Times’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“El consejo está conformado por abogados, académicos, jueces y prominentes miembros de la sociedad Libia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma el despacho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘The Washington Post’ citó a rebeldes reconociendo que, sin el apoyo de Occidente, los combates con las fuerzas leales a Gadafi podrían durar mucho y costar gran cantidad de vidas humanas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Llama la atención que en esa relación no se mencione un solo obrero, campesino, constructor, alguien relacionado con la producción material o a un joven estudiante o combatiente de los que aparecen en las manifestaciones. ¿Por qué el empeño en presentar a los rebeldes como miembros prominentes de la sociedad reclamando bombardeos de Estados Unidos y la OTAN para matar libios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algún día se conocerá la verdad, a través de personas como la profesora de Ciencias Políticas de la Universidad de Bengasi, que con tanta elocuencia narra la terrible experiencia que mató, destruyó los hogares, dejó sin empleo o hizo emigrar a millones de personas en Iraq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy miércoles dos de marzo, la Agencia EFE presenta al conocido vocero rebelde haciendo declaraciones que, a mi juicio, afirman y a la vez contradicen las del lunes: “Bengasi (Libia), 2 de marzo. La dirección rebelde libia pidió hoy al Consejo de Seguridad de la ONU que lance un ataque aéreo ‘contra los mercenarios’ del régimen de Muamar el Gadafi.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Nuestro Ejército no puede lanzar ataques contra los mercenarios, por su papel defensivo’, afirmó el portavoz rebelde Abdelhafiz Ghoga en una conferencia de prensa en Bengasi.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“‘Es diferente un ataque aéreo estratégico que una intervención extranjera, que rechazamos’, recalcó el portavoz de las fuerzas de oposición, que en todo momento se han mostrado en contra de una intervención militar extranjera en el conflicto libio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿A cuál de las muchas guerras imperialistas se parecería esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿La de España en 1936, la de Mussolini contra Etiopía en 1935, la de George W. Bush contra Iraq en el año 2003 o a cualquiera de las decenas de guerras promovidas por Estados Unidos contra los pueblos de América, desde la invasión de México en 1846, hasta la de Las Malvinas en 1982?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin excluir, desde luego, la invasión mercenaria de Girón, la guerra sucia y el bloqueo a nuestra Patria a lo largo de 50 años, que se cumplirán el próximo 16 de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En todas esas guerras, como la de Vietnam que costó millones de vidas, imperaron las justificaciones y las medidas más cínicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para los que alberguen alguna duda, sobre la inevitable intervención militar que se producirá en Libia, la agencia de noticias AP, a la que considero bien informada, encabezó un cable publicado hoy, en el que se afirma: “Los países de la Organización del Tratado del Atlántico (OTAN) elaboran un plan de contingencia tomando como modelo las zonas de exclusión de vuelos establecidas sobre los Balcanes en la década de 1990, en caso de que la comunidad internacional decida imponer un embargo aéreo sobre Libia, dijeron diplomáticos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Más adelante concluye: “Los funcionarios, que no podían dar sus nombres debido a lo delicado del asunto, indicaron que las opciones que se observan tienen punto de partida en la zona de exclusión de vuelos que impuso la alianza militar occidental sobre Bosnia en 1993 que contó con el mandato del Consejo de Seguridad, y en los bombardeos de la OTAN por Kosovo en 1999, QUE NO LO TUVO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando Gaddafi, coronel del ejército libio, inspirado en su colega egipcio Abdel Nasser, derrocó al Rey Idris I en 1969 con solo 27 años de edad, aplicó importantes medidas revolucionarias como la reforma agraria y la nacionalización del petróleo. Los crecientes ingresos fueron dedicados al desarrollo económico y social, particularmente a los servicios educacionales y de salud de la reducida población libia, ubicada en un inmenso territorio desértico con muy poca tierra cultivable.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bajo aquel desierto existía un extenso y profundo mar de aguas fósiles. Tuve la impresión, cuando conocí un área experimental de cultivos, que aquellas aguas, en un futuro, serían más valiosas que el petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La fe religiosa, predicada con el fervor que caracteriza a los pueblos musulmanes, ayudaba en parte a compensar la fuerte tendencia tribal que todavía subsiste en ese país árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los revolucionarios libios elaboraron y aplicaron sus propias ideas respecto a las instituciones legales y políticas, que Cuba, como norma, respetó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos abstuvimos por completo de emitir opiniones sobre las concepciones de la dirección libia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos con claridad que la preocupación fundamental de Estados Unidos y la OTAN no es Libia, sino la ola revolucionaria desatada en el mundo árabe que desean impedir a cualquier precio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es un hecho irrebatible que las relaciones entre Estados Unidos y sus aliados de la OTAN con Libia en los últimos años eran excelentes, antes de que surgiera la rebelión en Egipto y en Túnez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En los encuentros de alto nivel entre Libia y los dirigentes de la OTAN ninguno de estos tenía problemas con Gaddafi. El país era una fuente segura de abastecimiento de petróleo de alta calidad, gas e incluso potasio. Los problemas surgidos entre ellos durante las primeras décadas habían sido superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se abrieron a la inversión extranjera sectores estratégicos como la producción y distribución del petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La privatización alcanzó a muchas empresas públicas. El Fondo Monetario Internacional ejerció su beatífico papel en la instrumentación de dichas operaciones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como es lógico, Aznar se deshizo en elogios a Gaddafi y tras él Blair, Berlusconi, Sarkozy, Zapatero, y hasta mi amigo el Rey de España, desfilaron ante la burlona mirada del líder libio. Estaban felices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aunque pareciera que me burlo no es así; me pregunto simplemente por qué quieren ahora invadir Libia y llevar a Gaddafi a la Corte Penal Internacional en La Haya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo acusan durante las 24 horas del día de disparar contra ciudadanos desarmados que protestaban. ¿Por qué no explican al mundo que las armas y sobre todo los equipos sofisticados de represión que posee Libia fueron suministrados por Estados Unidos, Gran Bretaña y otros ilustres anfitriones de Gaddafi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me opongo al cinismo y a las mentiras con que ahora se quiere justificar la invasión y ocupación de Libia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La última vez que visité a Gaddafi fue en mayo de 2001, 15 años después de que Reagan atacó su residencia bastante modesta, donde me llevó para ver cómo había quedado. Recibió un impacto directo de la aviación y estaba considerablemente destruida; su pequeña hija de tres años murió en el ataque: fue asesinada por Ronald Reagan. No hubo acuerdo previo de la OTAN, el Consejo de Derechos Humanos, ni el Consejo de Seguridad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi visita anterior había tenido lugar en 1977, ocho años después del inicio del proceso revolucionario en Libia. Visité Trípoli; participé en el Congreso del Pueblo libio, en Sebha; recorrí los primeros experimentos agrícolas con las aguas extraídas del inmenso mar de aguas fósiles; conocí Bengasi, fui objeto de un cálido recibimiento. Se trataba de un país legendario que había sido escenario de históricos combates en la última guerra mundial. Aún no tenía seis millones de habitantes, ni se conocía su enorme volumen de petróleo ligero y agua fósil. Ya las antiguas colonias portuguesas de África se habían liberado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En Angola habíamos luchado durante 15 años contra las bandas mercenarias organizadas por Estados Unidos sobre bases tribales, el gobierno de Mobutu, y el bien equipado y entrenado ejército racista del apartheid. Éste, siguiendo instrucciones de Estados Unidos, como hoy se conoce, invadió Angola para impedir su independencia en 1975, llegando con sus fuerzas motorizadas a las inmediaciones de Luanda. Varios instructores cubanos murieron en aquella brutal invasión. Con toda urgencia se enviaron recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expulsados de ese país por las tropas internacionalistas cubanas y angolanas hasta la frontera con Namibia ocupada por Sudáfrica, durante 13 años los racistas recibieron la misión de liquidar el proceso revolucionario en Angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con el apoyo de Estados Unidos e Israel desarrollaron el arma nuclear. Poseían ya ese armamento cuando las tropas cubanas y angolanas derrotaron en Cuito Cuanavale sus fuerzas terrestres y aéreas, y desafiando el riesgo, empleando las tácticas y medios convencionales, avanzaron hacia la frontera de Namibia, donde las tropas del apartheid pretendían resistir. Dos veces en su historia nuestras fuerzas han estado bajo el riesgo de ser atacadas por ese tipo de armas: en octubre de 1962 y en el Sur de Angola, pero en esa segunda ocasión, ni siquiera utilizando las que poseía Sudáfrica habrían podido impedir la derrota que marcó el fin del odioso sistema. Los hechos ocurrieron bajo el gobierno de Ronald Reagan en Estados Unidos y Pieter Botha en Sudáfrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De eso, y de los cientos de miles de vidas que costó la aventura imperialista, no se habla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento tener que recordar estos hechos cuando otro gran riesgo se cierne sobre los pueblos árabes, porque no se resignan a seguir siendo víctimas del saqueo y la opresión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Revolución en el mundo árabe, que tanto temen Estados Unidos y la OTAN, es la de los que carecen de todos los derechos frente a los que ostentan todos los privilegios, llamada, por tanto, a ser más profunda que la que en 1789 se desató en Europa con la toma de la Bastilla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ni siquiera Luis XIV, cuando proclamó que el Estado era él, poseía los privilegios del Rey Abdulá de Arabia Saudita, y mucho menos la inmensa riqueza que yace bajo la superficie de ese casi desértico país, donde las transnacionales yankis determinan la sustracción y, por tanto, el precio del petróleo en el mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de la crisis en Libia, la extracción en Arabia Saudita se elevó en un millón de barriles diarios, a un costo mínimo y, en consecuencia, por ese solo concepto los ingresos de ese país y quienes lo controlan se elevan a mil millones de dólares diarios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadie imagine, sin embargo, que el pueblo saudita nada en dinero. Son cDEFANGED_Onmovedores los relatos de las condiciones de vida de muchos trabajadores de la construcción y otros sectores, que se ven obligados a trabajar 13 y 14 horas con salarios miserables.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asustados por la ola revolucionaria que sacude el sistema de saqueo prevaleciente, después de lo ocurrido con los trabajadores de Egipto y Túnez, pero también por los jóvenes sin empleo en Jordania, los territorios ocupados de Palestina, Yemen, e incluso Bahrein y los Emiratos Árabes con ingresos más elevados, la alta jerarquía saudita está bajo el impacto de los acontecimientos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferencia de otros tiempos, hoy los pueblos árabes reciben información casi instantánea de los sucesos, aunque extraordinariamente manipulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo peor para el estatus quo de los sectores privilegiados es que los porfiados hechos están coincidiendo con un considerable incremento de los precios de los alimentos y el impacto demoledor de los cambios climáticos, mientras Estados Unidos, el mayor productor de maíz del mundo, gasta el 40 por ciento de ese producto subsidiado y una parte importante de la soya en producir biocombustible para alimentar los automóviles. Seguramente Lester Brown, el ecologista norteamericano mejor informado del mundo sobre productos agrícolas, nos pueda ofrecer una idea de la actual situación alimentaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El presidente bolivariano, Hugo Chávez, realiza un valiente esfuerzo por buscar una solución sin la intervención de la OTAN en Libia. Sus posibilidades de alcanzar el objetivo se incrementarían si lograra la proeza de crear un amplio movimiento de opinión antes y no después que se produzca la intervención, y los pueblos no vean repetirse en otros países la atroz experiencia de Iraq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 3/4 de marzo de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-7904813623245319530?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/7904813623245319530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-politica-la-guerra-inevitable-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7904813623245319530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7904813623245319530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/libia-politica-la-guerra-inevitable-de.html' title='(Líbia - Política) - La guerra inevitable de La Otan'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2189610069228473258</id><published>2011-03-04T09:16:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T09:16:46.178-08:00</updated><title type='text'>(EEUU-America Latina) - La visita de Barak Obama</title><content type='html'>Revista chilena Punto Final califica como mala noticia próxima visita de Obama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Punto Final/Prensa Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La anunciada gira del presidente estadounidense, Barack Obama, por Latinoamérica oculta intereses que perjudican a los países de la región, advirtió hoy aquí la revista chilena Punto Final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Estados Unidos le inquietan las posibilidades de consolidación en América Latina de procesos antimperialistas -como el de Venezuela- que desafían y debilitan su dominación, alertó la publicación sobre la verdadera intención del próximo viaje de Obama a Chile, Brasil y El Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Washington está empeñado en aislar y desestabilizar a los gobiernos de Venezuela, Cuba, Bolivia, Ecuador y Nicaragua, e intenta empujar el repliegue de las fuerzas progresistas en Brasil, Argentina y otras naciones del continente; ese es el objetivo real de la gira, apuntó en un editorial la reconocida revista chilena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinó en consecuencia que la presencia de Obama en Chile no es una buena noticia y no puede ser bienvenida, por lo que instó a los trabajadores, estudiantes, intelectuales, campesinos, mapuches y ciudadanía a movilizarse en señal de repudio al capitalismo deshumanizado que representa el mandatario norteamericano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentó que Obama defraudó a sus electores y se plegó al poder del complejo militar-industrial que gobierna su país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Signo del status quo de la Casa Blanca, Punto Final ilustró cómo se mantienen abiertas la prisión de Guantánamo y las cárceles secretas de la CIA en diversos países, además de la continuidad de la ocupación en Afganistán e Iraq. La IV Flota amenaza a los países latinoamericanos y la V Flota se apresta a invadir Libia, remarcó el rotativo chileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunció asimismo el referido medio cómo se mantiene el criminal bloqueo de Cuba, condenado por la ONU, ejemplo de la habitual injerencia y política de dominación de Estados Unidos en el continente y que Chile sufrió trágicamente con la dictadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990) prohijada por Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según fuentes oficiales, Obama tiene previsto viajar a esta capital los días 21 y 22 de marzo venideros y como parte de su agenda en Chile prevé pronunciar un discurso dirigido a Latinoamérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre su visita aquí, el Partido Comunista de Chile consideró que podría ser un buen gesto si el presidente estadounidense se refiere al porqué su país impulsó, respaldó y financió el golpe militar contra el Gobierno de la Unidad Popular de Salvador Allende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado el 4 Marzo 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2189610069228473258?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2189610069228473258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/eeuu-america-latina-la-visita-de-barak.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2189610069228473258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2189610069228473258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/03/eeuu-america-latina-la-visita-de-barak.html' title='(EEUU-America Latina) - La visita de Barak Obama'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-6554895369418897477</id><published>2011-02-25T10:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T10:28:01.802-08:00</updated><title type='text'>(Uruguay - Derechos Humanos) - La perra aún está en celo</title><content type='html'>Ideologia de la dictadura copa el foro y se temen "acciones" en fechas del bicentenario. Los servicios de inteligencia indagan el origen de pintadas nazis en Montevideo, Trinidad y San Carlos. Se prevé que los militares retirados planifiquen alguna acción en las fechas del bicentenario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodriguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Caras &amp;amp; Caretas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Foro Libertad y Concordia parece cada día mas alejado de la oficialidad activa de las Fuerzas Armadas que comienzan a confirmar que el grupo y su Facebook de apoyo profesan una ideología extremista que parece comprobar cuál era la filosofía que escondía la Doctrina de la Seguridad Nacional en la que se inspiraron la dictadura uruguaya y los demás regimenes totalitarios de la región en los años setenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muchos son los testimonios de víctimas de la represión sobre salas de tortura que ostentaban la bandera con la svástica o el rostro de Hitler, así como las versiones de grupos definidamente nacionalsocialistas o fascistas dentro de algunas logias o agrupaciones de las fuerzas armadas, pero pocas veces se había difundido una foto tan significativa como la que hoy publica Caras&amp;amp;Caretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La imagen, probablemente tomada por un fotógrafo de la policía a fines de los años setenta luego de un almuerzo con cuatro civiles invitados no identificados, muestra en el despacho del director de la Escuela de Armas del Ejército, General Alberto Ballestrino (centro), a los oficiales Luis Boan, Mario Latorre, Oscar Costa, Oscar Pereira, Perfecto Caride y Héctor Lluis, posando sonriente junto a una bandera nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La escena parece ser un reflejo de lo que hoy esta ocurriendo en la web de los militares retirados indagables por sus crímenes de lesa humanidad, donde sobresalen las intervenciones e identificaciones con símbolos nazis, en un momento en que el Ministerio del Interior está indagando la existencia de una célula que hizo pintadas en clubes políticos de Montevideo y en espacios públicos de Trinidad y San Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente de Flores es oriundo Javier Bussi, uno de los administradores del Facebook, que fue quien “colgó” el plano del domicilio del periodista amenazado por el militar retirado Héctor Marcos Varela González, a su vez radicado en las cercanías de San Carlos. Bussi, soldado de primera en actividad, es uno de los demandantes contra el Partido Nacional y varios medios de prensa (exp f2/46759/2006 en el juzgado penal de 19º turno) por la expulsión de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN) de los blancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin garra, con forza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aunque ha crecido a más de dos mil “amigos”, la web que sustenta al grupo de militares presos y a los retirados que serán indagados por la justicia penal debido a crímenes de lesa humanidad cometidos en la dictadura, sigue perdiendo adeptos a nivel local con el retiro de la mayoría de los legisladores y dirigentes políticos blancos y colorados que inicialmente habían sido incluidos en su Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la madrugada de ayer, sólo permanecía como amistad del grupo de indagables los legisladores Javier García, Fernando Amado, Gustavo Penadés y Jaime Trobo, junto a los dirigentes Carminillo Mederos, Daniel García Pintos, Gustavo LaPaz Correa, Hugo De León, Julio Lara, Martín Aguirrezabala, Yañet Puñales, Victor Lissidini y el frenteamplista Jaime Igorra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La adhesión al Foro Libertad y Cambio ha crecido particularmente entre personalidades y grupos de la extrema derecha italiana, en un fenómeno que hoy preocupa al propio gobierno italiano, donde ordenó una investigación sobre esta conexión que les recuerda los nexos que la logia “Propagana Due” tuvo con las dictaduras del cono sur en los años setenta cuando el venerable maestro Lucio Gelli se refugiaba en el Río de la Plata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre los “amigos” en Facebook aparecen “Azione Giovani” (juventud derechista), La Destra (partido neofascista), Gioventu Italiana (derechista), figuras como Piero Vassallo, exponente de la derecha católica tradicionalista, sectores del movimiento federalista “Lega Nord” del ultra Humberto Bossi, agrupaciones del “Esercito Della liberta” creado en 2010 contra los jueces italianos, “Promotori della Liberta”grupo de Sandro Biondi cuya propaganda maneja la ultraderechista Michela Brambilla y distintos nucleamientos y personalidades del PDL, organización política de Berlusconi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También figuran las organizaciones derechistas latinoamericanas Alianza Democrática Americana, Anticomunistas de Colombia y Perú, Comité Cubano Pro Derechos Humanos, Contraguerrilla Venezolana, Cuba Democracia Ya, Front National-Socialiste Sh, Fuerza Nacionalista de Combate, Fundación La Nueva Esperanza, Movimiento Cóndor y UnoAmérica, junto a las uruguayas Escuela Militar, Envozalta, Centro Social y Deportivo Santa Bernardina o Criadero Von Zucker Brot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hijos de Mein Kampf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como principales protagonistas de la web aparecen hoy una serie de nombres y “nicks” que utilizan símbolos celtas, cruces gamadas, svásticas o los propios rostros de Adolfo Hitler y Benito Mussolini. Entre estos confesos nazis y fascistas figuran: Adám Ns Szabó, Alan Delgado Ns, Alfonsoadolf Brizzi, Amalrick Garan Wiking, Chairul D’Nazi, Edorama Ns, Enzo Santellan, Erwin Rommel, Firma Helmut Weitze, Fj Gavarrete, Florence Gogole Ns Skinskin, Foxtrot Ottomuller, Generalfeldmarschall Maty, José Miguel García, José Santos Guardiola, Kaiser Guillermo Segundo, Manuel Ayres, Milhauss Pride, Nacional Socialista, Nico Eichmann, Pablo Monti, Pantera Ns, Pinochet, Raul E Las Heras, Sadek Zakian, Toten Kopf y Voces Delespacio, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El lunes al mediodía, un joven que se identificó como Mauricio Duarte, planteó su inquietud al observar tantos foristas que utilizaban logos nazis o los rostros de Mussolini y Hitler, cuando pensaba que la página era en apoyo a los militares presos. Sus palabras provocaron un largo debate tras el cual fue eliminado del grupo y acusado de zurdo. “Este camarada debe despertar del gran engaño de la sinarquía plutocrática internacional… ese es el partido que tenemos que ganar”, se justificó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En&amp;nbsp;otro de los pintorescos diálogos del Foro Libertad y Concordia, el también nacionalsocialista Manuel Ayres colocó la frase “La traición a la patria es en el marxista lo que, en la hiena, la avidez por la carroña”, a la que su camarada Martín Orellano contestó con un “MEIN KAMPF”. “¿No es acaso verdad esta afirmación?, replicó Ayres. “Claro. Totalmente de acuerdo”, expresó Orellano. “En consecuencia te envío un: Sieg Heil”, finalizó Ayres. “Sieg Heil!”, cerró Orellano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El tono de debate y los contenidos en que ha derivado el Facebook del Foro Libertad y Concordia es seguido con preocupación por la Dirección Nacional de Información e Inteligencia (DNII) y la Dinacie, donde no se descarta la hipótesis de que el grupo, los clubes militares y otras organizaciones de ex oficiales que apoyan a los presos en la cárcel de Domingo Arena, intenten realizar algún tipo de “acción” para las fechas patrias en el año del bicentenario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sostiene Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Señor Periodista Roger Rodríguez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habiendo tomado previo conocimiento de la publicación de una fotografía sacada en la Escuela de Armas y Servicios en el año 1979,donde integro un grupo de militares y civiles que exhiben una bandera nazi, deseo aclarar que la misma fue sacada al final de una reunión de camaradería, donde el suscrito, al igual que los otros integrantes con la jerarquía de Jefe, fueron invitados a participar en ése carácter por el Sr. Director del Instituto, quien los sorprendió en su buena fe al proceder a tal gesto completamente ajeno a la motivación de agasajo a sus invitados. Aclaro que el suscrito nunca profesó tal ideología y nunca integró ningún grupo que la profese. Agradezco la publicación del presente y lo saludo atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gral. (R) Oscar Pereira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Código Penal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ARTÍCULO 149 bis. (Incitación al odio, desprecio o violencia hacia determinadas personas).- El que públicamente o mediante cualquier medio apto para su difusión pública incitare al odio, al desprecio, o a cualquier forma de violencia moral o física contra una o más personas en razón del color de su piel, su raza, religión, origen nacional o étnico, orientación sexual o identidad sexual, será castigado con tres a dieciocho meses de prisión".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ARTÍCULO 149 ter (Comisión de actos de odio, desprecio o violencia contra determinadas personas).- El que cometiere actos de violencia moral o física de odio o de desprecio contra una o más personas en razón del color de su piel, su raza, religión, origen nacional o étnico, orientación sexual o identidad sexual, será castigado con seis a veinticuatro meses de prisión".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazis de ayer y hoy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- El Partido Nacional Socialista del Uruguay se fundó en 1931 bajo la dirección del secretario de prensa de la embajada alemana, Julius Dalldorf. Aunque sin mayores adherentes son beneficiados por la dictadura de Gabriel Terra, quien romper relaciones diplomáticas con la Unión Soviética en 1935 y reconoce a la España de Francisco Franco en 1936.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante la segunda guerra mundial, Uruguay mantuvo su neutralidad hasta la Batalla del Río de la Plata en diciembre de 1939, cuando el acorazado Admiral Graf Spee se refugia en Montevideo. En 1940 se editó el libro ”Nazis en el Uruguay” de Fernández Artucio donde se demostraba la organización e historia del nacional socialismo en el país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Es año se crea una comisión investigadora sobre las actividades nazis en Uruguay y se promulga la ley de asociaciones ilícitas. El 25 de enero de 1942 Uruguay rompe relaciones con Alemania, Japón e Italia. Sin embargo en distintos sectores de la sociedad, particularmente de derecha y nacionalistas, se sigue cultivando la admiración por Adolfo Hitler y Benito Mussolini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uno de los sectores en que esa admiración se profesa es en las Fuerzas Armadas, donde militares de ascendencia blanca simpatizarán con el gobierno de Benito Nardone y, mientras los de ascendencia colorada se sumarán a una línea más conservadora de la que surgen distintas agrupaciones de ultraderecha (Ver “Alto el Fuego 2” de Alberto Silva y Nelson Caula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En julio de 1962 un grupo neonazi marcó con svásticas en los muslos de la dirigente estudiantil Soledad Barret, quien por años debió exilarse en Cuba. En 1973 terminó siendo torturada y asesinada en Recife, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A fines de los años setenta, varios son los grupos de ultraderecha que utilizan símbolos nazis o fascistas para identificarse. Junto a la Juventud Uruguaya de Pie (JUP) son protagonistas y responsables de decenas de atentados a intelectuales, periodistas o militantes sindicales y políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A la salida de la dictadura aparecen varios grupos de ultraderecha y pro nazis como la Alianza Libertadora Nacionalista (ALN), el Movimiento de Reafirmación Nacionalista (MRN) o el Comando Lavalleja, que realizan una serie de atentados a avisadores de periódicos de izquierda y el domicilio de dirigentes políticos del Frente Amplio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Luego de la reinstauración institucional uruguaya en 1986, con la asunción del gobierno de Julio María Sanguinetti, los grupos de ultraderecha, fascistas o definidos como nazis, se han expresado en forma casi clandestina a partir de la aprobación de la ley antidiscriminatoria y la modificación del artículo 149 de código penal que tipifica ese delito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En 1998 se señala la existencia de grupos nazis que operaban en Montevideo bajo el nombre de Euroamerikaner, una agrupación antijudía y pro nazi que en una entrevista admitió tener armas, odiar a negros e indios, y mantener contactos con otro grupo llamado Poder Blanco y con organizaciones nazis de Argentina y Europa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;24 de noviembre de 1999 el grupo antinazi TholeranciaSí radicó denuncia penal contra el doctor (abogado) Bernardo del Campo, quien había sido designado en enero de 1980 como integrante del Consejo Supremo de Unión Mundial de Nazis (WUNS). Del Campo falleció antes que la justicia confirmara la veracidad de la denuncia. Se pidió indagar quien lo supliría en la organización internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Ese año la Dirección Nacional de Información e Inteligencia (DNII) desarticula una célula denominada Orgullo Skinhead, que reclutaba jóvenes en liceos de Montevideo, Canelones y Tacuarembó. Liderados por Sebastián Pérez de los Reyes, estuvieron 90 días presos por su intolerancia racial. Liberados, volvieron a ser detenidos por agredir a un joven en le Barrio Sur al grito de “Heil Hitler” le partieron una botella en la cabeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En julio de 2000 se conoce una proclama del Frente Nacional Revolucionario del Uruguay (FNRU) con definiciones a favor del nacionalsocialismo y en reclamo de la liberación de los Skinhead presos. El FNRU operó en la Costa de Oro, Carrasco y Pando. Realizó pintadas en El Águila de Atlántida. La DNII detuvo en setiembre al lider de la organización Edgardo Cantero, quien fue procesado por violar el artículo 149 de la ley antidiscriminatoria Nº 16.048.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2000, la investigación judicial sobre el FNRU llega a descubrir que el Alférez Durán, hijo del prefecto del Puerto de Montevideo, utilizaba una PC instalada a bordo de la fragata Artigas para mantener contacto con organizaciones nazis y juntar documentación para hacer un folleto sobre esa ideología. El oficial fue arrestado a rigor durante 15 días. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En agosto de 2001 el ministro de Defensa Luis Brezzo comparece ante el Senado por el faltando de municiones de la Armada y el suicidio del teniente de navío Víctor González, a quien se había arrestado y procesado como responsable de sucesivos hurtos de armamento. El senador José Luis Korzeniak lo califica como un loquito nazi que leía “Mi Lucha” de Adolfo Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2001 el mismo Daniel García Pintos de la FNC es acusado de utilizar el eslogan "Uruguay Despierta", concepto que entonces impulsaban los grupos nazis de Argentina, Brasil, Chile y Venezuela, luego de un encuentro realizado en Bolivia bajo la consigna "América Despierta". La consigna va a volver a ser utilizada en 2004 por la Lista 15 con la variación “Despertemos uruguayos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En noviembre de 2001 se informa que el grupo neonazi argentino Partido Nuevo Triunfo organiza un mitin para pedir la renuncia del presidente Fernando De la Rúa y que nazis uruguayos comprometen su asistencia, luego de participar del II Encuentro Ideológico Internacional de Nacionalidad y Socialismo que se había realizado en octubre de ese año en Bolivia. En setiembre de ese año svásticas aparecen pintadas en un depósito de la calle Ellauri y hubo disparos contra la sede de la DNII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;En enero de 2003, Tholerancia Sí denuncia ante el ministerio de Educación y Cultura, Leonardo Guzmán, que las organizaciones El Clan, Escuadrón 88 y Orgullo Skin por violar la ley antidiscriminatoria con pintadas y amenazas contra el diputado colorado Nahum Bergstein y el activista Sergio Coute Suárez. Un mes más tarde son detenidos los menores JSS, RGCN y MCR, a quienes se incauta un revólver calibre 22, municiones, aerosol, computadores, literatura nazi y documentación de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En abril de 2003 trasciende que en el plantel canino “Grupo K 9” del Batallón de Infantería 13 se entrena a un perro ovejero inscripto como “Hitler Von der Denfenland” (Hitler, hijo del defensor de la tierra). La denuncia de Tholerancia Sí pide que no se adquieran más animales del criadero “Von Defenland” del asimilado militar Eduardo Merlano, a quien se implica en la Juventud Uruguaya de Pie (JUP). El perro fue dado de baja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En abril de 2003 se denuncia que la brigada “Palo y Palo” de la Lista 15222 del colorado Daniel García Pintos realiza pintadas frente al Comando del Ejército y ante la Dinacie con símbolos que recuerdan las imágenes que en 1938 utilizaba el Nationalsozialistische Volkswhlfahrt (NSV) del Uruguay. La Juventud Fuerza Nueva Colorada (JFNC) pintaba su “J” como una S sobre la N de su sigla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A principios de 2005 la justicia penal remitió a Mathías Cañibe (alias Mathías Braun) y a Néstor La Paz, que revistaba en la Unidad de Apoyo Operativo de la Armada Nacional, por la agresión al joven Damián Stratta vocalista del grupo Splith 7. Otros dos implicados eran Marcos Lavraga y el soldado Richard Daniel Ottonelli del Batallón de Infantería 15. La policía afirma que al menos 50 militares profesarían la ideología nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En marzo de 2005 el ex vicepresidente Gonzalo Aguirre fundamenta la expulsión de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN) de filas del Partido Nacional por su participación en el ataque al rockero Damián Strata. La JRN estaba dirigida por Gustavo Cladera y apoyó a distintos sectores blancos hasta quedar aislada de su partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En agosto de 2005 aparecen pintadas nazis en la ciudad de San Carlos y en otras zonas del departamento de Maldonado. El intendente Oscar de los Santos es quien pincel en mano encabeza un acto de desagravio para tapar svásticas y leyendas de “Nur Hitler”, que fueron suplantadas por la consigna “Nunca Más”. En el departamento se había detectado la creación de los grupos “Maldonado Intransigente” y “Acción Familia”, que convocaron a manifestar en contra de la asunción presidencial de Tabaré Vázquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2007 el buscador Google levantó de su servicio Blogger el denominado “Movimiento Anti-plancha” (MAP). En el blog escribía un nick llamado Herr Peppox que pedía una operación de “limpieza” y convocaba a salir a las calles armados para tomar la vida de los planchas en pos de un país mejor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;En julio de 2009 una comisión parlamentaria del Estado de Rio Grande do Sul denuncia la existencia de una red nazi en Sudamérica que plantea la posibilidad de ataques contra judíos y homosexuales. En Porto Alegre, el activista por los derechos humanos Jair Krischke gana un largo juicio a una editorial que producía lectura nazi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En enero de 2011 el Ministerio del Interior detecta la presunta existencia de una célula nazi que realiza pintadas en muros y locales políticos. Los grafitos utilizan simbología nazi: cruz celta, el número 88, el salud “Heil Hitler” y la frase “White Power”. Un año atrás había ocurrido algo similar en Trinidad, donde fue encastrado el mural por el 60 aniversario de la Declaración de los Derechos Humanos frente al liceo de Flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &amp;nbsp;"Nosotros tenemos noticias de que han aparecido algunas pintadas de grupos probablemente de perfil neonazi", dijo el subsecretario del interior Jorge Vázquez, quien agregó que "es un tema que hay que estudiarlo, que hay que seguirlo, porque apunta fundamentalmente a un deterioro de la democracia, a niveles de convivencia que nosotros no estamos dispuestos a que sigan adelante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota al presidente de Uruguay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Movimiento de Justicia y Derechos Humanos (MJDH) y al UITA expresan su rechazo a las amenazas realizadas por el autodenominado “Foro Libertad y Concordia” contra el periodista Roger Rodríguez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montevideo, 15 de febrero de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Señor Presidente de la República Oriental del Uruguay&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don José Mujica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa de Gobierno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimado Presidente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En nombre del Movimiento de Justicia y Derechos Humanos (MJDH) y de la Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación (UITA) y sus 391 organizaciones afiliadas en 124 países, expresamos nuestro más absoluto rechazo a las amenazas realizadas por el autodenominado “Foro Libertad y Concordia” contra nuestro colaborador y amigo, el periodista Roger Rodríguez, quien desde hace 25 años investiga y denuncia las violaciones a los derechos humanos perpetradas por las dictaduras del Cono Sur latinoamericano, especialmente en Uruguay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el facebook del “Grupo de Apoyo al Foro Libertad y Concordia”, se publicaron comentarios insultando y calumniando a Roger, aportando su nombre completo, número de documento, nombres de sus padres y familiares, su dirección y hasta un mapa de cómo llegar a su domicilio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situación nos preocupa y es por ello que ambas organizaciones le exhortamos, Señor Presidente, a implementar las medidas necesarias para el esclarecimiento de esta situación y que garanticen la seguridad de Roger Rodríguez y su familia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin otro particular, hacemos propicia la oportunidad, para saludarlo a usted, muy atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jair Krischke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consejero MJDH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerardo Iglesias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretario Regional UITA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-6554895369418897477?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/6554895369418897477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-derechos-humanos-la-perra-aun.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6554895369418897477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6554895369418897477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-derechos-humanos-la-perra-aun.html' title='(Uruguay - Derechos Humanos) - La perra aún está en celo'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1830740616267799657</id><published>2011-02-20T08:16:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T08:16:42.413-08:00</updated><title type='text'>(Uruguay - Política) - Nazis uruguayos de ayer y de hoy</title><content type='html'>Una foto que vale más que mil palabras evidencia la ideología de la dictadura y de los represores que hoy enfrentan al poder judicial. En el Foro Libertad y Concordia se fueron la mayoría de los dirigentes políticos y su Facebook fue copado por confesos ultraderechistas. Los servicios de inteligencia indagan el origen de pintadas nazis en Montevideo, Trinidad y San Carlos. Se prevé que los militares retirados planifiquen alguna acción en las fechas del bicentenario &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Martha Helena en Blog Capturavidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Foro Libertad y Concordia parece cada día mas alejado de la oficialidad activa de las Fuerzas Armadas que comienzan a confirmar que el grupo y su Facebook de apoyo profesan una ideología extremista que parece comprobar cuál era la filosofía que escondía la Doctrina de la Seguridad Nacional en la que se inspiraron la dictadura uruguaya y los demás regimenes totalitarios de la región en los años setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muchos son los testimonios de víctimas de la represión sobre salas de tortura que ostentaban la bandera con la svástica o el rostro de Hitler, así como las versiones de grupos definidamente nacionalsocialistas o fascistas dentro de algunas logias o agrupaciones de las fuerzas armadas, pero pocas veces se había difundido una foto tan significativa como la que hoy publica Caras&amp;amp;Caretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La imagen, probablemente tomada por un fotógrafo de la policía a fines de los años setenta luego de un almuerzo con cuatro civiles invitados no identificados, muestra en el despacho del director de la Escuela de Armas del Ejército, General Alberto Ballestrino (centro), a los oficiales Luis Boan, Mario Latorre, Oscar Costa, Oscar Pereira, Perfecto Caride y Héctor Lluis, posando sonriente junto a una bandera nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La escena parece ser un reflejo de lo que hoy esta ocurriendo en la web de los militares retirados indagables por sus crímenes de lesa humanidad, donde sobresalen las intervenciones e identificaciones con símbolos nazis, en un momento en que el Ministerio del Interior está indagando la existencia de una célula que hizo pintadas en clubes políticos de Montevideo y en espacios públicos de Trinidad y San Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente de Flores es oriundo Javier Bussi, uno de los administradores del Facebook, que fue quien “colgó” el plano del domicilio del periodista amenazado por el militar retirado Héctor Marcos Varela González, a su vez radicado en las cercanías de San Carlos. Bussi, soldado de primera en actividad, es uno de los demandantes contra el Partido Nacional y varios medios de prensa (exp f2/46759/2006 en el juzgado penal de 19º turno) por la expulsión de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN) de los blancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin garra, con forza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aunque ha crecido a más de dos mil “amigos”, la web que sustenta al grupo de militares presos y a los retirados que serán indagados por la justicia penal debido a crímenes de lesa humanidad cometidos en la dictadura, sigue perdiendo adeptos a nivel local con el retiro de la mayoría de los legisladores y dirigentes políticos blancos y colorados que inicialmente habían sido incluidos en su Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la madrugada de ayer, sólo permanecía como amistad del grupo de indagables los legisladores Javier García, Fernando Amado, Gustavo Penadés y Jaime Trobo, junto a los dirigentes Carminillo Mederos, Daniel García Pintos, Gustavo LaPaz Correa, Hugo De León, Julio Lara, Martín Aguirrezabala, Yañet Puñales, Victor Lissidini y el frenteamplista Jaime Igorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La adhesión al Foro Libertad y Cambio ha crecido particularmente entre personalidades y grupos de la extrema derecha italiana, en un fenómeno que hoy preocupa al propio gobierno italiano, donde ordenó una investigación sobre esta conexión que les recuerda los nexos que la logia “Propagana Due” tuvo con las dictaduras del cono sur en los años setenta cuando el venerable maestro Lucio Gelli se refugiaba en el Río de la Plata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre los “amigos” en Facebook aparecen “Azione Giovani” (juventud derechista), La Destra (partido neofascista), Gioventu Italiana (derechista), figuras como Piero Vassallo, exponente de la derecha católica tradicionalista, sectores del movimiento federalista “Lega Nord” del ultra Humberto Bossi, agrupaciones del “Esercito Della liberta” creado en 2010 contra los jueces italianos, “Promotori della Liberta”grupo de Sandro Biondi cuya propaganda maneja la ultraderechista Michela Brambilla y distintos nucleamientos y personalidades del PDL, organización política de Berlusconi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También figuran las organizaciones derechistas latinoamericanas Alianza Democrática Americana, Anticomunistas de Colombia y Perú, Comité Cubano Pro Derechos Humanos, Contraguerrilla Venezolana, Cuba Democracia Ya, Front National-Socialiste Sh, Fuerza Nacionalista de Combate, Fundación La Nueva Esperanza, Movimiento Cóndor y UnoAmérica, junto a las uruguayas Escuela Militar, Envozalta, Centro Social y Deportivo Santa Bernardina o Criadero Von Zucker Brot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hijos de Mein Kampf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como principales protagonistas de la web aparecen hoy una serie de nombres y “nicks” que utilizan símbolos celtas, cruces gamadas, svásticas o los propios rostros de Adolfo Hitler y Benito Mussolini. Entre estos confesos nazis y fascistas figuran: Adám Ns Szabó, Alan Delgado Ns, Alfonsoadolf Brizzi, Amalrick Garan Wiking, Chairul D’Nazi, Edorama Ns, Enzo Santellan, Erwin Rommel, Firma Helmut Weitze, Fj Gavarrete, Florence Gogole Ns Skinskin, Foxtrot Ottomuller, Generalfeldmarschall Maty, José Miguel García, José Santos Guardiola, Kaiser Guillermo Segundo, Manuel Ayres, Milhauss Pride, Nacional Socialista, Nico Eichmann, Pablo Monti, Pantera Ns, Pinochet, Raul E Las Heras, Sadek Zakian, Toten Kopf y Voces Delespacio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El lunes al mediodía, un joven que se identificó como Mauricio Duarte, planteó su inquietud al observar tantos foristas que utilizaban logos nazis o los rostros de Mussolini y Hitler, cuando pensaba que la página era en apoyo a los militares presos. Sus palabras provocaron un largo debate tras el cual fue eliminado del grupo y acusado de zurdo. “Este camarada debe despertar del gran engaño de la sinarquía plutocrática internacional… ese es el partido que tenemos que ganar”, se justificó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En otro de los pintorescos diálogos del Foro Libertad y Concordia, el también nacionalsocialista Manuel Ayres colocó la frase “La traición a la patria es en el marxista lo que, en la hiena, la avidez por la carroña”, a la que su camarada Martín Orellano contestó con un “MEIN KAMPF”. “¿No es acaso verdad esta afirmación?, replicó Ayres. “Claro. Totalmente de acuerdo”, expresó Orellano. “En consecuencia te envío un: Sieg Heil”, finalizó Ayres. “Sieg Heil!”, cerró Orellano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El tono de debate y los contenidos en que ha derivado el Facebook del Foro Libertad y Concordia es seguido con preocupación por la Dirección Nacional de Información e Inteligencia (DNII) y la Dinacie, donde no se descarta la hipótesis de que el grupo, los clubes militares y otras organizaciones de ex oficiales que apoyan a los presos en la cárcel de Domingo Arena, intenten realizar algún tipo de “acción” para las fechas patrias en el año del bicentenario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sostiene Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Señor Periodista Roger Rodríguez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habiendo tomado previo conocimiento de la publicación de una fotografía sacada en la Escuela de Armas y Servicios en el año 1979,donde integro un grupo de militares y civiles que exhiben una bandera nazi, deseo aclarar que la misma fue sacada al final de una reunión de camaradería, donde el suscrito, al igual que los otros integrantes con la jerarquía de Jefe, fueron invitados a participar en ése carácter por el Sr. Director del Instituto, quien los sorprendió en su buena fe al proceder a tal gesto completamente ajeno a la motivación de agasajo a sus invitados. Aclaro que el suscrito nunca profesó tal ideología y nunca integró ningún grupo que la profese. Agradezco la publicación del presente y lo saludo atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gral. (R) Oscar Pereira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Código Penal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ARTÍCULO 149 bis. (Incitación al odio, desprecio o violencia hacia determinadas personas).- El que públicamente o mediante cualquier medio apto para su difusión pública incitare al odio, al desprecio, o a cualquier forma de violencia moral o física contra una o más personas en razón del color de su piel, su raza, religión, origen nacional o étnico, orientación sexual o identidad sexual, será castigado con tres a dieciocho meses de prisión".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ARTÍCULO 149 ter (Comisión de actos de odio, desprecio o violencia contra determinadas personas).- El que cometiere actos de violencia moral o física de odio o de desprecio contra una o más personas en razón del color de su piel, su raza, religión, origen nacional o étnico, orientación sexual o identidad sexual, será castigado con seis a veinticuatro meses de prisión".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazis de ayer y hoy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- El Partido Nacional Socialista del Uruguay se fundó en 1931 bajo la dirección del secretario de prensa de la embajada alemana, Julius Dalldorf. Aunque sin mayores adherentes son beneficiados por la dictadura de Gabriel Terra, quien romper relaciones diplomáticas con la Unión Soviética en 1935 y reconoce a la España de Francisco Franco en 1936.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante la segunda guerra mundial, Uruguay mantuvo su neutralidad hasta la Batalla del Río de la Plata en diciembre de 1939, cuando el acorazado Admiral Graf Spee se refugia en Montevideo. En 1940 se editó el libro ”Nazis en el Uruguay” de Fernández Artucio donde se demostraba la organización e historia del nacional socialismo en el país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Es año se crea una comisión investigadora sobre las actividades nazis en Uruguay y se promulga la ley de asociaciones ilícitas. El 25 de enero de 1942 Uruguay rompe relaciones con Alemania, Japón e Italia. Sin embargo en distintos sectores de la sociedad, particularmente de derecha y nacionalistas, se sigue cultivando la admiración por Adolfo Hitler y Benito Mussolini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uno de los sectores en que esa admiración se profesa es en las Fuerzas Armadas, donde militares de ascendencia blanca simpatizarán con el gobierno de Benito Nardone y, mientras los de ascendencia colorada se sumarán a una línea más conservadora de la que surgen distintas agrupaciones de ultraderecha (Ver “Alto el Fuego 2” de Alberto Silva y Nelson Caula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En julio de 1962 un grupo neonazi marcó con svásticas en los muslos de la dirigente estudiantil Soledad Barret, quien por años debió exilarse en Cuba. En 1973 terminó siendo torturada y asesinada en Recife, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A fines de los años setenta, varios son los grupos de ultraderecha que utilizan símbolos nazis o fascistas para identificarse. Junto a la Juventud Uruguaya de Pie (JUP) son protagonistas y responsables de decenas de atentados a intelectuales, periodistas o militantes sindicales y políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A la salida de la dictadura aparecen varios grupos de ultraderecha y pro nazis como la Alianza Libertadora Nacionalista (ALN), el Movimiento de Reafirmación Nacionalista (MRN) o el Comando Lavalleja, que realizan una serie de atentados a avisadores de periódicos de izquierda y el domicilio de dirigentes políticos del Frente Amplio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Luego de la reinstauración institucional uruguaya en 1986, con la asunción del gobierno de Julio María Sanguinetti, los grupos de ultraderecha, fascistas o definidos como nazis, se han expresado en forma casi clandestina a partir de la aprobación de la ley antidiscriminatoria y la modificación del artículo 149 de código penal que tipifica ese delito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En 1998 se señala la existencia de grupos nazis que operaban en Montevideo bajo el nombre de Euroamerikaner, una agrupación antijudía y pro nazi que en una entrevista admitió tener armas, odiar a negros e indios, y mantener contactos con otro grupo llamado Poder Blanco y con organizaciones nazis de Argentina y Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 24 de noviembre de 1999 el grupo antinazi TholeranciaSí radicó denuncia penal contra el doctor (abogado) Bernardo del Campo, quien había sido designado en enero de 1980 como integrante del Consejo Supremo de Unión Mundial de Nazis (WUNS). Del Campo falleció antes que la justicia confirmara la veracidad de la denuncia. Se pidió indagar quien lo supliría en la organización internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ese año la Dirección Nacional de Información e Inteligencia (DNII) desarticula una célula denominada Orgullo Skinhead, que reclutaba jóvenes en liceos de Montevideo, Canelones y Tacuarembó. Liderados por Sebastián Pérez de los Reyes, estuvieron 90 días presos por su intolerancia racial. Liberados, volvieron a ser detenidos por agredir a un joven en le Barrio Sur al grito de “Heil Hitler” le partieron una botella en la cabeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En julio de 2000 se conoce una proclama del Frente Nacional Revolucionario del Uruguay (FNRU) con definiciones a favor del nacionalsocialismo y en reclamo de la liberación de los Skinhead presos. El FNRU operó en la Costa de Oro, Carrasco y Pando. Realizó pintadas en El Águila de Atlántida. La DNII detuvo en setiembre al lider de la organización Edgardo Cantero, quien fue procesado por violar el artículo 149 de la ley antidiscriminatoria Nº 16.048.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2000, la investigación judicial sobre el FNRU llega a descubrir que el Alférez Durán, hijo del prefecto del Puerto de Montevideo, utilizaba una PC instalada a bordo de la fragata Artigas para mantener contacto con organizaciones nazis y juntar documentación para hacer un folleto sobre esa ideología. El oficial fue arrestado a rigor durante 15 días.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En agosto de 2001 el ministro de Defensa Luis Brezzo comparece ante el Senado por el faltando de municiones de la Armada y el suicidio del teniente de navío Víctor González, a quien se había arrestado y procesado como responsable de sucesivos hurtos de armamento. El senador José Luis Korzeniak lo califica como un loquito nazi que leía “Mi Lucha” de Adolfo Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2001 el mismo Daniel García Pintos de la FNC es acusado de utilizar el eslogan "Uruguay Despierta", concepto que entonces impulsaban los grupos nazis de Argentina, Brasil, Chile y Venezuela, luego de un encuentro realizado en Bolivia bajo la consigna "América Despierta". La consigna va a volver a ser utilizada en 2004 por la Lista 15 con la variación “Despertemos uruguayos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En noviembre de 2001 se informa que el grupo neonazi argentino Partido Nuevo Triunfo organiza un mitin para pedir la renuncia del presidente Fernando De la Rúa y que nazis uruguayos comprometen su asistencia, luego de participar del II Encuentro Ideológico Internacional de Nacionalidad y Socialismo que se había realizado en octubre de ese año en Bolivia. En setiembre de ese año svásticas aparecen pintadas en un depósito de la calle Ellauri y hubo disparos contra la sede de la DNII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En enero de 2003, Tholerancia Sí denuncia ante el ministerio de Educación y Cultura, Leonardo Guzmán, que las organizaciones El Clan, Escuadrón 88 y Orgullo Skin por violar la ley antidiscriminatoria con pintadas y amenazas contra el diputado colorado Nahum Bergstein y el activista Sergio Coute Suárez. Un mes más tarde son detenidos los menores JSS, RGCN y MCR, a quienes se incauta un revólver calibre 22, municiones, aerosol, computadores, literatura nazi y documentación de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En abril de 2003 trasciende que en el plantel canino “Grupo K 9” del Batallón de Infantería 13 se entrena a un perro ovejero inscripto como “Hitler Von der Denfenland” (Hitler, hijo del defensor de la tierra). La denuncia de Tholerancia Sí pide que no se adquieran más animales del criadero “Von Defenland” del asimilado militar Eduardo Merlano, a quien se implica en la Juventud Uruguaya de Pie (JUP). El perro fue dado de baja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En abril de 2003 se denuncia que la brigada “Palo y Palo” de la Lista 15222 del colorado Daniel García Pintos realiza pintadas frente al Comando del Ejército y ante la Dinacie con símbolos que recuerdan las imágenes que en 1938 utilizaba el Nationalsozialistische Volkswhlfahrt (NSV) del Uruguay. La Juventud Fuerza Nueva Colorada (JFNC) pintaba su “J” como una S sobre la N de su sigla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A principios de 2005 la justicia penal remitió a Mathías Cañibe (alias Mathías Braun) y a Néstor La Paz, que revistaba en la Unidad de Apoyo Operativo de la Armada Nacional, por la agresión al joven Damián Stratta vocalista del grupo Splith 7. Otros dos implicados eran Marcos Lavraga y el soldado Richard Daniel Ottonelli del Batallón de Infantería 15. La policía afirma que al menos 50 militares profesarían la ideología nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En marzo de 2005 el ex vicepresidente Gonzalo Aguirre fundamenta la expulsión de la Juventud por el Resurgir Nacionalista (JRN) de filas del Partido Nacional por su participación en el ataque al rockero Damián Strata. La JRN estaba dirigida por Gustavo Cladera y apoyó a distintos sectores blancos hasta quedar aislada de su partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En agosto de 2005 aparecen pintadas nazis en la ciudad de San Carlos y en otras zonas del departamento de Maldonado. El intendente Oscar de los Santos es quien pincel en mano encabeza un acto de desagravio para tapar svásticas y leyendas de “Nur Hitler”, que fueron suplantadas por la consigna “Nunca Más”. En el departamento se había detectado la creación de los grupos “Maldonado Intransigente” y “Acción Familia”, que convocaron a manifestar en contra de la asunción presidencial de Tabaré Vázquez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En setiembre de 2007 el buscador Google levantó de su servicio Blogger el denominado “Movimiento Anti-plancha” (MAP). En el blog escribía un nick llamado Herr Peppox que pedía una operación de “limpieza” y convocaba a salir a las calles armados para tomar la vida de los planchas en pos de un país mejor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En julio de 2009 una comisión parlamentaria del Estado de Rio Grande do Sul denuncia la existencia de una red nazi en Sudamérica que plantea la posibilidad de ataques contra judíos y homosexuales. En Porto Alegre, el activista por los derechos humanos Jair Krischke gana un largo juicio a una editorial que producía lectura nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- En enero de 2011 el Ministerio del Interior detecta la presunta existencia de una célula nazi que realiza pintadas en muros y locales políticos. Los grafitos utilizan simbología nazi: cruz celta, el número 88, el salud “Heil Hitler” y la frase “White Power”. Un año atrás había ocurrido algo similar en Trinidad, donde fue encastrado el mural por el 60 aniversario de la Declaración de los Derechos Humanos frente al liceo de Flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Nosotros tenemos noticias de que han aparecido algunas pintadas de grupos probablemente de perfil neonazi", dijo el subsecretario del interior Jorge Vázquez, quien agregó que "es un tema que hay que estudiarlo, que hay que seguirlo, porque apunta fundamentalmente a un deterioro de la democracia, a niveles de convivencia que nosotros no estamos dispuestos a que sigan adelante".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1830740616267799657?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1830740616267799657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-politica-nazis-uruguayos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1830740616267799657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1830740616267799657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-politica-nazis-uruguayos-de.html' title='(Uruguay - Política) - Nazis uruguayos de ayer y de hoy'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2543286853122559152</id><published>2011-02-20T08:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T08:09:36.701-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Direitos Humanos) - O agronegócio é escravista</title><content type='html'>Hoje o Maranhão é o maior exportador do Brasil de mão de obra escrava. Já estamos neste posto há bastante tempo. Além disto, entre todos os estados do país, somos o segundo em quantidade de fazendas que se utilizam de trabalhadores escravizados. O campeão deste triste torneio é o Pará. Mas, lá, a maioria dos trabalhares escravizados é do Maranhão. Esta é uma situação ligada à miséria social, a imensa concentração de terras e ao enorme atraso político de um estado que apresenta os piores Indices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonnato Masson, Antônio Filho e Reinaldo Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp;jornal Vias de Fato (www.viasdefato.jor.br) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado, no dia 27 de janeiro, o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH) lançou um livro que detalha o mapa do trabalho escravo em nosso Estado. Trata-se do Atlas Político-Jurídico do Trabalho Escravo Contemporâneo no Maranhão. Nele, estão relatados os casos de extrema violência, a impunidade descarada, a total cumplicidade do poder político e completa ausência do Estado, dito, democrático de direito. Uma sequência de crimes que, no Maranhão, tem envolvido a elite do estado: deputados, prefeitos, juízes, grandes empresas e várias outras pessoas ligadas com as diferentes áreas do agronegócio. Da pecuária, ao algodão, da cana de açúcar ao carvão. Uma situação muito distante do desenvolvimento alardeado pela propaganda oficial veiculada a peso de ouro na TV Mirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta deste importante trabalho publicado em livro, nesta nossa 17º edição, o Vias de Fato dividiu a entrevista do mês entre os três organizadores do livro, os advogados Antônio Filho e Nonato Masson e o jornalista Reynaldo Costa. Colaborou conosco nesta entrevista o jornalista e militante social da região tocantina, José Luis da Silva Costa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - Como surgiu à idéia de mapear o trabalho escravo no estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Filho - Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH) há seis anos vem fazendo esse trabalho de acompanhamento jurídico de dezenas de ações que tramitam na Justiça do Maranhão sobre trabalho-escravo. Essas ações são contra diversas propriedades pecuaristas daqui da região e de todo o Maranhão, envolvidas no crime de reduzir alguém à condição análoga à de escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1996 e 2004, o trabalho do Centro foi de atendimento às vítimas e acolhimento dos trabalhadores, um trabalho de apoio. A partir de 2004 a gente abriu uma frente de trabalho, que era acompanhar essa demanda jurídica, que está nos tribunais maranhenses sobre trabalho-escravo. São mais de cinquenta ações. Priorizamos aquelas de maior importância do ponto de vista político, do ponto de vista da gravidade, aquelas que têm maior repercussão. Em algumas delas nos habilitamos como assistentes de acusação, em outras, recolhemos depoimentos dos trabalhadores, localizamos vítimas, falamos com o procurador, falamos com o delegado da Polícia Federal, tudo para que essas ações tivessem uma tramitação mais rápida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois desses seis anos de acompanhamento, surgiu a proposta de fazermos um grande relatório sobre essas ações judiciais, sobre os procedimentos administrativos que têm no Maranhão. Na verdade, sobre todos os assuntos que envolvem a questão do trabalho-escravo, do ponto de vista jurídico, político e administrativo. Fomos desde o Incra até os tribunais, passando pelos programas e planos para erradicação do trabalho-escravo. Juntamos todo esse material e fizemos uma análise política deles. Pegamos esses processos e fizemos uma análise a partir da visão, do entendimento, da luta da entidade. É nesse levantamento que está construído o Atlas Jurídico-Político do Trabalho Escravo Contemporâneo no Maranhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele, questionamos: por que esses processos andam tão lentamente? Por que de todas as fiscalizações que já aconteceram  mais de duzentas  só têm cinquenta e dois processos? Por que esses processos não são concluídos e punem os culpados, para que a sociedade, para que as vítimas sintam realmente que está sendo feita justiça? Por que as áreas flagradas com trabalho-escravo não são desapropriadas no Maranhão? Por que as vítimas desse crime no Maranhão, não recebem um acompanhamento social e político por parte do governo? E qual tem sido os impactos das ações do governo federal, do governo estadual no Maranhão pela erradicação do trabalho-escravo? Esses programas, esses planos, essas metas estão realmente atingindo seus objetivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Atlas é um mapeamento de tudo isso. Pegamos o que dizem esses processos, o que está aí na realidade, colocando a partir daí a crítica do Centro, a nossa análise, a nossa visão, como a gente imagina que esses processos deveriam está ou como eles deveriam andar para a erradicação do trabalho-escravo. Então, essa é a grande idéia do Atlas, ser um relatório que traga a realidade e quem ler possa visualizar, possa entender a dinâmica dessa luta, visualizar todos os atores envolvidos para a erradicação do trabalho escravo no Maranhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - Qual o objetivo do Atlas Político-Jurídico do Trabalho Escravo Contemporâneo no Estado do Maranhão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Masson - O Atlas tem o objetivo de compartilhar com mais pessoas as experiências que temos tido no Centro de Defesa, no enfrentamento à questão do trabalho escravo em nossa região. O Centro de Defesa tem um acervo de documentos oficiais que serviram de base para o trabalho, além do contato privilegiado com os peões. Temos desde a primeira fala do peão ao fugir da fazenda até as peças dos processos que tramitam na justiça ou em outros órgãos governamentais. Entendemos que essas informações não poderiam ficar restritas apenas aos militantes do Centro. Queremos compartilhar nossas angústias, tristezas, alegrias e algumas vitórias nessa caminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - A Lista Suja é um cadastro nacional onde estão listados aqueles empresários e fazendeiros pegos com trabalhadores em regime de escravidão. Quantos empresários e fazendeiros maranhenses fazem parte dessa lista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reynaldo Costa - O Maranhão tem vinte e um empregadores que estão na lista suja. Agora o mais interessante não é saber quantos integram essa lista, mas entender qual o papel dela. A idéia de ter uma lista suja é exatamente ter um cadastro nacional de maus empregadores  proprietários de terras  com trabalhadores em condições análoga à de escravo. É fazer com que essas pessoas não tenham acesso a recursos ou financiamentos vindo de instituições financeiras públicas. Entretanto, essa situação infelizmente não é cumprida, muitos fazendeiros que estão nessa lista continuam fazendo projetos em nome de seus filhos ou em nome de outras pessoas. Eles mudam o nome da propriedade para poder acessar recursos. A propriedade continua sendo beneficiada, não é beneficiada a pessoa diretamente, mas a propriedade que foi flagrada continua. Essa é uma das artimanhas que eles criaram para driblar uma das medidas que serviria para combater o crime de trabalho-escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos, e talvez seja o único, é simplesmente a exposição dos nomes dessas pessoas para a sociedade. A lista é renovada a cada seis meses. Se determinado proprietário ou empresa aparece com o nome na lista suja, acaba sendo exposto para a sociedade por meio da imprensa, que divulga esse cadastro, mesmo de forma muito sutil, muito vaga. Essa é a única vantagem da lista suja, é a exposição desses nomes para a sociedade. O fato desse empregador aparecer como infrator, como alguém que foi flagrado com trabalhador em condições análoga à de escravo, já é positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista suja desse ano foi atualizada no final de dezembro e divulgada no início de janeiro. Entraram mais 89 empregadores ou empresas. Agora, nessa nova atualização, mais cinco nomes maranhenses passaram a integrar, ou seja, cinco novos nomes do Maranhão entraram nessa lista de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - Com certeza na pesquisa que vocês fizeram encontraram casos de extrema desumanidade no Maranhão. Quais casos vocês podem apresentar à opinião pública? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Filho - Dos casos que envolvem trabalho escravo que nos deixaram mais perplexos dentro das situações, são casos de fazendeiros que reincidem ao crime de trabalho-escravo. Fazendeiros que já estão condenados há quatorze anos de prisão e mesmo diante dessa condenação, respondendo ao processo voltam a cometer o crime. Outra situação é quando esses crimes atingem menores, quando são encontrados adolescentes em propriedades trabalhando, ou melhor, sendo explorados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um caso na fazenda Barbosa, propriedade de Roberto Barbosa de Sousa, no município de Santa Luzia, que envolve inclusive casos de adolescentes que foram violentados pelo gato dentro dessa fazenda, eles eram obrigados a manter relações sexuais com ele. São vários casos. Todos eles desafiam o estado democrático de direito. O Estado não consegue ter uma estrutura para se sobrepor a esses criminosos para avançar no combate a esses casos de violações de direitos humanos. São casos de violências contra dignidade humana, casos de ameaças a adolescentes que são envolvidos e casos bárbaros de homicídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato: Qual o principal entrave para solucionar a questão do trabalho-escravo no Maranhão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Masson - É a absoluta ausência do estado na repressão deste crime na região, além da política de desenvolvimento econômico adotado por uma elite que desrespeita a natureza como um todo, inclusive a forma tradicional de vida dos povos de nosso estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato: Como anda a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 438/2001 que visa expropriar terras com trabalho escravo e destinar à reforma agrária? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reynaldo Costa - Infelizmente ela não anda, está completamente parada. Já está há quatro anos na Câmara dos Deputados. Foi aprovada no Senado e está parada na Câmara. Em maio do ano passado quando teve o primeiro encontro nacional pela erradicação do trabalho-escravo, alguns parlamentares, junto com pessoas e entidades que estão na luta pela aprovação da PEC, entregaram um abaixo-assinado com mais de 300 mil assinaturas ao então presidente da câmara, Michel Temer (PMDB-SP), mas, até agora, não houve nenhuma movimentação da câmara para colocar em votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora em janeiro passado, houve outra mobilização da Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho-Escravo, puxada pelo ainda senador José Nery (PSOL-PA), para logo que começar esta nova legislatura, colocá-la em pauta na Câmara dos Deputados. Mas, existe alguns empecilhos, primeiro a bancada ruralista, que infelizmente ela é a maioria dentro do Congresso Nacional e quem não faz parte desta bancada, tem outras ligações com os ruralistas se submetendo a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra dificuldade é a própria Comissão Pela Erradicação do Trabalho Escravo, a maioria de seus representantes é dos ministérios e dentro dessa comissão a única representação da sociedade civil é da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) que é uma entidade de fazendeiros, ligada ao agronegócio e claro, contra a reforma agrária. Esta realidade acaba sendo um grande bloqueio impedindo a votação da PEC 438/2001, ou seja, já tem dez anos de discussão. É necessário que estes deputados que estão assumindo agora, deputados novos, entendam que o crime do trabalho-escravo não pode mais continuar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta prevê a expropriação de terras onde forem flagradas com trabalho-escravo. Portanto, as áreas que estiverem nessa situação podem ser confiscadas, o fazendeiro não vai receber nenhuma indenização, elas serão simplesmente tomadas e destinadas para a reforma agrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PEC na verdade é só para garantir o que já está na Constituição Federal. Fazer com que a terra tenha uma função social, o ítem aponta três pontos principais dessa função social: a produtividade da área; o respeito às leis ambientais e as leis trabalhistas. A terra que é flagrada com trabalho escravo não respeita as leis trabalhistas, e se não respeita, ela não cumpre a função social da terra. No que se refere à Constituição ela já deveria ser desapropriada. A nova composição do congresso é quase a mesma, os ruralistas continuam tendo muita força lá dentro e para ela ser aprovada precisa ainda de mais mobilização da sociedade. Precisamos de parlamentares comprometidos com essa luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - Quem é o fazendeiro envolvido em casos de trabalho-escravo com a situação mais complicada no Maranhão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Filho - Aqui no Maranhão podemos citar alguns casos e podemos dizer que são casos emblemáticos. Esses casos são de fazendeiros reincidentes, temos os exemplos de Miguel de Sousa Resende da cidade de Imperatriz, que já foi fiscalizado seis vezes, a última foi em agosto de 2010. Ele responde diversos processos por esses crimes na Justiça Federal e na Justiça Estadual, mas o principal é de trabalho-escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós temos casos de fazendeiros aqui na região do Gurupi, temos o caso do ex-prefeito de Santa Luzia, Antonio Braide, considerado como um caso bastante complexo e de repercussão pelo fato de ser um político. Também temos envolvimentos dos grandes grupos econômicos da região Nordeste, como o grupo Maratá que foi flagrado com o uso de mão de obra escrava. O processo judicial desse caso foi arquivado, foi extinto e seu dono continua livre para continuar cometendo esses crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há casos dentro da reserva do Gurupi que são bem complicados como o de Gilberto Andrade, em que já foi flagrado mais de cinco vezes com uso de trabalho-escravo, é o único que tem condenação transitada e julgado aqui no estado. Nas suas propriedades foram encontrados por meio das operações, vários corpos, cadáveres de trabalhadores em suas áreas. A investigação é feita pela Polícia Federal. Mas, diante de toda essa situação o que podemos ver é que a impunidade sustenta as reincidências desses casos. O acusado está respondendo um processo, mas ele não acredita que vai ser condenado e continua praticando os mesmos crimes em suas propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - O que diz o Governo do Estado em relação a esses crimes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Masson - Não conheço nenhuma mudança concreta na vida dos peões, vítimas do trabalho-escravo, que tenha vindo de uma política do estado. Anos atrás, o Governo do Estado ensaiou um plano estadual de combate ao trabalho escravo e criou uma Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho-Escravo, a Coetrae, mas essas iniciativas não passaram de intenção de governo − se é que de fato tinha ao menos a intenção − uma cópia do plano nacional que também não saiu do papel. O fato é que relatamos no Atlas casos que ocorreram em 1975 e guardam semelhança com os casos fiscalizados em 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - E a Justiça do Maranhão? Como está vendo o caso do juiz Marcelo Baldochi? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reynaldo Costa - O caso do Marcelo Baldochi é bem complexo. Primeiro, pela pessoa que é: um juiz que continua atuando nessa função pública. O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão decidiu arquivar o processo que existia contra ele. A situação é a seguinte, ele ainda não responde pela prática de trabalho-escravo, porque ele é juiz e o Tribunal de Justiça precisa decidir se ele vai ou não ser investigado pela justiça comum. Como ele é um magistrado, primeiro precisa ser analisado sua conduta administrativa dentro do tribunal, só que tudo isso está arquivado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sindicato dos Servidores do Judiciário do Maranhão recorreu ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O CNJ decidiu que o caso retornasse para o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, para que faça o julgamento do processo disciplinar, o processo administrativo. Ele, como juiz, vai ter que responder por isso primeiro. Ele já recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal). Aqui, no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, ele foi absolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que embola não é só isso. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que tem uma responsabilidade no Plano Nacional de Erradicação do Trabalho-Escravo, deve fazer vistorias nas áreas para saber qual a situação delas e talvez entrar com o processo de desapropriação destinando-as para reforma agrária. Até agora o Incra não abriu nenhum processo com relação à área do Baldochi, a fazenda Pôr do Sol, na cidade de Bom Jardim. Basicamente é isso, ele só pode ser julgado pelo crime de trabalho-escravo depois que for julgado o seu processo administrativo. Ele chegou a entrar na Lista Suja, mas acabou saindo. Não ficou nem três meses na lista. Estamos lutando para que ele possa voltar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - Pode citar alguns políticos do Maranhão que são envolvidos nesse tipo de crime? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nonato Masson - É fato que, quem comete esse tipo de crime é sempre alguém que tem poder econômico e relação muito boa com o poder político, em alguns casos são até mesmo políticos com mandato. Podemos citar o caso do deputado federal Inocêncio Oliveira, do ex-prefeito de Paragominas no Pará e eleito deputado estadual Sidnei Rosa, os deputados estaduais Antônio Bacelar e Fufuca, o ex-prefeito de Santa Luzia Antônio Braide, o ex-prefeito de São Raimundo, Doca Bezerra, Chico Moreno, o prefeito de Codó Zito Rolim, o prefeito de Davinópolis Chico do Rádio, a lista é imensa... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - O que se pode dizer sobre a relação agronegócio/trabalho-escravo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reynaldo Costa - A partir do levantamento que fizemos para a construção do Atlas, chegamos à conclusão de que existe uma ligação muito próxima entre o agronegócio e o trabalho-escravo. Quase todos os processo que tivemos acesso, todos os proprietários escravagistas são da grande produção, sobretudo da pecuária e da produção de grãos ou de grandes empresas, exemplo disso é a Agromaratá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Agromaratá tem mais de 20 mil hectares de terras só no Maranhão. É um conjunto de doze empresas, seu dono José Augusto Vieira, do estado do Sergipe, confessa em um de seus depoimentos, que ele nem sabe quantos hectares exatamente ele tem em nosso estado, ele somente sabe o tamanho de uma das fazendas − a que foi flagrada com trabalho-escravo − justamente esta citada, a Agromaratá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo Maratá é um grande aglomerado de empresas do ramo alimentício, de copos descartáveis, etc. Seu dono possui ainda uma faculdade, a Faculdade José Augusto Vieira e a Fundação José Augusto Vieira. Seu poder econômico e sua influência são grandes. Esse e outros como Miguel Resende, Gilberto Andrade são todos ligados ao agronegócio. E ainda têm as empresas de carvão, do eucalipto, como a siderúrgica Viena da cidade de Açailândia. Ela tem um grande plantio de eucalipto. O agronegócio é escravagista. O objetivo do agronegócio é simplesmente lucrar, lucrar... A qualquer custo, em cima da exploração da terra a qualquer custo e infelizmente em cima da exploração do trabalho do ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agronegócio, este modelo de agricultura, é escravagista. O agronegócio utiliza da mão de obra escrava em todos os ramos. Na pecuária, na produção da cana-de-açúcar, na produção de algodão, na exploração das matas e até na retirada de madeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vias de Fato - A II Conferência Inter-Participativa sobre Trabalho Escravo e Super-Exploração em Fazendas e Carvoarias realizada em novembro de 2007, tinha como meta aumentar em 70% o atendimento às denúncias. Essa meta foi alcançada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Filho - O objetivo da conferência era reunir todos os atores − os movimentos sociais, governos, empresários envolvidos direta ou indiretamente com esse crime − na luta pela erradicação do trabalho escravo, seja do ponto de vista jurídico, do ponto de vista dos poderes Executivo ou Legislativo. Essa conferência aconteceu com representação de onze estados da federação e mais de 200 participantes. Ela buscou fazer um grande debate, uma grande avaliação sobre o que avançou no combate ao crime de submeter uma pessoa ao trabalho-escravo até aquele momento, em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento final dessa conferência indicou algumas linhas de atuação, a linha de prevenção, a linha de fiscalização, para uma repressão maior a este crime. E o ponto que mais se discutia naquela época era a intensificação das fiscalizações, e a reivindicação era que nos estados tivessem equipes definitivas para se alcançar um número maior dessa repressão e das atuações policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As proposições retiradas dessa conferência foram utilizadas na elaboração do II Plano Nacional de Erradicação do Trabalho-Escravo, logo em março de 2008. O plano teve como base esse documento, a chamada Carta de Açailândia, que saiu dessa conferência. Então, tanto a primeira quanto a segunda conferência trouxeram elementos para os planos de combate ao trabalho-escravo. Tanto o plano estadual quanto o plano nacional, infelizmente não saíram do papel. Sobretudo, no que se refere às medidas de reinserção e prevenção, não se consegue avançar onde mais é necessário, nas pequenas cidades. Nas pequenas cidades não existem empregos, não existe qualificação profissional dos trabalhadores, não existe educação, etc. São desses lugares que saem a mão de obra escrava. No Maranhão, essas ações básicas de governo ainda são muito tímidas. Às vezes até inexistentes por parte do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Data de Publicação: 20.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2543286853122559152?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2543286853122559152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-direitos-humanos-o-agronegocio-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2543286853122559152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2543286853122559152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-direitos-humanos-o-agronegocio-e.html' title='(Brasil - Direitos Humanos) - O agronegócio é escravista'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-4025476455521225601</id><published>2011-02-19T09:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T09:45:03.987-08:00</updated><title type='text'>(América Latina - Política) - Leonardo Boff: ‘No hay otra alternativa que el socialismo’</title><content type='html'>El teólogo ecologista brasileño Leonardo Boff habla en esta entrevista de las contradicciones de los gobiernos progresistas en AméricaLatina, y señala que "es importante que los movimientos sociales populares, quetienen una alternativa, una visión humanista, espiritual, de respeto por laspersonas, se transformen en un grito de protesta, una resistencia y que noacepten las soluciones que les den”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Adital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Eco Teologíade la Liberación &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mientras existan pobres, sigue vigente la Teología de laLiberación. Pero hemos añadido algo más, porque la Teología de la Liberaciónnació escuchando el grito del oprimido, pero no sólo los pobres, las mujeres,los indígenas, los afro latinoamericanos gritan, sino también grita la Tierra,gritan los animales, gritan los bosques. Entonces, dentro de la opción por lospobres, se tiene que insertar al gran pobre, que es la Tierra. De ahí nació ysigue una vigorosa Eco Teología de la Liberación, muy ampliamente difundidacomo una de las respuestas a la crisis actual, que está por todas partes delmundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El rol del conocimiento indígena &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tengo la idea, la convicción, de que los pueblosoriginarios son portadores de una sabiduría ancestral, de una manera de relacionarsecon la Tierra, pero no como un baúl de recursos, ni como algo muerto ni paraser explotado, sino la Tierra como pachamama, como madre, donde nace laveneración, el respeto, el sentido comunitario de la convivencia, laproducción. No para el enriquecimiento, sino la producción para lo necesario,lo suficiente para todos. Entonces aquí hay valores que nosotros, la culturadominante, hemos perdido y que los pueblos originarios nos recuerdan. Por ahípasa el futuro de la humanidad, de la importancia de darles centralidad a ellos, escucharlos, porque eso nos ayuda a encontrar un camino que tiene futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El legado dePaulo Freire &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nosotros no hay otro camino que no sea ese que PauloFreire nos enseñó con La pedagogía del oprimido. Es decir, en el fondo nadie es pobre. Todo tiene una riqueza porque cada persona piensa, produce valores, y elpobre no es un pobre, es un oprimido, un hecho pobre, un empobrecido. Y cuandolos empobrecidos se reúnen, crean una fuerza y se hacen sujetos de su liberación.Entonces los pobres unidos hacen un movimiento de liberación. No es el Estado, ni la Iglesia, ni las personas de buena voluntad las que van a liberar a lospobres. Son los pobres mismos, cuando elaboran una conciencia, un proyecto, seunen, y nosotros entramos como aliados por la puerta de atrás, apoyándolos,caminando juntos. Entonces Paulo Freire nos enseñó eso, que ellos tienen unafuerza histórica y que ellos pueden cambiar la sociedad, y que nosotros juntosa ellos aceleramos ese proceso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradicciones de gobiernos progresistas en América Latina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenemos democracias que se están solidificando, fortaleciendo cada vez más. Porque todos venimos de dictaduras militares, deregímenes represivos. Entonces es importante que haya esa libertad. Pero hay contradiccionesque vienen del proyecto neoliberal que está todavía vigente. La mayoría de losgobiernos hace políticas públicas a favor del pueblo, como el programa HambreCero, o apoyando la agricultura familiar o fortaleciendo los grupos de base, pero muchas veces tienen que conceder, para mantener la estabilidad, muchascosas que ellos mismos critican, pero que pertenecen a la lógica del capital, que es hegemónico y que impone su fuerza. Especialmente el agronegocio, queavanza sobre los bosques y deforesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es importante, por lo menos en Brasil lo hemos constatado, que en la medida en que los grupos de base, los sin tierra y otros, presionen al Estado, lo obliga a establecer leyes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;América Latinade aquí a veinte años &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo no soy mago ni profeta, pero imagino que se iránconsolidando cada vez más las democracias con tono participativo. Es decir, no sólo eligiendo representantes, sino las bases organizando movimientos que presionan a los gobiernos. Prácticamente no hay proyectos importantes que no deban ser discutidos con los movimientos sociales. Entonces la democracia será más participativa y eso a mi juicio se va fortalecer cada vez más. De ahí la importancia de multiplicar los movimientos sociales, mantener las redes de interdependencia, porque eso crea una fuerza social que en dado momento puede transformarse en una fuerza política que decide elecciones y que impone cambios profundos en las leyes, para preservar mejor la naturaleza y para que el beneficio de los pobres sea más amplio y más hondo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El agua y los desplazados ambientales &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Más grave que el calentamiento global es la escasez de agua potable. Hay más de mil millones de personas que tienen insuficiencia de agua y dos mil millones que tienen las aguas contaminadas. Por año mueren más de quince millones de niños menores de cinco años. Y el calentamiento global hará que muchas regiones tengan menos agua, mayor erosión de los suelos, pérdidas de cosechas y por lo tanto migración forzada. Un desplazamiento de millares y millares de personas, especialmente de África y el sudeste de Asia. Porqueuno puede hacer huelga de hambre por quince o diecisiete días, pero sin agua no. Al cuarto día ya te mueres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hacia los gobiernos globales &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo creo que esta situación será tan grave, que obligará a que surja una especie de gobierno global que ahora no tenemos. Porque los Estados nacionales no tienen la capacidad de resolver estos problemas, pero juntos podemos atender las demandas. Son urgencias que la humanidad tiene que enfrentar de manera colectiva y dentro de una visión global donde seamos hospitalarios. La hospitalidad como un deber y un derecho. Cada uno tiene derecho de ser acogido y nosotros el deber de acogerlos, porque somos habitantes de la misma casa, somos hermanos y hermanas de la misma familia, la familia humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Competencia o cooperación &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la medida en la que el neoliberalismo triunfa y se hace la ideología común, más crece el individualismo, más crece la insensibilidad de cara al destino de los demás. Y ahí es donde vienen las fuerzas del orden, porque se crea un caos. La situación actual revela el tipo de inhumanidad que está presente en las formas de convivencia, en los negocios, es decir, todo se ha transformado en mercancía, todo es regido por la competencia, no por la cooperación. Lo que más necesitamos hoy es la cooperación de todos con todos, porque somos interdependientes. Pero lo que es dominante no es eso, sino la lógica del mercado, que es competitivo, no cooperativo, que sólo intenta acumular y es insensible al dolor de los demás seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Dios del capital &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En la Anti COP se habló mucho de Dios y la necesidad de prestarle atención a la dimensión espiritual. Pero en la COP 16 también hablaron de su Dios: el dinero, el cual les organiza todo para mantener las monedas con su valor, para mantener el sistema productor que genera riqueza, y nunca colocan la cuestión de cuál es el futuro de la vida, el futuro del planeta, de cómo vamos a enfrentar los millones y millones de víctimas el calentamiento global. Ellos viven una idolatría fantástica del Dios Dinero, y al seguir ese camino vamos en contra de la humanidad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por eso es importante que los movimientos sociales populares, que tienen una alternativa, una visión humanista, espiritual, de respeto por las personas, se transformen en un grito de protesta, una resistencia y que no aceptar las soluciones que les den. Se trata de demostrar que es posible una alternativa donde los seres humanos se ayuden mutuamente y no busquen riqueza, sino lo suficiente para todos, y ahí la Tierra será más que suficiente para la humanidad entera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La mayor de las plagas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esto muestra el nivel de deshumanización que se está creando, no solamente en América Latina, sino en todas partes del mundo.Vivimos en un mundo cruel y sin piedad. Existimos millones y millones con hambre y no hacemos absolutamente nada. Entonces, yo creo que aquí estamos en el corazón de una crisis de civilización que nos va a obligar a unir fuerzas para defender principios humanitarios. La sustentabilidad de los bienes que necesitamos, la interdependencia de ayudarnos y cooperarnos, cuidando la vidade todos los seres. Fundamentalmente tenemos que desarrollar la compasión, estar del lado de la víctima, del lado de los que sufren, para que no estén solos. Esto es profundamente humanitario. Hay que rescatar esos valores que están dentro de nosotros, hay que despertarlos y hacer que la humanidad trate humanamente a los demás seres humanos. Tal vez nunca vivimos tiempos de barbarie tan grandes como estamos viviendo. Desde una perspectiva ecológica, casi yo diría que no merecemos vivir en este planeta, porque somos demasiado hostiles a la vida, enemigos de los hermanos y las hermanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un poco desentido común &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si no se resuelve el problema global, todos seremos afectados. Cuando el agua llega a la nariz y pasa a la boca, la persona emigra o se muere. Creo que la crisis se está agravando cada vez más y va a afectar también a las grande empresas, que van a tener pérdidas enormes de sus ganancias. No se dan cuenta de que degeneran de tal manera a la naturaleza, queno pueden explotarla más. El sistema del capital tendrá dificultades en su auto reproducción. Llegará un momento en que se darán cuenta que sus soluciones no son, sino una falsa solución en una tentativa de salvar sus privilegios, de hacer más de lo mismo. El calentamiento global puede producir&amp;nbsp;un desastre humanitario ecológico para todos, inclusive para ellos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yo&amp;nbsp;espero que la sabiduría común de la humanidad triunfe, que la vida sea más fuerte que la muerte. El sentido común vale más que lo absurdo. Espero que las personas se acumulen de energía, de solidaridad y busquen un camino de salida que sea bueno para todos. La conciencia es esa, esta vez no hay un Arca de Noé que salve a algunos y deje perecer a los demás.O nos salvamos todos o perecemos todos y creo que no queremos perecer. La forma de salvarnos todos es que ellos renuncien a su perversa intención de continuar explotando la Tierra, vista como una fuente de acumulación de riqueza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De otro mundo es posible a otro mundo es necesario &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos en una etapa de irreversibilidad. Todos tenemos que adaptarnos a la nueva situación. Esto no era así años atrás. Los os pechábamos, pero ahora tenemos la comprobación. Los eventos extremos se dan por el mundo entero, inclusive el sur de Brasil tiene cada vez con más frecuencia tifones, vendavales, inundaciones, y eso pasa en el mundo entero. Entonces vemos que no basta decir "otro mundo es posible”. La urgencia es que tenemos que cambiar ahora, porque de lo contrario las víctimas serán incontables y será insoportable para mucha gente vivir en ciertas regiones. Van a tener que emigrar y se va a crear una confusión interna extraordinaria.Tenemos que anticiparnos y hacer los cambios necesarios. El reloj corre encontra nuestro. Dentrode poco será un camino sin retorno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socialismo o muerte &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenemos este pequeño planeta super poblado, empobrecido y viejo. Y en este pequeño planeta viven casi siete mil millones de personas. Pero no estamos solos, viven otros seres vivos: animales, plantas y todos los seres que precisan de la biósfera, y para que podamos sobrevivir juntos, tenemos que repartir. Dentro de poco seremos todos socialistas. No por opción biológica, sino por estadística. Tenemos que repartir para que todos puedan tener lo decente, y para eso la Tierra es suficiente. Y vamos a hacerlo. No porque queramos o &amp;nbsp;no queramos, sino porque no tenemos alternativa. O lo hacemos, o vamos a asistir a la muerte de millones de personas, a desastres ecológicos de grandes magnitudes. Y ahí las personas van a aprender dels ufrimiento. Ya lo decía un filósofo antiguo: el ser humano no aprende nada dela historia, aprende todo del sufrimiento. Mejor aprender de la argumentación, de la reflexión, del convencimiento, y no en aquel límite extremo del sufrimiento, donde se juega la vida o la muerte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 18.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-4025476455521225601?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/4025476455521225601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/america-latina-politica-leonardo-boff.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4025476455521225601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4025476455521225601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/america-latina-politica-leonardo-boff.html' title='(América Latina - Política) - Leonardo Boff: ‘No hay otra alternativa que el socialismo’'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8592347000165980405</id><published>2011-02-17T18:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T18:09:43.088-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Racismo) - Episódio de racismo na orla do Leme</title><content type='html'>Da série “Ali Kamel: sim, nós somos racistas!”Não há muito o que comentar sobre o relato abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://brasiliamaranhao.wordpress.com/"&gt;http://brasiliamaranhao.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo minha solidariedade ao Felipe e sua família. E registro minha indignação diante do episódio, mas, principalmente, contra os mais insidiosos racistas, aqueles que negam a existência desse fenômeno, que tem na hipocrisia um dos seus principais combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Demétrio Magnolli e o Ali Kamel* devem ter explicações para o caso abaixo. Aliás, se alguém tiver o e-mail ou o telefone do Magnoli, que fala sobre qualquer assunto nas páginas da Folha, d’O Globo e da Veja, além de ter à disposição os microfones e câmeras das maiores emissoras de TV e rádio do país, podia perguntar o que ele pensa a respeito do “incidente” abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do blog do Felipe Barcellos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://paidemenina.blogspot.com/2011/02/ontem-dia-de-aniversario-de-5-anos-de.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe Barcellos*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, dia de aniversário de 5 anos de minha filha, mataram um pouco de nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca imaginei que depois de tanto colaborar com o EU-REPORTER, tivesse que viver na pele a dor de um cidadão agredido com sua família em um dia de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos o quiosque Espaço OX, no Leme para comemorarmos o aniversário de 5 anos de minha filha mais nova, com amigos e familia, num total de 20 pessoas. Reservamos e chegamos, com as crianças, as 19h00. Realizamos a comemoração comas minhas filhas, Lia e Dora, que durante todo o tempo brincaram nas dependências do quiosque as vistas dos funcionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os convidados consumiram regiamente e pagaram suas despesas com tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos nos prepararmos para ir embora, as 22h30, a funcionária Loi impediu minhas filhas, Lia(9 anos) e a aniversariante Dora (5 anos) de entrarem no quiosque ao retornarem do banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo: alegou que seriam crianças de rua, por serem negras e terem cabelos crespos. Para encurtar uma longa historia: minha filha mais velha, de apenas 9 anos, está em choque. As alegações da funcionária não apenas são racistas e incidem em constrangimento ilegal e cerceamento do direito de ir e vir, como denotam a falta de atenção dedicada aos consumidores que frequentam o espaço. Vou entrar com medidas legais contra o estabelecimento e um processo por constrangimento ilegal, injuria, difamação e crime de racismo contra a funcionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queiram saber a dor de um pai ao vivenciar tais cenas em um dia de festa. A dor não vai embora quando fecho os olhos. Me vem a imagem de minha filha, minutos antes extasiada de alegria e em seguida chocada com uma realidade distorcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sentindo muita dor. Uma dor que não vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A funcionária tinha a obrigação de observar quem estava na mesa mais numerosa do estabelecimento, estávamos minutos antes cantando parabéns e repartindo um bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível não ver a alegria que minhas filhas viviam em meio a amigos e família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loi estragou tudo com seu preconceito e despreparo para lidar com o publico. Precisa ser punida de forma exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha filha, uma crianca que é o que existe de mais valioso em minha vida, está DESTRUÍDA, achando-se culpada por não ter a aparência “certa” para poder ir e vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tal comportamento não seja uma norma do Grupo OX e da Orla Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta carta está sendo copiada aos principais jornais do Brasil e publicações do segmento de turismo no Brasil e no exterior, em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista (ex-Folha, ex-editora Abril) e pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;data de publicação:17 de fevereiro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Se alguém não entendeu a referência ao Ali Kamel, o todo poderoso chefão do jornalismo da Rede Globo, é bom ler esse texto do link abaixo para se informar a respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/11/18/nao-existe-racismo-no-brasil/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8592347000165980405?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8592347000165980405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-racismo-episodio-de-racismo-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8592347000165980405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8592347000165980405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-racismo-episodio-de-racismo-na.html' title='(Brasil - Racismo) - Episódio de racismo na orla do Leme'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1739305885925977563</id><published>2011-02-14T12:07:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T12:07:43.435-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Derechos Humanos) - Brasil investigará la participación de sus militares en el Plan Cóndor</title><content type='html'>La conexión entre las dictaduras de la región en la década de 1970 debe ser investiga hasta se encontrar los responsables por las violaciones de derechos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Tiempo Argentino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ministra de Derechos Humanos de ese país destacó que la Argentina es “un ejemplo a emular”, y que el encuentro de Dilma Rousseff con las Madres y las Abuelas de Plaza de Mayo en su reciente visita “fue algo maravilloso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ministra de Derechos Humanos de Brasil, Maria do Rosario, anunció ayer que, por primera vez en el país, el Estado investigará el rol jugado por la dictadura (1964-1985) en el Plan Cóndor de coordinación represiva entre los gobiernos militares del Como Sur. “Es esencial que se esclarezcan las circunstancias del plan terrorista estatal y tomen estado público las conexiones de las dictaduras sudamericanas”,en el macabro plan de detenciones, torturas, asesinatos y desaparición de personas, dijo la ministra en una entrevista con la agencia Ansa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las acciones conjuntas de los regímenes de facto del Cono Sur “deben ser de conocimiento de los brasileños, argentinos, chilenos, paraguayos, uruguayos, todo el continente debe estar unido y hermanado en la construcción de la democracia y la búsqueda de la verdad y de la justicia”, agregó Do Rosario, quien destacó que la política de Derechos Humanos de la Argentina es “un ejemplo a emular por todos los gobiernos democráticos” de la región y del mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La ministra señaló que la presidenta Dilma Rousseff, ex militante de una organización guerrillera que combatió al régimen y fue detenida y torturada durante tres años, tiene un “compromiso especial” con las investigaciones sobre violaciones a los Derechos Humanos. Durante el Plan Cóndor, creado en noviembre de 1975 por las dictaduras de la Argentina, Brasil, Uruguay, Paraguay Chile, militantes argentinos y uruguayos fueron presos y desaparecidos en Brasil, así como activistas brasileños corrieron la misma suerte en la Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organismos militares y de inteligencia de Brasil y la Argentina ya habían coordinado acciones terroristas antes de 1975. Así ocurrió con la desaparición del argentino Ernesto Gurría, ocurrida en 1974 en el sur de Brasil. Durante la reciente visita de Rousseff a Buenos Aires –en la que mantuvo un encuentro con las Madres y las Abuelas de Plaza de Mayo– los familiares de Gurría le pidieron que se investigara el hecho y se identificara a los responsables. Esa reu-nión de Rousseff con las Madres y las Abuelas “fue algo maravilloso, porque Dilma tiene un compromiso con el derecho a la verdad como elemento para fortalecer la democracia”, destacó la ministra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otro episodio aún no esclarecido es el de la muerte en territorio argentino, en diciembre de 1976, del ex presidente constitucional brasileño João Goulart. “La presidenta tiene que cumplir con su trayectoria y empeñarse en aclarar exactamente cómo fue que la red del Cóndor, que allí contó con ayuda de la Argentina y los Estados Unidos, mató a mi padre”, había dicho el mes pasado João Vicente, el hijo mayor del ex mandatario. Cuando se la consultó sobre el caso Goulart y el de otros desaparecidos, Do Rosario señaló que una de las prioridades del nuevo gobierno es la creación de una Comisión de la Verdad que se encargará de investigar los crímenes de la dictadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenemos que ir al encuentro del período más difícil de nuestra historia, que fue el de la dictadura para ganarnos el derecho a la verdad y la memoria, no como una actitud de revancha sino como un derecho de todos los brasileños a conocer su historia”, dijo la ministra. En 2009, la Corte Interamericana de Derechos Humanos condenó al gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva por no haber investigado los casos de desaparición y mantener vigente la Ley de Amnistía sancionada en 1979 por el dictador Joao Baptista Figueiredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“En Brasil, la transición (hacia la democracia) fue así, tranquila y sin esclarecer las violaciones a los Derechos Humanos, a nosotros, como militantes de izquierda, nos hubiese gustado que tuviéramos respuestas como las que dio la Argentina”, donde los represores fueron juzgados y condenados, “pero aquí tenemos otra trayectoria” dijo Do Rosario con un cierto dejo de resignación. Luego mencionó la “agilización” en la búsqueda de cuerpos de desaparecidos. Rou-sseff creó un grupo especial para trabajar en la identificación de restos hallados en San Pablo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de hoy, la Policía Federal y el Instituto Médico Legal de San Pablo comenzarán a trabajar en un centro de investigaciones montado para analizar los huesos encontrados en dos cementerios de la región paulista. &amp;lt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado el 14 de Febrero de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1739305885925977563?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1739305885925977563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-derechos-humanos-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1739305885925977563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1739305885925977563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-derechos-humanos-brasil.html' title='(Brasil - Derechos Humanos) - Brasil investigará la participación de sus militares en el Plan Cóndor'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8906386205421829486</id><published>2011-02-13T20:54:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T20:54:50.381-08:00</updated><title type='text'>Egypto - Política) - Fiesta y transición</title><content type='html'>Como la informatica resultó en mobilizaciones que culminaran con el ocaso de la Era Mubarak, pero no necesariamente&amp;nbsp;en ocaso del sistema que resultó en la&amp;nbsp;dictadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martín Granovsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Pagina 12 &lt;br /&gt;La argentina Flavia Palmiero y el egipcio Mohamed El Baradei no se conocen ni son amigos. Pero tienen algo en común: Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavia es mucho más linda que Mohamed. Buena actriz, como además trabaja de famosa sabe que no sólo tiene que mostrarse en un estreno como invitada especial sino también twittear. Los tweets ya son parte de su vida y también parte de la vida de sus 122 mil seguidores. El Baradei fue Premio Nobel de la Paz por su trabajo como jefe de la Organización Internacional de Energía Atómica. Combatió con trabajo la mentira de George W. Bush sobre que la dictadura iraquí tenía armas de destrucción masiva. Convertido en una de las pocas figuras emergentes del Egipto nuevo, El Baradei tiene la mitad de seguidores que Flavia: 64 mil. Y twittea poco. Pero cada tweet es un sacudón. La ventaja de las redes sociales es que son eso: sociales. La gente comunica, se comunica, cuenta cosas y, a veces, conoce gente. Otra ventaja es que, como cualquier tecnología, no significa nada en sí misma y cada uno la usa como quiere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No está ni bien ni mal charlar con amigas y amigos, desear buen fin de semana, demostrar ingenio y frescura o transmitir pocas consignas y bien contundentes. En un entorno 2.0, o sea bien horizontal, siempre hay alguien que utiliza tanta igualdad de oportunidades para buscar la consolidación de un liderazgo. En la farándula argentina o en la política egipcia también se juega prestigio, poder y convocatoria usando las redes sociales. Disculpas de @Granovskymartin a @FlaviaPalmiero, pero hoy vale la pena citar los tweets de @ElBaradei en el último mes. Los escribe en árabe y en inglés. “Cuando sólo cinco personas sobre 85 millones son elegibles para competir en elecciones presidenciales, boicotear esa decepción es la clave para recuperar nuestros derechos”, escribió el 9 de enero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 11 de enero twitteó cuál serían los pasos del cambio: “Período de transición, nueva Constitución, estado civil, democracia verdadera, igualdad de derechos y justicia social”. “El coraje del pueblo tunecino para aferrarse a su libertad y su dignidad es la luz que marca el camino”, escribió el 15 de enero. “El cambio sólo viene de adentro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tweet del 16 de enero: “La violencia actual en Túnez es producto de décadas de represión. El régimen egipcio debe entender que el cambio pacífico es la única salida”. “Apoyo absoluto a la convocatoria a cuatro manifestaciones pacíficas, versus represión &amp;amp; corrupción”, escribió @ElBaradei el 19 de enero. “Cuando el reclamo de cambio se pierde en oídos sordos, ¿qué otra opción queda?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 23: “Las amenazas de usar la violencia contra los participantes de una manifestación pacífica revela la peor cara de un régimen aterrorizado ante su propio pueblo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 10 de febrero Hosni Mubarak pronunció un discurso pero no anunció su renuncia. Mensaje de @ElBaradei: “Egipto va a explotar. Las fuerzas armadas deben salvar ya mismo al país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tweet del 11 de febrero: “Todo el país está en la calle. La única salida es que el régimen se vaya. El poder del pueblo no puede ser enfrentado. Vamos a ganar. Todavía tengo esperanzas de que las fuerzas armadas se sumen”. Mubarak renunció el viernes a la tarde. Twitteó @ElBaradei el mismo 11 de febrero, momentos después de la renuncia: “Hoy Egipto es una nación libre y orgullosa. Dios la bendiga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta anoche, ése era el último mensaje del Premio Nobel por Twitter. Hasta anoche, Egipto seguía envuelto en la magia de la libertad flamante, lustrosa, virgen. Banderas flameando en El Cairo y Alejandría. Millones de veintipico, de fiesta. En cada garganta, la melodía que se convirtió en el himno que cantan con suavidad millones de egipcios. La pueden escuchar y ver en http://bit.ly/hLDxhe. Son los primeros momentos de una revolución libertaria y, seguramente, marcan el comienzo de una transición.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tiene mucho sentido, en estos casos, confiar en la bola de cristal propia o ajena. Imposible saber con certeza cómo será el futuro, cuáles serán sus nombres y apellidos y qué calendario se pondrá en movimiento. ¿Aciertan quienes vislumbran una nueva Revolución de Octubre, como en la Rusia de 1917? ¿Tienen razón los que imaginan para Egipto la Revolución Francesa de 1789? ¿O se acerca más a los caminos posibles el editorial del semanario The Economist cuando descarta comparaciones entre el Egipto de estos días con la Francia de 1789, la Rusia de 1917 o el Irán de 1979? “Las protestas que surcan Medio Oriente tienen más cosas en común con el color popular de las revoluciones que cambiaron el mapa del mundo a fines del siglo XX”, dice The Economist en un texto previo al fin de Mubarak. “Son protestas pacíficas, populares (no hay un Robespierre o un Trotsky moviendo los hilos tras bambalinas) y seculares”, define. Al mismo tiempo, admite que Egipto es un país pobre pero advierte que cuenta con “una elite refinada, una clase media bien educada y un fuerte sentido del orgullo nacional”, tres elementos para pensar que los egipcios podrán construir un nuevo orden institucional. Si, como parece, después de esta resistencia libertaria pero insistente no llega una situación explosiva sino una transición, Egipto pasará de los brillos de la fiesta, de los colores y las canciones, de los tanques con flores como en la Revolución de los Claveles del Portugal ’75, a la gama de blancos, negros y grises de la construcción democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De las risas en la plaza Tahrir a la transición con sus caras típicas y contradictorias: los militares del antiguo régimen tratando de asegurarse un mubarakismo sin Mubarak, otros, quizás más lúcidos, imaginando una etapa distinta, las figuras nuevas, los dirigentes que surgen y caen y los que nacen y quedan, la pelea entre laicistas y confesionales, la convivencia secular entre musulmanes seculares y musulmanes islamistas, las diferencias entre fundamentalistas filosóficos y fundamentalistas agresivos como los que dieron origen al ingeniero Ayman al Zawahiri, el número dos de Osama bin Laden, las presiones de Washington y Teherán para convertir a los nuevos gobernantes en sátrapas, como los viejos delegados coloniales, la simpatía de los pueblos del mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cuando alguien comprende que obedecer leyes injustas va contra la dignidad del hombre, ninguna tiranía puede dominarlo”, dijo el Mahatma Gandhi en menos de 140 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buena frase para Twitter, ¿no?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación:: 13.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8906386205421829486?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8906386205421829486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egypto-politica-fiesta-y-transicion.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8906386205421829486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8906386205421829486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egypto-politica-fiesta-y-transicion.html' title='Egypto - Política) - Fiesta y transición'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2430913612194177209</id><published>2011-02-13T20:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T20:04:25.231-08:00</updated><title type='text'>(Egipto - Politica)Plaza Tahir: el giro de la historia</title><content type='html'>Periodista que es coresponsal en Egypto hace más de 30 años analisa el fin&amp;nbsp;del dictador Hosny Mubarak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Fisk*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luego de estar en Irlanda del Norte y vivir los días posteriores a la revolución portuguesa, llegué a Medio Oriente en junio de 1976 y me instalé en El Cairo con el encargo de cubrir una de las interminables negociaciones para poner fin a la guerra civil en Líbano. Pero luego de comer vegetales sin lavar en un restaurante local me dio gastroenteritis –fiebre entérica es una frase tallada en muchas lápidas de Raj– y pasé noche tras noche con ratas en el estómago y chorreando sudor en el lino de la cama. La primera vez que me aventuré a la calle me desmayé sobre una banca de concreto de una parada de autobuses, entre un paso a desnivel y una plaza con pasos elevados de hierro quemante, repletos de egipcios que vociferaban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allí estuve inconsciente durante cinco horas. Nadie acudió en mi auxilio. Desperté adolorido, seguro de que el mundo árabe debía ser un lugar duro y cruel. Hasta escribí mi renuncia al puesto de corresponsal del Times en Medio Oriente… luego de una semana de haber sido contratado. La mugre de la estación de autobuses, el olor a orines, el caliente estalinismo de concreto del edificio Mugama a mis espaldas –monstruosidad estajanovista donde día tras día buscaba la extensión de mi visa– me convencieron de que no podía trabajar en la fétida dictadura de Anuar Sadat. Mi enfermedad era lástima de mí mismo. La plaza se llamaba Tahrir. Casi 36 años después, he merodeado por este sitio como si fuera mi hogar, con sus decenas de miles de valerosos demócratas exigiendo un Egipto que ni yo ni ellos llegábamos siquiera a soñar. De hecho, muchos de los jóvenes hombres y mujeres que se acercaban a todo extranjero gritando ¡Viva Egipto! no habían nacido cuando yo yacía en esa banca de concreto. La estación es hoy el edificio de un nuevo hotel –que ha servido de baño común en las pasadas tres semanas, el olor a orines aún está allí–; el Mugama, tan terrible como siempre, está vacío, pues sus legiones de burócratas han sido impedidos de entrar a la plaza por los revolucionarios del nuevo Egipto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La historia ha llegado en grandes sorbos, a veces sangrientos, casi siempre valerosos, inspiradores, terribles. He descrito un círculo completo. Gracias al cielo nunca envié esa renuncia al Times. Supongo que los reporteros, al igual que las naciones, crecen; la perspectiva es un raro instinto. Lo que hace tres décadas y media eran notas para un periódico –la dictadura de Sadat pronto fue sucedida por la todavía más deprimente de Mubarak– se convirtió esta semana en una epopeya en pantalla ancha, con un elenco de millones: una historia imperecedera de libertad contra la represión del Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resulta extraño cómo el mundo del cine logra capturar la realidad. En El tercer hombre hay un momento maravilloso en el que dos oficiales británicos esperan junto a una pared en la Viena de posguerra con la esperanza de atrapar al multiasesino Harry Lime. De las sombras no surge Lime, sino una extraña criatura con unos globos en la mano, que pregunta en voz baja a los soldados si quieren comprar uno. Hace un par de semanas me abría paso boqueando por la calle Champollion, frente a la plaza Tahrir, con Cecilia Udden, de la televisión sueca. Ambos teníamos náuseas por los vapores del gas lacrimógeno, el lugar vibraba con los disparos de pistolas aturdidoras de la policía de seguridad del Estado, y entonces una figura ataviada con una túnica salió de una calle lateral y se nos acercó entre el humo, agitando algo en la mano. ¿Papiro?, preguntó en tono lastimero. ¿Una imagen de Ramsés Segundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes son los contrastes de la historia, y no siempre cómodos. Mi colega Don Macintyre (quien se parece a Jack Hawkings en el papel del general Allenby en Lawrence de Arabia) entrevistó a una pareja de británicos que se iba de Egipto, en el aeropuerto de El Cairo. Cuando les pidió sus nombres, ella se negó porque, dijo, trabajaba en un departamento del gobierno en Gran Bretaña. En la plaza Tahrir, egipcios que corrían peligro de ser arrestados al instante por los esbirros de Mubarak nos daban con orgullo su nombre completo, ansiosos por demostrar su fe en la libertad y su desprecio por la policía. ¿Qué nos dice esto sobre nosotros? El Egipto antimubarakita nos enseña una cosa; la Gran Bretaña cameronita, otra muy distinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y luego está el hombre que quería ser rey, Omar Suleiman, charlando con periodistas de la televisión egipcia, confiado, amistoso, paternalista. Luego, de pronto, advirtió a los reporteros que murciélagos salidos de la noche están aterrorizando al pueblo egipcio. ¿Estaría en sus cabales? Allá por la década de 1930, mi padre, subtesorero en el municipio de Birkenhead, descubrió que un amigo había sido encerrado en lo que entonces se llamaba un asilo para lunáticos. Fisk al rescate. Bill se presentó en el asilo, escuchó la racional explicación de su amigo de que se había cometido un terrible error, y se ofreció de inmediato a llevarlo a las autoridades de salud para que se enmendara el entuerto. Pero no puedo irme, anunció de pronto el amigo, metiendo los dedos en un enchufe eléctrico. Mira, soy un foco; si me llevas, todas las luces del asilo se apagarán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Será Omar Suleiman un foco? Qué occidental me muestro al preguntar eso. En la poesía árabe, donde la metáfora es tan distintiva como lo era en la poesía británica de principios del siglo XVII, la expresión murciélagos de la noche casi siempre se refiere a una criatura espantosa que surge sólo en la oscuridad, con una ciega capacidad de infundir terror. Suleiman hablaba casi de seguro de los ladrones e incendiarios que han atacado los hogares egipcios en las noches –muchos de esos murciélagos, pero no todos, han sido policías vestidos de civil, una distinción que Suleiman sin duda no hizo–, y de este modo la tradición literaria árabe se fundió con la retórica de una dictadura agonizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿En verdad agonizaba?, nos preguntamos durante las pasadas tres semanas. La misma pregunta se hacían los manifestantes de la plaza Tahrir, porque las revoluciones, los levantamientos, intifadas, las explosiones políticas, no tienen reglas ni calendarios. Como en toda página en la historia, al mirar al espejo tenemos que esperar con paciencia el valor, la sangre y la traición. La noche del jueves esperábamos que Mubarak se fuera, pero el anciano se volvió a su pueblo con un discurso de tal narcisismo y autoengaño que nos quitó el aliento. Él era el auténtico foco, el verdadero murciélago salido de la noche. La noche del viernes, el murciélago voló.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)&amp;nbsp;corresponsal en Oriente Medio del diario británico The independent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 13/02/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2430913612194177209?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2430913612194177209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egipto-politicaplaza-tahir-el-giro-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2430913612194177209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2430913612194177209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egipto-politicaplaza-tahir-el-giro-de.html' title='(Egipto - Politica)Plaza Tahir: el giro de la historia'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8880848151855807928</id><published>2011-02-13T19:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T19:45:13.896-08:00</updated><title type='text'>(Egipto - Política) - La era de la razón política está regresando al mundo árabe</title><content type='html'>La queda de Mubrak es un hecho historico con consequencias en toda la región&amp;nbsp;y una demonstración de la fuerza del pueblo egipcio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tariq Ali *&amp;nbsp;· &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Fuente: SinPermiso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noche gozosa en El Cairo. ¡Qué bendición, ser egipcio y árabe! Cantan en la Plaza de Tahrir: "¡Egipto es libre"!, "¡hemos ganado!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El solo derrocamiento de Mubarak (y la recuperación de los 40 mil millones de dólares saqueados al tesoro nacional), aunque no hubiera ulteriores reformas, ya sería considerado en la región y en Egipto como enorme triunfo político. Liberará nuevas fuerzas. Una nación que ha sido testigo de movilizaciones de masas y de un enorme crecimiento de la consciencia política popular no puede ser fácilmente aplastada: Túnez lo demuestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La historia árabe, a pesar de las apariencias, no es estática. Poco después de la victoria israelí de 1967, que significó la derrota del nacionalismo árabe laico, uno de los más grandes poetas árabes, Nizar Qabbani, dejó esto escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niños árabes, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mazorcas del futuro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vosotros romperéis nuestras cadenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruiréis el opio que nubla nuestra mente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruiréis las ilusiones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niños árabes, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No leáis sobre nuestra generación sofocada, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos un caso perdido,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insignificantes como monda de sandía. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No leáis sobre nosotros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nos imitéis, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nos aceptéis, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aceptéis nuestras ideas, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos una nación de pícaros y tramposos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Niños árabes, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lluvia de primavera,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mazorcas del futuro, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vosotros sois la generación que habrá de superar la derrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Cómo le habría gustado ver cumplida su profecía! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La nueva oleada de oposición de masas acontece cuando no hay ya partidos nacionalistas radicales en el mundo árabe, y eso es lo que ha dictado la táctica empleada: enormes asambleas en espacios simbólicos, en abierto e inmediato desafío a la autoridad. Como si dijeran: estamos mostrando nuestra fuerza; no queremos ponerla a prueba, porque ni estamos organizados ni estamos preparados para ello, pero si nos masacráis, recordad que el mundo está observando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esa dependencia de la opinión pública global es conmovedora, pero es también un signo de debilidad. Si Obama y el Pentágono hubieran ordenado al Ejército egipcio despejar la plaza –fuera cualquiera el coste—, los generales habrían probablemente obedecido las órdenes, aun tratándose, para ellos, si no también para Obama, de una operación de alto riesgo. Podría haber divorciado al alto mando de la soldadesca y de la baja oficialidad, muchos de cuyos amigos y familiares se están manifestando, y muchos de los cuales saben y sienten que las masas llevan razón. Eso habría significado un levantamiento revolucionario que ni Washington ni los Hermanos Musulmanes –el partido del cálculo frío— deseaban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La demostración de fuerza popular ha bastado para desembarazarse del actual dictador, que sólo estaba dispuesto a marcharse si los EEUU decidían quitarlo de en medio. Tras mucha vacilación, es lo que terminado haciendo. No les quedaba otra opción seria. Pero la victoria es del pueblo egipcio; su infinito coraje y sus sacrificios la hicieron posible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que las cosas terminaron mal para Mubarak y su viejo palafrenero. El fracaso de su envío de partidas de matones de los servicios de seguridad para desbaratar la manifestación y despejar la plaza fue un clavo más en el ataúd. La creciente marea de las masas egipcias, con trabajadores lanzados a la huelga, jueces manifestándose en las calles, y la amenaza de multitudes aún mayores para la próxima semana, hizo imposible para Washington seguir fiándolo todo a Mubarak y a sus amiguetes. El hombre al que Hilary Clinton se había referido como a un amigo leal, y más que eso, como a un "miembro de la familia", estaba amortizado. Los EEUU decidieron contener las pérdidas, y autorizaron la intervención militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar Suleiman, un viejo favorito de Occidente, era el elegido como vicepresidente por Washington, con el apoyo de la Unión Europa, para supervisar una "transición ordenada". Suleiman siempre fue visto por el pueblo como un torturador brutal y corrupto, como un hombre que no sólo da las órdenes, sino que participa en el proceso. En un documento de Wikileaks aparece un antiguo embajador estadounidense alabando a Suleiman por no ser "blandengue". El nuevo vicepresidente había advertido a la protesta multitudinaria el pasado martes de que si no se desmovilizaba voluntariamente, el ejército estaba preparado: la única opción sería el golpe. Y lo fue, pero contra el dictador al que los militares habían respaldado durante 30 años. Era la única forma de estabilizar al país. No había regreso posible a la "normalidad".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La edad de la razón política ha regresado al mundo árabe. La gente está harta de sentirse colonizada y toreada. Entretanto, la temperatura política está subiendo en Jordania, Argelia y el Yemen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Tariq Ali es miembro del consejo editorial de SIN PERMISO. Su último libro publicado es The Duel: Pakistan on the Flight Path of American Power [hay traducción castellana en Alianza Editorial, Madrid,2008: Pakistán en el punto de mira de Estados Unidos: el duelo].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Puclicación: 13/02/11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8880848151855807928?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8880848151855807928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egipto-politica-la-era-de-la-razon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8880848151855807928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8880848151855807928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/egipto-politica-la-era-de-la-razon.html' title='(Egipto - Política) - La era de la razón política está regresando al mundo árabe'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1798721025151795344</id><published>2011-02-13T19:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T19:13:24.650-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Meio Ambiente) - O Flagelo Thyssenkrupp-CSA</title><content type='html'>Carta de Santa Cruz informa como a empresa alemã age no bairro carioca de Santa Cruz e como a comunidade local padece com os efeitos da violação do meio ambiente provocado pela fábrica lá instalada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comissão de Moradores da Comunidade Organizada de Santa Cruz*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, moradores, pescadores, donas de casa, operários, estudantes, desempregados, jovens, crianças e&lt;br /&gt;idosos, homens e mulheres de Santa Cruz no município do Rio de Janeiro estamos sofrendo com os&lt;br /&gt;impactos negativos da Thyssenkrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico desde 2006, início da instalação da TK-CSA. Desde então vários grupos e organizações vêm denunciando,dentro e fora do Brasil, crimes socioambientais,violações de direitos humanos e danos a saúde da população,cometidos pela TK-CSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público já denunciou a TKCSA por gerar poluição atmosférica em níveis capazes de provocar danos à saúde humana, reconheceu que houve falsificação de assinaturas da população para audiência pública sobre a instalação da TK-CSA e ajuizou uma ação penal responsabilizando a empresa e dois de seus diretores por crimes ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra fatos, estão sendo construídos discursos que não são verdadeiros mas, vamos a eles e seus&lt;br /&gt;contra-argumentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A)A TK-CSA irá trazer empregos e desenvolvimento.&lt;br /&gt;A CSA gerou emprego para 10 mil pessoas na sua fase de construção e serão apenas 3,5 mil após seu&lt;br /&gt;pleno funcionamento. A mão-de-obra usada na construção não será absorvida pela indústria. Um dos&lt;br /&gt;critérios internacionais do programa de desenvolvimento das Nações Unidas, aponta para 1 emprego&lt;br /&gt;gerado a cada 200 mil reais investidos,ou menos.Ora, se considerarmos o investimento de 7 bilhões de&lt;br /&gt;reais, deixando de lado todas as isenções fiscais concedidas pelos governos e, dividirmos pelos 10 mil&lt;br /&gt;trabalhadores da fase de construção,mais os 3,5 mil após seu pleno funcionamento; cada emprego estará&lt;br /&gt;sendo gerado a um custo de mais de 500 mil reais. Quase 3 vezes mais do que a referência de geração de empregos. E, se considerarmos apenas os 3,5 mil empregos o custo chega a 2 milhões de reais para cada emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B)Aconteceram dois acidentes na TK-CSA que emitiram uma fuligem pesada no ar de Santa Cruz.&lt;br /&gt;Para este argumento convidamos os interessados a passarem um dia e uma noite em nossas casas&lt;br /&gt;quando poderão constatar que a emissão de poluentes continua de forma sistemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C)O material emitido no ar da região de Santa Cruz, é grafite&amp;nbsp; Mesmo que fosse grafite é reconhecido os efeitos negativos no ambiente e à saúde,além disso o instituto de geociências da UFRJ detectou que houve um aumento de 600% na emissão de ferro na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D)Uma empresa independente está fazendo a auditoria da TK-CSA&lt;br /&gt;O empreendimento TK-CSA tem a empresa Vale como uma de suas acionistas e A Usiminas, escolhida&lt;br /&gt;para fazer a auditoria tem como parte de suas ações a PREVI que é um dos maiores controladores da Vale que em 2008 detinha ações da Usiminas. O que comprova o conflito de interesses e descaracteriza a independência exigida pelo ministério público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E)A TK-CSA tem legitimidade técnico-ambiental para funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) O ministério público e o IBAMA reconhecem irregularidades na licença de operação provisória&lt;br /&gt;concedida pela FEEMA; (2)Técnicos da Fiocruz alertam que a matriz energética e o modelo de produção e altamente poluente;(3) as isenções fiscais concedidas pela lei municipal 4372 de 13 de junho 2006 estão atreladas a cuidados ambientais, mas, a destruição do mangue local e o desvio do canal São Fernando ocasionando enchentes são apenas dois exemplos que não deveriam garantir os benefícios da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos motivos para a preocupação, pois a TK-CSA está funcionando com apenas dois fornos em um&lt;br /&gt;total previsto de oito fornos, mais a fabricação de cimento para breve.&lt;br /&gt;Nossa preocupação é Licença de Operação Permanente a ser concedida no próximo mês será um crime&lt;br /&gt;socioambiental colocando em risco a vida de mais de 6 mil famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda acreditamos nas instituições brasileiras, apesar de não encontrarmos assistência médica&lt;br /&gt;satisfatória na região para problemas respiratórios e de pele, ainda mais, depois do acidente no hospital Pedro II, quando a partir de então, todo o seu atendimento foi suspenso. Ainda acreditamos, apesar do medo de alguns em falar sobre determinados assuntos. Ainda acreditamos, apesar do descaso dos poderes legislativo e executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, moradores, pescadores, donas de casa, operários, estudantes, desempregados, jovens, crianças e&lt;br /&gt;idosos, homens e mulheres de Santa Cruz, ainda acreditamos que o Flagelo TK-CSA não conseguira&lt;br /&gt;reduzir a vantagem tenaz da vida sobre a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Jaci do Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua 20,nº 290&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjunto Novo Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel:3365-5406&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rodolfo Lobato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua 2,n° 120, casa 01, conjunto Alvorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel:8780-4136&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: rodolfolobato8@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Antônio Pellegrini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua 03, nº 219, casa 02, conjunto Alvorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel: 3365-1169&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: pellegriniantoniojorge@bol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Luis Otavio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Conjunto Novo Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel: 3354-7821&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: luisotaviogomes@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Margarete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua 20,n°632, Conjunto Novo Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel:3365-6316&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: margarete92@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Wanderlei de Paula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua 20, n°330, Conjunto Novo Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tel: 3158-9797&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: wanderley65@r7.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Eliane Mesquita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conjunto Guandu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Cruz, Rio de Janeiro, RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:emesquita2@gmail.com"&gt;emesquita2@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Data de Pubicaçao: 13.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1798721025151795344?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1798721025151795344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-meio-ambiente-o-flagelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1798721025151795344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1798721025151795344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-meio-ambiente-o-flagelo.html' title='(Brasil - Meio Ambiente) - O Flagelo Thyssenkrupp-CSA'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-6476354438642985614</id><published>2011-02-13T16:42:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T16:42:06.630-08:00</updated><title type='text'>(Venezuela - Política) - La democracia participativa versus la seudo democracia neoliberal</title><content type='html'>La derecha venezolana apuesta a la violencia y al escenario internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego Olivera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Barometro Internacional &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La conformación de una nueva Asamblea Nacional (AN) en el año 2011 ha conllevado al parlamento y a la sociedad a un nuevo debate: la conceptualización de la categoría Democracia, un concepto acuñado en los debates filosóficos de la Antigua Grecia, donde la creación de un senado representado por nobles (patricios), dirigía a la mayorías sociales organizadas en plebe o esclavos, sin derechos a la tierra, ni a la vida. En esa sociedad surgieron los primeros esbozos de un modelo de democracia, pasaron muchos siglos donde los imperios y los señores feudales dominaron al mundo sin hablar de libertades o democracia. En los albores de la revolución industrial y posteriormente en la revolución francesa, se comenzaron a esbozar conceptos humanistas, basados en los principios de libertad, igualdad y fraternidad, que sucumbieron con la creación de la burguesía y el nuevo modelo mercantilista. Sólo a mediado del siglo XIX surgió una nueva idea de sociedad y democracia, la socialista. Muchos revolucionarios socialistas, humanistas, libertarios, debatieron, estudiaron y crearon una concepción revolucionaria, que generó procesos y cambios en lugres como la vieja Rusia Zarista, China, Vietnam o Cuba. Hoy hablamos de socialismo y de democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El término democracia ha generado hoy un importante debate en la sociedad venezolana. Entre la democracia representativa y la democracia participativa y protagónica no estamos haciendo juego de palabras o de semántica. Son dos nociones de modelo de sociedad, la primera sustentada por los sectores del poder económico, emergentes de las dictaduras de Gómez y Pérez Jiménez, en casi 4 décadas de poderes militares, que dieron paso a la rebelión social de 1959. Aquel 23 de enero que produjo un gran movimiento social que derrocó al régimen militar, pero que sucumbió ante el poder de una burguesía y una nueva clase media rentista, que no vino a generar un modelo de desarrollo económico, sino a vivir de las dádivas de los recursos naturales y de la importación. Así se logró transformar la sociedad venezolana en una sociedad consumista, y generar en ella hábitos de corrupción y de dependencia de cargos políticos. Muchos de estos males persisten en nuestra sociedad actual, son parte del debate interno, en la búsqueda de transformar la sociedad en un modelo nuevo de democracia, en el marco de una vía socialista, que invariablemente debe estar sustentada en la participación popular, no solo en eventos de calle o en asambleas legislativas, sino en las nuevas leyes del Poder Popular, en la creación de la Comunas y en su desarrollo, como formas de vida comunitaria, sustentable en proyectos socio productivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy la visión de una sociedad democrática pasa por la igualdad social &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La búsqueda de un debate a nivel de la sociedad pasa invariablemente por la AN, el marco concebido por la Constitución de Venezuela para legislar y ser representantes de la mayoría del pueblo venezolano. Esta aspiración ha sido atropellada por un debate insano e irrespetuoso de la bancada de MUD, con 65 diputados, que ha tratado de frenar o sabotear las sesiones plenarias. Parte de esa estrategia pasa por la agresión verbal al presidente de la AN, por los diputados José Caldera y Julio Borges, y ahora por una acción el diputado Alfonso Marquina, quien claramente ofuscado, golpeó al diputado del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), Henry Ventura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero lo mas preocupante no pasa por los excesos de este sector político, pasa por la carencia de una concepción o un modelo de sociedad. No hay propuestas reales, solo hay un criticismo absoluto y el objetivo de volver al modelo anterior, el cual sucumbió por su propia incapacidad para crear una Venezuela sustentable. El desgaste de ese modelo culminó en el Carachazo, estallido social en 1989 y la destitución del presidente Carlos Andrés Pérez, lo que dio paso a un gobierno organizado en una coalición de pequeños partidos, que llevó a Rafael Caldera a la presidencia, luego de este haberse salido del partido de su vida COPEI (socialcristiano). El fracaso de este modelo democrático partidista de 40 años, alejado de la sociedad, generó el triunfo del hoy presidente Hugo Chávez Frías, que en un proceso de debates e inclusión social, ha centrado en la vida venezolana, no solo el conocimiento de una nueva alternativa de sociedad, sino la capacidad de el propio pueblo de dirigir sus Consejos Comunales (organización popular por sectores), o de organizar Comunas con autonomía y recursos propios, para crear una sociedad sustentable.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La defensa de un modelo en quiebra sigue siendo la esperanza de la derecha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El fracaso del modelo neoliberal -no solo en América Latina en la década de los 80 y 90 del siglo XX- que generó varias décadas de retroceso económico, y que también generó la crisis en EEUU, conocida como la burbuja inmobiliaria (especulación financiera y bursátil), dejó al desnudo una sociedad basada en las bolsas financieras y una economía sustentada en el libre mercado, sin planificación, apoyadas en la usura y la especulación, que golpeó también la economía de Europa, llevando a los mas países mas pequeños a ajustes neoliberales, en manos del funesto Fondo Monetario Internacional (FMI), los que hoy viven huelgas y despidos, mostrando de esa manera la verdadera cara de un modelo sustentado por los grandes capitales y las corporaciones que rigen los destinos del mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero la derecha venezolana sigue acudiendo a los escenarios internacionales de EE.UU., a la Organización de Estados Americanos (OEA), o al Parlamento Europeo, para solicitar la intromisión de estos estados e instituciones transnacionales en los asuntos internos de Venezuela, asuntos que sólo competen a sus ciudadanos y sus autoridades legítimamente elegidas en las distintas elecciones avaladas por los testigos de organizaciones nacionales e internacionales. Hoy la derecha solo apoya sus posturas en las críticas descalificadotas al gobierno, en la calificación de mentira ante cualquier informe o análisis del gobierno, sin verificar cifras, ni investigar, se limitan solamente decir no, mostrando una oposición acérrima, sin ideas y sin propuestas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria difícil que estos sectores puedan sustentar un debate sobre conceptos de democracia, porque el solo hecho de la Ley de las Comunas, donde se transfieren poder y recursos a las comunidades, generó pánico, porque se desplazaban a los gobiernos regionales y locales, dando el protagonismo al pueblo organizado, un pecado contra el capital y la manipulación de fondos de algunos funcionarios. Es importante señalar que la propuesta de una sociedad socialista también sigue en debate en la construcción de esa democracia participativa y protagónica, porque los socialistas deben aprender de las experiencias y de los errores que conllevaron al fracaso de un modelo -no de una sociedad socialista- sino por los errores partidistas y humanos, que anteponían el aparato burocrático a los interés de la sociedad en su conjunto. Hoy se busca articular un modelo no exento de errores, de dificultades, pero sí obligado a resolver las necesidades de la sociedad y del pueblo, que espera una sociedad distinta, basada en la igualdad de deberes y derechos, con capacidad de decidir y de crear su propio modelo popular de socialismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 13.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-6476354438642985614?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/6476354438642985614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/venezuela-politica-la-democracia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6476354438642985614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6476354438642985614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/venezuela-politica-la-democracia.html' title='(Venezuela - Política) - La democracia participativa versus la seudo democracia neoliberal'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-4253797447618772926</id><published>2011-02-08T11:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T11:45:22.971-08:00</updated><title type='text'>(Uruguay - Derechos Humanos) - Periodista uruguayo es amenazado por la extrema derecha</title><content type='html'>Roger Rodrigues es amenazado por “grupo en apoyo al foro Libertad y Concordia” creado por María Noel Larrosa Rombys, hija del conocido torturador “El Negro Larorosa (18)” y familiar del Mayor Héctor Rombys, ex segundo jefe del Batallón de Paracaidistas 14 durante la jefatura del Coronel Baudean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adhieren a este grupo familiares de militares y ex militares, simpatizantes, políticos, fascistas, nazis y grupos de ultraderecha que declararon una “guerra psicopolítica” contra el poder judicial y el gobierno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Grupo de facebook en apoyo a los derechos humanos y por la anulación de la Ley de Caducidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;\&lt;br /&gt;Ahora amenazan al periodista e investigador Roger Rodríguez a partir de la nota publicada en Caras &amp;amp; Caretas: “La ofensiva de los indagables”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: Caras y Caretas - http://www.carasycaretas.com.uy/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Marcos Varela González marcó y publicó un mapa con el domicilio personal y el teléfono de Roger Rodríguez en lo que constituye una velada amenaza a su seguridad personal que preocupa a quienes buscamos la justicia y la verdad para poder afianzar la democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una costumbre de nuestra historia reciente. Cuando querían apresar o matar un compañero, marcaban sus casas con una cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dice: “Juan Roger Rodríguez Chanardi. Es de a ratos periodista del pasquín difamatorio “La República”, en otras “Investigador privado sin patente” y testigo de oídas (cuando lo dejan) De algo hay que vivir y este es su curro. El citado es hijo de Hermes Rodríguez y Teresa Chanardi, teniendo como cédula de identidad Nº 1.651.576-2. Vivía en la calle Kossuth Nº 4272. Teléfono 2215-4456 y es nacido el 1º de febrero de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se solicita a los miembros del grupo de Apoyo al Foro, confirmar la ubicación de la calle KOSSUTH. Gracias”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Varela es egresado de la Escuela de las Américas, Caballería – Blandengues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodríguez es un periodista e investigador reconocido por su contribución al esclarecimiento de las violaciones a los derechos humanos durante la dictadura cívico militar, y a la construcción de la memoria colectiva sobre el pasado reciente de nuestro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha sido homenajeado por las organizaciones que trabajan desde hace años en el esclarecimiento de los crímenes de lesa humanidad cometidos durante la dictadura uruguaya: Asociación de Familiares de Detenidos Desaparecidos, Amnistía Internacional Uruguay, Comisión de Asesinados Políticos por la Dictadura, Crysol (Colectivo de ex presos y presas políticos), Comisión de Derechos Humanos del PIT- CNT, Instituto de Estudios Legales y Sociales del Uruguay (Ielsur), Instituto Solidaridad y Desarrollo (Isode), Servicio de Rehabilitación Social (Sersoc) y Serpaj (Servicio de Paz y Justicia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El periodista ya ha hecho la denuncia en APU (Asociación de la Prensa Uruguay).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos y todas los usuarios de esta red social Facebook, repudiamos estos hechos y apoyamos al compañero Roger Rodríguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo tanto estaremos atentos y pedimos difundir esta nota por todas las redes sociales, prensa, blogs, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Memoria, Verdad y Justicia y Nunca Más Terrorismo de Estado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de facebook en apoyo a los derechos humanos y por la anulación de la Ley de Caducidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodrigues es amenzado por&amp;nbsp;“GRUPO EN POYO AL FORO LIBERTAD Y CONCORDIA” creado por María Noel Larrosa Rombys, hija del conocido torturador “El Negro Larrosa (18)” y familiar del Mayor Héctor Rombys, ex segundo jefe del Batallón de Paracaidistas 14 durante la jefatura del Coronel Baudean. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adhieren a este grupo familiares de militares y ex militares, simpatizantes, políticos, fascistas, nazis y grupos de ultraderecha que declararon una “guerra psicopolítica” contra el poder judicial y el gobierno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link grupo en apoyo al “Foro Libertad y Concordia”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.facebook.com/home.php?sk=group_107635519311685&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“GRUPO EN POYO AL FORO LIBERTAD Y CONCORDIA” creado por María Noel Larrosa Rombys, hija del conocido torturador “El Negro Larrosa (18)” y familiar del Mayor Héctor Rombys, ex segundo jefe del Batallón de Paracaidistas 14 durante la jefatura del Coronel Baudean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adhieren a este grupo familiares de militares y ex militares, simpatizantes, políticos, fascistas, nazis y grupos de ultraderecha que declararon una “guerra psicopolítica” contra el poder judicial y el gobierno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link grupo en apoyo al “Foro Libertad y Concordia”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.facebook.com/home.php?sk=group_107635519311685&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahora amenazan al periodista e investigador Roger Rodríguez a partir de la nota publicada en Caras &amp;amp; Caretas: “La ofensiva de los indagables”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: Caras y Caretas - http://www.carasycaretas.com.uy/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Marcos Varela González marcó y publicó un mapa con el domicilio personal y el teléfono de Roger Rodríguez en lo que constituye una velada amenaza a su seguridad personal que preocupa a quienes buscamos la justicia y la verdad para poder afianzar la democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una costumbre de nuestra historia reciente. Cuando querían apresar o matar un compañero, marcaban sus casas con una cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dice: “Juan Roger Rodríguez Chanardi. Es de a ratos periodista del pasquín difamatorio “La República”, en otras “Investigador privado sin patente” y testigo de oídas (cuando lo dejan) De algo hay que vivir y este es su curro. El citado es hijo de Hermes Rodríguez y Teresa Chanardi, teniendo como cédula de identidad Nº 1.651.576-2. Vivía en la calle Kossuth Nº 4272. Teléfono 2215-4456 y es nacido el 1º de febrero de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se solicita a los miembros del grupo de Apoyo al Foro, confirmar la ubicación de la calle KOSSUTH. Gracias”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Varela es egresado de la Escuela de las Américas, Caballería – Blandengues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodríguez es un periodista e investigador reconocido por su contribución al esclarecimiento de las violaciones a los derechos humanos durante la dictadura cívico militar, y a la construcción de la memoria colectiva sobre el pasado reciente de nuestro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha sido homenajeado por las organizaciones que trabajan desde hace años en el esclarecimiento de los crímenes de lesa humanidad cometidos durante la dictadura uruguaya: Asociación de Familiares de Detenidos Desaparecidos, Amnistía Internacional Uruguay, Comisión de Asesinados Políticos por la Dictadura, Crysol (Colectivo de ex presos y presas políticos), Comisión de Derechos Humanos del PIT- CNT, Instituto de Estudios Legales y Sociales del Uruguay (Ielsur), Instituto Solidaridad y Desarrollo (Isode), Servicio de Rehabilitación Social (Sersoc) y Serpaj (Servicio de Paz y Justicia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El periodista ya ha hecho la denuncia en APU (Asociación de la Prensa Uruguay).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos y todas los usuarios de esta red social Facebook, repudiamos estos hechos y apoyamos al compañero Roger Rodríguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo tanto estaremos atentos y pedimos difundir esta nota por todas las redes sociales, prensa, blogs, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Memoria, Verdad y Justicia y Nunca Más Terrorismo de Estado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo de facebook en apoyo a los derechos humanos y por la anulación de la Ley de Caducidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: Caras y Caretas - http://www.carasycaretas.com.uy/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Marcos Varela González marcó y publicó un mapa con el domicilio personal y el teléfono de Roger Rodríguez en lo que constituye una velada amenaza a su seguridad personal que preocupa a quienes buscamos la justicia y la verdad para poder afianzar la democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una costumbre de nuestra historia reciente. Cuando querían apresar o matar un compañero, marcaban sus casas con una cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dice: “Juan Roger Rodríguez Chanardi. Es de a ratos periodista del pasquín difamatorio “La República”, en otras “Investigador privado sin patente” y testigo de oídas (cuando lo dejan) De algo hay que vivir y este es su curro. El citado es hijo de Hermes Rodríguez y Teresa Chanardi, teniendo como cédula de identidad Nº 1.651.576-2. Vivía en la calle Kossuth Nº 4272. Teléfono 2215-4456 y es nacido el 1º de febrero de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se solicita a los miembros del grupo de Apoyo al Foro, confirmar la ubicación de la calle KOSSUTH. Gracias”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héctor Varela es egresado de la Escuela de las Américas, Caballería – Blandengues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Rodríguez es un periodista e investigador reconocido por su contribución al esclarecimiento de las violaciones a los derechos humanos durante la dictadura cívico militar, y a la construcción de la memoria colectiva sobre el pasado reciente de nuestro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha sido homenajeado por las organizaciones que trabajan desde hace años en el esclarecimiento de los crímenes de lesa humanidad cometidos durante la dictadura uruguaya: Asociación de Familiares de Detenidos Desaparecidos, Amnistía Internacional Uruguay, Comisión de Asesinados Políticos por la Dictadura, Crysol (Colectivo de ex presos y presas políticos), Comisión de Derechos Humanos del PIT- CNT, Instituto de Estudios Legales y Sociales del Uruguay (Ielsur), Instituto Solidaridad y Desarrollo (Isode), Servicio de Rehabilitación Social (Sersoc) y Serpaj (Servicio de Paz y Justicia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El periodista ya ha hecho la denuncia en APU (Asociación de la Prensa Uruguay).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos y todas los usuarios de esta red social Facebook, repudiamos estos hechos y apoyamos al compañero Roger Rodríguez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo tanto estaremos atentos y pedimos difundir esta nota por todas las redes sociales, prensa, blogs, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¡Memoria, Verdad y Justicia y Nunca Más Terrorismo de Estado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-4253797447618772926?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/4253797447618772926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-derechos-humanos-periodista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4253797447618772926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4253797447618772926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/uruguay-derechos-humanos-periodista.html' title='(Uruguay - Derechos Humanos) - Periodista uruguayo es amenazado por la extrema derecha'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-3868825601781741468</id><published>2011-02-08T03:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T03:59:15.104-08:00</updated><title type='text'>(Iraque - Violência) - Desaparecimentos forçados e pessoas desaparecidas</title><content type='html'>Segundo dados da ONU, o Iraque tem o maior número de pessoas desaparecidas no mundo. O número pode chegar a um milhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirk Adriaensens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Truthout - Tradução de F.Macias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Editor: O que segue é uma adaptação da apresentação que Dirk Adriaensens deu na 6ª Conferência Internacional Contra os Desaparecimentos, realizada em Londres em 9 de Dezembro 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaparecimentos forçados e pessoas desaparecidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desaparecimento forçado (ou obrigado) é definido no Artº 2º da Convenção pela Protecção de Todas as Pessoas de Desaparecimento Forçado, adoptado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de Dezembro de 2006, como a prisão, detenção, sequestro, ou qualquer outra forma de privação da liberdade por agentes do Estado ou por pessoas ou grupos que agem com a autorização, apoio ou acordo do Estado, seguida por uma negação de conhecimento dessa privação de liberdade ou de encobrimento do destino ou paradeiro da pessoa desaparecida, o que coloca essa pessoa fora da protecção da lei. Muitas vezes, o desaparecimento forçado implica assassínio. Nesse caso a vítima é primeiro sequestrada, depois detida ilegalmente e muitas vezes torturada; então a vítima é morta e o corpo é escondido. Tipicamente, um assassínio é furtivo e o cadáver é tratado de forma a nunca mais ser encontrado, de forma a parecer que a pessoa tenha simplesmente sumido. Quem cometeu o crime pode negar sempre a acção, porque não há nenhum corpo para provar que a vítima, de facto morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de um milhão de pessoas perdidas no Iraque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimativas aproximadas indicam que mais de um milhão de pessoas desapareceram no Iraque. Segundo dados das Nações Unidas, o país tem o maior número de pessoas desaparecidas no mundo, resultante de diferentes períodos e que começou na guerra Irão e Iraque em 1980. Os desaparecimentos continuam a ocorrer de um princípio básico muito habitual. As partes mais importantes que estão agora envolvidas são o exército iraquiano, a polícia, diversas milícias, a al-Qaeda e o exército norte-americano. Paul-Henri Arni do Comité Internacional da Cruz Vermelha, disse que o Iraque, depois de três guerras – contra o Irão em 1980, a primeira guerra do Golfo em 1991 e a invasão dos EUA em 2003 – está a enfrentar o maior número de pessoas desaparecidas em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famosas prisões secretas do Iraque &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política ambígua das forças de ocupação norte americanas e o crescente fenómeno que são as prisões secretas norte-americanas no Iraque – que até as organizações internacionais não têm conseguido localizar – contribuiu para o vasto número de prisões secretas no Iraque (que um membro do actual parlamento iraquiano avaliou que excedam as 420) e deu origem a um enorme número de casos, relatados uns e outros não relatados, de desaparecimentos forçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centenas de milhares de Iraquianos têm sido sujeitos a abusos e torturas em prisões e centros de detenção. Dezenas de milhares de Iraquianos desapareceram durante os piores dias desta sórdida guerra, entre 2005 e 2007. Alguns foram apanhados e empilhados em camiões por milícias fardadas; outros parecem ter desaparecido, simplesmente. O ministro dos direitos humanos do Iraque, Wijdan Mikhail, disse que o seu ministério recebeu só em 2005 e 2006 mais de 9,000 queixas de Iraquianos que disseram que um familiar tinha desaparecido. Grupos defensores dos direitos humanos apontam um número muito mais alto. O destino de muitos Iraquianos perdidos permanece desconhecido. Muitos estão desfalecidos em qualquer das famosas prisões secretas do Iraque. Em Setembro de 2010, a Amnistia Internacional divulgou um relatório, “Nova Ordem, Os Mesmos Abusos” que refere que vários detidos morreram sob custódia iraquiana devido a tortura e maus tratos por parte dos inquiridores iraquianos e guardas das prisões. O relatório denuncia que dezenas de milhares continuam presos sem acusação e que os guardas não informam o paradeiro dos desaparecidos aos seus familiares, o que para as famílias iraquianas que perderam os entes queridos, é um dos aspectos mais devastadores da ocupação dos EUA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezenas de milhares de Iraquianos procuram membros da família desaparecidos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que a guerra no Iraque começou em 2003, dezenas de milhares de pessoas procuram membros da família que desapareceram. Segundo a Cruz Vermelha, entre 2006 e Junho de 2007, uns 20.000 corpos - menos de metade dos que foram identificados - foram depositados no Instituto de Medicina Legal (IML) de Bagdade. Corpos que não foram reclamados estão sepultados em vários cemitérios em toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o IML de Bagdade informou que recebe uma média de 800 corpos por mês desde 2003 e não consegue identificar uma quantidade significativa destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 29 de Agosto de 2007 o Comité Internacional da Cruz Vermelha declarou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saber o destino de membros da família desaparecidos, como resultado da guerra e da violência durante a ocupação é uma dura realidade para milhares de Iraquianos. Mães, pais, esposas, maridos, filhas, filhos e as suas famílias alargadas desesperam para saber o paradeiro ou o destino dos seus entes queridos. As pessoas perdidas podem ter sido capturadas, sequestradas, algumas talvez mortas e enterradas em sepulturas não identificadas, ou podem estar num hospital em estado crítico ou permanecer num local de detenção escondido. No meio das guerras, os membros duma família podem ser separados quando fogem das zonas de combate procurando um porto seguro. Às vezes eles nunca mais se reencontram. Cabe às autoridades esclarecerem qual o destino das pessoas perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003-2010: Há meio milhão de Iraquianos desaparecidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema das pessoas desaparecidas e perdidas no Iraque é tratado com sigilo pelas forças ocupantes e as autoridades iraquianas. Os EUA e o governo iraquiano dão números subavaliados que não merecem nenhuma confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o governo iraquiano, milhares de Iraquianos são dados como desaparecidos desde a invasão norte-americana há sete anos – embora ele saiba que os seus números sejam provavelmente apenas uma pequena parte do número real. Acredita-se que a maioria das pessoas que desapareceram, estejam mortas, mas mesmo aquelas cujos corpos foram encontrados não são sempre identificadas rapidamente. Em Maio de 2009, o Dr. Munjid Salah al-Deen, director da morgue central de Bagdade disse ao New York Times que a sua equipa estava a trabalhar na identificação de 28.000 corpos só de 2006 a 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num relatório de 20 de Março de 2008, o Crescente Vermelho Iraquiano (IRCS) disse que tinha registado quase 70.000 casos de pessoas desaparecidas no Iraque logo após o início da guerra. Mesmo o IRCS não está imune à anarquia que assola o Iraque: no dia 17 de Dezembro de 2006, 30 dos seus activistas foram raptados de uma das sedes de Bagdade, 13 dos quais ainda continuam desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 82% das pessoas deslocadas são mulheres e crianças com menos de 12 anos. Inquéritos feitos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em 2009 declararam que 20% das pessoas deslocadas internamente (IDPs) e 5% dos refugiados retornados disseram que tinham filhos desaparecidos. Esta estatística pode ser atribuída à violência em geral, incluindo raptos, e possivelmente recrutamento de pessoas armadas, entre outras causas. O total da população deslocada internamente no Iraque a partir de Novembro de 2009 foi estimado em 2,76 milhões de pessoas, e em número de famílias, 467.517 famílias. Se 20% destas famílias disseram que tinham filhos desaparecidos, um simples cálculo mostra que mais de 93.500 crianças de famílias deslocadas internamente, estão desaparecidas. Além disso, 30% de IDP (deslocados internamente), mais 30% de retornados e 27% de refugiados mencionaram que membros da sua família tinham desaparecido devido a raptos, sequestros e detenções e que não sabiam o que tinha acontecido com eles. Uma estimativa aproximada deu por isso um número de pessoas desaparecidas entre a população de refugiados e deslocados após ”o choque e o medo”, de 260.000 pessoas, sendo a maioria desaparecimentos forçados. O relatório do ACNUR de 2009 dá nota que a maioria (51%) dos refugiados retornados fugiu devido à violência generalizada; outras razões são as ameaças de que eram alvo ou ataques (39%) e operações militares (3%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um em cada cinco Iraquianos é refugiado, ou IDP. Ao extrapolar os números divulgados pelo ACNUR para os restantes 80% da população iraquiana, o número total de pessoas desaparecidas, a partir ”do choque e a sensação de medo” pode ser mais do que meio milhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheik Muthana Harith Al-Dhari, chefe da influente Associação de Sábios Muçulmanos do Iraque (AMSI) mencionou numa entrevista à Al-Jazeera há poucos meses que desde 2003 estão desaparecidos quase 800.000 iraquianos. E disse que a AMSI documentou com todo o cuidado, pessoas desaparecidas desde 2003 e que ele podia provar esse número com nomes e factos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatórios sobre os corpos não identificados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dahr Jamail, um dos poucos jornalistas não incorporados relatou em 6 de Fevereiro de 2009 que na região de al-Adhamiya de Bagdade, o que costumava ser um parque era agora um cemitério com mais de 5.500 sepulturas. O primeiro corpo foi ali sepultado em 21 de Maio de 2006. “ A maior parte dos corpos aqui sepultados nunca foram noticiados pela comunicação social” disse Abu Ayad Nasir Walid, de 45 anos e que geria o cemitério, a Jamail. A maior parte dos mortos nunca foram registados por ninguém” disse um coveiro chamado Ali, “porque nós não verificávamos as certidões de óbito, e apenas tentávamos colocar os corpos na terra o mais depressa possível. Eu registava os nomes num livro, mas nunca ninguém do Estado nos veio perguntar quantas pessoas aqui estão sepultadas. Ninguém nem da comunicação social nem do ministério da saúde parece estar interessado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais cemitérios – e há muitos – levantam questões sobre o número “oficial” dos desaparecimentos forçados e pessoas desaparecidas no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Fisk deu uma informação já em 17 de Agosto de 2005 – meio ano antes do bombardeamento da Mesquita de Samarra Golden – que se calculava que 1.000 corpos tinham dado entrada na morgue de Bagdade no mês de Julho: a maior parte das vítimas tinham sido executadas, esventradas, esfaqueadas, espancadas e torturadas até à morte. Segundo Fisk, o número de mortos era segredo. Houve uma subida de 85% se comparado com o número do mesmo mês antes da invasão dos norte-americanos. Os últimos números mostram uma tendência de subida: em 2004 e 2003, os números de mortos no mês de Julho foram 800 e 700, respectivamente. Por comparação, os números equivalentes em 1997, 1998 e 1999 foram todos inferiores a 200. “ Há tantos cadáveres a serem trazidos para a morgue que têm que ficar empilhados em cima uns dos outros. Os corpos não identificados têm que ser sepultadosem pouco tempo por causa da falta de espaço – mas o município está tão sobrecarregado pela quantidade de assassinatos que deixou de poder fornecer veículos e pessoal para levarem os restos mortais para os cemitérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CICV informou em 17 de Abril de 2007 que em 2006, cerca de 100 civis eram mortos por dia e metade deles continuavam a não ser reclamados ou identificados. Milhares de corpos não identificados foram assim sepultados em cemitérios do Iraque designados para esse fim. Os corpos eram enterrados em cada três ou quatro dias só para darem lugar aos que entravam diariamente, tornando muitas vezes a identificação dos corpos impossível. Entretanto, dezenas de milhares de pessoas estavam sob custódia das autoridades iraquianas e das forças multinacionais no Iraque. Ao mesmo tempo que dezenas de milhares de famílias continuam sem notícias dos familiares que desapareceram durante as guerras passadas e recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há hoje um novo emprego em Bagdade. Por um curto salário, algumas pessoas fazem a limpeza de lixeiras e das margens dos rios para encontrarem o corpo dum ente querido desaparecido. Por quanto tempo poderão as pessoas viver com tanta violência sem ficarem marcadas para sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatórios fortuitos de corpos não identificados fora de Bagdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de Julho de 2007, a BBC citou o chefe do departamento forense do hospital de Kurt sobre como se tornou constante o fluxo de cadáveres. Até agora nós recebemos 500 corpos. A maioria dos quais baleados ou torturados. Estão em avançado estado de decomposição, pelo que não se pode estar junto deles por muito tempo.” Demoraram pelo menos três dias a flutuar no rio desde o local donde foram atirados. A maioria não foi identificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 8 de Fevereiro de 2008, o Vozes do Iraque informou que o número de corpos não identificados que tinha sido enterrado só em Karbala desde Junho de 2006 chegou a 2043.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de corpos não identificados que foram enterrados desde Dezembro de 2006 a Fevereiro de 2007 em valas comuns na província de Wassit, a 180 km do sudoeste de Bagdade chegou a 177.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relatório do IPS em Baquba de 17 de Julho de 2007 citava Nima Jima’a, um funcionário da morgue:“A morgue recebe uma média de quatro ou cinco corpos por dia. Muitos mais são deitados aos rios e deixados nos campos – ou algumas vezes também são enterrados pelos próprios assassinos por outras razões. O número que nós aqui registamos é apenas uma parte dos que foram mortos”. O número dos corpos não identificados não é mencionado. As famílias são muitas vezes incapazes de identificar e recolher os corpos. É até extremamente perigoso andar pela cidade. Além disso, a maior parte dos corpos não são de todo trazidos para a morgue para serem identificados e contabilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 280 pessoas da cidade de Faluja foram dadas como desaparecidas em 11 de Novembro de 2005, num relatório do Observatório Iraquiano pelos Direitos Humanos (MHRI). Desconhece-se ainda o seu destino. Estas pessoas estão oficialmente registadas com nomes e fotos de autoridades locais da cidade. Estima-se ainda que o total de pessoas desaparecidas em Faluja, seja superior a 500.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cidade e cada aldeia do Iraque tem uma história parecida para contar acerca de desaparecimentos forçados e de pessoas desaparecidas. Não há relatórios disponíveis de Mossul. Bassorá, Ramadi, Al Qaim, Haditha, e muitas outras cidades e aldeias onde ocorreram combates e limpeza étnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª Conclusão: Só os simples cálculos e projecções que eu fiz, com base em relatórios oficiais e fontes fidedignas, são mais credíveis do que os números ardilosos dados pelos EUA e o governo fantoche iraquiano.É de salientar que os números representam pessoas e que a recusa em revelar os números reais de pessoas desaparecidas ou perdidas é um crime contra a humanidade. Estes números representam uma incompreensível falta de respeito pelos seres humanos que foram votados ao ostracismo porque os norte-americanos e os seus fantoches iraquianos assim quiseram. É de chamar também a atenção para que as pessoas não identificadas, perdidas, desaparecidas ou o que quiserem chamar-lhes, são sempre o pai ou a mãe de alguém, sempre o filho de alguém. Cada um deles tinha um rosto antes de ser desfeito, desfigurado, agredido com ácido, esburacado, queimado, espancado, baleado e lançado para a rua e enterrado anonimamente com outros corpos não identificados. Cada um deles teve um dia um rosto que podia ver, ouvir, rir e chorar, falar e sentir – antes de ser aniquilado. As suas mortes representam nada menos do que a vida e a dignidade humanas sacrificadas no altar do lucro e da ganância dos poderes corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª Conclusão: Raramente um exército invasor e ocupante resolveu os problemas de um país. A ocupação é a forma extrema de ditadura. Ocupação é pilhagem: roubarem recursos em vez de pagarem por eles. Ocupação é assassinarem pessoas em vez de salvarem vidas humanas. A ocupação dá aos psicopatas a oportunidade e meios para matarem impunemente. Os exemplos da Jugoslávia durante a Segunda Grande Guerra, assim como as guerras sujas no Vietname e na América Central e América Latina deviam ser alertas. Só a total retirada de todas as tropas estrangeiras do solo Iraquiano pode garantir o início de um verdadeiro processo democrático. Só a retirada total pode abrir caminho para o início de uma investigação justa e completa sobre os desaparecimentos forçados e as pessoas desaparecidas no Iraque. Só a retirada total pode pôr fim ao caos que a invasão dos EUA trouxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irá finalmente a Comissão dos Direitos Humanos acordar e nomear um relator especial para a situação dos direitos humanos no Iraque para investigarminuciosamente uma das piores crises no planeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá alguma vez revelações da Wikileaks sobre a “guerra suja” no Iraque? Iremos nós saber alguma vez os verdadeiros números das pessoas desaparecidas no Iraque que foram torturadas e depois mortas pelos famosos esquadrões da morte e milícias organizadas, financiadas, equipadas, treinadas e desenvolvidas pelos proclamadores dos “Direitos Humanos” – os Estados Unidos da América e a Inglaterra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irão as Nações Unidas alguma vez apelar à retirada total das tropas estrangeiras do solo Iraquiano e restituir a verdadeira soberania ao povo do Iraque, para ser representado pelo movimento anti-ocupação iraquiano? Irá a ONU criar finalmente uma comissão para o pagamento de indemnizações pelas forças invasoras e ocupantes, pelos prejuízos causados durante a invasão e a ocupação ilegais do Iraque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 7.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-3868825601781741468?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/3868825601781741468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/iraque-violencia-desaparecimentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3868825601781741468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3868825601781741468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/iraque-violencia-desaparecimentos.html' title='(Iraque - Violência) - Desaparecimentos forçados e pessoas desaparecidas'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8642767234223662891</id><published>2011-02-07T08:24:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T08:24:10.725-08:00</updated><title type='text'>(Colombia - Derechos Humanos) - Qué es el Terrorismo de Estado en Colombia</title><content type='html'>Saquear, eliminar el descontento, y seguir saqueando. Terrorismo de Estado en Colombia provocó miles de muertes, pero el tema no es prioritario las instancias judiciales en en pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azalea Robles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender la realidad colombiana, muy falsimediatizada, hay que entender dos premisas fundamentales: por un lado una realidad de profunda inequidad social, y correlativamente a ella, conocer de qué manera la respuesta estatal ante las reivindicaciones populares es de terror. La historia de Colombia está definida por el Saqueo de sus recursos: por el Terrorismo de Estado para mantener un status quo de injusticia social. El Estado colombiano facilita el Saqueo de los recursos naturales y humanos de Colombia: es el garante de los intereses de las multinacionales y de la oligarquía. Por ello es asesinado todo aquel que reivindique por justicia social, y son arrasadas poblaciones enteras con la finalidad de vaciar los terrenos de alto interés económico: eliminación sistemática de la reivindicación social, política, económica, ecológica…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una situación dramática que los mass-media ocultan o falsimediatizan sistemáticamente. Ahora la falsimedia pretende hacer creer que el gobierno de Santos es más moderado, pero nada más lejos de la realidad, sólo algunos datos: en los 75 primeros días de su mandato han sido asesinados 22 defensores derechos humanos (1), en los 90 primeros días de su mandato han sido asesinados 50 opositores políticos (denuncia PDA) y han sido violados y asesinados 3 niños por el ejército, en lo que se inscribe dentro de las prácticas del Terrorismo de Estado (2). El exterminio contra la oposición, el guerrerismo y el empobrecimiento continúan intensificándose con Santos, como lo demuestran los bombardeos descomunales, las desapariciones forzadas, los encarcelamientos políticos y las Leyes lesivas que auspician más privatización y desplazamientos masivos de poblaciones, como es el caso de la “Ley de Tierras”, presentada como La panacea por los medios y que sin embargo es: "una ley inconsulta que pone vidas en riesgo y legaliza el despojo"(3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las cifras son importantes pues permiten dar una dimensión de lo que es uno de los peores genocidios de la historia contemporánea de la humanidad, un genocidio silenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuadro de lo que es, en cifras, el Terrorismo de Estado en Colombia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECUADRO DE DATOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sólo en los 3 últimos años, han sido desaparecidas más de 38.255 personas por el Terrorismo de Estado en Colombia... se estiman en 250.000 personas desaparecidas (secuestradas y torturadas) en los últimos 20 años, bajo la lógica de “disuadir la reivindicación por el terror” (El Estado busca que el terror perdure al desaparecer el cuerpo, pues prolonga así la angustia en los sobrevivientes). (1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*la eliminación física de todo un partido político, La Unión Patriótica (UP), más de 5.000 personas de la UP asesinadas por el Estado. (2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*más de 2.778 sindicalistas asesinados; el 60% del total de sindicalistas asesinados en el mundo, son asesinados en Colombia por las herramientas del Terrorismo de Estado. (3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La situación de injusticia social es abrumadora en Colombia, y cada día se profundiza la brecha entre enriquecidos y empobrecidos; la represión estatal busca acallar el natural descontento ante esta dramática situación:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 68% de la población de Colombia vive en la pobreza e indigencia. La concentración de la riqueza es escandalosa: Colombia es el 11º país con más desigualdad social del mundo (puesto número 11 de coeficiente GINI de desigualdad), y es el país más desigual del continente americano. Hablamos de que hay, según las cifras más clementes, 8 millones de indigentes y 20 millones de pobres (4). Mueren anualmente más de 20 mil niños menores de 5 años por desnutrición aguda (cifras UNICEF), de cada 100 madres desplazadas gestantes, 80 padecen desnutrición crónica (5). Simultáneamente, y correlativamente a esta miseria, un solo banquero, Sarmiento Angulo, controla el 42% del crédito nacional y declaró ganancias de 1.250 millones de dólares en el último bimestre de 2009. (6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Terrorismo de Estado es desplazamiento de poblaciones en beneficio del gran capital: más de 4,9 millones de personas han sido desplazadas de sus tierras mediante las masacres de los militares y sus paramilitares, dentro de la Estrategia Estatal de “tierra arrasada”, para vaciar el campo de población y ofertar así a las multinacionales los terrenos de alto interés económico, baldíos de reivindicaciones y habitantes… (7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*10 millones de hectáreas de tierra han sido así robadas a las víctimas y desplazados, y ofertadas a multinacionales, gran latifundio, y nuevos gamonales paramilitares; el escándalo del “agro ingreso seguro” viene a consolidar este robo a las víctimas. (8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Terrorismo de Estado es: La mayor fosa común de Latinoamérica, situada detrás del batallón militar del ejército en la Macarena, un hallazgo dantesco, que sin embargo aún no suscita el repudio internacional que se merece el régimen colombiano: más de 2000 cadáveres de desaparecidos por la fuerza Omega del "Plan Colombia". (9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terrorismo de Estado es: Empleo de una Herramienta Paramilitar para inyectar el Terror en la población, con el fin de acallarla, docilizarla y de desplazarla, una Herramienta de horror que practica violaciones masivas, descuartizamientos con moto-sierra, empalamientos, y horrores escalofriantes. Un Informe de la Fiscalía de Justicia y Paz de febrero 2010 indicaba que los paramilitares aseguran haber perpetrado 30.470 asesinatos en unos 15 años… En el informe más reciente, de enero 2011, la Fiscalía General reveló que tiene documentados 173 mil 183 homicidios, mil 597 masacres y 34 mil 467 desapariciones cometidas por paramilitares, crímenes cometidos entre 2005 y diciembre 2010... y el drama se vislumbra aún más dantesco… Varios paramilitares han testificado acerca de la naturaleza estratégica de la Estructura Paramilitar para el propio Estado colombiano, y dado decenas de nombres de generales, empresarios, multinacionales, políticos fomentadores de paramilitarismo… y aún no hay la merecida y urgente condena internacional al Estado colombiano, que, impune, continúa con estas practicas genocidas. (10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Miles de fosas comunes con miles de cadáveres de colombianos masacrados por el paramilitarismo del Estado colombiano: Los paramilitares han dado algunas coordenadas de las fosas con el fin de poderse así acoger a la “Ley de Justicia y Paz”, ley confeccionada bajo la dirección de uno de los mayores promotores de paramilitarismo: Uribe. Una Ley que les consigue la impunidad si muestran “arrepentimiento”. Ya en abril 2007, cuando se cumplía el primer año de búsqueda de fosas comunes, la Fiscalía había recibido 3.710 denuncias de sitios en donde hallarlas; pero la mayoría no se había podido explorar, según el Estado, por “falta de recursos”… Los familiares de miles víctimas esperan que se efectúen los análisis de ADN a los cadáveres y restos encontrados, pero el Estado justifica su inoperancia aduciendo “desbordamiento” y “falta de recursos”… recursos que si tiene a la hora de costear a militares y paramilitarismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las leyes de impunidad para la herramienta paramilitar y sus financistas se profundizan bajo el gobierno de Santos: “(…)La información que surja en el marco de los acuerdos no podrá, en ningún caso, ser utilizada como prueba en un proceso judicial en contra del sujeto que suscribe el Acuerdo de Contribución a la Verdad Histórica y a la Reparación o en contra de terceros”. Ley 1424, aprobada en tiempo record, el 15 de diciembre 2010 (11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Terrorismo de Estado es: Hornos Crematorios y criaderos de caimanes de la Herramienta Paramilitar del Estado y multinacionales... donde los paramilitares han desaparecido a miles de personas... (12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*miles de asesinatos, entre ellos el escándalo de los “falsos positivos”: los militares raptan a muchachos jóvenes, los disfrazan de guerrilleros y los asesinan, y presentan los cadáveres como “guerrilleros dados de baja en combate”. Los mass-media se encargan de difundir el montaje, ya que en Colombia los medios de difusión masiva dan por cierto lo que les dicen sus fuentes militares. Esto lo hacen los militares para “mostrar resultados” en su guerra anti-insurgente, y también para asesinar a los civiles que les incomodan. La mediatización de los muertos que son supuestos guerrilleros en Colombia es absolutamente macabra: muestran cuerpos alineados, semi-desnudos… de esta forma se moldea a la opinión pública en la deshumanización de los guerrilleros. La directiva 029 del ministerio de defensa fomenta los “falsos positivos”, y ya hay más de 2.472 casos documentados de estos asesinatos de civiles, lo que evidencia una política de estado.(13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*más de 7.500 presos políticos, muchos de ellos víctimas de montajes judiciales, práctica común contra luchadores sociales (14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*centenares de auto-atentados, otro tipo de “falsos positivos” por parte de las fuerzas policiales y militares que han puesto bombas en pleno Bogotá para poder así crear la base para montajes mediáticos de desprestigio contra las guerrillas. Estos auto-atentados fueron preconizados por el DAS, Departamento Administrativo de Seguridad como consta en documentos. (15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Las violaciones de derechos humanos se profundizan en lo que se evidencia como un país ocupado: en Colombia hay presencia numerosa de militares estadounidenses y mercenarios israelíes, y se han implantado 7 bases militares USA; además el Estado colombiano les ha otorgado a los marines total inmunidad para todos los crímenes que cometan en Colombia. Ya hay varios casos de niñas violadas por marines, que están en la impunidad total, pues los marines tienen “carta blanca” para violar, torturar y asesinar en Colombia. (16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La violencia de la arremetida del gran capital, en su ansia por no perder a Colombia como valiosa “bodega de recursos”, ha implantado y mantenido a ese engendro que es hoy el Estado colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hace años que ese Estado criminal no existiría sin la “ayuda” descomunal de USA y UE, sin haber endeudado al pueblo colombiano para sufragar los gastos militares, y sin su Estrategia paramilitar de Terrorismo de Estado. Sin sus apoyos militares y mediáticos, el Estado colombiano no hubiera podido perpetrar tanta barbarie; y el pueblo colombiano hubiera logrado su verdadera independencia, su emancipación de tanta codicia, muerte y dolor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas del texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=115826&amp;amp;titular=denuncian-el-asesinato-de-22-defensores-de-derechos-humanos-en-los-primeros-75-d%EDas-de-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=115823&amp;amp;titular=el-estado-colombiano-secuestra-viola-y-asesina-a-ni%F1os-en-arauca-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=115829&amp;amp;titular=%22ley-de-tierras-de-santos-es-una-ley-inconsulta-que-pone-vidas-en-riesgo-y-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS DEL RECUADRO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/71765-NN/colombia-registra-mas-de-38-mil-personas-desaparecidas-en-tres-anos/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El crimen de Estado de desaparición forzada de la "democracia" en Colombia ha rebasado hace rato las dramáticas cifras de la dictadura argentina: sólo en los últimos 3 años el Terrorismo de Estado ha desaparecido a 38.255 personas (cifras febrero 2010, medicina legal y fiscalía)... para una estimación total en los últimos 20 años de 250.000 personas desaparecidas... Las estimaciones de desaparición forzada son minimizadas desde el Estado (el victimario), sin embargo ha debido reconocer al menos 50.000 desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferencia de Piedad Córdoba en Madrid en mayo de 2010 "Hay 250.000 desaparecidos en Colombia en los últimos años":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rebelion.org/noticia.php?id=106344&amp;amp;titular=%22hay-250.000-desaparecidos-en-colombia-en-los-%FAltimos-a%F1os%22-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rebelion.org/noticia.php?id=104558&amp;amp;titular=piedad-c%F3rdoba-denuncia-la-pasividad-internacional-y-pide-que-se-condicione-el-tlc-con-europa-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colombia: Segundo Congreso Mundial de Desaparición Forzada: http://www.youtube.com/watch?v=YNQgkbV12tU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.kaosenlared.net/noticia/celebrado-ii-congreso-mundial-desaparicion-forzada-colombia-sos-desapa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaparición, crimen del Terrorismo de Estado en Colombia: http://justiciaypazcolombia.com/50-000-personas-desaparecidas-en&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Unión Patriótica, 5000 militantes exterminados: Genocidio político, crimen de Estado: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=103227&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El plan del Estado y de la CIA para exterminar a la UP, se denominó “Baile Rojo”. Documental de Yesid Campos acerca del genocidio político de la Unión Patriótica: http://video.google.com/videoplay?docid=8981304868098159223&amp;amp;ei=PpiKS7CINMag-Ab6tKD0BA&amp;amp;q=el+baile+rojo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) www.cut.org.co &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.778 sindicalistas asesinados, a 30 de diciembre 2010. El 60% del total de sindicalistas asesinados en el mundo, son asesinados en Colombia por las herramientas del terrorismo de Estado. Colombia récord mundial en asesinatos de sindicalistas: www.kaosenlared.net/noticia/colombia-record-mundial-asesinatos-sindicalistas-terrorismo-estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ en Colombia se comenten el 60% de los asesinatos de sindicalistas que se presentan en todo el mundo (…) una violencia histórica, estructural, sistemática y selectiva que se convirtió en pauta de comportamiento del Estado colombiano: esta violencia deja por lo menos desde 1986, 2.778 sindicalistas asesinados, 196 desapariciones forzadas y más de 11.096 hechos de violencia, que constituyen un genocidio contra el movimiento sindical colombiano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www3.rebelion.org/noticia.php?id=120921&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) El estudio de la Misión para el Empalme de las Series de Empleo (MESEP), Pobreza y Desigualdad 2009, contabilizó ocho millones de colombianos en la indigencia y 20 millones de pobres. En las zonas rurales, de cada 100 hogares 65 son considerados pobres y 33 viven en la indigencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.abpnoticias.com/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2446&amp;amp;Itemid=90&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.elcolombiano.com/BancoConocimiento/I/informe_sobre_pobreza_e_indigencia/informe_sobre_pobreza_e_indigencia.asp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) En Colombia mueren anualmente más de 20 mil niños menores de 5 años por desnutrición aguda, de cada 100 madres desplazadas gestantes 80 padecen desnutrición crónica, UNICEF:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.elcolombiano.com/BancoConocimiento/D/desnutricion_infantil_que_no_deja_crecer_/desnutricion_infantil_que_no_deja_crecer_.asp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://colombia.indymedia.org/news/2009/09/106455.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colombia, pobre entre los pobres: http://alainet.org/active/33960&amp;amp;lang=es&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Sarmiento Angulo, el empresario mas enriquecido de Colombia es, junto con el puñado de oligarcas entre los que destacan Ardila Lule y Santo Domingo, el promotor mayor de la nefasta “Seguridad Demócrática” del gobierno de Uribe, y, casualmente, a cada una de sus sugerencias, Uribe ha obedecido en un tiempo récord de 24 horas, tal y como hizo cuando Sarmiento Angulo propuso que “el impuesto para financiar la seguridad democrática” fuera permanente y que se extendiera a todos los colombianos: http://www.lasillavacia.com/historia/1717&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://noticieroconfidencial.com/?p=11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colombia: Crecen las ganancias y los beneficios de las grandes empresas &lt;a href="http://www.desdeabajo.info/index.php/actualidad/colombia/4850-colombia-crecen-las-ganancias-y-los-beneficios-de-las-grandes-empresas ht"&gt;http://www.desdeabajo.info/index.php/actualidad/colombia/4850-colombia-crecen-las-ganancias-y-los-beneficios-de-las-grandes-empresas&amp;nbsp;ht&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo neoliberal y desigualdad en Colombia: http://www.desdeabajo.info/index.php/fondo-editorial/vertices-colombianos/5779-crisis-del-modelo-neoliberal-y-desigualdad-en-colombia-dos-decadas-de-politicas-publicas.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.portafolio.com.co/economia/finanzas/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR_PORTA-7480367.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado el 15 de febrero de 2010: Ganancias del sector financiero llegaron a $8,5 billones. http://www.elespectador.com/articulo187857-ganancias-del-sector-financiero-llegaron-85-billones&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(7) Informe CODHES noviembre 2010: 4,9 millones de personas desplazadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOVICE, Movimiento Nacional de Víctimas de Crímenes de Estado: 4,5 millones de desplazados, 2009: http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=278&amp;amp;Itemid=64&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(8) MOVICE: 10 millones de hectáreas de tierras despojadas a los campesinos, cifras 2009: &lt;a href="http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=274&amp;amp;Itemid=69"&gt;http://www.movimientodevictimas.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=274&amp;amp;Itemid=69&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) La mayor fosa común de Latinoamérica, un hallazgo dantesco, que sin embargo aún no suscita el repudio internacional que se merece el régimen colombiano: más de 2000 cadáveres de desaparecidos por la fuerza Omega del "Plan Colombia". El ejército habría estado enterrando allí a desaparecidos desde 2005: http://www.publico.es/internacional/288773/aparece/colombia/fosa/comun/cadaveres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rebelion.org/noticia.php?id=99507&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10) Empleo de una Herramienta Paramilitar para inyectar el Terror en la población. Informe de la Fiscalía de Justicia y Paz febrero 2010; paramilitares aseguran haber perpetrado 30.470 asesinatos en unos 15 años: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/66984-NN/ex-paramilitares-colombianos-reconocen-haber-cometido-cerca-de--30-mil-500-asesinatos/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el informe más reciente, de enero 2011, la Fiscalía General reveló que tiene documentados 173 mil 183 casos de homicidios, mil 597 masacres y 34 mil 467 desapariciones cometidas por paramilitares, crímenes cometidos entre 2005 y diciembre 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rebelion.org/noticia.php?id=120461&amp;amp;titular=cifras-alarmantes-de-cr%EDmenes-cometidos-por-la-herramienta-paramilitar-de-estado-y-multinacionales-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testimonios de paramilitares, de sobrevivientes y los resultados de los equipos forenses evidencian que la Estrategia paramilitar del Estado diseñó un método para descuartizar a seres humanos: dictando “cursos” utilizando a personas vivas llevadas hasta sus campos de entrenamiento. Francisco Villalba, el paramilitar que dirigió en el terreno la barbarie del Aro (Antioquia), en la que torturaron y masacraron a 15 personas durante 5 días, revela detalles de esos “cursos”: "Eran personas que llevaban en camiones, vivas, amarradas (...) Se repartían entre grupos de a cinco (...) las instrucciones eran quitarles el brazo, la cabeza... descuartizarlas vivas (…) Ellos salían llorando y le pedían a uno que no le fuera a hacer nada, que tenían familia" http://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-3525024&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...“Cursos de descuartizamiento” para adiestrar a los paramilitares en su función más específica: infundir terror en la población, para lograr “disuadir por el terror” y lograr desplazar a los sobrevivientes que habían presenciado las masacres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Así se expresó el paramilitar HH, refiriéndose al ejército de Colombia: “Nosotros éramos ilegales y son más culpables ellos que nosotros, porque ellos representaban al Estado y estaban obligados a proteger a esas comunidades y nos utilizaban a nosotros. Nosotros cometimos muchos homicidios y tenemos que responder, pero ellos también deben responder…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'H.H' revela vínculos con Byron Carvajal y Rito Alejo del Río: http://www.elespectador.com/noticias/judicial/articulo116951-alias-hh-revela-vinculos-de-auc-byron-carvajal-y-rito-alejo-del-rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HH confiesa más de 3000 asesinatos; será extraditado para callar los nombres de los autores intelectuales: http://www.kaosenlared.net/noticia/paramilitar-confiesa-mas-3000-asesinatos-sera-extraditado-para-callar-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrategia Estatal Paramilitar descuartiza a los homosexuales. VIDEO-denuncia: http://www.youtube.com/watch?v=ZfLqZ2q0zBk&amp;amp;feature=player_embedded&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.kaosenlared.net/noticia/colombia-estrategia-estatal-paramilitar-descuartiza-homosexuales-video&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(11) Ley que profundiza la impunidad para crímenes de Lesa humanidad, votada bajo gobierno de Santos: “Ley 1424” http://www.rebelion.org/noticia.php?id=120510&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(12) «En Colombia se han utilizado hornos crematorios para hacer desaparecer rastros de personas asesinadas o para quemar a personas vivas. Las llevaban los paramilitares por instrucción del Ejército y la policía». Senadora Piedad Córdoba: http://www.piedadcordoba.net/piedadparalapaz/modules.php?name=News&amp;amp;file=article&amp;amp;sid=3345&amp;amp;mode=thread&amp;amp;order=0&amp;amp;thold=0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.elespectador.com/noticias/paz/articulo197845-piedad-cordoba-denuncio-hornos-crematorios-paras-desaparecer-cadaveres-d&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramilitar Mancuso reitera que ‘cremaron' víctimas para bajar estadísticas: http://www.elespectador.com/noticias/judicial/articulo138469-mancuso-reitera-cremaron-victimas-bajar-estadisticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado Colombiano emula crímenes Nazis: Paramilitares y Hornos Crematorios... http://www.kaosenlared.net/noticia/estado-colombiano-emula-crimenes-nazis-paramilitares-hornos-crematorio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://bloguerosrevolucion.ning.com/profiles/blogs/viaje-a-los-hornos-crematorios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://carlosmora.wordpress.com/2009/05/22/hornos-crematorios-principal-arma-de-guerra-de-paramilitares-en-colombia/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(13) http://www.falsos-positivos.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evidencias fotográficas de “falsos positivos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VuSBNcNsdMU&amp;amp;feature=player_embedded&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(14) El régimen colombiano mantiene encarcelados a 7.500 presos políticos: http://www.arlac.be/A2009/2009/Tlaxcala.htm . Campaña europea 2009-2011 por la liberación de los presos políticos en Colombia. Son 7500, en su mayoría presos de opinión y activistas sociales. Las asociaciones y personas del mundo que quieran apoyar la campaña por la liberación de los presos políticos en Colombia, son bienvenidas. Para firmar pinchar aquí: http://www.tlaxcala.es/detail_campagne.asp?lg=es&amp;amp;ref_campagne=14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15) centenares de auto-atentados que fueron preconizados por el DAS, departamento administrativo de seguridad como consta en documentos desclasificados. DAS, policía secreta implicada en montajes judiciales y en atentados con explosivos, según testimonios y documentos incautados al propio DAS: http://www.kaosenlared.net/noticia/poner-bombas-servicios-publicos-no-chuzada-denunciar-escandalo-das-rea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.rpasur.com/ElmayorescandalodeespionajedelahistoriadelDAS.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAS, la policía secreta: http://www.youtube.com/watch?v=VfnkGqy4-tE&amp;amp;feature=player_embedded&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(16) Bases militares USA en Colombia: peligro regional y profundización del genocidio; violaciones sexuales e impunidad http://www.rebelion.org/noticia.php?id=99720&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)privilegios, exenciones e inmunidades otorgadas al personal administrativo y técnico de una misión diplomática", refiere el pacto militar que Estados Unidos cerró con el gobierno Colombiano. http://www.youtube.com/watch?v=Vugt0NbRlys&amp;amp;feature=player_embedded&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8642767234223662891?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8642767234223662891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/colombia-derechos-humanos-que-es-el.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8642767234223662891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8642767234223662891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/colombia-derechos-humanos-que-es-el.html' title='(Colombia - Derechos Humanos) - Qué es el Terrorismo de Estado en Colombia'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-7386800848967203339</id><published>2011-02-07T07:10:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T07:10:57.873-08:00</updated><title type='text'>Brasil-EUA-Cuba) - Recado para a Presidenta Dilma</title><content type='html'>Artigo sugere que Dilma Rousseff peça ao Presidente dos EUA, com quem se encontrará em março, que liberte cinco presos políticos cubanos desde 1998 em julgamento irregular em Miami&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Augusto Jakobskind &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Direto da Redação&lt;br /&gt;As atenções do mundo seguem voltadas para os acontecimentos do Egito, onde Hosny Mubarak nos seus estertores ainda tenta uma sobrevida, que já indica ser rigorosamente impossível. Mubarak terá o mesmo destino que Suharto, da Indonésia, que passou três décadas mandando em seu país graças ao apoio de sucessivos governos estadunidenses e depois de prestar inestimáveis serviços a Washington foi expelido para a lata de lixo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será nenhuma surpresa se logo após o fim de Mubarak o Egito venha a ser governado pelo Nobel da Paz Mohamed El Baradei, que inclusive já deu sinais claros que seu provável mandato, provisório ou por eleição, não desestabilizará a região e manterá os acordos com o vizinho Israel. E isso apesar da intromissão indevida do Presidente israelense Shimon Peres tecendo loas ao sanguinário ditador do Egito, que até há poucos dias era ainda chamado de Presidente pela mídia de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que intriga é o fato de os EUA estarem tentando impor uma transição sob o comando de Omar Suleiman, que tem tanta culpa no cartório como Hosny Mubarak, peça já descartada e que se tenta a chamada “”saída honrosa”. Questão de mais dias menos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em outras partes do mundo acontecem fatos que ou nem aparecem nas páginas ou ainda são apresentados de forma bastante escondida nos jornalões, como no caso da prisão de cinco cubanos nos Estados Unidos, país cuja opinião pública só tem acesso a essa informação através de matérias pagas que custam uma fábula nos grandes jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, se tiver vontade política, a Presidenta Dilma Rousseff poderá ter grande influência no caso dos cinco presos cubanos nos EUA, no encontro que terá em Brasília, em março, com o Presidente estadunidense Barak Obama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ela tem se destacado na defesa incondicional dos direitos humanos, já tendo reafirmado que a política externa de seu governo será norteada por esses preceitos, Dilma Rousseff se fortalecerá ainda mais diante da opinião pública nacional e internacional caso se disponha a conversar com o Presidente Barak Obama e fazer um apelo pela soltura dos inocentes que na verdade evitaram mais ações terroristas contra Cuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidenta Dilma Rousseff deve estar informada sobre o caso. Mas se por acaso não estiver, o que deve ser difícil, tanto o Ministro do Exterior, Antonio Patriota, como o assessor especial de política internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia provavelmente conhecem bem o caso e podem fornecer subsídios valiosos à Presidenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem eventualmente ainda não sabe, desde 1998 encontram-se presos nos Estados Unidos cinco cubanos acusados absurdamente de “espiões” quando, na verdade, o que eles fizeram foi alertar as autoridades sobre planos da extrema direita do exílio cubano nos Estados Unidos relacionados com o terrorismo. A ação destes setores inclusive provocou vítimas fatais como a explosão de bombas em hotéis de Havana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mídia de mercado praticamente ignora o tema e também o fato de o julgamento que os condenou ter sido uma farsa, até porque notórias figuras da extrema direita do exílio cubano influíram na decisão do júri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No julgamento a que foram submetidos e em que receberam penas que variam de prisão perpétua e 30 anos teve até militares estadunidenses que atestaram a inocência dos cinco cubanos que estão mofando na prisão e até impedidos de receberem visitas de familiares. Mas não adiantou nada, porque os acusados já estavam condenados de antemão e a justiça propriamente dita passou longe do Tribunal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o que está acontecendo nos Estados Unidos é uma aberração. Enquanto os inocentes estão presos há mais de 12 anos, um tal de Posadas Carriles, um ex-agente da CIA comprovadamente responsável por mortes em ações terroristas está impune e vai ser julgado não por terrorismo, mas se mentiu ou não ao retornar de forma ilegal ao país que sempre o estimulou para realizar ações contra Cuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual a importância da Presidenta Dilma Rousseff pedir a Barak Obama para que tenha um gesto de grandeza e com uma canetada liberte os inocentes? É que em termos jurídicos estão quase esgotadas todas as tentativas de advogados para a libertação ou até mesmo novo julgamento que não seja em Miami sob a influência direta da extrema direita do exílio cubano. Se tiver vontade política Obama pode ordenar o indulto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, mesmo partindo da hipótese de que eles tenham sido mesmo espiões, o que nunca foram, é o caso também de perguntar: porque os Presidentes Bill Clinton, o hediondo George Bush filho e agora Obama, não extraditaram os “espiões” para o país de origem, como é praxe nestes casos? Quem tiver dúvidas deve consultar os anais da historia recente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso ai, Presidenta Dilma, pedir a canetada do Obama vai realmente reforçar a sua imagem como defensora intransigente dos direitos humanos e além do mais estará dando visibilidade, nacional e internacional, ao caso dos cinco cubanos. A senhora, como ex-presa política em sua juventude quando combatia o arbítrio, sabe mais do que ninguém como é duro enfrentar uma cadeia, ainda por cima de forma totalmente injusta, como foi o caso da senhora nos anos 70 e agora o dos cinco cubanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode estar certa, Presidenta Dilma Rousseff, se fizer o que deve ser feito, da mesma forma que condenou o veredito de morte (depois revogado) da iraniana Sakiné, estará contribuindo sobremaneira para o fortalecimento dos direitos humanos no mundo. Estará também se projetando internacionalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data da Publicação: 6.02.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-7386800848967203339?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/7386800848967203339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-eua-cuba-recado-para-presidenta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7386800848967203339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7386800848967203339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-eua-cuba-recado-para-presidenta.html' title='Brasil-EUA-Cuba) - Recado para a Presidenta Dilma'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8400283053174864398</id><published>2011-02-06T20:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T20:52:05.150-08:00</updated><title type='text'>(Mundo Áabe - Política) - No es el Islam radical lo que preocupa a los EE. UU., sino la independencia</title><content type='html'>Los cambios que pueden ocorer en Egipto pueden hacer cos qyue EEUU&amp;nbsp;siga en decliniio en todo el mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noam Chomsky · · · · · &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: SinPermisso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La naturaleza de cualquier régimen al que apoyen los EE. UU. en el mundo árabe es secundaria en comparación con el control. Y a los súbditos se les ignora hasta que rompen sus cadenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Arde el mundo árabe", informaba Al Yasira la semana pasada, mientras por toda la región los aliados occidentales "pierden rápidamente influencia". La onda de choque la puso en movimiento el espectacular levantamiento de Túnez que expulsó a un dictador respaldado por Occidente, resonando especialmente en Egipto, donde los manifestantes arrollaron a la brutal policía de un dictador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los observadores lo han comparado al derrocamiento de los dominios rusos en 1989, pero existen importantes diferencias. Crucial es que no hay un Mijail Gorbachov entre las grandes potencias que apoyan a los dictadores árabes. Más bien, Washington y sus aliados se atienen al principio bien asentado de que la democracia resulta aceptable sólo en la medida en que se ajuste a los objetivos estratégicos y económicos: está bien para territorio enemigo (hasta cierto punto), pero no, por favor, en nuestro patio, a menos que quede adecuadamente domesticada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay una comparación de 1989 que posee cierta validez: la de Rumanía, en donde Washington mantuvo su apoyo a Nicolae Ceausescu, el más feroz de los dictadores de Europa Oriental, hasta que la lealtad se volvió insostenible. En ese momento, Washington saludó su caída mientras se procedía a borrar el pasado. Es el patrón convencional: Ferdinand Marcos, Jean-Claude Duvalier, Chun Doo-hwan, Suharto y muchos otros rufianes útiles. Puede que vaya siendo el caso de Hosni Mubarak, acompañado de los habituales esfuerzos por tratar de asegurarse un régimen que le suceda sin desviarse de la senda aprobada. Las esperanzas de hoy parecen depositarse en el general Omar Suleiman, un leal a Mubarak, que acaba de ser nombrado vicepresidente de Egipto. Suleiman, jefe durante largo tiempo de los servicios de inteligencia, cuenta con un desprecio semejante al que quienes se han rebelado reservan para el dictador mismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un estribillo común entre los expertos es que el temor al Islam radical exige una oposición (renuente) a la democracia sobre la base del pragmatismo. Aunque no carece de mérito, la formulación es engañosa. La amenaza general ha consistido siempre en la independencia. Los EE. UU. y sus aliados han apoyado de forma regular a los islamistas radicales, a veces para impedir la amenaza del nacionalismo laico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un ejemplo familiar lo constituye Arabia Saudí, centro ideológico del Islam radical (y del terror islámico). Otro, en una larga lista, es el de Zia ul-Haq, el más brutal de los dictadores de Pakistán, favorito del presidente Reagan, y que puso en práctica un programa de islamización radical (con financiación saudí). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"El argumento tradicional que aparece dentro y fuera del mundo árabe es que no hay nada que vaya mal, todo está bajo control", afirma Marwan Muasher, ex-funcionario jordano y director de investigación en Oriente Medio para el Fondo Carnegie [para la Paz Internacional]. "Siguiendo esta línea de pensamiento, las fuerzas más afianzadas sostienen que los opositores y excluidos que piden reformas exageran las condiciones sobre el terreno". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Así pues, se puede dejar de lado a la población. La doctrina se remonta a mucho tiempo atrás y se generaliza en todo el mundo, también al propio territorio norteamericano. En caso de disturbios, pueden hacerse necesarios cambios tácticos, pero siempre con vistas a reafirmar el control. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El vehemente movimiento por la democracia de Túnez arremetió contra "un Estado policial con escasa libertad de expresión o asociación y graves problemas de derechos humanos”, gobernado por un dictador cuya familia era odiada por su venalidad. Eso afirmaba el embajador norteamericano en un cable diplomático de julio de 2009 filtrado por WikiLeaks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lo tanto, para algunos observadores “los documentos [de WikiLeaks] deberían proporcionar una sensación de seguridad al público norteamericano de que los funcionarios no se han quedado dormidos a los mandos", de que los cables, desde luego, apoyan tanto las medidas políticas norteamericanas como si los hubiera filtrado Obama mismo (o eso escribe Jacob Heilbrunn en The National Interest. [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Norteamérica debería condecorar a Assange", afirmaba un titular del Financial Times, en el que escribe Gideon Rachman: [2] “La política exterior norteamericana da la impresión de tener principios, de ser inteligente y pragmática (…) la postura pública sobre cualquier asunto adoptada por los EE. UU. suele asimismo coincidir con la postura expresada en privado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acuerdo con esta opinión, WikiLeaks socava a los "teóricos de la conspiración", que cuestionan los nobles motivos que proclama Washington. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El cable de Godec presta apoyo a estos juicios, al menos si no miramos más allá. Porque si lo hacemos, tal como informa Stephen Zunes, analista de política exterior, en Foreign Policy in Focus, nos encontramos con que, con la información de Godec en la mano, Washington suministró 12 millones de dólares en ayuda militar a Túnez. Da la casualidad de que Túnez era uno de los cinco únicos beneficiarios extranjeros: Israel (como de costumbre); las dos dictaduras de Oriente Medio, Egipto y Jordania; y Colombia, que durante mucho tiempo ha ostentado el peor historial de derechos humanos y recibido la mayor cantidad de ayuda militar norteamericana en el hemisferio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La evidencia número uno de Heilbrunn es el apoyo árabe a las medidas políticas norteamericanas que tienen como objetivo Irán, según revelan los cables filtrados. También Rachman se ciñe a este ejemplo, como fue el caso en general de los medios, saludando tan alentadoras revelaciones. Las reacciones ilustran la hondura del desprecio por la democracia en la cultura de elevada formación. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lo que no se menciona es lo que piensa la población, lo cual resulta fácil de describir de acuerdo con las encuestas de opinión [3] difundidas en agosto pasado por la Brookings Institution: algunos árabes están de acuerdo con Washington y los comentaristas occidentales en que Irán representa una amenaza, el 10%. Por contraposición, consideran a los EE. UU. e Israel como amenazas principales (el 77% y el 88% respectivamente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La opinión árabe se muestra tan hostil a las políticas de Washington que una mayoría (el 57%) cree que la seguridad regional se acrecentaría si Irán dispusiera de armas nucleares. Pese a todo, “no hay nada que vaya mal, todo está bajo control" (tal como describe Muasher la fantasía imperante). Los dictadores nos apoyan. Se puede ignorar a sus súbditos, salvo que rompan sus cadenas, en cuyo caso hay que llevar a cabo ajustes políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otras filtraciones parecen también prestar apoyo a los juicios entusiastas sobre la nobleza de Washington. En julio de 2009, Hugo Llorens, embajador norteamericano en Honduras, informó a Washington de una investigación de la embajada acerca de "cuestiones legales y constitucionales en torno a la destitución forzada del presidente Manuel, 'Mel', Zelaya." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La embajada concluía que "no hay duda de que los militares, el tribunal supremo y el congreso nacional conspiraron el 28 de junio en lo que supuso un golpe ilegal e inconstitucional contra el ejecutivo". Muy admirable, salvo que el presidente Obama procedió a romper con casi toda América Latina y Europa al apoyar el régimen del golpe y desestimar las atrocidades posteriores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quizás las revelaciones más notables de WikiLeaks sean las referentes a Pakistan, examinadas por Fred Branfman, analista de política exterior, en Truthdig. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los cables revelan que la embajada norteamericana es bien consciente de que la guerra de Washington en Afganistán y Pakistán no sólo intensifica el rampante antiamericanismo sino que también “corre el riesgo de desestabilizar el estado paquistaní” y suscita incluso la amenaza de la pesadilla última: que las armas nucleares pudieran caer en manos de terroristas islámicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nuevo, las revelaciones "deberían proporcionar una sensación de seguridad (…) de que los funcionarios no se han quedado dormidos a los mandos " (en palabras de Heilbrunn), mientras Washington marcha resueltamente al desastre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS: [1]http://nationalinterest.org/node/4487 [2] http://www.ft.com/cms/s/0/61f8fab0-06f3-11e0-8c29-00144feabdc0.html#axzz1D7yPjFTN [3 ] http://www.zogby.com/Soundbites/ReadClips.cfm?ID=19346 .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8400283053174864398?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8400283053174864398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/mundo-aabe-politica-no-es-el-islam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8400283053174864398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8400283053174864398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/mundo-aabe-politica-no-es-el-islam.html' title='(Mundo Áabe - Política) - No es el Islam radical lo que preocupa a los EE. UU., sino la independencia'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-494356229570258969</id><published>2011-02-06T18:37:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T18:37:51.471-08:00</updated><title type='text'>(Mundo Árabe - Política) - La revolución inconclusa y las tesis de Gamal Abdel Nasser</title><content type='html'>El legado de Nasser sigue vigente en el mundo arabe más de 50 años después de la nacionalización del Canal de Suez &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Ernesto Wong Maestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente:Barometro Internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El padre del socialismo árabe, Gamal Abdel Nasser, fuente de inspiración de las revoluciones argelina, libia y saharaui, y estímulo poderoso para el asalto al cuartel Moncada que prendió la chispa de la revolución en Cuba y para los procesos anticoloniales en la Ghana de Nkrumah, en la Guinea de Sekou Touré o en el Mali de Modibo Keita, entre otros, dejó para la posteridad un extraordinario pensamiento antimperialista, panarabista y panafricanista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ese pensamiento se expresó en diferentes momentos desde que el líder egipcio fundó junto a otros compañeros de armas en 1949 el movimiento de Oficiales Libres y luego, el 22 de julio de 1952, derrocaron al rey Faruk I y su sistema monárquico para “desembarazarnos de los restos del pasado, del imperialismo y del despotismo, de los restos de la ocupación extranjera y del despotismo interior”, exclamó Nasser en su discurso a la nación el 26 de julio de 1956 cuando dio a conocer la nacionalización del Canal de Suez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una revolución profunda como la nasserista, en nuestra época, debe enfrentar y desembarazarse de la herencia caduca y dañina proveniente del exterior y propia, generada por siglos y siglos de explotación de unos pocos sobre las grandes mayorías. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esa premisa expuesta por Nasser al iniciar aquel histórico discurso y que lo situó definidamente en el lado de los libertadores del mundo, el padre del socialismo árabe construyó y expuso sus principales tesis, que caracterizaron su pensamiento político revolucionario, y que hoy, a casi cincuenta y cinco años, tienen una total vigencia para las generaciones actuales y la tendrán para las futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantendré el orden expositivo de Nasser que caracteriza su planteamiento ideológico y su exposición, que trascendieron las fronteras y el tiempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En primer término y luego de presentar los argumentos del por qué de sus luchas en los cuatro años transcurridos, Nasser da el sentido necesario de autoestima con que todo líder debe impregnarse y debe tratar de llevar a sus seguidores, basado en la obra realizada. “Al recibir el quinto año de la revolución -dijo Nasser- somos más fuertes que nunca y nuestra voluntad es cada vez más fuerte. Hemos luchado y hemos triunfado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguidamente reconoce las capacidades propias e identifica con claridad de donde ellas provienen y hacia donde apuntan, es el sentido de continuidad histórica. Por ello, la historia en el pensamiento de Nasser es una temática imprescindible para la formación política de sus cuadros. “No contamos más que con nosotros mismos y lo hacemos con voluntad, fuerza y potencia para la realización de objeti¬vos proclamados por la revolución, por cuyo triunfo lucharon ya nuestros padres y se sacri¬fican nuestros hijos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Nasser, ética, libertad y poder van unidas en el combate por la independencia. Sostiene que “luchamos y sentimos que triunfaremos, siempre para consolidar nuestros principios de dignidad, de libertad y de grandeza, a fin de establecer un Estado in¬dependiente, de una independencia verdadera, tanto política como económica”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y aquí, el líder árabe ilumina al mundo y más adelante amplía con una tesis marxista, aplicada a las condiciones concretas de Egipto pero también reconoce -como sagaz estratega- los obstáculos que debe evadir o eliminar. “No resulta fácil edificar nuestra potencia en medio de los objetivos imperialistas y de los complots internacionales (...) Tenemos ante nosotros una larga perspectiva de combates, si es que queremos vivir dignamente”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como preámbulo al anuncio de la nacionalización dice Nasser: “Hoy tenemos la ocasión de sentar las bases de la dignidad y de la libertad y en el futuro nuestro objetivo será consolidar estas bases y hacerlas todavía más fuertes y más sólidas”. Ambas tesis muestran -a la luz de los acontecimientos actuales donde afloran las traiciones al pueblo y la entrega al capital transnacional- lo inconcluso de la revolución nasserista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“El imperialismo ha intentado -reveló Nasser al mundo- por todos los medios posibles, atentar contra nuestro nacionalismo árabe. Ha intentado dispersarnos y separarnos y por eso ha creado el Estado de Israel, obra del imperialismo”, una tesis audaz y esclarecedora para comprender el modus operandi que ha marcado a los gobiernos estadounidenses desde que en 1823 el presidente James Monroe expusiera su luego conocida Doctrina Monroe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante tales intentos imperiales expuestos por Nasser, este precursor del socialismo del siglo XXI, insiste frente a su auditorio: “No hemos olvidado la independencia económica porque estamos firmemente convencidos de que es un hecho que la independencia política no puede realizarse más que por la vía de la independencia económica. Es por eso que hemos prestado toda nuestra atención a la producción y a su desarrollo, contando únicamente con nosotros mismos y con nuestros propios medios”. Es el lenguaje de los libertadores, el mismo que nos hace recordar partes de la definición de “revolución” dada por el líder cubano Fidel Castro comenzando el siglo XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Su visión de la coexistencia pacífica y su identificación con los principios de Bandung, enraizados en los antiguos principios del Pansha Shila imperantes en las milenarias relaciones sinohindúes, le permitieron a Nasser constituirse en uno de los sólidos pilares del llamado No Alineamiento, junto a Kwame Nkrumah, Ahmed Sukarno y Jawalaharl Nehru, cada uno de ellos líderes regionales, también con Josep Broz Tito, y más tarde, compartir una duradera amistad con Fidel desde aquel día en que estando los dos asistiendo a la Asamblea General de la ONU en 1960, Nasser se fue a visitar al joven líder de la Sierra Maestra quien se alojaba en el hotel Teresa del barrio negro de Harlem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He aquí su tesis acerca del país y su entorno: “Egipto olvida el pasado y tenderá la mano a cuantos sean pacíficos con él y será hostil a los que lo sean con él. Yo he proclamado también que la política de Egipto ha salido del corazón mismo de Egipto, no de Londres o de Washington o de otro sitio cualquiera. Yo he dicho también que nosotros estábamos del todo dispuestos a cooperar con quien sea, a condición de que ello no redunde en perjuicio de Egipto y de sus intereses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En esas pocas proposiciones se encierran las experiencias de varios milenios de historia egipcia escrita, desde que el faraón Ramsés II firmó el tratado de paz con los hititas en el siglo XIII a.c. en una ciudad situada en lo que es hoy Líbano y en aquellos tiempos zona limítrofe del imperio Egipto, hasta las propias experiencias en el siglo XIX del sultán Mehmed Ali Pasha, el líder egipcio que logró independizarse de Francia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Nasser al igual que para el Che Guevara, con quien conversó personalmente en ocasión de la visita del líder argentino-cubano a El Cairo, el éxito del combate al imperialismo depende de los pueblos que entablen las batallas por la liberación. Reconocerlo y difundirlo alienta y refuerza la moral de los combatientes y de los pueblos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La lucha está por todas partes en el mundo árabe”, reconoce Nasser en su discurso. “Estas luchas en Jordania, Siria, Sudán, Argelia y en todas partes de los países árabes, noso¬tros no podemos decir que no nos conciernen porque todos nosotros, los países árabes, esta¬mos vinculados íntimamente unos a otros y no aceptaremos jamás que tengamos que ir tras las potencias extranjeras, que recibamos instrucciones de tal o cual potencia (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hechas estas aseveraciones que en pocos minutos recorrieron el mundo entero, ya globalizado a través de la radio, el telégrafo y los correos aéreos, marítimos y terrestres, Nasser expone la histórica decisión: “Nosotros volveremos a tomar todos nuestros derechos, porque todos esos fondos son los nuestros y este canal es propiedad de Egipto”. Y refiriéndose a la empresa constructora y sus trabajadores dice: “La Compañía es una Sociedad Anónima egipcia y el canal fue excavado por 120.000 egipcios que murieron durante la ejecución de los trabajos. La Sociedad del Canal de Suez, con sede en París, no es más que la tapadera de una pura explotación.(...) Nosotros construiremos una alta presa y obtendremos todos los derechos que habíamos perdido. Nosotros mantendremos nuestras aspiraciones y nuestros deseos. Los treinta y cinco millones de libras que cobra la Compañía, nosotros los cogeremos en interés de Egipto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y así concluyó su declaración.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sus tesis trataron de ser borradas de la memoria popular con la invasión que meses después ejecutaron coordinadamente las dos potencias que explotaron al pueblo egipcio en el siglo XIX y XX: Inglaterra y Francia, opuestas a la nacionalización nasserista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-494356229570258969?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/494356229570258969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/mundo-arabe-politica-la-revolucion.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/494356229570258969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/494356229570258969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/mundo-arabe-politica-la-revolucion.html' title='(Mundo Árabe - Política) - La revolución inconclusa y las tesis de Gamal Abdel Nasser'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1905386281069833950</id><published>2011-02-06T07:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-06T07:53:23.662-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Movimento Indígena) - Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff</title><content type='html'>Várias organizações saudam e alertam a Presidenta Dilma Rousseff sobre o desrespoeito à mãe natureza e os efeitos catastróficos aos povos indígenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Adital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que a senhora assumiu a presidência do Brasil. É a primeira mãe que assume essa responsabilidade e poder. Mas nós Guarani Kaiowá queremos lembrar que para nós a primeira mãe é a mãe terra, da qual fazemos parte e que nos sustentou há milhares de anos. Presidenta Dilma, roubaram nossa mãe. A maltrataram, sangraram suas veias, rasgaram sua pele, quebraram seus ossos... rios, peixes, arvores, animais e aves... Tudo foi sacrificado em nome do que chamam de progresso. Para nós isso é destruição, é matança, é crueldade. Sem nossa mãe terra sagrada, nós também estamos morrendo aos poucos. Por isso estamos fazendo esse apelo no começo de seu governo. Devolvam nossas condições de vida que são nossos tekohá, nossos terras tradicionais. Não estamos pedindo nada demais, apenas os nossos direitos que estão nas leis do Brasil e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do ano passado nossa organização Aty Guasu recebeu um premio. Um premio de reconhecimento de nossa luta. Agora, estamos repassando esse premio para as comunidades do nosso povo. Esperamos que não seja um premio de consolação, com o sabor amargo de uma cesta básica, sem a qual hoje não conseguimos sobreviver. O Premio de Direitos Humanos para nós significa uma força para continuarmos nossa luta, especialmente na reconquista de nossas terras. Vamos carregar a estatueta para todas as comunidades, para os acampamentos, para os confinamentos, para os refúgios, para as retomadas... Vamos fazer dela o símbolo de nossa luta e de nossos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente Dilma, a questão das nossas terras já era para ter sido resolvido há décadas. Mas todos os governos lavaram as mãos e foram deixando a situação se agravar. Por último o ex-presidente Lula, prometeu, se comprometeu, mas não resolveu. Reconheceu que ficou com essa dívida para com nosso povo Guarani Kaiowá e passou a solução para suas mãos. E nós não podemos mais esperar. Não nos deixe sofrer e ficar chorando nossos mortos quase todos os dias. Não deixe que nossos filhos continuem enchendo as cadeias ou se suicidem por falta de esperança de futuro. Precisamos nossas terras para começar a resolver a situação que é tão grave que a procuradora Deborah Duprat, considerou que Dourados talvez seja a situação mais grave de uma comunidade indígena no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem as nossas terras sagradas estamos condenados. Sem nossos tekohá, a violência vai aumentar, vamos ficar ainda mais dependentes e fracos. Será que a senhora como mãe e presidente quer que nosso povo vai morrendo à míngua?. Acreditamos que não. Por isso, lhe dirigimos esse apelo exigindo nosso direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação:&amp;nbsp;31 janeiro de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1905386281069833950?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1905386281069833950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-movimento-indigena-carta-do-povo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1905386281069833950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1905386281069833950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-movimento-indigena-carta-do-povo.html' title='(Brasil - Movimento Indígena) - Carta do Povo Kaiowá e Guarani à Presidenta Dilma Rousseff'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-3691480743860833321</id><published>2011-02-05T10:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T10:45:18.259-08:00</updated><title type='text'>Mundo Árabe - Política) - La revuelta árabe y el pensamiento estratégico</title><content type='html'>Estrategas europeus hicieran previsiones en 2008 sobre la posibilidad de estalidos sociales, que incluso fueran concetos antes de estes dias con hulegas de obreros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raúl Zibechi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Servicio Informativo Alai-amlatina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las rebeliones en Túnez y Egipto, así como las que despuntan en otros países de la región, perfilan un cambio sistémico en la relaciones internacionales que se puede resumir en la desarticulación del papel de los Estados Unidos, y sus aliados, en Medio Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En junio de 2008 el boletín mensual del Laboratorio Europeo de Anticipación Política (LEAP), advirtió que los regímenes árabes pro occidentales se encontraban a la deriva y que había “60 por ciento de &lt;br /&gt;riesgos de explosión político-social en el eje Egipto-Marruecos”. El análisis hacía hincapié en las consecuencias de la “crisis sistémica global” por la cual regímenes afrontarían serias dificultades ante &lt;br /&gt;inminentes motines de hambre y verificaba la “incapacidad de Washington y sus aliados europeos para tener un discurso que no sea el de la seguridad”(1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando se enfoca en Egipto, el Laboratorio registra un crecimiento de la inestabilidad “a causa del estancamiento político en que lo coloca el final del reinado de Mubarak, mientras que el régimen es incapaz de satisfacer las esperanzas económicas y sociales radicalizadas de una&amp;nbsp;proporción creciente de la población”. La conclusión del centro europeo de análisis estratégicos es llamativa a la luz de los hechos actuales: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para nuestros investigadores, Egipto será políticamente arrastrado por las consecuencias de la entrada en el núcleo de la crisis sistémica global. La inestabilidad social prevalecerá sobre la naturaleza de &lt;br /&gt;seguridad pública del régimen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrategia vs. adivinanza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La forma como se llega a este tipo de conclusiones anticipatorias no tiene nada de azaroso. En rigor, no se trata ni de adivinanzas ni de pronósticos, porque el futuro no es previsible. La cuestión es más &lt;br /&gt;compleja. Se trata de comprender las líneas de fuerza, las relaciones de poder, los puntos fuertes y débiles de las relaciones internacionales entendidas como un sistema. Algo así como detectar qué ladrillos del muro son los que sostienen la estructura, de modo que si son retirados o &lt;br /&gt;se ven afectados puede venirse abajo toda la construcción, por más sólida que sea en apariencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eso se requieren análisis de largo y de corto plazo, múltiples enfoques (políticos, económicos, sociales y culturales,) o sea un conjunto completo y complejo de lecturas que permitan una compresión de conjunto, tanto cuantitativa como cualitativa. Un análisis sistémico que suele ser realizado en equipo con vocación de comprender la totalidad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los conceptos de “crisis sistémica” y de “desarticulación geopolítica”, que utiliza habitualmente el LEAP, pertenecen a este tipo de análisis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, cuando se insiste en que estamos atravesando una crisis sistémica no debe entenderse, como suele suceder muchas veces, de que es el sistema capitalista el que está en crisis terminal. Lo que se pretende enfatizar es que el sistema internacional tal y como venía funcionando desde su última gran reestructuración, punto que podemos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fijar en 1945 al finalizar la Segunda Guerra Mundial, no seguirá existiendo durante mucho tiempo. Los análisis sistémicos no suelen precisar fechas exactas para que los cambios sucedan, sino apenas &lt;br /&gt;indicar que se ha ingresado en una etapa signada por algunas tendencias de fondo. Por ejemplo: la crisis de la hegemonía estadounidense. Eso quiere decir que Estados Unidos por sí solo ya no puede delinear el mapa del mundo a su antojo como lo hizo durante cinco o seis décadas. Pero no quiere decir que vaya a desaparecer sino que seguirá siendo una potencia, seguramente la más importante, pero sin el poder de antaño en un mundo multipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Del mismo modo, cuando se asegura que fue el año 2008 cuando se produjo ese viraje, que en realidad sucedió bajo el mandato de George W Bush, se trata de fechas aproximadas, simbólicas, que indican sólo puntos de inflexión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egipto como punto de inflexión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante los dos últimos años BRECHA ha venido registrado algunos de estos cambios sistémicos. Además del declive del poder de los Estados Unidos, se ha enfatizado en el crecimiento del BRIC (Brasil, Rusia, India y China, a la que ahora se suma Sudáfrica). También se ha detectado el viraje de Turquía, país que viene abandonando la esfera de influencia de Washington. Sin embargo, la revuelta árabe es un giro de tuerca pronunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En el caso de Egipto, como apunta el periodista Hossam el-Hamalawy, lo extraño es que la explosión no haya sucedido antes. “Durante los últimos años la revuelta estaba en el aire”, señala en una entrevista difundida por Al Jazeera el 27 de enero. Como ninguna rebelión cae del cielo, explica que en 2008 hubo dos “mini intifadas” en Túnez y que en Egipto se registran fuertes movimientos huelguísticos desde diciembre de 2006, con epicentro en la industria textil de la ciudad de Mahalla en el Delta del Nilo. Como consecuencia de esta oleada de huelgas se han formado dos sindicatos independientes del régimen, los cobradores de impuestos con 40 mil afiliados y el de técnicos de salud con 30 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El primer cambio de larga duración a tener en cuenta es “el grado de valentía de la gente”, que ha perdido el miedo, se ha convertido en protagonista y no será sencillo volver a encerrarla en sus casas. Si no hubo levantamientos antes fue porque el régimen acertó en colocar en el centro el combate al terrorismo para inhibir cualquier disenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El segundo cambio es que Estados Unidos está perdiendo de forma acelerada a sus más importantes aliados en la región. Ya perdió a Turquía, luego a Túnez y ahora a Egipto, el país que más ayuda recibe &lt;br /&gt;luego de Israel. Si coincidimos con Immanuel Wallerstein en que vivimos la segunda rebelión árabe (la primera fue en 1916 para independizarse del Imperio Otomano), Washington es el gran perdedor. Por el contrario, el gran ganador es Irán. Por curioso que parezca, al derribar a Saddam Hussein los Estados Unidos le sirvieron en bandeja de plata un papel destacado a Teherán en Medio Oriente, porque el líder iraquí había sido “el enemigo más feroz y más eficaz de Irán”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Casa Blanca no ha podido ocultar su falta de política alternativa a los regímenes dictatoriales, más allá del célebre discurso de Barack Obama en El Cairo el 4 de junio de 2009 que, ironías de la historia, se tituló “Un nuevo comienzo”. Hillary Clinton se limitó a hacer llamados genéricos a la democracia y la paz, a pedir una transición ordenada sin vacío de poder, y poco más. Sin apoyarse en Egipto, un verdadero régimen cliente, creado y sostenido por la ayuda militar y política, el peso de Estados Unidos en Oriente Medio retrocederá varios escalones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero no sólo Washington pierde en esta región. Todo Occidente, y muy en particular la Unión Europea, que recibe el petróleo a través del Canal de Suez, verá cómo su influencia se desvanece en las calles y las plazas árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, todas las miradas apuntan a Turquía. Alejada de Washington y de Tel Aviv, sin llegar a alinearse con Irán, se va erigiendo tanto en bisagra como en ejemplo a seguir. Los futuros gobernantes de El Cairo tendrán en Ankara una fuente de inspiración casi ineludible, toda vez que los ejes del nuevo, y precario, equilibro en la región se encuentran cada vez más alejados de aquellos países que fueron hasta ahora fieles aliados de la ex superpotencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Geab No. 26, 17 de junio de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)&amp;nbsp;periodista uruguayo,&amp;nbsp;docente e investigador en la Multiversidad Franciscana de América Latina, y asesor de varios colectivos sociales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 04.01.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-3691480743860833321?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/3691480743860833321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/ela-revuelta-arabe-y-el-pensamiento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3691480743860833321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3691480743860833321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/ela-revuelta-arabe-y-el-pensamiento.html' title='Mundo Árabe - Política) - La revuelta árabe y el pensamiento estratégico'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2000905205019251619</id><published>2011-02-03T09:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T09:44:11.490-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Ensino Público) - Fundações Privadas nas Universidades - uma luta inconclusa</title><content type='html'>Uma relaçao complicada e desagregadora que é foco de graves denúnmcias de corrupção é a realidade das Fundações nas universidades públicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaine Tavares*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei 12.349, publicada em Diário Oficial no dia 15 de dezembro de 2010, traz significativas mudanças na relação da Universidade com as fundações de apoio que desde há tempos invadiram os campi e trouxeram para o espaço público práticas e vícios do mundo empresarial. Esta relação, complicada e desagregadora, já foi foco de graves denúncias de corrupção e mau uso do dinheiro público, e o governo, em vez de garantir a autonomia das Instituições Federais, preferiu “legalizar” a ação das fundações dentro das universidades. Casos como o da Fundação Zerbini, ligada a USP, com mais de 140 milhões em dívidas, ou o da Finatec, da UNB, acusada de desviar mais de 100 milhões de reais e superfaturar contratos, e ainda o da FEESC, da UFSC, que também apresentou uma série de irregularidades chegando a receber intervenção, são emblemáticos e já mostraram o quanto essas entidades podem ser nocivas para a vida universitária. A Associação dos Professores da USP chegou a divulgar publicações inteiras com um completo dossiê de irregularidades acerca das fundações de apoio, mas ao que parece, muito pouco do que foi denunciado chegou a ter um desfecho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como se já não bastasse, no apagar das luzes, o governo de Luis Inácio ter editado uma Medida Provisória que cria uma empresa estatal para gerir os Hospitais Universitários, tirando das universidades essa tarefa, o Congresso nacional também garante a aprovação, como lei, do conteúdo de uma outra MP, a 495, editada em julho de 2010. Segundo Ciro Correia, do GT de Fundações da Adusp, essa nova lei que trata das fundações de apoio está eivada de irregularidades e cabe às entidades entrar com uma Ação de Inconstitucionalidade para evitar que estas entidades acabem tomando conta da vida da universidade. “A lei permite, por exemplo, a duplicidade de caixa, o que significa o pontificado do famoso caixa dois. Isso já foi conseguido na Itália e nos Estados Unidos e escancara a porta para a iniciativa privada”. Para quem vem denunciando desde o início da década de 2000 as inúmeras irregularidades que emergem das fundações, a lei igualmente dá margem para novos atos de corrupção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto da lei viabiliza o acúmulo de cargos públicos, o que fere frontalmente o PUCRCE, uma lei de 1987 que rege a vida funcional dos trabalhadores das universidades. “E se as funções que o trabalhador da IFE desenvolver nas fundações estiverem incompatíveis com a atividade pública? Isso configura conflito de interesses. Há legislação que impede esse tipo de coisa”. Além desta questão, Ciro observa que com esta lei o governo está colocando trabalhadores e estrutura da universidade a serviço de interesses privados, a serviço do lucro de alguns, descumprindo assim o caráter público da função de um trabalhador público. Assim, agora, com tudo legalizado, as fundações poderão se apropriar da universidade para seus projetos privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova lei, além de legalizar aquilo que já era praticado como irregularidade, também amplia as atividades a serem desenvolvidas pelas fundações como a realização de concursos e a chamada de editais de obras, funções que no entender de Ciro Correia, devem continuar a cargo das Instituições. Ou seja, em vez de garantir mais autonomia às universidades, serão as fundações aquelas que terão sob sua responsabilidade os rios de dinheiro que correm das lagoas da iniciativa privada e dos mares do setor público. Dentro das universidades poucas são as vozes que se levantam contra esse processo incontrolável de privatização das instituições. A maioria dos reitores se coloca favorável porque torna legal aquilo que era um nó e motivo de disputa com professores, técnicos e estudantes ligados ao movimento sindical e estudantil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme lembra Ciro Correia esta lei deve ser observada como o corolário de todo um processo que começou lá com Itamar Franco, passou por FHC e que Luis Inácio conseguiu realizar com um mínimo de oposição. Na alteração de alguns artigos da lei 8.958, agora as fundações acabam com os institutos e outros espaços públicos de discussão e gestão de projetos da universidade. “É o bom e velho discursos anti-republicano que diz ser preciso tornar ágil a gestão pública, para isso sendo necessária a prática privada. Isso é uma farsa e já foi comprovado”, diz Ciro. Na verdade, o governo quer passar para a sociedade a idéia de que o sistema privado é melhor, justamente para continuar se eximindo de financiar a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cabe às entidades que lutam por uma educação de qualidade e pela universidade autônoma, discutirem a nova lei e buscarem formas de superá-la e vencê-la. É sabido que historicamente, as fundações ditas “de apoio” muito pouco apoio dão às universidades. No mais das vezes se envolvem em escândalos de corrupção. Agora, legalizadas, elas sugarão ainda mais as gentes e os recursos das universidades públicas &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;(*) jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2000905205019251619?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2000905205019251619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-ensino-publico-fundacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2000905205019251619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2000905205019251619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/02/brasil-ensino-publico-fundacoes.html' title='(Brasil - Ensino Público) - Fundações Privadas nas Universidades - uma luta inconclusa'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-3071999093699229850</id><published>2011-01-31T07:38:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T07:38:04.632-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Soberania) - Carta Aberta aos Magistrados Brasileiros</title><content type='html'>Cineasta brasileiro historia os anos 70 na história e sugere que o Brasil não se dobre às presões do caso Batistti&lt;br /&gt;Sílvio Tendler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paira sobre Cesare Battisti o mistério que cerca sua história. Existem muitas lacunas sobre os fatos. Somos tratados como duzentos milhões de pobres coitados que temos que nos curvar diante da vontade da Itália soberana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Battisti, sua história de refugiado começa quando é acolhido na França de Mitterrand, torna-se escritor e vive em paz. A França vira à direita, a Itália pedindo a extradição e Battisti é expulso "à la française" para atender à pressão Italiana: não extradita, mas estimula "a fuga". Dá o passaporte e os meios para a fuga. Tudo providenciado pelo serviço secreto francês que monitora a viagem. O Brasil acolhe um perseguido, como sempre fez ao longo dos tempos. A França inicia o jogo da batata quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Battisti é preso como tantos outros italianos perseguidos que se refugiam aqui. Os outros foram libertados. Battisti vira questão de honra e termina refém de um conflito de poderes que termina numa salda surrealista: O STF vota pela expulsão, mas devolve ao Presidente da República o poder decisório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República em seu último dia de governo toma a atitude que parecia justa e a mais adequada dentro das tradições brasileiras, a de conceder refúgio aos perseguidos por razões políticas. Prerrogativa constitucional e reconhecida pelo STF, que mesmo acreditando que Battisti deveria ser extraditado devolveu o poder de decisão ao Presidente da República. O jogo da batata quente continua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do STF puxa de novo o poder decisório para o tribunal atendendo à pressão italiana. O suspense está no ar. O Presidente Italiano manda uma carta a Presidente Dilma Rousseff pedindo a extradição. A Presidente responde que a decisão está nas mãos do STF. A Presidente Dilma devolve a batata quente ao Supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália, berço do direito, hoje não tem sede de justiça, mas desejo de vingança e vem transformando Cesare Battisti na fera a abater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Itália que quer se vingar de sua própria história (sim, o caso Battisti é um caso de vingança histórica) não é a Itália de Dante mas a Itália que durante o pós guerra afogou-se em escândalos e conluios entre a máfia e o fascismo que destruiu partidos e dirigentes políticos em escândalos de corrupção e que levou milhares de jovens italianos ao desespero político, encontrando como única porta de saída a resistência armada. E o Brasil vem sendo fustigado, intimidado e ameaçado como se fosse uma republiqueta centenária desafiando a milenar cultura italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que pretendem entender aqueles tempos tumultuados da história política da Itália, recomendo assistir a "Cadáveres Ilustres" (1976), do mestre Francesco Rossi baseado em obra homônima do escritor Leonardo Sciascia. O filme aborda a crise da democracia Italiana e trata do assassinato do secretário geral do Partido Comunista Italiano. A mais pura ficção. A crise do estado italiano está ali no romance e no filme denunciando a conspiração entre políticos, magistrados e militares contra o Estado democrático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, a história, a de verdade, registrava a tragédia do sequestro e assassinato do democrata cristão Aldo Moro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este assassinato quase pôs a pique a democracia italiana. A direção da democracia cristã e a do Partido Comunista recusam-se em negociar com os ensandecidos das Brigadas Vermelhas, alegando a "defesa do Estado Democrático", como se a vida de um homem valesse menos do que um princípio. Além da vida de Moro, o episódio custou muito caro à democracia italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A podridão do ambiente político italiano terminou culminou com a dissolução da própria Democracia Cristã e do Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise italiana daquele período pós-guerra e marcada por feridas ainda não cicatrizadas que desembarcam no governo Berlusconi o que exige uma reflexão maior e pede uma revisão histórica urgente. Não é esse nosso papel aqui. Estamos à beira do julgamento que decidirá o futuro de um homem, o que já é muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os brasileiros, continuamos absolutamente desinformados sobre a história desse homem que terá seu destino determinado por um gesto nosso. E olha que ele já está preso por aqui desde 2007, tempo mais do que suficiente para mandar uma missão para investigar na Itália a verdadeira história de um julgamento cheio de lacunas e cantos escuros. Só quem desconhece a história italiana dos anos 70/80 é que compra sem reticências a versão do governo italiano. A mídia comprou a versão italiana e publica acriticamente tudo que chega de lá. A última bazófia tornada pública foi a de que a Comunidade Européia aprovou com 86% dos votos uma moção recomendando ao Brasil que extraditasse Battisti. A realidade foi bem diferente: À sessão compareceram apenas 11% dos parlamentares, a imensa maioria, de italianos. E repercute como se houvesse uma grande unanimidade em torno da extradição de Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesare Battisti foi acusado de cometer dois crimes a 400 kms de distância um do outro, com poucas horas de diferença, no mesmo dia. Ninguém foi questionar a veracidade da informação. Inexplicável mesmo é que ninguém se interesse em saber a versão de Pietro Mutti, o "capo" das Brigadas Vermelhas e principal acusador de Battisti. Onde está? O que faz hoje em dia? Os outros delatores são encontráveis, como Cavallina e o segundo principal delator se chama Sante Fatone e agora mora na Calábria. Talvez esse também possa ser encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cela na Papuda, penitenciária de Brasília, Cesare Battisti aguarda a decisão sobre seu destino que tanto poderá ser a liberdade, as ruas, o convívio com a família, amigos, a reintegração na sociedade ou a prisão até a eternidade, a liberdade ou a prisão perpétua (pena que não existe no Brasil). A realidade é bem mais dura do que a ficção, até porque Battisti não é um personagem de papel, mas de carne e osso, nervos e sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo Battisti em sua cela e viajo em tantos outros injustiçados da história: Giordano Bruno, Antonio José da Silva, o judeu, Tiradentes, o capitão Dreyfus, Sacco e Vanzetti, Ethel e Julius Rosenberg, Elise Ewert, Olga Benário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto: não estamos discutindo justiça, mas vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 31.01.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-3071999093699229850?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/3071999093699229850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-soberania-carta-aberta-aos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3071999093699229850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3071999093699229850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-soberania-carta-aberta-aos.html' title='(Brasil - Soberania) - Carta Aberta aos Magistrados Brasileiros'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2085652273947273128</id><published>2011-01-30T12:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T12:51:05.968-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Direitos Humanos) - O Holocausto e nós</title><content type='html'>O governo alemão não esconde o passado e condena as atrocidades cometidas pelos nazistas, mas nas escolas militares brasileiras se enaltece o golpe de 64 que também provocou violaóes constantes aos direitos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavio Tavares*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Zero Hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A celebração, dias atrás, em Porto Alegre, em memória do extermínio de judeus pelos nazistas durante os anos do domínio de Hitler na Alemanha e na Europa, leva-me a interrogar sobre a hipocrisia da política e da diplomacia e, mais ainda, sobre o medo que guia o comportamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois de 1933 (quando Hitler subiu ao poder) até 1945 (quando suicidou-se em Berlim), passaram-se 12 anos sem que se falasse abertamente do massacre de judeus e ciganos pelo fato de serem judeus e ciganos. Já em 1942, a aviação anglo-americana bombardeou a Alemanha e numa só noite, por exemplo, incendiou Hamburgo com bombas de fósforo, matando 40 mil civis. Nunca, porém, bombardearam as ferrovias que levavam aos campos de extermínio, localizados (na maioria) junto a cidades alemãs de porte médio. Todos tinham imensas chaminés para cremação de corpos, mas nenhum civil alemão pressentiu o cheiro da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os documentários que os canais de História exibem até hoje na TV mostram tropas russas, inglesas e norte-americanas (em 1945) levando os constrangidos habitantes locais a conhecerem o horror que ignoravam – milhares de cadáveres insepultos de prisioneiros mortos por inanição ou assassinados em massa e às pressas ao final da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheciam por nada saber ou por fingir que nada sabiam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo, só o medo erigido como única fonte e único fim do Estado pode explicar que o culto povo alemão tenha sustentado a ditadura de Hitler e tomado o crime aberrante como natural. Foi preciso uma guerra mundial (que envolveu diretamente o Brasil), com toda a loucura das guerras, para pôr fim à demência nazista da “supremacia da raça ariana”, ponto de partida para a matança de 6 milhões de judeus na Europa – todos civis, crianças e mulheres incluídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como grupo, só os judeus recordam o que toda a humanidade deveria rememorar a cada ano, ou a cada dia, para evitar a repetição de horror similar. Estamos ainda sob o impacto do século 20, de suas misérias e proe-zas, utopias e frustrações. No fundo, somos ainda governados pelo século passado – século da penicilina, da bomba atômica e da aids; da lei da relatividade e da poluição ambiental –, mas muitas vezes nos inibimos com o que nos deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, silenciamos sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. O golpe de Estado de 1964 foi a mais atroz marca política do século, mas nas escolas militares é apontada como “gesto heroico”. A repetição dessa mentira tem como base a mesma fantasia que, hoje, leva corruptos e corruptores a ocuparem altos postos nos governos. A verdade não chega à proximidade do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na celebração do Holocausto judaico em Porto Alegre, o cônsul** alemão no Rio Grande do Sul rendeu homenagem àqueles 6 milhões assassinados há mais de meio século pelo governo de seu país. “Uma atitude de reverência”, lembrou. De fato, reverência à verdade histórica. Ou alguém imaginaria um representante do governo da democrática Alemanha atual defendendo os crimes do governo de Hitler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poder ou fora dele, os alemães de hoje não se inibem em distanciar-se do terror do governo alemão de ontem. Entre nós, ao contrário, alguns setores minoritários teimam em aferrar-se ao passado atroz e odioso, sem repudiar os delitos da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a ditadura nazista, os judeus eram abjetos inimigos a aniquilar só por serem judeus. Aqui, na ditadura surgida em 1964, quem lutasse pela liberdade da democracia era desprezível inimigo a aniquilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Jornalista e escritor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: &amp;nbsp;30 01 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2085652273947273128?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2085652273947273128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-direitos-humanos-o-holocausto-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2085652273947273128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2085652273947273128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-direitos-humanos-o-holocausto-e.html' title='(Brasil - Direitos Humanos) - O Holocausto e nós'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-6670057205522967282</id><published>2011-01-30T12:14:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T12:15:09.469-08:00</updated><title type='text'>(Israel - Política) - Uma democracia de mentira</title><content type='html'>Parlamento de Israel aprova criaçao de comissão especial para investigar israelenses de esquerda que denunciam atrocidades do Exército contra palestinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mario Augusto Jakobskind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Direto da Redação&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto sobe o tom da voz rouca nas ruas da Tunísia, do Egito, do Iêmen, da Argélia, do Marrocos e da Jordânia, em Israel, o país considerado pelo senso comum com uma democracia, nestes dias ocorreu a criação de uma comissão especial para investigar as atividades de cidadãos e grupos de esquerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais puro macarthismo, a extrema direita israelense, estimulada pelo Ministro do Exterior Avigdor Lieberman, uma figura nefasta e fascista, está vomitando ódio não apenas contra os palestinos, mas também contra israelenses de esquerda que, envergonhados, denunciam uma série de violações dos direitos humanos cometidas contra os palestinos. Os extremistas guiados por Lieberman acusam de “financiados por terroristas” os grupos progressistas israelenses que denunciam a ação do Exército nos territórios palestinos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma extrema direita israelense mais uma vez utilizou-se do Holocausto, lembrado no Dia 27 de janeiro, para aparecer como vítima. De fato são seis milhões de judeus assassinados pelo nazismo na II Guerra, juntamente com outros segmentos como ciganos, eslavos, comunistas, socialistas, homossexuais, seres humanos com problemas mentais etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, o Holocausto ser lembrado por extremistas como Lieberman, Benyamin Netanyahu e outros do gênero, é não apenas uma hipocrisia, como até mesmo ofensivo às próprias vítimas da bestialidade nazifascista do século passado. Exatamente porque, segundo denúncias dos próprios israelenses, estão vestindo a camisa do opressor de ontem, os nazistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem imaginava que isso pertencia ao passado, engana-se. Lieberman e Netanyahu são exemplos concretos de que o ideário extremista continua vivo. O Ministro do Exterior de Israel, egresso da extinta União Soviética, pregou em várias ocasiões uma solução final contra os palestinos e manifesta claramente ódio aos árabes. . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem veste a camisa do racismo não tem condições morais de falar em Holocausto, no caso de Lieberman &amp;amp; Netanyahu, aproveitando o sentimento de repulsa da humanidade pela barbárie da II Guerra Mundial para usá-la em proveito de uma ideologia que prega também o ódio e a exclusão do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuída pelo sentimento de repulsa pelo que o governo Netanyahu continua a fazer com os palestinos, inclusive os residentes no território israelense, considerados pelas autoridades sionistas na prática como cidadãos de segunda classe, a esquerda israelense não se cala, exatamente para mostrar ao mundo que há repúdio interno em relação às atrocidades contra os palestinos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi dada pelo Parlamento, onde a direita tem maioria e, como afirma o jornalista israelense Gideon Levy, do jornal Haaretz, “o que este governo está fazendo ruborizaria até (Joseph) McCarthy”, o senador estadunidense que promoveu uma caça às bruxas nos anos 50. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como temas desta natureza dificilmente são apresentados nos jornalões e telejornalões, não só do Brasil como pelo mundo afora, é necessário que a opinião pública seja informada do que está acontecendo em Israel e nos territórios palestinos, isso para evitar que o atual governo extremista de Netanyahu &amp;amp;Lieberman e outros do gênero continue levando adiante na prática a eliminação do outro, ou seja, do povo palestino. O jornal Brasil de Fato foi o único por estas bandas a informar a vergonhosa caça às bruxas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, mais dois países da América Latina, o Paraguai e o Peru, acabaram de reconhecer o país Palestina com as fronteiras de 1967, somando-se ao Brasil, Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia etc. Os respectivos governos, alguns não de esquerda, não se dobraram as pressões do lobby sionista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, depois dos tunisinos terem mandado para o lixo o ditador-ladrão Ben Ali, os egípcios estão dando o claro recado de que não suportam mais Hosny Mubarak e o seu regime corrupto e autoritário, que além de governar o país com mão de ferro há mais de 30 anos é o principal responsável pelo arrocho salarial, pobreza e desemprego, para não falar da subserviência aos Estados Unidos, que banca o governo com uma polpuda mesada de 1,3 bilhões de dólares anuais para se alinhar a Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz rouca das ruas no Egito e Tunísia é clara: chega de ditaduras, de submissão ao Fundo Monetário Internacional, que em 2007, juntamente com o Fórum Econômico Mundial para a África, considerava o país do ex-ditador Ben Ali o mais competitivo do continente, mais inclusive do que a África do Sul. E tudo isso com a chancela dos sucessivos governos estadunidenses nos últimos 30 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os povos tenham perdido o medor da violenta repressão há também o perigo dos ditadores abandonarem o cargo, mas o regime continuar o mesmo, havendo apenas uma troca do seis pelo meia dúzia. Daí Mubarak nomear pela primeira vez em 32 anos um vice, o chefe da inteligência, Omar Suleiman. Pode ser até que esteja preparando o terreno para cair fora e deixar em seu lugar alguém que mantenha o mesmo esquema de dominação que levou os jovens a ir para as ruas protestar e pedir o fim do regime chancelado pelo Ocidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando este artigo estava sendo elaborado veio a informação do Cairo sobre a proibição do canal da Al Jazeera de atuar no Egito. Coisas de uma ditadura. Resta saber se as entidades internacionais que se consideram defensoras da liberdade de imprensa vão protestar. E o que dirão os governos ocidentais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 30.01.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-6670057205522967282?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/6670057205522967282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/israel-politica-uma-democracia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6670057205522967282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6670057205522967282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/israel-politica-uma-democracia-de.html' title='(Israel - Política) - Uma democracia de mentira'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-6149749942534197255</id><published>2011-01-30T12:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T12:10:33.324-08:00</updated><title type='text'>(Egito - Política) -Uma ditadura a um passo da morte</title><content type='html'>Jornalista britânico&amp;nbsp; que cobre há anos o Oriente Médio relata a mobilização popular dos egípcios contra Hosny Mubarak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Robert Fisk&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp;The Independent, UK&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-egypt-death-throes-of-a-dictatorship-2198444.html"&gt;http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-egypt-death-throes-of-a-dictatorship-2198444.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tanques egípcios, os manifestantes em delírio sentados sobre eles, as bandeiras, os 40 mil manifestantes lacrimejando e gritando vivas na Praça da Liberdade e rezando à volta dos tanques, um membro da Fraternidade Muçulmana sentado entre os ocupantes do tanque. Pode-se talvez comparar à libertação de Bucareste? Subi eu também sobre um tanque de combate, e só conseguia pensar naqueles maravilhosos filmes da libertação de Paris. A apenas algumas centenas de metros dali, os guardas da segurança de Mubarak, nos uniformes pretos, ainda atiravam contra manifestantes perto do ministério do Interior. Foi celebração selvagem de vitória histórica, os tanques de Mubarak libertando a capital de sua própria ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo de pantomima de Mubarak – e de Barack Obama e Hillary Clinton em Washington –, o homem que ainda se diz presidente do Egito deu posse a um vice-presidente cuja escolha não poderia ter sido pior, na tentativa de aplacar a fúria dos manifestantes – Omar Suleiman, chefe-negociador do Egito com Israel e principal agente da inteligência egípcia, 75 anos de idade e muitos de contatos com Telavive e Jerusalém, além de quatro ataques cardíacos. Não se sabe de que modo esse velho apparatchik doente conseguiria enfrentar a fúria e a alegria de 80 milhões de egípcios que se vão livrando de Mubarak. Quando falei a alguns manifestantes ao meu lado sobre o tanque, da nomeação e posse de Suleiman, houve gargalhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soldados que conduzem os tanques, em uniforme de combate, sorridentes e às vezes aplaudindo os passantes, não fizeram qualquer esforço para apagar das laterais dos tanques os graffiti ali pintados com tinta spray. “Fora Mubarak! Caia fora, Mubarak!” e “Mubarak, seu governo acabou” aparecem grafitados em praticamente todos os tanques que se veem pelas ruas do Cairo. Sobre um dos tanques que circulavam pela Praça da Liberdade, vi um alto dirigente da Fraternidade Muçulmana, Mohamed Beltagi. Antes, andei ao lado de um comboio de tanques próximo de Garden City, subúrbio do Cairo, onde as multidões subiram aos tanques para oferecer laranjas aos soldados, aplaudindo-os como patriotas egípcios. A nomeação ensandecida e sem sentido de um vice-presidente [o primeiro, em 30 anos, e nomeação que significa que Mubarak desistiu de nomear o filho para substituí-lo no poder (NTs)] e a formação de um ‘novo’ Gabinete sem poder algum, constituído só de velhos conhecidos dos egípcios, evidenciam que as ruas do Cairo viram e veem o que nem os estrategistas e políticos dos EUA e da União Europeia souberam ver: que o tempo de Mubarak acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frágeis ameaças de Mubarak de que empregará repressão violenta em nome do bem estar dos egípcios – quando já se sabe que a sua própria polícia e suas milícias são responsáveis pelos ataques mais violentos dos últimos cinco dias – só geraram ainda mais fúria entre os manifestantes, vítimas de 30 anos de ditadura várias vezes muito violenta. Crescem as suspeitas de que os piores ataques da repressão foram executados por milícias não uniformizadas – inclusive o assassinato de 11 homens numa vila do interior do país nas últimas 24 horas –, tentativa de dividir o movimento e criar suspeitas contra as intenções democratizantes das manifestações contra o governo de Mubarak. A destruição dos centros de comunicações por grupos de homens mascarados – que se suspeita que tenha sido ordenada por alguma agência da segurança de Mubarak – também parece ter sido obra das milícias não uniformizadas que espancaram manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o incêndio de postos policiais no Cairo, Alexandria, Suez e outras cidades não foram obra daquelas milícias. No final da 6ª-feira, a 40 milhas do Cairo, na estrada para Alexandria, havia grandes grupos de jovens em torno de fogueiras acesas no meio da estrada e, quando os carros paravam, eram assaltados; os assaltantes exigiam dólares, sempre muitos, em dinheiro. Ontem pela manhã, homens armados roubavam carros, de dentro dos quais arrancavam motoristas e passageiros, no centro do Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infinitamente mais terrível foi o vandalismo contra o Museu Nacional do Egito. Depois que a polícia abandonou o serviço de segurança do museu, houve invasão de saqueadores e vândalos, que roubaram ou destruíram peças de 4 mil anos, múmias e peças de madeira esculpida de valor inestimável – barcos, esculpidos com todos os detalhes e a tripulação, miniaturas magníficas, feitas para acompanhar os faraós na viagem pós-morte. Vitrines que protegiam trajes milenares foram quebradas, os guardas pintados de preto arrancados e depredados. Outra vez, é preciso registrar que há boatos de que os próprios policiais destruíram o museu, antes de fugir na 6ª-feira à noite. Lembrança fantasmagórica do museu de Bagdá em 2003. Bagdá foi pior, a destruição foi mais total, mas mesmo assim foi terrível o desastre do museu do Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha jornada noturna da Cidade 6 de Outubro até a capital, tive de diminuir a velocidade várias vezes, porque a estrada está cheia de restos de veículos queimados. Havia destroços e vidros quebrados pela estrada, e muitos policiais armados, com rifles apontados para os faróis do meu carro. Vi um jipe semidestruído. Os restos do equipamento da polícia antitumulto que os manifestantes expulsaram da cidade do Cairo na 6ª-feira. Os mesmos manifestantes que, ontem à noite, formavam círculo gigantesco em torno da Praça da Liberdade para rezar. Gritos de “Allah Alakbar” trovejavam pela cidade no ar da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também quem clame por vingança. Uma equipe de jornalistas da rede al-Jazeera encontrou 23 cadáveres em Alexandria, aparentemente assassinados pela polícia. Vários tinham os rostos horrivelmente mutilados. Outros onze cadáveres foram encontrados no Cairo, cercados por parentes que gritavam por vingança contra a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, Cairo salta em minutos da alegria para a mais terrível fúria. Ontem pela manhã, andei pela ponte do rio Nilo e vi as ruínas do prédio de 15 andares onde funcionava a sede do partido de Mubarak, que foi incendiado. À frente, um imenso cartaz pregava os benefícios que o partido trouxe ao Egito – imagens de estudantes formados bem sucedidos, médicos e pleno emprego, promessas que o governo de Mubarak sempre repetiu e jamais cumpriu em 30 anos – emoldurados pela fuligem, semiqueimados, pendentes das janelas enegrecidas do prédio. Milhares de egípcios andavam pela ponte e pelos acessos laterais para fotografar o prédio ainda fumegante – e muitos saqueadores, a maioria velhos, que tiravam de lá mesas e cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No instante em que uma equipe de televisão escocesa preparava-se para filmar as mesmas cenas, foi cercada por várias pessoas que disseram que não tinham o direito de filmar os incêndios, que os egípcios são povo orgulhoso que não roubaria nem saquearia. O assunto foi discutido várias vezes ao longo do dia: se a imprensa teria ou não o direito de divulgar imagens sobre essa “libertação”, que veiculassem ideias menos dignas do movimento. Mesmo assim, os manifestantes mantinham-se cordiais e – apesar das declarações acovardadas de Obama, na 6ª-feira à noite – não se viu nenhum, nem qualquer mínimo sinal de hostilidade contra os EUA. “Tudo que queremos, tudo, exclusivamente, é que Mubarak vá-se daqui, que haja eleições que nos devolvam a liberdade e a honra” – disse-me uma psiquiatra de 30 anos. Por trás dela, multidões de jovens limpavam o leito da rua, removendo restos de veículos e barreiras postas nas intersecções e esquinas – releitura irônica do conhecido ditado egípcio, de que os egípcios nunca varrerão as próprias ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação de Mubarak, de que as atuais demonstrações e atos de delinqüência – a combinação foi tema do discurso em que Mubarak declarou que não deixaria o Egito – seriam parte de um “plano sinistro” é evidentemente o núcleo de seu argumento, na tentativa de não perder o reconhecimento mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a própria resposta de Obama – sobre a necessidade de reformas e o fim da violência – foi cópia exata de todas as mentiras que Mubarak sempre usou para defender seu governo durante 30 anos. Os egípcios riram de Obama – inclusive no Cairo, depois de eleito – quando exigiu que os árabes abraçassem a liberdade e a democracia. Mas até essas aspirações sumiram completamente quando, na 6ª-feira, Obama assegurou seu desconfortável e incomodado apoio ao presidente egípcio. O problema é o de sempre: as linhas do poder e as linhas da moralidade em Washington jamais convergem quando os presidentes dos EUA têm de lidar com o Oriente Médio. A liderança moral dos EUA cessa de existir quando há confronto declarado entre o mundo árabe e Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o exército egípcio, desnecessário lembrar, é parte da equação. Recebe de Washington mais de 1,3 bilhão de dólares de auxílio anual. O comandante desse exército, general Tantawi – que casualmente estava em Washington, quando a polícia tentava esmagar os manifestantes – sempre foi muito amigo, pessoal, íntimo, de Mubarak. Não é bom sinal, parece, pelo menos no futuro imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a “libertação” do Cairo – onde houve notícias, ontem à noite, de saques no hospital Qasr al-Aini – ainda tem a andar, até a consumação. O fim pode ser claro. A tragédia ainda não acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 30/1/2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-6149749942534197255?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/6149749942534197255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/egito-politica-uma-ditadura-um-passo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6149749942534197255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/6149749942534197255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/egito-politica-uma-ditadura-um-passo-da.html' title='(Egito - Política) -Uma ditadura a um passo da morte'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-1909252032519324747</id><published>2011-01-28T11:06:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T11:06:24.234-08:00</updated><title type='text'>(EUA- Geopolítica) O grande jogo de Barack Obama</title><content type='html'>Governo dos EUA&amp;nbsp;traça estratégia com riscos de sua política externa com aliança preferencial da Rússia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luis Fiori&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://www.rumosdobrasil.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dois meses de 2010, o presidente Barack Obama tomou decisões e obteve vitórias internacionais que poderão mudar radicalmente a geopolítica mundial do Século XXI. Graças à intervenção direta do presidente americano, a reunião da OTAN, em Lisboa, no mês de novembro, conseguiu aprovar um “Novo Conceito Estratégico” que define as diretrizes da organização para os próximos dez anos, com a previsão de retirada de suas tropas do Afeganistão, até 2014, e com decisão de instalar um novo sistema de defesa antimísseis da Europa e dos EUA, com a possível inclusão da Rússia e da Turquia, apesar da resistência do governo turco a cooperar com os países que estão obstaculizando sua entrada na UE. Esta vitória parcial do governo Obama, se somou à aprovação pelo Congresso americano, em dezembro, do acordo bilateral de controle de armas atômicas, que havia assinado com o presidente Dmitry Medvedev, no mês de abril, e que foi ratificado pelo parlamento russo, poucos dias depois de sua aprovação pelo Senado dos EUA. Estas iniciativas enterram definitivamente o projeto Bush de instalação de um escudo balístico na fronteira ocidental da Rússia, e aprofundam as relações entre as duas maiores potências atômicas mundiais, desautorizando a mobilização anti-russa dos países da Europa Central, promovida e liderada atualmente, pela Polônia e pela Suécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo período, no Oriente Médio, o presidente Obama aumentou sua pressão contrária à instalação de novas colônias israelenses em território palestino, e diminuiu a intensidade retórica de sua disputa atômica com o Irã, sinalizando de forma discreta, a disposição para um novo tipo de acomodação regional. Como ficou visível, com o acordo político que permitiu a formação do novo governo iraquiano do premier Nuri al Maliki, com a intervenção do irão e com o apoio dos EUA, apesar de que Maliki não fosse o candidato preferido dos norte-americanos. E provavelmente, a crise atual do governo libanês só terá uma solução pacífica e duradoura, se envolver, de novo, um ajuste de posições e interesses entre os EUA e o Irã, mesmo que ele seja informal e não declarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas vitórias e decisões do governo Obama, estão apontando para uma nova política internacional dos EUA, de aproximação com a Rússia, e de acomodação negociada das crises sobrepostas, do Oriente Médio e da Ásia Central. No caso da aproximação da Rússia, os EUA contam com o apoio da Alemanha, por cima das resistências e das divergências intermináveis da UE, e se ela tiver sucesso, deverá redesenhar o mapa geopolítico da Europa moderna. Dentro da nova aliança, a Rússia colaboraria com a estabilização da Ásia Central, e ocuparia um lugar de destaque na em uma negociação silenciosa – que já está em curso – envolvendo o Irã e a Turquia, por cima das alianças tradicionais dos EUA, dentro da região, com vistas a construção de um novo equilíbrio de poder, no Oriente Médio, Em compensação, a Rússia teria o apoio norte-americano para retomar sua “zona de influencia”, e reconstruir sua hegemonia nos territórios perdidos, depois da Guerra Fria, sem as armas, e pelo caminho do mercado e das pressões diplomáticas, como já vem ocorrendo neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova estratégia é ousada e de alto risco, mas não é original. No auge do seu poder, logo depois da II Guerra Mundial, os EUA perderam o controle da Europa Central para a URSS, em seguida perderam o controle da China, para a revolução comunista de Mao Tse Tung, e foram obrigados à um armistício inglório, na Guerra da Coréia. Como conseqüência, os EUA tiveram que mudar sua estratégia do imediato pós-guerra, e transformaram a Alemanha e o Japão, nas peças econômicas centrais da aliança em que se sustentou a sua posição durante a Guerra Fria. Duas décadas depois, em plena época de ouro do “capitalismo keynesiano”, os EUA voltaram a ser derrotados no Vietnã, Laos e Cambodja, e perderam o controle militar do sudeste asiático. E de novo mudaram sua política internacional, construindo uma aliança estratégica com a China, que dividiu o mundo socialista, fragilizou a URSS, e redesenhou a geopolítica e o capitalismo do final do século XX. Deste ponto vista, o grande jogo proposto pelo governo Obama, para o mundo pós-Iraque e pós-Afeganistão, aponta na mesma direção da década de 1970, só que com o sinal trocado. Agora se trata de uma proposta de aliança estratégica com a Rússia, que bloquearia a expansão chinesa na Ásia, mas que também envolverá algum tipo de apoio ou “convite” ao desenvolvimento do capitalismo russo, bloqueado pelo seu excessivo viés “primário-exportadora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roosevelt concebeu uma aliança parecida com a URSS, em 1945, mas sua proposta foi atropelada pela sua morte, e pela estratégia desenhada por Churchill e Truman, que levou à Guerra Fria. Agora de novo, o projeto de Barack Obama pode revolucionar a geopolítica mundial, mas também pode ser atropelado – entre outras coisas – pelas mudanças presidenciais que ocorrerão nos EUA e na Rússia, no ano de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 26.1.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-1909252032519324747?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/1909252032519324747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/eua-geopolitica-o-grande-jogo-de-barack.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1909252032519324747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/1909252032519324747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/eua-geopolitica-o-grande-jogo-de-barack.html' title='(EUA- Geopolítica) O grande jogo de Barack Obama'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-3478720862001562379</id><published>2011-01-28T10:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-28T10:56:09.978-08:00</updated><title type='text'>(Brasil -Justiça) - Uma carta de Cesare Battisti:</title><content type='html'>A história não se julga nos tribunais, ela á sempre matéria de historiadores. Desde o ano 2000 se assiste à impiedosa tentativa do Estado italiano enterrar definitivamente a tragédia dos anos de chumbo, jogando na prisão e levando à morte o bode expiatório Cesare Battisti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesare Battisti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros companheiros(as), há meia hora, nesta terça, antes da visita dos companheiros decidi escrever um recado para todos vocês que participam dessa luta em meu favor. Resultado: pouco tempo para escrever algo vigoroso; cabeça cheia de insultos grifados de uma cela a outra; e o espírito fica longe: palavras que não se deixam prender e, enfim, o recado é para já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se dito e escrito tanto sobre esse Caso Battisti que já não sei mais distinguir direitinho o eu do outro. Aquele Battisti surgido do nada e jogado pela mídia como pasto para gado. Mas essas são só palavras, vazias como as cabeças desses mercenários que costumam facilmente trocar a pistola com a caneta e até uma cadeira no Congresso. No entanto, os companheiros/as de luta, assim, todos/as aqueles que ainda sabem ler atrás da notícia, vocês sabem quem é quem, qual a minha história e também a manipulação descarada que está servindo a interesses políticos e pessoais, de carreira e de mercado: em 2004, depois de 14 anos de asilo, a França de Sarkozi me vendeu à Itália de Berlusconi em troca do trem-bala [comboio de grande velocidade] de Lyon-Turin. Desde o ano 2000 estamos assistindo à impiedosa tentativa do Estado italiano enterrar definitivamente a tragédia dos anos de chumbo, jogando na prisão e levando à morte o bode expiatório Cesare Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre centenas de refugiados dos anos 70 que se encontram em vários países do mundo, não fui escolhido eu por acaso nem pela importância do papel de militante, mas pela imagem pública que eu tinha enquanto escritor, o que me dava o acesso à grande mídia para denunciar os crimes de Estado naquela época e os atuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que de repente há tantas coisas por dizer que eu não sei mais me orientar! Pela rua, claro, só a rua vai me dirigir até vocês. Na rua comecei mil anos atrás e nela continuo; nela mesmo onde será praticamente impossível evitar-nos. E então falo, falo de homens e de mulheres, de companheiros(as), de sonhos e de Estados (esses também ficam no caminho, de ladinho). Falo sobre minha vida que não conheceu hinos, nem infância, mas que em troco tive o mundo todo para brincar com outra música que não essas fanfarras de botas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, parece quase que estou falando como homem livre, não é? Porém, estou preso. Vai fazer quatro anos no próximo março. Ainda assim, essas cariátides da reação não conseguiram me pegar em tempo. Quase três anos se passaram (antes de eu ser preso), de rua a outra, nesse tempo conheci o país, cheirei o povo, me misturei a ele, ao ponto de quase esquecer o hálito fedorento dos cães de caça. Ainda estou preso, está certo, mas isso não me impede de sentir lá fora vossos corações batendo pela liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tinha que falar-lhes algo mais sobre esta perseguição sem fim, dar-lhes algumas dicas de como driblar a matilha. Mas acabei por pintar-lhes um abraço sincero e libertário. É o que conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 18 de janeiro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-3478720862001562379?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/3478720862001562379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-justica-uma-carta-de-cesare.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3478720862001562379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/3478720862001562379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasil-justica-uma-carta-de-cesare.html' title='(Brasil -Justiça) - Uma carta de Cesare Battisti:'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-367548348985737398</id><published>2011-01-25T18:35:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T18:35:56.412-08:00</updated><title type='text'>(Congo - Política) - El asesinato de una nación</title><content type='html'>Hace 50 años la CIA organizó el asesinato del lider congoles Patrice Lumumba, un hecho sorfido de la Guerra Fria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josep Fonhtana*&lt;br /&gt;Fuente: SinPermiso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoy se cumplen 50 años de uno de los peores crímenes de la Guerra Fría: el asesinato de Patrice Lumumba, que no significó tan sólo la muerte del jefe de un Gobierno democráticamente elegido, sino también el fin de la posibilidad de que el Congo se desarrollase como una nación independiente. La iniciativa del asesinato del único de los dirigentes congoleños que pudo haber llevado a la práctica un proyecto de construcción nacional surgió de Eisenhower y de Foster Dulles, que compartían el temor que les producía la imprevisible evolución de “la gran masa de la humanidad, que no es blanca ni europea”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lumumba viajó a Washington y se entrevistó con el secretario de Estado, Christian Herter, para pedir ayuda, en especial los medios de transporte que necesitaba para asegurar el control del país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eisenhower, que se mantuvo lejos de la capital durante su visita, se limitó a preguntar al National Security Council “si podemos librarnos de este tipo”, con lo cual puso en marcha el proceso que llevó a su asesinato. Ello sucedía tres días antes de que Lumumba, forzado por la negativa de Estados Unidos, pidiese medios de transporte a los soviéticos, que le proporcionaron 100 camiones y 15 aviones de transporte, lo que Eisenhower calificó como una “invasión soviética”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El 26 de agosto de 1960 el director de la CIA, Allen Dulles, enviaba un telegrama al jefe de la delegación de la “compañía” en el Congo, Lawrence Devlin, para decirle que la caída de Lumumba era un objetivo prioritario e inmediato. Pocos días más tarde el presidente Kasa-Vubu, tras haber consultado el plan con el embajador norteamericano y con el representante de las Naciones Unidas, destituyó a Lumumba, pese a que su partido tenía la mayoría en el Parlamento. Mientras los diplomáticos africanos trataban de mediar en la crisis, el jefe del ejército, Mobutu, dio un golpe de fuerza, con el apoyo de Devlin, y confinó a Lumumba. Pero su encarcelamiento no les bastaba ni a la CIA ni al Gobierno belga, cuyo ministro para África envió el 6 de octubre un telegrama pidiendo su “eliminación definitiva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para liquidar el asunto se le envió con dos de sus colaboradores a Katanga, donde fueron torturados hasta convertirlos en despojos humanos. El 17 de enero de 1961 los sacaron de noche al bosque, los ataron a los árboles y los fusilaron, tras lo cual se cuidó de destruir los cadáveres para que no quedase ni rastro de ellos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El país fue entregado poco después al Gobierno de Joseph-Desiré Mobutu, que lo presidió de 1965 a 1997, durante 32 años de un régimen cleptocrático que sobrepasó todos los ejemplos de corrupción conocidos en la historia, protegido militarmente por Estados Unidos y por Francia y con el apoyo económico del Banco Mundial y del Fondo Monetario Internacional. Que en 1989, cuando no podía caber duda alguna del desastre a que había llevado a su país, fuese todavía recibido en la Casa Blanca como un campeón de la libertad es una muestra de la desvergüenza que inspiró la política de la Guerra Fría.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuando se vio forzado a exiliarse, Mobutu dejó tras de sí un país desarticulado, que se vio casi de inmediato envuelto en lo que Gérard Prunier ha calificado como “la guerra mundial de África”, un conflicto que ha causado hasta hoy más de cinco millones de muertos, la mayoría de ellos entre la población civil: una guerra que se mantiene latente y de la que no se suele hablar demasiado para no estorbar las actividades que se benefician de ella, en especial las que se refieren a la extracción de las riquezas naturales del país, como el coltan, indispensable para la fabricación de teléfonos móviles y consolas de videojuegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Congo, dice un informe de Global Witness publicado en diciembre de 2009, “ha sido considerado desde fuera como un depósito de una gran riqueza de recursos naturales, con el pueblo congoleño como la fuerza de trabajo destinada a extraerla”. Está claro que la inexistencia de un Estado organizado es una condición que favorece este expolio, lo cual ayuda a explicar que siga siendo en la actualidad un país desestructurado, sin una administración centralizada (las compañías mineras pagan sobornos a los funcionarios, en lugar de abonar impuestos a la Hacienda pública), sometido a los desmanes de un ejército que el Gobierno no paga, y que está por ello condenado a vivir del saqueo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En marzo de 2009, Jeffrey Herbst&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;y Greg Mills publicaron en Foreign Policy un artículo en el que sostenían que “la comunidad internacional debe reconocer un hecho tan simple como brutal: la República Democrática del Congo no existe”. Una afirmación que sirve, por una parte, para ratificar cuáles han sido los resultados de un proceso que se inició hace 50 años con el asesinato de Lumumba, pero que tiene, por otra, la virtud de descubrirnos que los objetivos que condujeron a aquel crimen siguen vigentes, porque está claro que la balcanización del Congo facilita la continuidad del saqueo de sus recursos naturales, extraídos frecuentemente con trabajo esclavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quienes siguen creyendo que la Guerra Fría fue un enfrentamiento entre las fuerzas del totalitarismo y las de la democracia tienen en el asesinato del Congo un motivo para reflexionar. Y para desconfiar, de paso, de los móviles que justifican hoy otros planteamientos políticos y otros conflictos de naturaleza semejante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)&amp;nbsp;miembro del Consejo Editorial de SinPermiso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación:&amp;nbsp;17 de enero de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-367548348985737398?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/367548348985737398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/congo-politica-el-asesinato-de-una.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/367548348985737398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/367548348985737398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/congo-politica-el-asesinato-de-una.html' title='(Congo - Política) - El asesinato de una nación'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-8078899968804052799</id><published>2011-01-25T18:23:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T18:24:50.539-08:00</updated><title type='text'>(Tunisia - Política) - Túnez: y de pronto, la revolución</title><content type='html'>El pueblo de Tunisia es un exemplio de gran vala de como es importante la mobilización de la gente, mismo en un ambiente de feroz represión. &amp;nbsp;Se calió un dictador y la lucha continua para evitar que sigan los mismos de siempre el en poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago Alba *&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente:&amp;nbsp;SinPermiso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En 1999, cuando se contaba este chiste en los medios intelectuales, Túnez estaba amordazado, pero a cambio disfrutaba -se repetía- de una situación económica incomparablemente mejor que el resto del mundo árabe. Con un crecimiento medio del 5% durante la década pasada, el FMI ponía al país como ejemplo de las ventajas de una economía liberada de las trabas proteccionistas y en el año 2007 el Foro Económico Mundial para Africa lo declaraba “el más competitivo” del continente, por encima de Sudáfrica. “Kulu shai behi”, todo va bien, repetía la propaganda del régimen en vallas publicitarias, editoriales de prensa y debates coreográficos en la televisión. Mientras el gobierno vendía hasta 204 empresas del robusto sector público creado por Habib Bourguiba, el dictador ilustrado y socialista, se multiplicaba el número de 4x4 en las calles, se construían en la capital barrios enteros para los negocios y le loisir y hasta 7 millones de turistas acudían todos los años a disfrutar de la cada vez más sofisticada y sólida infraestructura hotelera del país. En el 2001, cuando se abrió el primer Carrefour, símbolo y anuncio del ingreso en la civilización, algunos podían hacerse la ilusión de que Túnez era ya una provincia de Francia. Era un país maravilloso: la luz más limpia y hermosa del mundo, las mejores playas, el desierto más hollywoodesco, la gente más simpática. No se podía hablar ni escribir, es verdad, pero a cambio la gente engordaba y el islamismo reculaba. La UE y Estados Unidos, pero también las agencias de viajes y los medios de comunicación contribuían a alimentar la imagen de un país más europeo que árabe, más occidental que musulmán, más rico que pobre, en transición hacia la felicidad del mercado capitalista. No se podía ni hablar ni escribir, es verdad, y también es verdad que ocupaba el segundo lugar en el ranking mundial de la censura informática, pero el esfuerzo del gobierno merecía una recompensa: Túnez organizó una Copa de Africa, un Mundial de Balonmano y en 2005 una insólita Cumbre de la Información durante la cual se ocultó al mundo una huelga de hambre de jueces y abogados y se detuvo a periodistas y blogueros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poco que alguien se hubiese molestado en rascar bajo esa superficie bien barnizada habría descubierto una realidad bien distinta. Nadie o casi nadie lo hizo. De enero a junio de ese año 2005, por ejemplo, El País publicó 618 noticias relacionadas con Cuba, donde no pasaba nada, y 199 sobre Túnez, todas sobre el turismo o el mundial de balonmano; El Mundo, en esas mismas fechas, registró 5162 entradas sobre Cuba, país donde no pasaba nada, y sólo 658 sobre Túnez, casi todas sobre el mundial de balonmano; y ABC tendió 400 veces la mirada hacia Cuba, país donde no pasaba nada, mientras sólo mencionaba a Túnez 99 veces, 55 de ellas en relación con el mundial de balonmano. El 10 de marzo de ese mismo año una rápida búsqueda en Google entregaba 750 enlaces sobre el reparto del gobierno cubano de las famosas ollas arroceras y sólo tres (dos de Amnistía Internacional) sobre la huelga de hambre y la tortura a presos en Túnez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero lo cierto es que Carrefour y los humvee -y la vida nocturna en Gammarth- ocultaba no sólo la normal represión ejercida por Ben Ali desde 1987, año del golpe palaciego o del Gran Cambio, sino también la desaparición de una clase media que había comenzado a formarse en los años 60 y había sobrevivido a la crisis de finales de los 80. Unos pocos entraban en el Carrefour y otros muchos salían del país: hasta un millón de jóvenes tunecinos -sobre una población de 10 millones- viven fuera, sobre todo en Francia, Italia y Alemania. Mientras una minoría dejaba el francés por el inglés y despreciaba, por supuesto, el dialecto tunecino, la estructura educativa heredada del régimen anterior, relativamente solvente, se degradaba de tal modo que el último informe PISA relegaba a Túnez a uno de los últimos diez lugares de la lista de la OCDE. Mientras veinte familias disfrutaban del ocio en los Alpes o en París, el paro aumentaba hasta alcanzar el 18%, el 36% entre los más jóvenes: entre los diplomados y licenciados pasaba de un 0,7% en 1984 a un 4% en 1997 para dispararse a un 20% en 2010. En el espejo del Carrefour -en medio de la publicidad atmosférica que invitaba a un consumo inaccesible-, los jóvenes de la banlieue de la capital y de las regiones del centro y sur del país parecían conformarse con poder disfrutar de ese reflejo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Quién se beneficiaba de este crecimiento bendecido por el FMI y por las instituciones europeas? Básicamente una sola familia, extensa y tentacular, a la que los despachos de la embajada estadounidenses filtrados por wikileaks describen como un “clan mafioso”. Se trata de la familia de Leyla Trabelsi, la segunda esposa del dictador, hasta tal punto dueña del país que muchos se referían a Túnez (la Tunisie) como La Trabelsie. Ben Alí y su familia política se habían apoderado, mediante privatizaciones opacas, de toda la actividad económica de la nación, convirtiendo el Estado en el instrumento de un capitalismo mafioso y primitivo o, mejor, de un feudalismo parasitario del capitalismo internacional. La lista de sectores saqueados por el clan resulta apenas creíble: la banca, la industria, la distribución de automóviles, los medios de comunicación, la telefonía móvil, los transportes, las compañías aéreas, la construcción, las cadenas de supermercados, la enseñanza privada, la pesca, las bebidas alcohólicas y hasta el mercado de ropa usada. No puede extrañar que, durante las revueltas de estos días, se hayan asaltado tantos comercios, empresas y bancos; se ha hablado de “vandalismo”, pero se trataba también de un vandalismo certero o, en cualquier caso, de un vandalismo que, incluso cuando se desencadenaba al azar, inevitablemente acertaba: golpease donde golpease, golpeaba sin duda una propiedad de los Trabelsi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este cuadro de represión y apropiación, había que tender el oído para escuchar el ruido de la marea ascendente. Pocos lo hicieron, ni siquiera cuando en enero de 2008, en Redeyef, cerca de Gafsa, en las minas de fosfatos, otro incidente menor -una protesta por un acto de nepotismo- puso en pie de guerra a toda la población. Durante meses se prolongaron las huelgas, hubo cuatro muertos, doscientos detenidos, juicios sumarísimos con penas escalofriantes. Mientras Redeyef permaneció sitiado por la policía, sólo periodistas y sindicalistas tunecinos trataron de romper el bloqueo policial e informativo. En Europa, la Trabelsia seguía siendo bella, tranquila, segura para los negocios y la geopolítica. Tan solo un periodista italiano, Gabriele del Grande, se atrevió a entrar clandestinamente en el corazón de las protestas y sacar información antes de ser detenido por la policía y expulsado del país. Su reportaje comienza así: “Sindicalistas detenidos y torturados. Manifestantes asesinados por la policía. Periodistas encarcelados y una potente máquina de censura para evitar que la protesta se extienda. No es una clase de historia sobre el fascismo, sino la crónica de los últimos diez meses en Túnez. Una crónica que no deja lugar a dudas sobre la naturaleza del régimen de Zayn al Abidin Ben Ali -en el gobierno desde 1987-. Una crónica que revela el lado oscuro de un país que recibe millones de turistas todos los años y del que escapan miles de emigrantes también todos los años”. En un libro posterior, Il mare di mezzo, del Grande describe en detalle la maquinaria del terror tunecino, con las cárceles secretas en las que desaparecían no sólo los opositores nacionales sino también los emigrantes argelinos, secuestrados en el mar por las patrulleras locales -policías de Europa- para ser arrojados luego en el abismo. Nadie dijo nada. Era mucho más importante sostener al dictador; Ben Ali y las potencias occidentales compartían no sólo intereses económicos y políticos sino también el mismo desprecio radical por el pueblo tunecino y sus padecimientos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero el 17 de diciembre una chispa iluminó de pronto el monstruo y revelo asimismo, como explica el sociólogo Sadri Khiari, que “no hay servidumbre voluntaria sino sólo la espera paciente del momento de la eclosión”. El gesto de desesperación de Mohamed Bouazizi, joven informático reducido a vendedor ambulante, puso en marcha un pueblo del que nadie esperaba nada, que los otros árabes despreciaban y que Europa consideraba dócil, cobarde y adormecido por el fútbol y el Carrefour. Un ciclo lunar después, el 14 de enero pasado, tras cien muertos y decenas de metástasis rebeldes en todo el territorio, la ola rompió en el centro de Túnez y alcanzó su objetivo. Ya no se trataba ni de pan ni de trabajo ni de youtube: “Ben Ali asesino”, “Ben Alí fuera”. La última carga policial, desmintiendo las promesas que había hecho el día anterior el dictador, provocaron aún numerosos muertos y heridos. Pero era muy hermoso, muy hermoso ver a esos jóvenes de los que un mes antes nadie esperaba nada volverse en la calle y retener a la gente que huía para animarla a regresar a la batalla con las estrofas vibrantes del himno nacional: “namutu namutu wa yahi el-watan” (moriremos moriremos para que viva la patria). A última hora de la tarde, apoyado hasta el final por Francia, el dictador huía a Arabia Saudí, dejando a sus espaldas milicias armadas con instrucciones para sembrar el caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El peligro no ha pasado, la lucha continúa. Pero ahora hay un pueblo que libra las batallas. “El 14 de enero es nuestro 14 de julio”, repiten los tunecinos. Quizás el de todo el mundo árabe. Jamás el pueblo había derrocado un dictador; y este pueblo inesperado, intruso en la lógica de las revoluciones, este Túnez de jazmines y luz de miel, ahora de dignidad y combate, es el espejo en el que se miran los vecinos, de Marruecos al Yemen, de Argelia a Egipto, hermanos de frustración, infelicidad e ira. No hay que encontrar las causas, siempre dadas, sino el minuto. Y ese minuto es ahora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) ensayista y filósofo madrileño&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de&amp;nbsp;publicación: 23.1.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-8078899968804052799?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/8078899968804052799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/tunisia-politica-tunez-y-de-pronto-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8078899968804052799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/8078899968804052799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/tunisia-politica-tunez-y-de-pronto-la.html' title='(Tunisia - Política) - Túnez: y de pronto, la revolución'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2385534281305870504</id><published>2011-01-25T06:08:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T06:08:37.522-08:00</updated><title type='text'>(Argentina - Malvinas) - Ex-combatentes das Malvinas exigem direitos e reconhecimento</title><content type='html'>Mil dias na praça na Praça de Maio em defesa dos direitos que estão sendo negado desde 1982&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elaine Tavares(*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IELA - Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Gianinni tinha pouco mais de 18 anos quando, servindo ao exército em 1982, foi chamado a defender sua pátria numa guerra praticamente suicida: a guerra das Malvinas. “Nós éramos jovens recrutas, não tínhamos conhecimento de tudo o que estava em jogo. Apenas sabíamos que tínhamos de defender a Argentina. E assim foi”. Luiz, junto com mais 400 companheiros é um dos ex- combatentes que estão acampados na Praça de Maio, em frente ao palácio do governo argentino, exigindo direitos e reconhecimento. Luis, assim como os demais colegas em luta não estiveram na ilha, mas foram mobilizados e chegaram a travar combates no continente. Ainda assim, eles foram deixados de fora da lei que estabeleceu direitos para os ex-combatentes, sob a alegação de que os que atuaram no continente não teriam participado da guerra mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os ex-soldados isso não é verdade. Eles insistem que quando, dias depois de a Argentina ter iniciado a guerra, foi criado, via decreto, o Teatro de Operações do Atlântico Sul (TOAS) este incluía, além das ilhas, as províncias de Chubut e Santa Cruz, na parte continental. Num dos anexos do decreto também está dito que o Comitê Militar poderia estender sua jurisdição a outros espaços marítimos e aéreos que fossem necessários, visando garantir a defesa de todo o litoral do país num eventual ataque dos ingleses ao território argentino, principalmente na região das bases de Rio Gallegos e Comodoro Rivadavia, de onde saiam os bombardeiros da Força Aérea. Assim que esta zona ficou com as tropas em estado de alerta durante todo o conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por conta deste alerta que os soldados que estavam servindo naquela região se envolveram na guerra. Segundo Luis, eles preparavam obras de defesa, cavavam poços, trincheiras, faziam exercícios militares de defesa, faziam patrulhas e mantinham o armamento em dia, esperando o combate. Toda a correspondência era censurada e eles tinham de estar sempre prontos para entrarem em ação. Assim, dizem os ex-soldados que hoje acampam em frente à casa Rosada: “O medo, o frio, a incerteza, a espera do confronto armado e toda a carga psicológica da guerra foi vivida por cada um dos que ali estavam. Mesmo aqueles que ficaram em Puerto Argentino e que nunca dispararam um tiro sequer. A guerra estava viva em nós. Nós a vivemos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a lei número 22.674, que garantiu direitos às pessoas que sofreram danos ou perderam seus empregos por conta de sua participação na guerra acabou envolvendo apenas aos oficiais e aos que estiveram nos combates na ilha ou nas zonas de saída das tropas. Os demais foram deixados de fora, como se não tivessem vivido toda a atmosfera da guerra. “Naqueles dias todos nós, que éramos muito jovens, vivíamos a angústia de a qualquer momento ter de enfrentar uma outra pessoa, armada, matar e morrer. Isso deixa marcas, isso pode destruir a cabeça de muita gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os argumentos que os acampados apresentam para serem incorporados aos benefícios devidos aos ex-combatentes está o teor do artigo 14º da Lei 13.234 que mostra que durante o conflito o país estava dividido em uma ou mais Zonas de Operação, assim como de uma Zona no Interior. Assim que quem estava no continente, em estado de alerta, também estava no teatro de guerra. “O regulamento do exército define como Teatro de Operações o território, tanto próprio como do inimigo, que seja necessário para o desenvolvimento das operações militares em nível estratégico e operacional. Nesse sentido, nós estávamos bem dentro da zona”. Conforme contam até os livros de história da Argentina: “Eram dias febris tanto nas Malvinas como em Comodoro Rivadavia, cidade que ficava na cabeceira do operativo militar. Unidades de transporte da Força Aérea chegavam constantemente às cidades, repletas de batalhões de infantaria. No continente, as autoridades militares ordenavam operações de defesa, diante de um eventual ataque britânico” (História da Guerra das Malvinas, A. Alonso Piñeiro, p.37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Gianinni lembra também de uma citação da Corte Suprema de Justiça da Argentina que afirma: “por guerreiro deve-se em geral entender-se o pertencente ou relativo à guerra, e, por conseguinte o ofício ou profissão daquela por homens que como oficiais ou soldados contribuem para a formação de um exército sem que importe se participe ou não de ações de guerra”. Ora, se é assim, porque então todos estes ex-combatentes estão excluídos dos benefícios? Dentro da tenda, armada na Praça de Maio, os ex-soldados insistem em dizer que a resposta deve ser buscada no “da costeleta”, como indicam o ex-presidente Menen, de quem se recusam a dizer o nome. “Agora, esperamos que Cristina seja sensível e ajude a influenciar o legislativo, atendendo nossas reivindicações e repare esse erro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os homens que há mais de mil dias perseveram, acampados na Praça de Maio, na luta pelo reconhecimento do serviço que prestaram durante a guerra que vitimou mais de 600 soldados argentinos, 17 dos quais eram seus companheiros do continente, o mais importante de tudo é que o governo e o povo argentino reconheçam que eles fizeram parte deste triste momento da pátria. “Já são 27 anos de espera, por pelo menos um aceno de consideração. Nós estivemos envolvidos e sofremos a pressão da guerra. É justo que nos reconheçam. Por um decreto, sem que fôssemos consultados, nos mandaram à guerra, e agora nos deixam aqui, abandonados. Isso sem esquecer aqueles que tombaram e deram sua vida pela Argentina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra das Malvinas, que durou de 02 de abril a 14 de junho de 1982, foi levada pelo governo militar da Argentina, quando decidiu recuperar a ilha, roubada pela Inglaterra em 1833 durante suas incursões de rapinagem pela América do Sul. A posse daquele território na América Austral tem importância estratégica por conta do tráfego marítimo e a Argentina sempre havia reivindicado a sua retomada. A decisão de ir à guerra em 1982 esteve ancorada no desgaste do governo de ditadura militar, um dos mais violentos da América Latina, que, vivendo uma crise sem precedentes no campo econômico, precisava encontrar uma forma de distrair o povo argentino das agruras causadas pela incompetência governamental. Assim, os militares decidiram declarar a guerra de retomada das Malvinas, visando unir os argentinos sob uma única bandeira de patriotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação de o governo militar argentino mostrou-se completamente desastrosa e as forças locais foram imediatamente aplastadas pelo poderio britânico, que chegou a enviar até submarinos nucleares para os mares do sul. Como era de se esperar, as grandes potências, como os Estados Unidos e outros países europeus, declararam apoio à Grã Bretanha e a derrota argentina foi inevitável. Em batalha após batalha, foram caindo os soldados argentinos, dando uma trágica concretude à mortal aventura da ditadura argentina, que acabou se rendendo em 14 de junho. Três dias depois o general Leopoldo Galtieri, então presidente do país, renunciou e, com esse episódio tem início a derrocada da ditadura, pois o povo dramaticamente percebia, mergulhado numa crise econômica, política e moral, que os militares não podiam mais dar respostas à vida nacional. Um ano e meio depois, acontecem as primeiras eleições livres desde 1976, com a eleição de Raul Alfonsin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ouvindo os ex-combatentes das Malvinas, que seguem ignorados pelas autoridades locais, percebe-se que a Argentina ainda tem muito de avançar no que diz respeito a esse episódio dramático que sepultou mais de mil vidas, entre argentinos e ingleses, nas terras geladas do sul. Os jovens que, naqueles dias, enfrentaram um dos países mais poderosos do mundo em nome de uma quimera, merecem respeito. Eles estiveram na luta, enfrentaram os que lhes eram indicados como inimigos e agora precisam que a Argentina os olhe nos olhos e lhes diga, pelo menos: “gracias”. Já não se trata mais de discutir se foi uma guerra estúpida, e foi, mas de recuperar a confiança daqueles que, de peito aberto, se colocaram na linha de frente para defender seu país. Se os demais combatentes tiveram direitos, eles também os merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) jornalista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2385534281305870504?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2385534281305870504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/argentina-malvinas-ex-combatentes-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2385534281305870504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2385534281305870504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/argentina-malvinas-ex-combatentes-das.html' title='(Argentina - Malvinas) - Ex-combatentes das Malvinas exigem direitos e reconhecimento'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-997411010069041732</id><published>2011-01-24T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T06:39:03.318-08:00</updated><title type='text'>(Mundo - Movimentos Sociais) -  Entrevista con Chico Whitaker, co-fundador del FSM.</title><content type='html'>Hay que promover el Foro Social Mundial como un bien común de la humanidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sergio Ferrari. (*) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto con otros militantes políticos y sociales de Brasil, Francisco “Chico” Whitaker es uno de los co-fundadores del Foro Social Mundial (FSM) que vio la luz del día en Porto Alegre, en enero del 2001. Desde entonces se ha convertido en uno de los “ideólogos” de este nuevo proceso en marcha. Infatigable actor y pensador, a sus casi 80 años, Whitaker apuesta a ciertas “verdades esenciales” que definen esta nueva forma de hacer política y de construir ciudadanía planetaria. Y se lanza a sistematizar algunos elementos de análisis que sintetizan el proceso de los Foros. Galardonado con el Premio Nobel alternativo en el 2006, Chico Whitaker publicó en el 2008, “El desafío del FSM- Un modo de ver”, obra de referencia para el pensamiento altermundialista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco novedades del FSM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿Cómo sintetizaría los aportes conceptuales del Foro Social Mundial desde su nacimiento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Tal vez, a nivel didáctico y para simplificar una riquísima experiencia en construcción, me atrevería a hablar de cinco novedades principales del proceso del FSM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La primera, la creación de estas plazas o espacios a nivel internacional. Antes no existían y cada organización, campaña o movimiento hacían sus propios encuentros, incluso a nivel mundial. Pero no contábamos con espacios comunes a todos, en torno a un objetivo principal que compartimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La segunda novedad, es la organización de ese espacio de tal forma que facilita el reconocimiento y aprendizaje mutuo, el intercambio de experiencias, la identificación de convergencias y la posibilidad de nuevas alianzas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La tercera, el hecho de comenzar a considerarse como positivo, en la lucha política, la diversidad de acciones y la autonomía de los diferentes actores. El respeto a la diversidad sobresale como uno de los principios básicos de la Carta de Principios del FSM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si hablo de una cuarta novedad, quiero referirme a la construcción de una nueva cultura política, basada en la horizontalidad de las relaciones, en la corresponsabilidad, en la preocupación de no imponer sino dialogar, en la búsqueda del consenso que nos hace a todos más felices y más fuertes. Una cultura política que se corresponde con el “Otro Mundo Posible”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y la quinta, que se encuentra todavía en gestación pero que avanza poco a poco: la afirmación del altermundialismo como un movimiento multiforme, multifacético y diverso que amplía la acción política más allá de los partidos y del poder político. Afirmación que se basa en la comprensión que los partidos no pueden pretender mantener el monopolio de la acción política y que la acción que transformará eficazmente el mundo deberá implicar a todos los segmentos sociales y cada uno de los miembros de la sociedad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universalizar el Foro Social Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿En esta perspectiva cuál es la prioridad de este proceso pensando por ejemplo en el FSM de Dakar de febrero próximo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Hay numerosas prioridades para un proceso en marcha. Pero tal vez, una clave, sea la de continuar en esta construcción en la medida en que estamos lejos todavía de desarrollar este pensamiento en el mundo entero y enraizarlo, profundizarlo en todas partes. Si en otros momentos históricos pudimos soñar con construir uno, dos, cien Vietnam, hoy, tal vez, debemos apostar a construir, promover o facilitar uno, dos cien, millones de “espacios de encuentro”, de Foros, en todas sus variantes regionales, temáticas etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿Universalizar el proceso del foro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: En efecto. Y tal vez a esta reflexión de universalidad le sumo otro desafío que tendremos por delante. Promover la visión del Foro Social Mundial como un Bien Común de la Humanidad, dado que nació y existe para servir a todos los movimientos y las organizaciones sociales, que, como parte del movimiento altermundialista combaten a favor de la construcción de otro mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿Se refiere al FSM como un espacio a disposición del movimiento altermundialista? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Defiendo la idea que el FSM es un espacio abierto a todos los que consideran que hay que superar el actual sistema económico dominante. Una de las críticas planteadas al FSM es que estos espacios pueden ser útiles, interesantes, incluso simpáticos y constructivos, pero insuficientes si queremos cambiar el mundo. Pienso que es fundamental ampliar la mirada. Y profundizar los conceptos de acción y reflexión. La diferencia de naturaleza entre espacio y movimiento está en relación con esa diferencia entre reflexión y acción. Estoy convencido que las dos son esenciales, absolutamente necesarias desde nuestra perspectiva del cambio de mundo por la que optamos: la reflexión sin visionar la acción sería un ejercicio intelectual descomprometido y la acción sin una previa reflexión, sería irresponsable. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En este marco, es claro que el FSM-espacio debe ser comprendido como un instrumento indispensable para el movimiento altermundialista, al servicio de su acción. Espacio para que los participantes puedan revisar y evaluar lo que se hace; para restituir e incluso redefinir los objetivos que buscará la acción en las coyunturas siempre nuevas; para repensar la eficacia de las maneras y medios de acción que son empleados y crear otros medios o valorizar nuevas experiencias. Un movimiento que no abre espacio para esta reflexión, evidentemente se condena a sí mismo a su propio debilitamiento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodología participativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿Espacio abierto con una metodología activamente participativa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Es un punto esencial. En tanto el Foro Económico de Davos y otros tantos de este tipo en diversos lugares son verticalistas y piramidales, desde el comienzo el FSM promovió talleres y actividades auto-gestionadas, realizadas por cuanta organización quisiera participar en el espacio. En esa metodología tuvo un impacto la pedagogía de educación popular muy presente en la vida cotidiana de la mayor parte de los movimientos sociales brasileros y de las Comunidades Eclesiales de Base. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Según uno de los principios de esta pedagogía, educadores y educandos aprenden todos, los unos de los otros, a partir de los tipos de conocimientos propios que cada uno tenga y aporte. Esta visión estimula la creación de relaciones de horizontalidad entre los participantes de toda acción colectiva. En esta misma perspectiva de horizontalidad, otra característica de los FSM: el rechazo a terminar con declaraciones finales o mociones de conclusión, que podrían tener la pretensión de expresar la toma de posición del conjunto de los participantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si hubiéramos adoptado el concepto de un documento final, transformaríamos al FSM en un espacio de disputa para que ese documento- declaración sea aprobada, como pasa en las asambleas o congresos de los partidos políticos. Lo que llevaría a manipulaciones si consideramos el gran número de participantes y la corta duración de cada Foro. Estos dos elementos: la auto-organización de actividades y el rechazo a cualquier documento final único, se convirtieron en verdaderos pilares metodológicos que dieron al FSM un gran poder de atracción. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: ¿De dónde nacieron todas esas novedades, esas apuestas, esas opciones metodológicas que han permitido el desarrollo del proceso del Foro Social Mundial? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Diría, simplemente, que son el resultado de intuiciones, que se fueron acumulando en el camino, en la marcha. El objetivo inicial fue bastante claro: crear una alternativa y contrapunto al Foro Económico de Davos, en las mismas fechas en que éste se realiza. Que no fuera un espacio económico. Que se pasara a una fase propositiva de la lucha. Reforzando la acción de la sociedad civil- nuevo actor político que surgía- , tirando las barreras y fronteras que compartimentaban la acción de sus diferentes componentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuvimos la intuición / certeza que era necesaria una metodología específica de la que ya hablé. Y también vimos luego del primer Foro era necesaria una Carta de Principios que sintetizara los conceptos de ese primer evento. La misma contiene dos conceptos centrales. El primero: que el FSM no debe ser un lugar de lucha por el poder, lo que se hubiera convertido en raíz de división. Y, tan importante como lo anterior, el respeto a la diversidad. Todos los tipos de diversidad, desde los culturales o sociales hasta el ritmo propio de compromiso de cada uno en este proceso en marcha.+ (PE) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Sergio Ferrari, periodista, investigador, argentino residente en Ginebra.Suiza.. Colaboración de prensa de E-CHANGER, ONG suiza de cooperación solidaria y el periódico Le Courrier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-997411010069041732?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/997411010069041732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/mundo-movimentos-sociais-entrevista-con.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/997411010069041732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/997411010069041732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/mundo-movimentos-sociais-entrevista-con.html' title='(Mundo - Movimentos Sociais) -  Entrevista con Chico Whitaker, co-fundador del FSM.'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-2712901656929582413</id><published>2011-01-21T20:36:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T20:36:27.622-08:00</updated><title type='text'>(Cuba - Relações internacionais) - É hora de fazer alguma coisa</title><content type='html'>Reflexões de Fidel Castro: É hora de fazer alguma coisa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21 de enero de 2011, 11:30Reflexões de Fidel Castro: É hora de fazer alguma coisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havana, 21 jan (Prensa Latina) "É hora de fazer alguma coisa" é o título da mais recente reflexão do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Prensa Latina transmite o texto na íntegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões de&amp;nbsp;Fidel Castro sobre a realidade cotemporânea, inclusive a questão do meio ambiente e ainda em relação à história cubana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Agência Prensa Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOU contar um pouco de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os espanhóis "nos descobriram", há cinco séculos, o número estimado da população da Ilha não ultrapassava 200 mil habitantes, que viviam em equilíbrio com a natureza. Suas fontes principais de alimentos procediam dos rios, lagos e mares ricos em proteínas; além disso praticavam uma agricultura rudimentar que lhes fornecia calorias, vitaminas, sais minerais e fibras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas regiões de Cuba ainda existia o hábito de produzir casabe, um tipo de pão elaborado com mandioca. Determinados frutos e pequenos animais silvestres complementavam sua dieta. Fabricavam alguma bebida com produtos fermentados e transmitiram a cultura mundial o hábito de fumar, muito daninho para a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população atual de Cuba é, possivelmente, 60 vezes maior do que a existente naquela época. Embora os espanhóis se misturassem com a população autóctone, a exterminaram praticamente com o trabalho semi-escravo no campo e com a procura de ouro nas areias dos rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população indígena foi substituída pela importação de africanos, capturados à força e escravizados, uma prática cruel que foi aplicada durante séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De muita importância para nossa existência foram os hábitos alimentares criados. Fomos convertidos em consumidores de carne suína, bovina, ovina, leite, queijo e outros derivados; trigo aveia, cevada, arroz, grão-de-bico, feijão, ervilha e outras leguminosas procedentes de climas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originariamente, dispúnhamos do milho, e foi introduzida a cana-de-açúcar entre as plantas mais ricas em calorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café foi trazido pelos conquistadores da África; o cacau possivelmente foi trazido do México. Estes dois produtos, juntamente com o açúcar, o fumo e outros produtos tropicais, viraram enormes fontes de recursos para a metrópole, depois do levante dos escravos no Haiti, ocorrido no início do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de produção escravista perdurou até a transferência da soberania de Cuba para os Estados Unidos pelo colonialismo espanhol que, em uma guerra cruel e extraordinária, foi derrotado pelos cubanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Revolução triunfou, em 1959, nossa Ilha era uma verdadeira colônia ianque. Os Estados Unidos enganaram e desarmaram nosso Exército Libertador. Não se podia falar em uma agricultura desenvolvida, mas sim em imensas plantações, exploradas com o trabalho manual e animal que, em geral, não utilizavam fertilizantes nem maquinarias. As grandes usinas de açúcar eram de propriedade norte-americana. Várias delas tinham mais de cem hectares de terra; outras dezenas de milhares. No total eram mais de 150 usinas açucareiras, incluídas as dos cubanos, que trabalhavam menos de quatro meses a cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos receberam os fornecimentos açucareiros de Cuba nas duas grandes guerras mundiais, e tinham concedido a nosso país uma cota de venda nos seus mercados, associada a compromissos comerciais e a limitações da nossa produção agrícola, apesar de que o açúcar era, em parte, produzida por eles. Outros setores decisivos da economia, como os portos e refinarias de petróleo, eram propriedade norte-americana. Suas empresas possuíam grandes bancos, centros industriais, jazidas, cais, linhas marítimas e ferrovias, além de serviços públicos tão vitais como os elétricos e telefônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que desejem entender não é necessário nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de que as necessidades de produção de arroz, milho, óleo, sementes e outros alimentos eram importantes, os Estados Unidos estabeleciam determinados limites a tudo o que concorresse com sua produção nacional, incluído o açúcar subsidiado de beterraba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, quanto à produção de alimentos é um fato real que dentro dos limites geográficos dum país pequeno, tropical, chuvoso e ciclônico, desprovido de maquinaria agrícola, de sistemas de barragens, de irrigação e do equipamento adequado, Cuba não podia dispor de recursos, nem estava em condições de concorrer com as produções mecanizadas de soja, girassol, milho, leguminosas e arroz dos Estados Unidos. Algumas delas, como o trigo e a cevada, não podiam ser produzidas em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que a Revolução cubana não teve um minuto de paz. Apenas foi decretada a Reforma Agrária, antes de completar-se o quinto mês do triunfo revolucionário, começaram os planos e ações de sabotagem, incêndios, obstruções e emprego de meios químicos daninhos contra o país. Estes incluíram pragas contra produções vitais e, inclusive, contra a saúde humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao subestimar o nosso povo e sua decisão de lutar por seus direitos e sua independência, os EUA cometeram um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nenhum de nós tinha, nesse então, a experiência atingida durante muitos anos; atuávamos a partir de ideias justas e de uma concepção revolucionária. Talvez o principal erro de idealismo cometido foi pensar que no mundo havia uma determinada quantidade de justiça e respeito ao direito dos povos quando, certamente, não existia. Contudo, disso não dependeria a decisão de lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tarefa que ocupou nosso esforço foi a preparação para a luta que se aproximava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência adquirida na batalha heroica contra a tirania batistiana, é que o inimigo, qualquer que fosse sua força, não podia vencer o povo cubano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação do país para a luta virou esforço principal do povo, e nos levou a episódios tão decisivos como a batalha contra a invasão mercenária, promovida pelos Estados Unidos, em abril de 1961, desembarcada na Baía dos Porcos e escoltada pela infantaria da marinha e pela aviação ianques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de se resignar à independência e ao exercício dos direitos soberanos de Cuba, o governo desse país adotou a decisão de invadir nosso território. A URSS não teve absolutamente nada a ver com o triunfo da Revolução Cubana. Esta não assumiu o caráter socialista devido ao apoio da URSS, tudo o contrário: o apoio da URSS foi oferecido pelo caráter socialista da Revolução Cubana. De tal maneira que, apesar da URSS ter desaparecido, Cuba continua a ser socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguma via a URSS soube que Kennedy tentaria utilizar com Cuba o mesmo método que ela aplicou na Hungria. Isso levou aos erros que Kruschov cometeu, a respeito da crise dos mísseis, que fui obrigado a criticar. Mas não só foi Kruschov que errou, também Kennedy. Cuba não tinha nada a ver com a história da Hungria, nem a URSS teve nada a ver com a Revolução, que foi fruto, apenas, da luta do nosso povo. Kruschov somente teve o gesto solidário de enviar armas a Cuba, quando foi ameaçada pela invasão mercenária que os Estados Unidos organizaram, treinaram, armaram e transportaram. Sem as armas enviadas a Cuba, nosso povo teria derrotado as forças mercenárias da mesma forma com a qual derrotou o exército de Batista, ocupando-lhe todo o equipamento militar que possuía: 100 mil armas. Se a invasão direta dos Estados Unidos contra Cuba tivesse ocorrido, nosso povo estaria lutando até hoje contra seus soldados, que com certeza, também teriam que lutar contra milhões de latino-americanos. Os Estados Unidos teriam cometido o maior erro de sua história, e a URSS talvez ainda existiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas antes da invasão, depois do ataque covarde a nossas bases aéreas, por aviões dos Estados Unidos que levavam bandeiras cubanas, foi declarado o caráter socialista da Revolução. O povo cubano combateu pelo socialismo, naquela batalha que ficou registrada na história como a primeira vitória contra o imperialismo na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram dez presidentes dos Estados Unidos, está passando o décimo-primeiro, e a Revolução Socialista se mantém em pé. Também passaram todos os governos que foram cúmplices dos crimes dos Estados Unidos contra Cuba, e nossa Revolução se mantém em pé. A URSS desapareceu e a Revolução continuou adiante. Não se levou a cabo com permissão dos Estados Unidos, mas sim sob um bloqueio cruel e desapiedado; com ações terroristas que mataram ou feriram milhares de pessoas, cujos autores hoje desfrutam de total impunidade; enquanto lutadores antiterroristas cubanos são condenados à prisão perpetua; uma chamada Lei de Ajuste Cubano concede entrada, residência e emprego nos Estados Unidos. Cuba é o único país do mundo a cujos cidadãos é aplicado esse privilégio, negado aos do Haiti, depois do terremoto que matou mais de 300 mil pessoas, e ao resto dos cidadãos do hemisfério, aos que o império persegue e expulsa. Contudo, a Revolução cubana continua em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba é o único país do planeta que não pode ser visitado pelos cidadãos estadunidenses; mas Cuba existe e continua em pé, a só 90 milhas dos Estados Unidos, travando sua luta heroica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os revolucionários cubanos temos cometido erros e os seguiremos cometendo, porém jamais cometeremos o erro de ser traidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais elegemos a ilegalidade, a mentira, a demagogia, o engano ao povo, a simulação, a hipocrisia, o oportunismo, o suborno, a ausência total de ética, os abusos de poder, inclusive o crime e as torturas nojentas, que com óbvias, embora sem dúvida meritórias exceções, têm caracterizado a conduta dos presidentes dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, a humanidade enfrenta problemas sérios e sem precedentes. O pior é que em grande parte as soluções dependerão dos países mais ricos e desenvolvidos, que chegarão a uma situação que realmente não estão em condições de enfrentar, sem que se derrube o mundo que estiveram tentando moldar a favor de seus interesses egoístas, e que inevitavelmente leva ao desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando de guerras, de cujos riscos e consequências já falaram pessoas sábias e brilhantes, incluídas muitas norte-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando de uma crise dos alimentos, causada por fatos econômicos e mudanças climáticas que, aparentemente, já são irreversíveis, em consequência da ação do homem mas, que de todas formas, a mente humana está no dever de enfrentar com urgência. Durante anos, que em realidade foi tempo perdido, se falou do assunto. Porém, o maior emissor de gases poluentes do mundo, Estados Unidos, se negava sistematicamente a levar em conta a opinião mundial. Deixando de lado o protocolo e outras bobagens habituais nos homens de Estado das sociedades de consumo, que quando têm acesso ao poder costumam ficar atordoados devido à influência da mídia, a realidade é que não prestaram atenção ao assunto. Um homem alcoolizado, cujos problemas eram conhecidos, e não preciso dizer o nome, impôs sua linha à comunidade internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas ganharam força, agora, de súbito, mediante fenômenos que se estão repetindo em todos os continentes: muito calor, incêndios de florestas, perdas de colheitas na Rússia, com numerosas vítimas; mudança climática na China, chuvas excessivas ou secas; perdas progressivas das reservas de água no Himalaia, que ameaça a Índia, China, Paquistão e outros países; chuvas excessivas na Austrália, que alagaram quase um milhão de quilômetros quadrados; ondas de frio insólitas e fora de época na Europa, com afetações consideráveis à agricultura; secas no Canadá; ondas inusuais de frio nesse país e nos Estados Unidos; chuvas sem precedentes na Colômbia, que afetaram milhões de hectares de culturas; precipitações jamais vistas na Venezuela; catástrofes por excessivas chuvas nas megacidades do Brasil e secas no sul. Praticamente, não existe região no mundo onde estes fatos não tenham acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As produções de trigo, soja, milho, arroz e outros cereais e leguminosas, que constituem a base alimentar do mundo â�ö cuja população atinge hoje, segundo cálculos, quase 6,9 bilhões de habitantes, já se aproxima da cifra inédita de 7 bilhões, e onde mais de 1 bilhão sofre fome e desnutrição â�ö estão sendo afetadas seriamente pelas mudanças climáticas, criando um problema grave no mundo. Quando as reservas não foram recuperadas totalmente, ou só em parte para alguns tópicos, uma grave ameaça está criando problemas e desestabilização em numerosos estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 80 países, todos eles do Terceiro Mundo, com dificuldades reais, são ameaçados pela fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas vou citar estas declarações e relatórios, de maneira sintetizada, que estão sendo publicados nos últimos dias: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ONU adverte para risco de uma nova crise alimentar. " 11 de janeiro de 2011 (AFP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos perante uma situação muito tensa..." Coincidiu a FAO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cerca de 80 países enfrentam um déficit de alimentos..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O índice global dos preços dos produtos agropecuários de base (cereais, carne, açúcar, oleaginosas, lacticínios) situa-se atualmente em seu nível máximo desde que a FAO começou a elaborar esse índice, há 20 anos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NAÃ�ÕES UNIDAS, janeiro (IPS)." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com sede em Roma, alertou, na semana passada, que os preços mundiais do arroz, do trigo, do açúcar, da cevada e da carne (...) aumentarão significativamente em 2011..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"PARIS, 10 de janeiro (Reuters).â�ö O presidente da França, Nicolas Sarkozy, apresentará esta semana, em Washington, sua campanha para enfrentar os altos preços globais dos alimentos..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Basileia, Suíça, 10 de janeiro (EFE).â�ö O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, porta-voz dos governadores dos bancos centrais do G-10, alertou hoje sobre a o aumento do preço dos alimentos e sobre a ameaça de inflação nas economias emergentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Banco mundial teme uma crise no preço dos alimentos, 15 de janeiro (BBC)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, informou à BBC que a crise seria mais profunda do que a de 2008. "MÉXICO DF, 7 de janeiro (Reuters)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em novembro, o ritmo anual da inflação dos alimentos triplicou no México, em comparação com os dois meses anteriores..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Washington, 18 de janeiro (EFE)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Segundo um estudo realizado, a mudança climática agravaria a falta de alimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há mais de 20 anos, os cientistas alertaram sobre o impacto da mudança climática, mas nada mudou, a não ser o aumento das emissões que provocam o aquecimento global", disse à Efe Liliana Hisas, diretora executiva da filial estadunidense desta organização." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osvaldo Canziani, Prêmio Nobel da Paz em 2007 e assessor científico do relatório, indicou que "no mundo todo serão registrados fenômenos meteorológicos e condições climáticas extremas, e o aumento da temperatura média superficial incrementará a intensidade desses fenômenos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(Reuters), 18 de janeiro.â�ö A Argélia compra trigo para evitar escassez e distúrbios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A agência estatal de grãos da Argélia comprou por volta de 1 milhão de toneladas de trigo, nas últimas duas semanas, para evitar a escassez, caso ocorram distúrbios", disse à Reuters uma fonte do Ministério da Agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(Reuters), 18 de janeiro.â�ö O preço do trigo aumenta em Chicago, após compras da Argélia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Economista, 18 de janeiro de 2011." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alerta mundial devido ao preço dos alimentos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre as principais causas estão as enchentes e as secas provocadas pela mudança climática, o uso de alimentos para produzir combustíveis e a especulação no preço dos commodities".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas são dramaticamente sérios. Contudo, nem tudo está perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção atual de trigo calculada atingiu a cifra de quase 650 milhões de toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de milho ultrapassa essa quantidade e se aproxima dos 770 milhões de toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A soja poderia aproximar-se dos 260 milhões, dos quais os Estados Unidos calculam 92 milhões e o Brasil, 77. São os dois maiores produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira geral, os dados de gramíneas e leguminosas disponíveis em 2011 são conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro assunto a resolver pela comunidade mundial seria selecionar entre alimentos e biocombustíveis. O Brasil, um país em desenvolvimento, com certeza, deveria ser compensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os milhões de toneladas de soja e milho que serão investidos em biocombustíveis fossem destinados à produção de alimentos, o aumento inusitado dos preços poderia parar, e os cientistas do mundo poderiam propôr fórmulas que, de alguma maneira, possam deter e inclusive, reverter a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeu-se muito tempo. É hora de fazer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Publicação: 19 de janeiro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-2712901656929582413?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/2712901656929582413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/cuba-relacoes-internacionais-e-hora-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2712901656929582413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/2712901656929582413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/cuba-relacoes-internacionais-e-hora-de.html' title='(Cuba - Relações internacionais) - É hora de fazer alguma coisa'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-7689894158370017818</id><published>2011-01-21T08:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T08:02:28.012-08:00</updated><title type='text'>Colombia  Derechos Humanos) - Prision arbitraria na Colombia</title><content type='html'>Apresada la poetisa y periodista Angye Gaona: se hace un llamado a la solidaridad. Tres detenciones arbitrarias de estudiantes en la segunda semana de enero 2011, Colombia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: Areito Imagen&lt;br /&gt;Apresada la poetisa y periodista Angye Gaona: el Estado colombiano quiere callarla para mantener la oscuridad genocida. La poetisa y comunicadora es apresada por pensar, en Colombia: país en el que el estado ha convertido el hecho de pensar en un crimen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es una situación insoportable: cada día detienen, asesinan o desaparecen a un opositor político, estudiante, sindicalista, sociólogo, campesino... La represión ejercida por el Estado colombiano contra el pueblo colombiano para acallar sus reivindicaciones sociales es brutal. Urge que el mundo se mueva en solidaridad. Que se dé a conocer esta realidad y sus dimensiones que rebasan todo en el Orbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He aquí un fragmento de un poema de Angye Gaona, para que conozcan su alma sincera y tierna, solidaria y creativa: "Tejido blando"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quieras contener todo el aire de los abismos,toma sólo el de tu pequeña inspiración,acarícialo por instantes,susúrrale como si al último alientoy déjalo libre ir allí,a donde tú también quisieras:vasto, inmenso, indistinto.Sopla fuerte lo que guardas. No recojas más lágrimas, pecho blando.Y si un niño preso llora, dirás,y si un hombre es torturado, dirás.Que no es tiempo de guardar la ira, te digo.Es momento de fraguar y hacer lucirel filo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angye Gaona es una mujer creativa y comprometida socialmente, siempre activa en el desarrollo de la cultura; parte del comité organizador del conocido Festival Internacional de Poesía de Medellín, cuya calidad testimonia de trabajo y sueños tejidos entre los pueblos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urge la movilización internacional por su liberación y por denunciar que el estado colombiano mantiene encarceladas a más de 7.500 personas por el "delito de opinión": estamos ante una verdadera dictadura camuflada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empieza el 2011 con más detenciones de estudiantes: Hoy lunes 17 de enero de 2011 fue detenido Julian Andoni Domínguez estudiante universitario; una hora después en las inmediaciones de la CUT Santander integrantes del CTI de la fiscalía y del GAULA detienen a William Rivera Rueda, estudiante universitario de derecho y defensor de Derechos Humanos, del sector gremial de los trabajadores informales, quien fue amedrantado después de haber sido detenido por integrantes de la Armada Nacional quienes le dijeron “a usted lo conocemos, por ahí le mandaron una razoncita después hablamos” ; estas últimas detenciones se produjeron en Bucaramanga. Dentro de los encarcelamientos masivos de estudiantes y sindicalistas adelantados por el ejército y fuerza pública de Colombia en esta segunda semana de enero 2011, se encuentra también la sindicalista Aracely CAÑAVERAL Vélez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha de Publicación: 18 de enero de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-7689894158370017818?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/7689894158370017818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/colombia-derechos-humanos-prision.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7689894158370017818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/7689894158370017818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/colombia-derechos-humanos-prision.html' title='Colombia  Derechos Humanos) - Prision arbitraria na Colombia'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-4553326852389181044</id><published>2011-01-20T05:28:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T05:28:11.088-08:00</updated><title type='text'>Brasll-Meio Ambiente) - As águas turvas da Nestlé</title><content type='html'>Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carla Klein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à&amp;nbsp; saúde, desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desmineralização de água é proibida pela Constituição. Cientistas&amp;nbsp;europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a PureLife é uma água química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do permitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar&lt;br /&gt;imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso. Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em&amp;nbsp;uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço. Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento. Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores&amp;nbsp; crimes contra a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do&lt;br /&gt;programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós cidadãos ganhamos com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para essas empresas que o governo governa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colabore. Transmita estas informações para outras pessoas. Mais informações sobre o caso Nestlé em www.cidadaniapelasaguas.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 19.01.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-4553326852389181044?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/4553326852389181044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasll-meio-ambiente-as-aguas-turvas-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4553326852389181044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/4553326852389181044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/brasll-meio-ambiente-as-aguas-turvas-da.html' title='Brasll-Meio Ambiente) - As águas turvas da Nestlé'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-5390645637467225837</id><published>2011-01-19T18:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T18:45:13.334-08:00</updated><title type='text'>(Tunsia - Política) - Jornalistas têm participação intensa nas mudanças</title><content type='html'>&amp;nbsp;Com a Revolução do Jasmim jornalistas tomam o poder nas redações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Jornal&amp;nbsp;Humanité&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de Max Altman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas tunisinos, silenciados e amordaçados sob o regime do presidente deposto Ben Ali, levam a cabo sua própria « Revolução do Jasmim » assenhoreando-se da linha editorial nas redações, sem, por enquanto, exigir a saída de sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômeno sem precedente, comitês de redação são formados nos meios de comunicação do Estado, nos jornais privados considerados próximos do antigo regime e até naqueles do ex-partido no poder, a União Constitucional Democrática (RCD por sua sigla em francês), cuja dissolução as massas populares estão a exigir nas ruas. "Somos nós que vamos decidir doravante a linha editorial » declarou Faouzia Mezzi, jornalista de La Presse, um jornal prestigioso que, sob Ben Ali, havia sido submetido totalmente às ordens de sua camarilha. "Nós constituímos dois comitês de redação, um para o La Presse, em francês, e outro para o Essahafa, cotidiano do mesmo grupo, em árabe, explica a senhora Mezzi, acrescentando que o diretor-geral do grupo está confinado, no momento, ao papel daquele que « assina os cheques » a fim de garantir o andamento da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro sinal de mudança nos meios de comunicação surgiu na noite que se seguiu à fuga de Ben Ali, na sexta-feira, 14 de janeiro, com o desaparecimento da tela da televisão pública do logo "Tunis7" em referência ao 7 de novembro de 1987, data em que o ex-presidente tomou o poder. "Televisão nacional », proclama o novo logotipo, sobre um fundo vermelho e branco, as cores nacionais. O tom mudou completamente no canal público, que dá, a partir de agora, a palavra aos antigos opositores e às pessoas da rua, e, de resto, organizando extensos debates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se exerce hoje qualquer censura", indica Karima, uma jornalista do serviço de informações da rádio pública RTCI, porém « nós filtramos as informações tentando comprovar os fatos. A equipe de direção está em seu posto mas ela nos deixa fazer o nosso serviço de jornalistas. » O mesmo ocorre com o grupo de mídia próximo do antigo poder, o Al-Anouar, que possuiu quatro títulos. « Os redatores-chefes desapareceram mas os jornalistas continuam a trabalhar », informa Chokri Baccouche, redator-chefe adjunto de um dos títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tomada do poder aconteceu igualmente na Radio Mosaique FM que pertence a pessoas próximas de Ben Ali. "Decidimos tomar em nossas mãos a linha editorial da rádio para que ela possa transmitir a voz dos tunisinos sejam quais forem as suas opiniões e a que agrupamento pertençam » anunciaram num comunicado os novos dirigentes, os jornalistas e os empregados da estação radiofônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data de Pubicação: 19.1.2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7079689362000545033-5390645637467225837?l=jakobskind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jakobskind.blogspot.com/feeds/5390645637467225837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/tunsia-politica-jornalistas-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5390645637467225837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7079689362000545033/posts/default/5390645637467225837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jakobskind.blogspot.com/2011/01/tunsia-politica-jornalistas-tem.html' title='(Tunsia - Política) - Jornalistas têm participação intensa nas mudanças'/><author><name>jakobskind</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05498297280114742924</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_3iUBv7SVRIk/SwhZCBfT_qI/AAAAAAAAAAY/-jYj-KGgGpc/S220/mario-praia6IMG_0062.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7079689362000545033.post-7124065205512309087</id><published>2011-01-19T08:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T08:01:13.691-08:00</updated><title type='text'>(Brasil - Clima) - Maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras</title><content type='html'>Tragédia na região serrana do Estado do Rio de Janeiro está sendo considerada equivocadamente pela mídia como a maior tragédia do gênero ocorrida no país &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Aurélio Paiva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia do que ocorreu na Serra das Araras basta comparar os índices pluviométricos. A atual tragédia de Teresópolis ocorreu após um volume de chuvas de 140mm em 24 horas. Na Serra das Araras, em 1967, o volume de chuvas chegou a 275 mm em apenas três horas. Quase o dobro de água em um oitavo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o episódio da Serra das Araras parece ter sido apagado da memória do país e, especialmente, da imprensa. O noticiário dos veículos de comunicação enfatiza que a tragédia da Região Serrana do Rio superou o desastre de Caraguatatuba em março de 1967 (ver abaixo). O caso da Serra das Araras, ocorrido em janeiro daquele mesmo ano, sequer é citado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a ONU embarcou na história e colocou a tragédia atual entre os dez maiores deslizamentos de terras do mundo nos últimos 111 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraguatatuba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1967 foi realmente atípico. Em março, dois meses após a tragédia da Serra das Araras, outro desastre atingiu Caraguatatuba, no litoral paulista. Chovia quase todos os dias desde o início do ano (541mm só em janeiro, o dobro do normal). Do dia 17 para 18 de março, um temporal produziu quase 200 mm de chuvas em um solo já encharcado. No início da tarde de 18 de março, sábado, a tragédia aconteceu sob intenso temporal que chegou a acumular 580mm de chuvas em dois dias (Teresópolis teve 366mm em 12 dias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundos os relatos da época, houve uma avalanche de lama, pedras, milhares de árvores inteiras e troncos que desceu das encostas da Serra do Mar, destrui
